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DIA 30 DE JUNHO VAMOS PARAR O BRASI

A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo reunidas no dia 23 de junho em São Paulo reafirmam seu apoio às greves e mobilizações convocadas para o dia 30 de junho contra a reforma trabalhista e em defesa dos direitos e da aposentadoria.

Repudiamos a reforma trabalhista que está tramitando no Senado Federal (PLC38/2017) porque ela rasga a CLT, amplia a precarização do trabalho, condena o/a trabalhador/a viver de bico, fragiliza a sua organização, a negociação coletiva, além de dificultar o acesso à Justiça do Trabalho.

A reprovação do relatório da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, no dia 20 de junho, foi uma derrota do governo ilegítimo e demonstrou que temos condições de barrá-la.

Este foi o resultado da pressão que estamos fazendo desde o início do ano nas bases eleitorais dos parlamentares e das ações de massa que promovemos que se intensificaram em março (nos dias 08, 15 e 3) e que culminaram com a histórica greve do dia 28 de abril e com a expressiva ocupação de Brasília, realizada no dia 24 de maio.

A continuidade do governo Temer ou a sua substituição por outro ilegítimo, indicado indiretamente pelo Congresso significam a continuidade da agenda de retrocessos. Por isso exigimos a retomada da democracia com a saída imediata de Temer e com a realização de eleições diretas.

As frentes reforçam a prioridade à agenda de lutas e orientam as seguintes ações para parar o Brasil no dia 30:

– Realizar reuniões e assembleias preparatórias conjuntas nos municípios para organizar as ações;

– Paralisar a circulação em locais de impacto e visibilidade desde as primeiras horas do dia;

– Apoiar os trabalhadores/as na paralisação dos seus locais de trabalho.

– Realizar no período da tarde atos unitários e massivos em todo o país.

*Contra a Reforma Trabalhista! Em defesa da aposentadoria e dos direitos!*

*Fora Temer!*

*Diretas Já!*

*Frente BRASIL Popular*
*Frente Povo Sem Medo*

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DIA 30 DE JUNHO – VAMOS PARAR O BRASIL CONTRA A REFORMA TRABALHISTA, EM DEFESA DOS DIREITOS E DA APOSENTADORIA

As Centrais Sindicais têm acompanhado cotidianamente os desdobramentos da crise econômica, política e social, bem como a mais ampla e profunda tentativa de retirada dos direitos dos trabalhadores, através da tramitação das Reformas Trabalhista e da Previdência no Congresso Nacional.
A ação unitária das Centrais Sindicais tem resultado em uma grande mobilização em todos os cantos do país, como vimos nos dias 08 de março, 15 de março, na Greve Geral de 28 de abril e no Ocupa Brasília em 24 de maio. Como resultado do amplo debate com a sociedade e das mobilizações, conseguimos frear a tramitação da Reforma da Previdência e tivemos uma primeira vitória na Reforma trabalhista, com a reprovação na CAS (Comissão de Assuntos Econômicos do Senado).
Mas ainda não enterramos essas duas reformas, e por esse motivo, continuamos em luta.
Nesse contexto, as Centrais Sindicais reunidas no dia de hoje conclamam todas as entidades de trabalhadores a construir o dia 30 de junho de 2017 e o seguinte calendário de luta:
• 27 de junho: audiência dos Presidentes das Centrais Sindicais no Senado;
• 27 a 29 de junho: atividades nos aeroportos, nas bases dos senadores e no senado federal;
• 30 de junho: Vamos parar o Brasil contra a reforma trabalhista, em defesa dos direitos e da aposentadoria.
• No dia da Votação da Reforma Trabalhista no Senado: mobilização em Brasília
Estamos certos de que a unidade de ação é crucial na luta sindical sobretudo em momentos conturbados como o que atravessamos.

CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil
CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular
CUT – Central Única dos Trabalhares
Força Sindical
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
UGT – União Geral dos Trabalhadores

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Desmonte da CLT avança do Senado

Por 14 votos a 11 a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado fraudou mais uma vez o regimento da Casa legislativa e aprovou no último dia 6 o relatório da reforma trabalhista que sequer foi lido. De acordo com a Agência Senado, todas as 240 emendas propostas para minimizar o desmonte da CLT foram rejeitadas. O rolo compressor visa evitar a volta do projeto à Câmara dos Deputados.
O relator Ricardo Ferraço (PSDB/ES) deixou para o presidente golpista Michel Temer “sugestões” de veto aos ataques mais cruéis previstos no projeto de lei da Câmara (PLC) 38/2017.
Quando esta edição foi concluída o texto estava sendo analisado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). E pelo regimento ainda terá que passar pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) antes de seguir para o Plenário. Mas como em meio ao golpe – que destituiu a presidenta Dilma Rousseff para aplicar essas medidas – regimento virou peça decorativa, o jornal ‘Folha de S. Paulo’ noticiou que o governo ilegítimo articula aprovar urgência na tramitação para mandar o texto direto ao plenário, numa tentativa de reconciliação com o mercado após a crise das delações da JBS.
A Agência Senado informa que o PLC deve ser votado no plenário do Senado entre os dias 20 e 23 de junho.

