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STU muda equipe do Deptº Jurídico

A diretoria do STU aprovou em sua última reunião nova mudança na equipe que assessora o departamento Jurídico do sindicato. Será rescindido o contrato com o escritório do advogado Jorge Luís Martins e retomada a contratação de prestação de serviços advocatícios com o escritório dirigido pelo advogado José Antônio Cremasco – o dr. Cremasco, que já advogou para os trabalhadores da Unicamp e o STU por dez anos.

 

A transição entre as equipes dos dois escritórios se dará em janeiro, com o objetivo de não comprometer o atendimento à categoria.

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Unicamp vota orçamento 2015 e trabalhadores cobram isonomia

Reitor diz que Universidade economizou o equivalente a “uma Fazenda Argentina” desde que assumiu * Bancada de servidores no Consu registrou protesto contra atraso no calendário estabelecido por Tadeu em 2013 para efetivar isonomia dos pisos salariais com a USP.
Na terça-feira (16) o Consu aprovou a proposta orçamentária da Unicamp para 2015. Baseada no estabelecido no orçamento do Estado, a proposta prevê arrecadação R$ 2.233,17 milhões – um crescimento de 6,1% (previsão de inflação anual) mais 1,5% derivado da estimativa de crescimento do PIB paulista.
Ao ser cobrado sobre a isonomia, o reitor reafirmou que pela primeira vez na década a arrecadação do ICMS teve crescimento nominal negativo e que o comprometimento médio da Unicamp com a folha está próximo de 97%.
Durante o Consu foi apresentada a reserva técnica disponível em novembro deste ano. O saldo total era de R$ 1.121.306.472,00 – mantendo equivalência ao valor disponível no mesmo período de 2013. Segundo Tadeu, isso significa que a Unicamp durante 2014 manteve as reservas e, considerado o custo de aquisição da Fazenda Argentina (cerca de R$ 150 milhões),  a manutenção dos patamares de reserva mostram uma economia do mesmo porte do gasto com o terreno adquirido. Ou seja, mesmo com todo o discurso de falta de recursos, há dinheiro sobrando. A reserva técnica não comprometida, de acordo com os dados apresentados pela reitoria, era de R$ 361.741.442,00.
O STU prepara um calendário de mobilizações e reuniões para os meses de fevereiro e março, incluídas reuniões das unidades e a eleição  do Conselho de Representantes (CR). Em abril estaremos discutindo a isonomia e a campanha salarial 2015.
A isonomia é uma conquista da nossa luta e vamos cobrar os compromissos da reitoria.
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STU cobra a Prefeitura do campus ação sobre denúncias nos restaurantes e ato repudia desrespeito a a mulheres

No último dia 10 o STU se reuniu com o prefeito do campus para discutir as denúncias divulgadas pelo sindicato de que funcionárias contratadas pela Funcamp e que trabalham nos restaurantes estavam sendo obrigadas a trocar constantemente de roupas para fumar e impedidas de usar peças íntimas que marcassem. Além disso, há restrições a que as trabalhadores se reúnam com o sindicato.
Durante a reunião, o prefeito reafirmou que o órgão não aceita situações que discriminem e desrespeitem as mulheres ou quaisquer trabalhadores. E comprometeu-se a se reunir com a Funcamp e apresentar um posicionamento sobre o tema em uma próxima reunião, ainda sem data.
Durante o almoço ontem, um protesto em defesa das trabalhadoras condenou o preconceito e a discriminação contra as mulheres, denunciando que as medidas têm conteúdo machista. A diretora  do STU Adriana Stella leu a moção aprovada em assembleia repudiando as medidas adotadas.
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Boletim 116/2014

Baixe aqui o Boletim 116/2014, de 18 de dezembro de 2014.

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Festa de final de ano do STU garantiu a diversão

No dia 12 de dezembro ocorreu a festa de final de ano do STU, no Recanto da Felicidade. Foi um momento de confraternização, no qual os trabalhadores puderam se reencontrar para repor as energias. A festa contou com apresentações musicais e teatrais, além de piscina e campo de futebol, o que proporcionou muita diversão.

Clique aqui para conferir as fotos.

