Nota de Repúdio ao MBL e seus ataques à Unicamp

O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) manifesta seu mais veemente repúdio às ações de vandalismo e agressão protagonizadas por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) nas dependências da Unicamp, durante as atividades de recepção de estudantes na calourada do IFCH.

Os episódios recentes, que incluíram confrontos, depredação de murais artísticos, agressões físicas e intimidações, representam um atentado frontal à democracia e à liberdade de expressão dentro da universidade pública. Ao destruir murais ligados a coletivos e pautas sociais, especialmente aqueles que expressam a luta da comunidade negra e LGBTQIAPN+, o que se tenta promover é o apagamento de vozes historicamente marginalizadas e frequentemente invisibilizadas na sociedade.

A universidade deve ser um espaço de pensamento crítico, pluralidade e debate democrático, e não palco para ações provocativas e violentas com o objetivo de gerar confusão, buscar visibilidade em redes sociais e disseminar discursos baseados em desinformação.

É inaceitável que grupos que se colocam contra o povo, contra a universidade pública e contra o serviço público tentem intimidar estudantes, professores, trabalhadores e movimentos organizados dentro de nosso próprio espaço de formação e luta.

É extremamente preocupante que essa escalada de violência e provocação aconteça justamente em um período sensível, como um ano eleitoral, quando setores da extrema direita intensificam estratégias de conflito e desestabilização para ganhar projeção política.

O STU reafirma seu compromisso histórico com a defesa da universidade pública, gratuita, democrática e socialmente referenciada. E reforça que, não toleraremos atos de vandalismo, intimidação e ataques à organização popular dentro da Unicamp ou em qualquer universidade do país.

Diante da gravidade dos fatos, cobramos providências firmes e imediatas das autoridades competentes para investigar, responsabilizar e punir os envolvidos, além de adotar medidas efetivas que impeçam a repetição de episódios como esses.

A democracia, o respeito e a convivência coletiva não podem ser relativizados.

Campinas, 25 de Fevereiro de 2026
Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU)

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