Maior ataque da história
O próprio Senado admite que a reforma é “a maior alteração à CLT desde a sua criação”, em 1943. E destaca alerta da senadora Fátima Bezerra (PT/RN) de que serão alterados 97 artigos e 320 dispositivos da CLT, cinco artigos e 13 dispositivos da Lei do Trabalho Temporário (Lei 6.019/1974) e um dispositivo da Lei do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de cinco dispositivos da Lei 8.212/1991, o regime jurídico dos servidores públicos.

Dia 20 é dia de luta rumo à greve geral de 30 de junho
Para evitar a manobra do governo golpista e derrotar a reforma trabalhista, as centrais sindicais brasileiras marcaram nova greve geral para o dia 30 deste mês. As centrais também definiram o dia 20 de junho como uma jornada de preparação para a greve geral, com protestos em todo o país, ações em todas as capitais, assembleia nas portas de fábrica, paralisação de lojas, bancos e comércios.
Em Campinas as centrais estão organizando as atividades do dia 20 e da greve geral e o STU está participando da preparação das atividades conjuntas com as demais categorias. Na assembleia de ontem uma comissão foi escolhida para acompanhar as reuniões preparatórias.

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Multidões vão às ruas pelo Fora Temer, Diretas Já

Milhares de pessoas participaram das manifestações realizadas neste domingo (11) em quatro das principais capitais do país – São Paulo, Salvador, Recife e Porto Alegre – reivindicando a saída do presidente Michel Temer e a realização de eleições Diretas Já. Nas quatro cidades, os manifestantes também protestaram contra os projetos de reforma trabalhista e da Previdência, principais bandeiras do atual governo.
Em Salvador, o ato reuniu cerca de 100 mil pessoas.
Em São Paulo, foram as mulheres que deram o tom no ato “Mulheres pelas Diretas e pelos Direitos”, realizado no Largo do Arouche, que reuniu artistas, intelectuais, políticas e lideranças do movimentos sociais.
Recife também reuniu milhares, no Cais da Alfândega, no centro da capital pernambucana.
Já os gaúchos se reuniram no Parque da Redenção, em Porto Alegre, para exigir a saída de Temer e a realização de eleições diretas.

Plenária Unificada de Campinas prepara a Greve Geral
O Fórum Nacional das Centrais Sindicais, com o apoio da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo, estão convocando uma nova Greve Geral para o dia 30 de Junho.
Em Campinas, a preparação da greve será discutida em uma plenária unificada que será realizada hoje (13), às 19 horas, na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Campinas – Rua Barão de Jaguara nº 704, Centro.

Com informações da Rede Brasil Atual.

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Decisão unânime do STF afirma constitucionalidade da Lei de Cotas no serviço público federal

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em seção realizada no último dia 8, decidiu pela constitucionalidade da Lei 12.990/2014, que instituiu as Cotas no serviço público federal.
A decisão foi unânime e torna válida a reserva de 20% das vagas para negros em concursos públicos, em cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal direta e indireta, no âmbito dos Três Poderes.
Segundo a decisão do STF “a lei é motivada por um dever de reparação histórica decorrente da escravidão e de um racismo estrutural existente na sociedade brasileira”.

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Trabalhadores técnico-administrativos pelo FORA TEMER, para barrar as reformas. DIRETAS JÁ!

Publicado no site da Fasubra

Reafirmamos a orientação às entidades de base no dia 24 de paralisar as atividades, juntar-se às demais mobilizações de rua que ocorrerão em todos os estados, e organizar as caravanas para o Ato OCUPA BRASÍLIA.

Em meio às denúncias apresentadas pelos delatores do grupo JBS, o presidente, ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP), foi para o tudo ou nada! Reafirmou, em nota oficial, na última quinta-feira, 18, sua permanência à frente da Presidência da República. A tática do governo é seguir com as reformas e apostar no equilíbrio da economia.  Este dois elementos dariam estabilidade para que Temer se mantenha até o final do seu mandato, para atender o mercado e cumprindo a agenda de ataques aos trabalhadores na retiradas de direitos.

Porém o cenário não está nada favorável ao governo. Além dos movimentos de massa que aumentam cada vez mais nas ruas e a pressão por parte da mídia, Temer tem de controlar o esvaziamento da base aliada, que já nota o desgaste do governo frente à opinião pública.

OAB solicita impeachment

Diversos movimentos sociais, diante da crise institucional, também tem se posicionado neste momento pelo impeachment. Exemplo disto, foi a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Nacional), que se reuniu no último sábado, dia 20, e deliberou entrar com o pedido de impeachment de Temer, baseado em crime de responsabilidade, junto à Câmara dos Deputados.

Além disso, Temer enfrenta o processo de cassação da chapa que tem seu julgamento agendado para 6 de junho, que pode pôr fim ao seu mandato.