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Fim das festas, câmeras, escolta e até botão de pânico: universidades paulistas investem contra a violência

Fonte: Portal R7

 

As denúncias de violência sexual e de desrespeito aos direitos humanos neste ano motivaram as universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) a correrem contra o tempo para melhorar suas políticas de segurança. As ações determinam o controle sobre as festas estudantis, punição de agressores e até mesmo a criação de dispositivos de alerta como, por exemplo, um botão do pânico.

Um levantamento divulgado nesta terça (9) mostrou que a proporção de atos de violência sexual na USP foi maior do que na cidade de São Paulo nos últimos três anos. Os ataques sexuais representaram 3,4% dos crimes violentos registrados pela universidade, este número é de 1,54% na capital.

Na USP, as congregações — instâncias máximas de decisão nas unidades — da Escola Politécnica e das FMUSP (Faculdade de Medicina da USP) decidiram proibir a organização de festas estudantis e o consumo de bebidas alcoólicas nas unidades.

As restrições ocorreram após casos de abuso sexual contra alunas em festas serem denunciados em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) em novembro. Um dia depois da repercussão das denúncias, a FMUSP anunciou que criará um Centro de Defesa dos Direitos Humanos para assistir jurídica e psicologicamente alunos da instituição que forem vítimas de violência.

O diretor da unidade, José Otávio Auler Junior, chegou a afirmar que alunos que perseguirem vítimas e denunciantes de abusos poderão ser suspensos ou expulsos.

Para Marco Arkeman, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e um dos autores do livro “Bulindo com a universidade — Um estudo sobre o trote na medicina”, a quebra de silêncio dos alunos da FMUSP sobre os casos de violência em meio a contextos de festas foi essencial para a tomada de providências na instituição.

— Como isso é um problema interno, os dirigentes diziam ‘vamos resolver isso internamente’. E como quem dirige a escola passou soube dessas questões quando era estudante, acaba que as coisas foram naturalizadas […] A quebra de silêncio quebra a lógica da corporação.

Após a repercussão dos casos na mídia, o Conselho Gestor do campus da Cidade Universitária aprovou, no início de dezembro, documento que proíbe a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas em festas da USP. O texto também proíbe a realização de grandes festas no campus Butantã.

Segundo Paula Figueiredo, promotora de Justiça de Direitos Humanos e Inclusão Social do Ministério Público Estadual que recebeu e acompanha as denúncias sobre violências praticadas na FMUSP, a proibição de festas não resolve o problema.

A diretoria colocou para o Ministério Público que isso seria uma solução temporária até que fossem desenvolvidos mecanismo efetivos de alteração dessa realidade […] Mas as festas não são a origem do problema, elas só permitem que essa realidade [de cultura de discriminação às minorias na universidade] se concretize ali e se torne mais evidente.

A promotora revelou ao R7 que solicitou à diretoria da FMUSP documentos que expliquem o funcionamento da segurança na instituição. A intenção é de que, no início de 2015, o MP encaminhe à instituição um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com orientações para a melhoria da segurança nos espaços.

— A ampliação da segurança me parece necessária na unidade, porque, por exemplo, no espaço da atlética, que onde se faz festas, não tem nenhuma câmera. Então, realmente, é uma segurança aparentemente falha. Não fechamos uma proposta final ainda, mas estão surgindo ideias como a de criar um grupo de apoio à mulher na USP toda e de criação de uma ouvidoria autonomia para fazer um contato direto das vítimas com a diretoria da USP e com a procuradoria de maneira mais isenta.

Efetivamente seguro 

Além da proibição de festas, a instituição tem realizado seminários abertos à comunidade para discutir a segurança em seus espaços. No mês de novembro, a SAS (Superintendência de Assistência Social) da universidade divulgou que recebe quatro denúncias de violência cometida contra alunas moradoras do Crusp (Conjunto Residencial da USP), na Cidade Universitária, por ano. Em 12 anos, 49 estudantes mulheres já registraram queixas de agressão.

Em entrevista concedida recentemente ao Jornal da USP, Ana Lúcia Schritzmeyer, superintendente de Prevenção e Proteção Universitária e docente do departamento de antropologia da instituição, afirmou que a universidade está “fazendo o possível para que a curto prazo o campus [Butantã] se torne um lugar efetivamente mais seguro”.

Segundo o Jornal da USP, no novo plano de segurança que vai apresentar para os próximos três anos de gestão de Marco Antonio Zago à frente da reitoria, Ana Lúcia prevê a renovação do corpo de agentes da guarda universitária, atualmente composto por 160 guardas em todos os campi da universidade, sendo apenas quatro deles mulheres.