Pauta trancada

Com a pauta lotada, o congresso segue em ritmo de espera dos próximos acontecimentos. A crise político-institucional tranca toda a pauta que notoriamente é contrária aos trabalhadores, que nas ruas já gritam pelo Fora Temer e pelas Diretas Já! Neste cenário a oposição se movimenta apresentando os pedidos de impeachment de Temer e tenta barrar as votações das reformas, enquanto não se apurar as graves denúncias contra o governo.

Centrais sindicais

Por outro lado, as centrais sindicais têm mobilizado os trabalhadores nos atos de rua neste último período, ganhando mais força, e apontado nova ofensiva com as denúncias que enfraqueceram o governo. Na última reunião realizada em São Paulo na sexta, dia 19, definiu-se a participação nos atos de domingo, 21,  pelo país, pelo Fora Temer e por eleições diretas.

Pressão nas ruas

Mesmo com o anúncio dos relatores de suspensão do andamento das reformas da Previdência e Trabalhista, é necessário pressionar o congresso por uma nova agenda. Isto significa fazer muita pressão nas ruas, nos estados e na capital federal. A expectativa é de mobilizar mais 80 mil pessoas na próxima quarta-feira, 24, para que os deputados retirem definitivamente da pauta estas reformas.

#OCUPA BRASÍLIA

É insustentável a situação deste governo, a crise institucional já demonstra o seu desgaste. Nesta conjuntura temos que ocupar as ruas e preparar a contra ofensiva. A marcha do dia 24 é decisiva para derrotar a política do governo e avançar para o Fora Temer e Diretas Já.

Reafirmamos a orientação às entidades de base no dia 24 de paralisar as atividades, juntar-se às demais mobilizações de rua que ocorrerão em todos os estados, e organizar as caravanas para o Ato OCUPA BRASÍLIA. Orientamos que os sindicatos disponibilizem aos caravaneiros kits de proteção individual para a marcha.

Brasília sitiada

O governo demonstra medo diante das mobilizações de rua na capital, reforçando a segurança e cercando o Congresso Nacional. O aparato policial está a postos para reprimir as manifestações na quarta-feira. Baseado nas últimas manifestações no final de 2016, sabemos que a repressão policial pode ser violenta, porém, nada pode parar o clamor das ruas.

Neste momento, o que está em disputa não é apenas barrar as reformas, mas a queda de um governo ilegítimo. Isto significa que temos uma nova tarefa pela frente, não deixar que o parlamento sem legitimidade decida sobre o futuro da nação, realizando as eleições indiretas! Não basta derrotar Temer e sua política, temos que tomar em nossas mãos as decisões do país para os próximos  períodos!

NENHUM DIREITO A MENOS! FORA TEMER!

Direção Nacional FASUBRA Sindical

 

SEGUE AS ORIENTAÇÕES DA MARCHA:

Todas as entidades de base devem organizar suas caravanas a partir de ampla articulação nos estados.

Os Fóruns estaduais devem buscar parceria com as diferentes entidades do serviço público e demais sindicatos, para custear as caravanas terrestres para Brasília.

Que as entidades organizem equipes de saúde e segurança, repassando os nomes para o FONASEFE.

Que as entidades repassem até o dia 19 de maio para o FONASEFE o quantitativo de militantes que vai para Brasília saindo dos estados.

Todas as caravanas devem chegar até às 11h do dia 24 de maio, e devem ir direto para o estacionamento do Estádio Mané Garrincha, aonde será a concentração. A Marcha está prevista para a partir das 14h saindo do estádio Mané Garrincha e indo para a Esplanada dos Ministérios.

As entidades ANDES-SN, CONDSEF, FASUBRA, FENAJUFE e SINASEFE irão fazer o levantamento estrutural e logístico da realização da Marcha e irá divulgá-lo em relatório e na próxima reunião do FONASEFE do dia 22.5.17.

Saudações Sindicais

Direção Nacional FASUBRA Sindical

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A Reforma Trabalhista e a Terceirização serão debatidas pelo jurista Jorge Luiz Souto Maior

Nesta segunda-feira (22), das 19h30 às 22h30, no Campus I da PUC-Campinas (sala 901), acontece o debate “Os Impactos da Reforma Trabalhista e da Terceirização no Mundo do Trabalho”.
O encontro contará com a presença do Juiz do Trabalho e professor da USP, Jorge Luiz Souto Maior, que tem como desafio traçar um panorama sobre o que está por vir com a Lei da Terceirização e a Reforma Trabalhista.
Vale destacar que, recentemente, a Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) se manifestou contrária às propostas de liberação da terceirização de todas as atividades, por considerá-la uma medida inconstitucional, e da Reforma Trabalhista, porque impõe um retrocesso de direitos.
O evento é parte de um projeto especial lançado pela Apropucc (Associação dos Professores da PUC-Campinas) em parceria com o CES (Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho) que visa contribuir com o debate na sociedade sobre os rumos do país para garantir que o trabalhador não tenha nenhum direito a menos.
O debate é gratuito, aberto ao público e a inscrição pode ser feita pelo e-mail [email protected].

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Dia 24 todos a Brasília contra as reformas e pelo “Fora Temer! Diretas, já!”

Na reta final da preparação do #OcupaBrasília, o país foi surpreendido na noite de ontem com a notícia divulgada pelo jornal “O Globo” de que o presidente golpista Michel Temer foi gravado negociando o pagamento de uma “mesada” ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, também do PMDB de Temer e hoje preso. O esquema também compraria o silêncio do operador (responsável pela articulação e distribuição dos pagamentos de propinas) Lúcio Funaro. A mesma notícia de “O Globo” revelou ainda que o senador tucano Aécio Neves (PSDB/MG) foi também gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da empresa dono da JBS, Joesley Batista. Durante a negociação Aécio teria afirmado ainda que as malas de dinheiro deveriam ser entregues a “um que a gente mata ele antes de fazer delação.”

A crise política e institucional aberta com o golpe que levou ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff chegou ao seu auge. O governo ilegítimo de Temer não tem nenhuma condição de continuar e aprovar os ataques draconianos a direitos da classe trabalhadora, como as reformas da previdência e trabalhista.

Nesse contexto a manifestação do dia 24 em Brasília ganha ainda mais peso para barrar essas reformas, impor a revogação de todas as medidas do golpe e a realização de eleições diretas. É hora do povo tomar nas mãos o seu destino.

Dia 21 centrais, frentes e movimentos realizam manifestações em todo o país

Numa prévia do dia 24, o próximo domingo também será de manifestações em todo os país pelo “Fora Temer”. Em Campinas o ato terá início às 15h no Largo do Rosário, mesmo horário em que os movimentos sociais tomarão a Avenida Paulista, na capital. Os protestos estão sendo convocados pela CUT, CTB, CSP-Conlutas, Intersindical, Força Sindical, as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, UNE, UBES e centenas de outras entidades e movimentos para exigir eleições “Diretas já!”. O STU fortalecerá essas manifestações e conclama toda a categoria a participar.

porFernanda de Freitas

Plenária Unificada indica ações para construir Greve Geral na cidade

Ontem à noite (18) foi realizada uma Plenária Unificada para preparar a Greve Geral.

O encontro reuniu as centrais sindicais – CTB, CUT, CGTB, CSB, NCST, UGT, CSP Conlutas, Força Sindical e Intersindical –, os movimentos sociais e estudantis, sindicatos de Campinas e Região e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. O STU também esteve presente ma plenária.

A plenária avaliou os setores públicos e privados em condições de parar no dia 28 de abril e apontou as ações organizativas necessárias para construir a Greve Geral na cidade.

Ficou acertado que a concentração das mobilizações será no Largo do Rosário, a partir das 11h e durante o dia todo haverá manifestações no Centro de Campinas, com indicativo de passeata para às 16h.

Greve Geral na Unicamp

Ontem a Assembleia Geral dos estudantes aprovou a participação na Greve Geral e amanhã (20) os professores irão se reunir para discutir e deliberar sobre a adesão ao movimento.

O STU está discutindo e buscando construir junto com o DCE e a ADunicamp as atividades comuns, principalmente, no dia da Greve Geral (28 de abril), para mobilizar a comunidade universitária.

O sindicato também segue construindo as reuniões de unidades para organizar a greve em cada local de trabalho.

As Reformas da Previdência e Trabalhista farão com que todos os nossos direitos historicamente conquistados desapareçam.  Nossa resposta precisa estar à altura, com a construção da nossa GREVE GERAL dentro e fora da Unicamp.

 

Fotos: Kiko

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10 de abril: Debate sobre as reformas trabalhista e previdenciária em Campinas

 

O deputado Orlando Silva (PCdoB), presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviços Públicos da Câmara Federal, participa de um debate na próxima segunda-feira (10), às 19 horas, no Salão Vermelho da Prefeitura Municipal de Campinas, com nove Centrais Sindicais que atuam na cidade e na região, para debaterem os reflexos e os impactos  para os trabalhadores e trabalhadoras da proposta das Reformas Trabalhista e Previdenciária.

Na mesa de debate, além do deputado, participam os seguintes representantes das Centrais Sindicais: Paulo Nobre – CTB, Carlos Fabio (Índio) – CUT, Carlos Ferreira – Força Sindical, Vitor Hugo – Intersindical , Mané Melato – Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora, Adriana Stella – CSP/Conlutas Campinas, Francisco Soares de Souza (Chico) –  UGT, Luiz Gonçalves (Luisinho) – NCST e Aires Ribeiro – Pública/Central dos Servidores. A intermediação será do vereador Gustavo Petta (PCdoB).

Esta atividade está sendo organizada por diversos sindicatos de Campinas e região, entre eles: STU, Sindicato dos Frentistas, Regional Campinas do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, Sindicato dos Químicos e dos Condutores de Americana, Sinpro Campinas, Sindicato dos Trabalhadores Empreendedores Individuais de Ponto Público Fixo e Móvel de Campinas, Apropucc, (Associação dos Professores da PUC-Campinas) e Servidores Públicos Municipais.