“Para a professora, o contingente feminino deveria ser aumentado, especialmente levando em conta o primeiro atendimento a eventuais casos de violência sexual contra mulheres”, diz a reportagem.

O futuro novo plano também prevê a instalação de 300 câmeras de vigilância nos campi, cursos de formação para os guardas universitários e a melhoria do diálogo entre a guarda universitária e as polícias civil, militar quanto às ocorrências na Cidade Universitária.

Segundo Ana Lúcia, as soluções para a melhoria da segurança também devem contar com o diálogo entre todos os setores. A professora pontua que uma das questões centrais a serem enfrentadas é a falta de espaços de convivência estudantil para além dos locais de estudos.

— O campus é muito pobre em locais para as pessoas se encontrarem.

Unicamp 

Na Unicamp, um novo plano de segurança foi divulgado em novembro com base, justamente, no diálogo e na cultura de convivência.Intitulado Programa Campus Tranquilo, o plano tem como base a promoção da segurança na universidade por meio, inclusive, de atividades e eventos culturais.

As ações foram elaboradas a partir de 25 encontros realizados entre docentes, alunos e funcionários e preveem a instalação de uma unidade do Corpo de Bombeiros no campus e a disposição de botões de pânico para que a comunidade acione a vigilância universitária em caso de situação de risco.

Também estão previstos o treinamento e capacitação dos vigilantes, aumento da frota de viaturas de segurança e expansão e melhoria da iluminação de praças e vias. Só no projeto de melhoria da iluminação a universidade irá investir R$ 2,5 milhões. A ideia é usar novas tecnologias de fibras ópticas e lâmpadas de LED. Além disso, o serviço de escolta no período noturno, oferecido a pessoas que precisam se deslocar à pé noite pelo campus, vai atender a mais membros da comunidade.

Algumas medidas já foram implantadas, como a mudança do trajeto do ônibus circular da instituição para deixar os alunos em frente às moradias estudantis; outras, aguardam que parcerias sejam firmadas para entrar em vigor.

Em nota encaminhada ao R7 por meio de assessoria de imprensa, a universidade informa que “a base da proposta é transformar os campi da universidade em espaços tranquilos que permitam que a dinâmica da vida universitária se realize”.

Unesp 

A Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) vem reestruturando as ações para a garantia de segurança em seus campi desde 2010, quando a instituição investiu R$ 92 mil no treinamento de seus agentes de vigilância.

No mesmo período, foi inserido no regimento geral da universidade texto para garantir a tolerância e respeito entre os estudantes. O regimento estabelece que o desacato a um membro da comunidade universitária é passível de penas disciplinares como suspensão e desligamento. Uma resolução de 2005 também estabelece a proibição do uso de bebidas alcóolicas nos campi da instituição.

Segundo Roxael Antonio Castro, presidente do grupo de vigilância eletrônica da universidade, atualmente, cada unidade desenvolve o seu próprio projeto de vigilância e segurança.

O grupo do qual Castro é presidente foi criado em 2011 com a missão de administrar equipamentos (softwares e câmeras) utilizados até hoje como apoio à segurança em toda a universidade.

— Em 2014, o grupo enviou um projeto para a reitoria, para inclusão de um programa no Plano de Desenvolvimento Institucional da universidade, visando a destinação de recursos financeiros permanentes para a segurança pessoal [dos membros da comunidade] e também patrimonial.

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Nos ambulatórios do HC conquista das 30 horas vira punição

No dia 03/12 aconteceu a reunião no HC, junto com a diretora do Dpto. de Enfermagem, representante da Superintendência e RH, para discutir a implantação da jornada de 30 horas  semanais nos ambulatórios do HC. Com a proposta apresentada pela gestão os trabalhadores desses setores foram obrigados a cumprir jornada de 8 horas  diárias, com perdas de benefícios como o acesso de filhos às creches, o que além de tudo obriga esses servidores a ficar na Universidade por longo período, esperando o horário do fretado.
O STU argumentou sobre esses fatos que representam perda de benefícios e realização de horas extras e em reunião com os trabalhadores discutiu jornada alternativa, sem perdas de benefícios. Porém, nada avançou na reunião do HC, diferentemente do que ocorreu no Caism, onde a direção se dispôs a discutir outras propostas. No HC a direção da enfermagem se limitou a dizer que os trabalhadores descontentes com a escala deveriam procurar outro setor.
O STU considera a retomada das 30 horas uma conquista, e entende que é um absurdo que os gestores do HC façam dela uma punição. A diretoria do sindicato também reivindica que essa discussão seja encaminhada sem causar nenhum prejuízo aos trabalhadores.
Em decisões desde 2011 o TST considera o tempo de espera por transporte fornecido  pela empresa como hora-extra, já que o empregado está sim a disposição do empregador.
O STU convoca reunião com trabalhadores dos ambulatórios para o próximo dia 16/12 às 12h30, no F-2.
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STU solicita liberação para festa