 

Para entender as reformas que estão em tramitação:

Reforma Previdenciária:  A PEC 287 – emenda à Constituição que está em discussão no Congresso propõe, por exemplo, mudar para 65 anos a idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres, aumentar o tempo mínimo de contribuição para 25 anos, a exigência de 49 anos de contribuição para acesso à aposentadoria integral, criar um pedágio para homens com mais de 50 anos e mulheres com mais de 45: o que significa um acréscimo de 50% no tempo para aposentar.

Reforma Trabalhista: O PL 6787 tira a força de lei da CLT. Cria acordos internos sem a participação do Sindicato, permite que o “negociado” pela empresa tenha mais força que a CLT, facilita o contrato por tempo parcial, dificulta o acesso à Justiça do Trabalho, permite parcelamento de:  férias, jornada de trabalho flexível e remuneração por produtividade.

Vale ressaltar que em janeiro deste ano, o Ministério Público do Trabalho pediu a rejeição completa desta proposta.

 

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Ato hoje à tarde denuncia feminicídio de estudante em Limeira

Na última sexta-feira (31) a estudante Sandy Andrade Santos foi encontrada morta a cerca de 2,5 quilômetros da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp (FCA), de Limeira.

Sandy estava no segundo ano do curso de Engenharia de Manufaturas, e de acordo com informações da Polícia Militar seu corpo apresentava marcas de violência, possivelmente devido a estrangulamento.

A brutalidade sofrida pela estudante é mais uma prova de que a violência contra as mulheres é uma realidade que, infelizmente, está presente em todos os espaços. Na sociedade onde vivemos, com a propagação da cultura do estupro até mesmo no ambiente universitário, as mulheres se tornam alvo a todo instante.

Não podemos permitir que mulheres sejam assassinadas todos os dias apenas por exercerem seu direito de ir e vir, seu direito à liberdade de edtudar, seu direito à vida. Então, para ecoar o grito de basta de todas aquelas que não suportam mais se sujeitar aos abusos dessa sociedade machista e misógina, o sindicato estará presente no ato de hoje (4), organizado pela Frente Feminista de Limeira, às 14h, com concentração na FCA, e chama todas e todos a participarem.

O STU expressa as mais profundas condolências aos familiares e amigos de Sandy, e também exige que a Unicamp tome providências concretas para evitar que feminicídios se repitam dentro ou no entorno de suas dependências.

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Agência Pública de Jornalismo desmente ministro

Investigamos a afirmação de Raul Jungmann, que calculou a despesa gerada pelos militares em apenas R$ 13 bilhões

“Dizem que os militares contribuiriam com 45% do déficit da Previdência. Isso não é verdade. Inclusive isso está sendo corrigido. Eu recebi a informação da Secretaria Geral e da Secretaria do Orçamento. Na verdade, os militares não contribuem como está sendo dito aí com R$ 34 bilhões e com 45% do déficit. O déficit real que os militares contribuem é de R$ 13 bilhões.” – Raul Jungmann, ministro da Defesa, em entrevista ao jornal O Globo em 7 de dezembro de 2016
 
Uma das principais críticas à proposta de reforma da Previdência do governo Michel Temer (PMDB) é que os militares não foram incluídos nas novas regras. Essa exceção exaltou muitos ânimos e suscitou artigos sobre o tamanho do déficit previdenciário e qual a participação dos militares neste rombo. Veículos como O Globo e BBC publicaram textos sobre o assunto nos quais indicam que o déficit dos militares corresponde à porcentagem contestada pelo ministro Raul Jungmann em sua frase, de 45%. O Truco –projeto de verificação de fatos da Agência Pública – entrou em contato com o Ministério da Defesa diversas vezes, solicitando o posicionamento da pasta e a fonte do dado informado por Jungmann como verdadeiro, mas não obteve retorno.

A informação de que, em 2015, cerca de 45% do déficit da Previdência derivou do gasto com militares consta em diversos documentos oficiais. Uma tabela produzida pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados mostra que o déficit total da Previdência Social naquele ano foi de R$ 72,5 bilhões. Desse valor, R$ 32,5 bilhões destinaram-se ao pagamento de militares, incluindo aqueles que estão na reserva e reformados. Isto corresponde a 45% do déficit total.

Em 2016, o percentual foi um pouco menor: 44% do déficit previdenciário foi relativo aos gastos com militares. A contribuição dos militares para o déficit do ano passado chegou exatamente ao valor que o ministro declarou ser incorreto: R$ 34,06 bilhões.

O grupo de consultores da Câmara responsável pela tabela trabalha no assessoramento em orçamento, controle e fiscalização financeira. O documento obtido pela reportagem foi produzido pelo núcleo temático Trabalho, Previdência e Assistência Social. A fonte oficial utilizada foi o Relatório Resumido da Execução Orçamentária, elaborado pelo Tesouro Nacional, que é vinculado ao Ministério da Fazenda.

O valor indicado por Jungmann como o “déficit real” dos militares está incorreto e na verdade aproxima-se do gasto apenas com pensões, sem contar o déficit causado com pagamento de militares na reserva e reformados. O déficit causado somente pelas pensões foi de R$ 19 bilhões em 2016. Em 2015, a despesa foi de R$ 18,2 bilhões.

O ministro da Defesa afirma ainda que o percentual de 45% não é verdadeiro e estaria sendo corrigido. Nenhuma fonte contatada afirmou que o dado está sendo reanalisado, apenas que ele se refere a todos os gastos que a Previdência tem com militares e não apenas às pensões, como o número indicado por Jungmann. A assessoria de imprensa do Ministério da Defesa não respondeu às solicitações da reportagem.

O Truco classifica a afirmação de Jungmann como distorcida, porque os dados foram usados para produzir uma falsa interpretação da realidade. O número apresentado como verdadeiro está errado e é relativo apenas a uma parcela dos gastos da Previdência com os militares. Além disso, a maneira como a frase foi construída induz o leitor a acreditar que o dado apresentado pelo jornais está incorreto – o que não é verdade.

Fonte: Agência Pública de Jornalismo

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

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Manifestação contra aumento da tarifa em Campinas mobiliza população

No dia de ontem (11), centenas de pessoas, entre trabalhadores, estudantes e movimentos sociais, se reuniram no Largo do Rosário para deixar claro ao prefeito reeleito, Jonas Donizete, que o aumento da tarifa dos ônibus em 18,4% não vai ser aceito de boa vontade.

A tarifa, antes no valor de R$3,80 já representando alto custo para a população, passou para R$4,50. Contudo, a qualidade do transporte permanece ruim, o número de veículos nas frotas não atende realmente as demandas da cidade e a categoria dos rodoviários ainda é desvalorizada.

O STU acredita que a população campineira, em especial seus trabalhadores, merece um transporte público de qualidade e com tarifas justas, por isso, também é contra a medida de Jonas Donizete.

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Manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus será no dia 11/1 (quarta)

Como “presente” de ano novo para a população de Campinas o prefeito reeleito, Jonas Donizete, elevou a tarifa de transporte público em 18,4%. A passagem, que era de R$ 3,80 passou para R$ 4,50 – enquanto os trabalhadores amargam congelamento de salários e desemprego. O aumento da tarifa prejudica em muito a vida dos trabalhadores e de toda a população. É hora de organizar a luta para barrar o aumento. E na próxima quarta (11) acontece o primeiro ato contra o reajuste. A concentração terá início às 17h, no Largo do Rosário
Também é preciso e urgente construir a mobilização nacional contra a reforma da previdência do governo golpista de Michel Temer, que quer nos obrigar a trabalhar até morrer, reduzir ainda mais os já indecentes valores das aposentadorias e penalizar ainda mais as mulheres que já são superexploradas pela dupla jornada.

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Feminicídio: Conservadorismo que mata

Em Campinas, em plena virada do ano, um homem que já havia sido denunciado pela ex-esposa por abuso sexual contra o filho de 8 anos assassinou a mulher, a criança e outras 10 pessoas da família de Isamara Filier. A carta deixada pelo assassino, que se suicidou após cometer os crimes, evidenciou o quanto era conservador e machista, típico do eleitorado de Bolsonaros e outros inimigos dos direitos humanos. E mostrou também como essa onda conservadora que assola o país e possilitou o golpe contra a ex-presidenta Dilma ameaça direitos de todos em todas as esferas, especialmente as mulheres, vilipendiadas e desumanizadas pelo machismo. #NenhumaAmenos #BastaDeFeminicídios

 

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Senadores aprovam PEC da Morte no dia dos 48 anos do AI-5

Na mesma data em que, em 1968, era promulgado o Ato Institucional nº 5 – o mais draconiano da ditadura empresarial militar que golpeou o país durante 21 anos – o Senado Federal aprovou hoje em segundo turno a Proposta de Emenda Constitucional 55 (PEC 55). A PEC que já ficou conhecida como PEC da Morte, PEC do Abismo ou PEC do Fim do Mundo, congela por 20 anos os investimentos sociais para garantir o a prioridade ao pagamento da dívida pública.

As verbas para o SUS, a educação, previdência, assistência social cairão drasticamente. Segundo estudo publicado em setembro pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, ligado ao governo) estima que o investimento federal na saúde pode ser reduzido em até R$ 743 bilhões nas próximas duas décadas.

Em menos de três horas de sessão, 53 senadores comprometeram o futuro das próximas gerações. Suas biografias já entraram para a história nacional como aqueles que, tal qual defendeu o coronel ministro da ditadura Jarbas Passarinho naquele famigerado 13 de dezembro de 1968, jogaram “às favas todos os escrúpulos”.

Até mesmo a Organização das Nações Unidas já se manifestou contra a emenda tal teto de gastos, que não existe em lugar nenhum do mundo por duas décadas. Para o relator especial da ONU para extrema pobreza e direitos humanos, Philip Alston, “se adotada, essa emenda bloqueará gastos em níveis inadequados e rapidamente decrescentes na saúde, educação e segurança social, colocando, portanto, toda uma geração futura em risco de receber uma proteção social muito abaixo dos níveis atuais”.