O STU cobrou ontem resposta da reitoria sobre a liberação dos trabalhadores para participarem da festa de confraternização do sindicato. A reitoria manifestou que “reconhece, assim como acontece com outras unidades e órgãos do campus, a importância da participação dos trabalhadores nas festas de confraternização, inclusive do STU”.
No mesmo sentido, o STU também cobrou o prefeito do campus, que manifestou não haver nenhum obstáculo aos trabalhadores daquele órgão para que participem da festa do sindicato.
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Nota de pesar

É com pesar que o STU informa o falecimento de Antonia dos Santos Pacheco, funcionária do IMECC. Dona Antonia foi diretora do STU e uma de suas fundadoras em 1991.

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Boletim 115/2014

Baixe aqui o Boletim 115/2014, de 11 de dezembro de 2014.

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Boletim 114/2014

Baixe aqui o Boletim 114/2014, de 10 de dezembro de 2014.

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Racismo institucional foi tema de Painel Temático na abertura da Plenária Nacional Estatutária da FASUBRA

A Plenária Nacional Estatutária da FASUBRA Sindical teve início nesta sexta-feira (05), em Brasília-DF, com o Painel Temático Racismo Instucional nas Universidades Brasileiras apresentado por Jupiara Castro, Militante do Núcleo de Consciência Negra da USP e ex-diretora da Federação; Ivanilda Reis, da Coordenação da Mulher Trabalhadora; Paulo Vaz, coordenador de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria; e por Léia de Souza Oliveira, pela Coordenação de Raça e Etnia. A coordenação dos trabalhos ficou a cargo da também coordenadora de Raça e Etnia da FASUBRA, Sônia Baldez.

Léia Oliveira disse que o momento era oportuno para acumular resoluções importantes que comporão o plano de lutas para o próximo período. Para ela, os debates são fundamentais para fazer rumar o país para uma sociedade mais justa e igualitária, o que é propósito da Federação. Ela falou ainda sobre o mito da democracia racial, a importância de dar o recorte de racismo institucional, propôs a elaboração de um diagnóstico sobre a população negra e afrodescendente no âmbito da universidade, abordou a estrutura do estado brasileiro que nunca se preocupou em dar espaço para desenvolvimento dessa população que sempre esteve marginalizada e afirmou que as políticas de cota facilitaram o acesso de negros aos cursos universitários. “Hoje nós temos uma realidade bem melhor que em anos passados. Nós temos políticas e um arcabouço legal que define os direitos dos negros”, afirmou.

Jupiara Castro iniciou sua fala afirmando que o racismo é uma maneira estruturante do capitalismo manter formas de opressão e promover todo tipo de discriminação levando até mesmo ao genocídio da população negra de forma perversa. “Se nossas crianças estão no mundo do crime a responsabilidade é do Estado, que quando não oferece oportunidade para nossos jovens negros joga essa juventude na marginalização. O estado deveria resolver a questão da educação, do trabalho, do lazer, da saúde com políticas públicas eficazes”, argumentou. Exemplificando, ela disse que o racismo ocorre no atendimento a mulheres negras na hora do parto pelos hospitais públicos. “Nega-se à negra a anestesia sob o argumento de que a negra suporta melhor a dor. Isso é racismo institucional”, denunciou. Jupiara defendeu a disputa com os governos Federal, estaduais e municipais de projetos que visem reduzir as desigualdades. “Se nós nos acomodarmos, o que existe de pior na política brasileira vai nos vencer. Temos que fazer a disputa do jeito que sabemos: nas ruas”, concluiu.