Resistência vai continuar

Apesar da forte repressão policial contra servidores e trabalhadores de outras categorias que se viu em Brasília nas duas votações da PEC no Senado (dia 29 de novembro e neste dia 13), a movilização das categorias vai continuar. A Fasubra e representantes do STU estiveram presentes na manifestação na capital federal e já discutem com outras entidades iniciativas contra a promulgação da PEC, marcada para este dia 15 já que a mudança constitucional aprovada no Congresso Nacional não depende de sanção presidencial.

Houve também manifestações organizadas em diversos estados, incluindo São Paulo, pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Citados na Lava-Jato e outros escândalos arrancam direitos dos trabalhadores

Entre os senadores que votaram a favor da PEC da Morte, vários são citados na Operação Lava-Jato. Entre eles: Aécio Neves (PSDB/MG), Aloysio Nunes (PSDB/SP), Alvaro Dias (PV/PR), Antonio Anastasia (PSDB/MG), Benedito de Lira (PP/AL), Ciro Nogueira (PP/PI), Edison Lobão (PMDB/MA), Eduardo Braga (PMDB-AM), Eunício Oliveira (PMDB/CE), Fernando Bezerra Coelho (PSB/PE), Gladson Cameli (PP/AC), José Agripino (DEM-RN), Romero Jucá (PMDB/RR) e Valdir Raupp (PMDB/RO). O presidente-réu da Casa, Renan Calheiros (PMDB/AL), se absteve porque seu voto não era mais necessário à aprovação da medida.

Há também figuras “ilustres” de outros escândalos, como Cidinho Santos (PR/MT), que foi investigado na Máfia das Sanguessugas que desviavam verbas da saúde. Eduardo Amorim (PSC/SE) investigado por crime contra a lei de licitações e improbidade administrativa. Ou Flexa Ribeiro (PSDB/PA), citado em denúncia de crime contra a administração pública. Ivo Cassol (PP/RO) foi condenado a prisão em 2013 por fraude em licitações. José Agripino (DEM-RN) é investigado por corrupção. Sérgio Petecão (PSD/AC) responde a processos por crime eleitoral e peculato. E Telmário Mota (PDT/RR) que responde a processo pela Lei Maria da Penha.

O que prevê a PEC

– Limitação de aumento dos gastos federais em, no máximo, a inflação acumulada até o mês de junho do ano anterior a partir de 2018

– Proibição de reajuste salarial nos órgãos que excederem o teto no ano seguinte ao excesso de gastos

– Ameaça de congelamento do salário mínimo se o limite de despesas da União for excedido

– Fica fora do teto o pagamento de juros da dívida pública, transferências constitucionais aos estados e municípios (que apesar de receberem as verbas da União terão que adaptar suas legislações ao novo teto constitucional) e gastos com eleições

Por Luciana Araújo, com informações da Agência de Notícias do Senado e outras agências.
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PEC 55 é aprovada no Senado. Estudantes e trabalhadores são fortemente reprimidos

Por 61 a 14, o texto da PEC 55 foi aprovado na noite de terça-feira (29) no Senado Federal. A votação em segundo turno está prevista para o dia 13 de dezembro.
Com essa votação os senadores deram mais um passo para destruir a educação e a saúde públicas no país ao congelar os investimentos sociais por 20 anos, colocando em risco os demais serviços públicos e fazendo com que os mais pobres paguem a conta da crise econômica. Nenhuma medida para taxar os mais ricos foi adotada.

Manifestação de trabalhadores e estudantes é fortemente reprimida pela PM
Caravanas de todas as regiões do país estiveram em Brasília para protestar contra a aprovação da PEC do Fim do Mundo e defender os investimentos sociais.
Com forte presença de representações das universidades, os manifestantes foram recebidos em frente ao Congresso Nacional com bombas de gás lacrimogênio e muita violência. Uma verdadeira violação ao direito de livre manifestação.
O STU esteve presente na manifestação e sua delegação participou e seguirá participando ativamente da luta contra a PEC 55.
Entidades do funcionalismo, centrais sindicais, movimentos sociais e estudantis prometem intensificar a mobilização contra a aprovação da PEC em segundo turno no Senado.

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29/11 é dia de Paralisação Nacional contra a PEC 55

Nesta terça-feira (29) pode ser votada no Senado a proposta de emenda constitucional (PEC) 55. A PEC da morte congela por 20 anos os investimentos sociais para garantir o pagamento da dívida pública, ameaçando de extinção o SUS, a educação pública e a seguridade social inscritas na Constituição de 1988.
Para barrar a votação, além de denunciar os 366 deputados que votaram a favor do enterro dos direitos sociais na Câmara e os senadores que fizerem o mesmo, centrais sindicais, entidades estudantis, movimentos sociais e as frentes de mobilização Brasil Popular e Povo Sem Medo realizam um novo Dia Nacional de Lutas com paralisações, trancaços de rodovias e atos. O centro da luta contra a PEC será em Brasília, onde acontecerá uma marcha nacional convocada por centenas de entidades e um ato em frente ao Congresso Nacional.
Os técnico-administrativos da Unicamp se somam à luta contra a retirada de direitos e o STU enviará uma caravana a Brasília.