Paulo Vaz versou sobre a necessidade da população negra pensar além das conquistas para poder ampliá-las. Também abordou as investidas do capital para fazer com que as pessoas “beneficiadas” esqueçam das não atendidas para evitar a ampliação dos direitos, e manter uma realidade que piora o preconceito na sociedade e só eleva o racismo institucional. O diretor da FASUBRA falou ainda sobre a organização sindical dos negros e negras e disse que é urgente a apreensão dos debates pelos sindicatos. “Nós precisamos aprender a discutir entre nós. Pois nós podemos ter todo o conhecimento, mas só sabe o que é racismo quem confronta essa situação todos os dias.”

Ivanilda Reis, falou sobre a realidade da mulher negra na universidade e disse que a proposta é de que esse segmento dialogue dentro do local de trabalho. “Nós mulheres somos 51% da população, e desse percentual a maioria é negra. Mas isso não se reflete na universidade. Para se ter uma ideia, somente em 2003 nós viemos a ter uma reitora negra”, salientou. Para ela, várias questões enfrentadas pela mulher negra em meio à universidade impedem seu crescimento, tais como falta de creches, dificuldade de ascensão funcional por conta da cor da pele, ocupação de cargos na sua maioria por homens brancos, os cursos considerados de excelência que também oferecem poucas vagas para esse segmento do público feminino, os menores salários e as funções mais humildes. “Assim, a mulher negra não se sente acolhida pela universidade”, afirmou.

Como é de praxe na organização dos eventos realizados pela FASUBRA Sindical, após as explanações os microfones foram abertos para as intervenções dos delegados à plenária. Mais de 20 participantes entregaram os crachás para manifestarem suas opiniões sobre o tema, em dois blocos de falações.

Repúdio

A delegação do Espírito Santo (SINTUFES) apresentou à Plenária denúncia sobre a declaração de um professor do Departamento de Economia da UFES, Manoel Luiz Malaguti, que no dia 3 de novembro de 2014, durante aula ao curso de Ciência Sociais, fez várias colocações de cunho racista e preconceituoso.

Programação

À tarde da sexta-feira foi direcionada para a aprovação das regras que regerão a eleição do Conselho Fiscal, homenagem à TAE Regina Célia Leal – falecida a cerca de 40 dias – e à realização dos informes Nacional e de Base. Para o sábado (6) e o domingo (7) estão programadas discussões sobre Organização Sindical, Conjuntura Nacional (Campanha salarial 2015 e Avaliação das Negociações com o governo), Filiações e ratificação de filiações de entidades à FASUBRA; Aprovação do Regimento do XXII CONFASUBRA/Definição da Pauta do XXII CONFASUBRA; Aprovação das Contas de 2013 e janeiro a junho de 2014; Eleição do Conselho Fiscal; Recomposição da Direção Nacional, de acordo com Artigo 64, Inciso III, na forma contida no Artigo 63 e outros assuntos pertinentes à Categoria, de acordo com o Estatuto no seu Artigo 40, Inciso III.

 

Fotos e texto: ASCOM FASUBRA

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Alesp aprova fim do uso de bala de borracha pela PM paulista

Arte reproduzida do Jornal do Campus/USP, edição 417 (out/2013).

Arte reproduzida do Jornal do Campus/USP, edição 417 (out/2013).

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou no último dia 3 projeto de lei proibindo a PM paulista de usar balas de borracha contra manifestações. O judiciário já havia proibido o uso da munição desde outubro deste ano.

Durante manifestações no Estado centenas de pessoas já foram atingidas por tais materiais e tiveram ferimentos graves, entre eles os fotógrafos Alex Silveira (que perdeu quase totalmente a capacidade de visão do olho esquerdo ao ser alvejado quando cobria um ato de professores da rede estadual no ano 2000) e Sérgio Andrade da Silva (atingido durante um dos protestos de junho de 2013, e que perdeu o olho esquerdo).

A diretoria do STU apóia o projeto, reivindica que o governo do Estado de São Paulo sancione a lei e que essa seja efetivamente respeitada pela PM paulista, uma das que mais matam no mundo.

A propositura é de autoria do deputado Luiz Cláudio Marcolino (PT).

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Boletim 113/2014

Baixe aqui o Boletim 113/2014, de 02 de dezembro de 2014.

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Boletim do Fórum das Seis

Baixe aqui o Boletim do Fórum das Seis de 27 de novembro de 2014.

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Boletim 112/2014

Baixe aqui o Boletim 112/2014, de 27 de novembro de 2014.[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2014/11/BoletimSTU_112_27-11-2014-1.pdf” language=”pt_BR”]

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Hoje tem reunião dos trabalhadores dos ambulatórios

No dia de hoje será realizada uma reunião para discutir a questão das 30 horas nos ambulatórios, onde estão ocorrendo problemas com a organização das escalas de trabalho. O objetivo é aprovar um posicionamento coletivo a ser apresentado nas reuniões com a reitoria e órgãos competentes
A reunião será ao meio-dia na F2 do HC. Participe!

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Reitores jogam culpa da crise nas costas dos trabalhadores

Ocorreu neste dia 26 a audiência pública da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento (CFOP) da Alesp, com presença dos três reitores para discutir a situação das universidades estaduais paulistas. Em todas as falas os reitores tentaram jogar a culpa da crise orçamentária nas costas dos trabalhadores, docentes e estudantes. O reitor Mário Zago, da USP, afirmou que aquela Universidade deve chegar a um saldo negativo de R$ 917 milhões em 2014. Segundo o reitor, o gasto com pessoal, bolsas aos estudantes e refeição compromete 105% do orçamento. Além disso, Zago afirmou que houve aumento “desnecessário” no quadro de funcionários.
Por sua vez, o reitor José Tadeu Jorge afirmou que o comprometimento financeiro da Unicamp deve-se do crescimento no número de cursos e estudantes de graduação e pós-graduação e à elevação dos gastos com a folha de pagamento. A reitora da Unesp e presidente do Cruesp, Marilza Vieira, também responsabilizou os gastos com pessoal pela crise daquela Universidade.
Os três reitores solicitaram na audiência o repasse por parte do governo do Estado respeitando a lei, sem o desconto das políticas habitacionais na base de cálculo, além do cumprimento dos reajustes orçamentários formalizados em 2005 para sustentar a expansão de campi e que nunca foram efetivados.
Em nenhum momento os gestores abordaram os questionamentos feitos pelo Tribunal de Contas do Estado – que atestam que o descontrole orçamentário não é culpa dos trabalhadores, mas sim de aplicações questionáveis das verbas repassadas. Além disso, as falas dos reitores também não questionaram o fato do percentual de repasse às universidades estar congelado há quase 20 anos, embora as instituições tenham crescido exponencialmente nesse período.
O Fórum das Seis seguirá atuando para buscar a aprovar as propostas de emendas apresentadas pelas entidades à Lei Orçamentária Anual de 2015 e cobrando dos reitores que também atuem efetivamente nesse sentido.

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Todos à assembleia geral amanhã ao meio-dia no CB-06!

Na terça-feira (25), após o ato e manifestações dos conselheiros no Consu, o reitor reiterou que mantém o compromisso com a isonomia, mas alegou novamente que a queda na arrecadação do ICMS não permite recurso para tal. Os representantes dos servidores deixaram claro que não aceitarão o não cumprimento do compromisso firmado pela isonomia no ano passado.
Hoje, na reunião de negociação com a reitoria, o STU cobrará firmemente a efetivação da isonomia.Amanhã, ao meio-dia ocorre a assembleia geral e é importante a participação de todos os trabalhadores, para uma discussão coletiva sobre o resultado da reunião com o reitor e encaminhamento das próximas ações.

Os trabalhadores exigem:

• 01 referência para cada funcionário a partir 01/10/2014;
• 01 referência para 20% dos funcionários, no processo avaliatório de 2014;
• 02 referências devidas nos pisos dos níveis Médio e Superior;
• Assegurar que a terceira etapa do processo de isonomia se efetivará antes da data-base de 2015, igualando os pisos com os valores praticados na USP e adequando a distribuição dos enquadramentos ao longo das faixas de cada nível da carreira.

Além das reivindicações específicas pendentes:

• 30 horas na Saúde para todos;
• Mais vagas nas creches;
• Implantação do vale refeição;
• Garantia e calendário da 2ª etapa da mudança de regime;
• Carreira dos funcionários;
• Extensão do auxílio alimentação para aposentados;
• Isonomia entre os trabalhadores Funcamp e Unicamp;
• Redução do valor do fretado com vistas à gratuidade e melhoria dos serviços e da mobilidade no transporte público e no serviço de circular interno.

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Boletim Especial Ambulatórios

Baixe aqui o Boletim Ambulatórios, de 26 de novembro de 2014.

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