Paralisação na Unicamp
Além da participação na caravana (que parte hoje, às 18 horas, do estacionamento da BC), a assembleia da categoria realizada no último dia 24 também aprovou paralisar as atividades amanhã, somando forças na greve nacional organizada pela Fasubra e o Andes (sindicato nacional dos docentes) que já acontece em dezenas de universidades federais.
Durante o dia, em conjunto com a Adunicamp e o DCE, serão realizadas várias atividades sobre as consequências da PEC 55 na vida dos brasileiros.

Hora de acordar para o desmonte do Brasil
O governo golpista de Michel Temer agora se vê às voltas com a queda do sexto ministro, em seis meses, depois da denúncia bomba do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, de que Temer atuou pessoalmente para beneficiar o também ex-ministro Geddel Vieira Lima com a liberação da construção de um edifício de 30 andares em área proibida por ser de preservação ambiental.
A denúncia que evidencia ainda mais os verdadeiros objetivos do golpe institucional consolidado em 31 de agosto, contraditoriamente coloca em xeque o golpismo. A situação de Temer, gravado pressionando Calero, tornou-se insustentável.
É hora mais que decisiva de aproveitar a oportunidade de impedir o desmonte do país, retomando com força a luta pelo “Fora Temer”, contra a PEC 55 e todas as medidas do governo golpista que atacam direitos.
Para beneficiar seus apaniguados e o capital financeiro, o governo Temer vem jogando toda a conta da crise nas costas dos trabalhadores.
Na Unicamp a situação não é diferente. Enquanto concursos são suspensos, a reposição da inflação não foi garantida e a categoria está há mais de dois anos sem avaliação para progressão na carreira, sem reajuste do auxílio alimentação e acumulando perdas salariais, as duplas matrículas que neste ano vão consumir mais de R$ 1,6 milhão seguem em vigor.
Vamos virar esse jogo!
Nenhum direito a menos!

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Somos todos estudantes em defesa da educação pública

Nas últimas semanas, após o governo Temer baixar por medida provisória uma reforma educacional muito similar à que foi promovida durante a ditadura militar, milhares de estudantes se levantaram em luta no país inteiro. Segundo informação divulgada neste domingo pelo Movimento pela Universidade Pública Brasileira, havia 169 universidades em todo o Brasil ocupadas pelos estudantes. A União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) também divulgou na última sexta-feira que mais de mil escolas seguem ocupadas no que já está sendo chamado de Primavera Secundarista. Já são mais de 30 dias de ocupações contra a PEC 241 (agora no Senado com o número 55) e a MP 746, que reforma o ensino médio excluindo disciplinas do currículo. A esse movimento se soma a greve nacional dos servidores técnico-administrativos das universidades federais contra a PEC 55, iniciada em 24 de outubro. No Paraná e em Brasília (na UnB) houve ainda ataques físicos de grupos com características facistas contra as ocupações. Na UnB, por exemplo, a palavra de ordem da horda contra a ocupação era “Desocupa senão a gente estupra!”, denunciaram vários veículos de mídia. No Rio de Janeiro o judiciário ameaçou os estudantes de desocupação do Colégio Pedro II com uso de força, e em Brasília, o juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal autorizou o uso de técnicas de tortura contra os jovens em luta pela educação (corte de água, energia, isolamento familiar e uso de instrumentos sonoros para impedir os alunos de escolas ocupadas de dormirem). Esta é uma situação inaceitável, que o STU repudia e manifesta integral apoio aos estudantes, que como na onda de ocupações de 2015 em São Paulo, derrotaram a proposta do governo Alckmin de fechar escolas. Os estudantes mostram o caminho.

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Solidariedade ao MST contra a criminalização das lutas

Na sexta-feira (4), a sede da Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema (SP), foi invadida por policiais armados numa operação que visava prender duas pessoas que não estavam nas dependências da escola e não têm relação com o MST. A operação ilegal sequer tinha mandado, mas policiais pularam a guarita de segurança e entraram atirando num espaço onde havia crianças brincando num parquinho. Um idoso que sofre de Mal de Parkinson teve uma costela quebrada ao ser derrubado no chão por policiais ao ser detido por “desacato”. Uma artista que realizava atividades na escola também foi detida. Os dois foram liberados horas depois porque não havia nada que os incriminasse. O espaço é mantido pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) por meio de convênio com a Unesco, universidades brasileiras e doações de apoiadores da luta pela reforma agrária desde 2005. A ação foi repudiada por militantes do mundo inteiro e em um ato no sábado (5) moções de solidariedade de mais de 120 países foram recebidas pelo movimento. O STU repudia mais essa tentativa do golpismo de criminalizar os movimentos sociais, atacando o principal movimento de luta em defesa do direito à terra. Não passarão!