Categoria Fórum das Seis

porFernanda de Freitas

04/10 todos na USP: paralisação contra o arrocho salarial

Ato Conjunto cobra do Cruesp respeito à negociação com as entidades

O Fórum das Seis está organizando um Ato Conjunto, na próxima segunda-feira (4), às 10h, na USP, para cobrar que o Cruesp retome a negociação da nossa Campanha Salarial agendando a reunião do GT Salarial, responsável por discutir as perdas salariais e a valorização dos níveis iniciais da carreira.

A nossa última assembleia (29) aprovou uma paralisação para participar desse ato.

O STU se juntou à Adunicamp e está organizando uma caravana para a USP.

Se você quer participar, envie para nós o seu nome completo e RG para que seja garantida a vaga no ônibus e os materiais para assegurar as condições sanitárias. Anote o nosso contatos: e-mail: [email protected] / WhatsApp: (19) 99744-4890.

A caravana deve sair por volta das 8h da manhã, em local a ser confirmado.

Reitores dão desculpa para prolongar o arrocho salarial

Os reitores se utilizam da Lei Complementar 173 para não conceder reajuste e correção dos demais benefícios, além de outros direitos.

O Fórum das Seis cobrou dos reitores uma negociação que garantisse a correção imediatamente, após a Lei 173 sair de cena provavelmente em janeiro 2022.

O reitor não tem negociado, mesmo que o comprometimento com a folha de pagamento tenha caído para cerca de 70% do orçamento, um dos mais baixos da história.

Fortaleça a nossa luta contra o arrocho salarial, se inscreva na nossa caravana pra USP.

porFernanda de Freitas

O PLC 26 vai piorar ainda mais a sua vida

Não bastasse os ataques cruéis do Bolsonaro com a Reforma Administrativa, o governador Dória, através do PLC 26, pretende fazer novas mudanças nas carreiras dos servidores públicos estaduais.

A proposta tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e, se aprovada, poderá entrar em vigor ainda este ano.

Sem debate prévio, o PLC 26 vai alterar nosso regime jurídico ampliando os ataques em curso.
Entre várias mudanças, o projeto:

  1. Retira a correção anual pelo IPC do adicional de insalubridade;
  2. Acaba com o pagamento do adicional de insalubridade durante a licença-prêmio e falta abonada;
  3. Estabelece critérios mais rígidos e menores valores para a concessão do abono de permanência, que ficará condicionado ao pagamento por 12 meses;
  4. Estende a bonificação por resultados a todas as secretarias, baseada em produtividade (as universidades ficam de fora por causa da autonomia universitária);
  5. Revoga a possibilidade do abono de falta, de modo que serão remunerados somente os dias efetivamente trabalhados, ressalvadas as situações previstas em lei;
  6. Põe fim ao pagamento das licenças-prêmio na aposentadoria e falecimento;
  7. Cria a Corregedoria Geral do Estado, como órgão diretamente vinculado ao governador e extingue a Ouvidoria Geral do Estado.

Contratação de Temporários

Outro perigo é a contratação de temporários – professores, agentes de saúde e demais servidores – por tempo determinado para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público.

A contratação pode se dar por motivos de calamidade pública, como a crise sanitária que estamos passando no momento ou ainda por greve que “perdure por prazo não razoável” ou que seja considerada ilegal pela Justiça.

Essa medida põe em cheque o nosso direito de greve e, se combinada com a PEC 32, abre margem para demissões e ainda fragiliza a contratação por concurso público.

Se for aprovado, será a terceira redução de direitos. A primeira foi a Reforma da Previdência Estadual e a segunda foi a lei que alterou, entre outros pontos, o plano de saúde gerenciado pelo Iasmpe.

As assessorias jurídicas das entidades do Fórum das Seis estão estudando as medidas cabíveis para barrar esse ataque.

Imagem: Divulgação Carlos Giannazi

porFernanda de Freitas

28/07 | Assembleia Geral Virtual

Na quarta-feira (28/07)l, às 10h, tem Assembleia Geral Virtual para discutir os indicativos do Fórum das Seis para a nossa da-base 2021.

Na última reunião de negociação, o Cruesp apresentou “zero” de reajuste ao Fórum das Seis. Além disso, decidiu não discutir outras alternativas se apegando a Lei Complementar 173 para justificar o”não” reajuste.

Mesmo sabendo que inúmeros Tribunas de Contas dos Estados já refutaram essa lei demonstrando a importância de garantir a autonomia universitária na gestão de recursos financeiros e Administrativos das Universidades, o Cruesp usa a lei pra fugir dessa discussão. E o pior é que dinheiro tem. O que falta mesmo vontade política para negociar

Diante deste quadro, vamos discutir os próximos passos da Campanha Salarial para fortalecer a nossa luta pela valorização do servidor público e em defesa do serviço público.

Vem para a assembleia (em breve disponibilizaremos o link).

porFernanda de Freitas

Cruesp diz NÃO ao reajuste na data-base

Foi a primeira vez que uma reunião do Cruesp com o Fórum das Seis foi transmitida on-line e mais de 1000 trabalhadores da USP, Unicamp e Unesp puderam acompanhar a reunião.

Print da Sala Virtual da Reunião de Negociação entre Cruesp e Fórum das Seis (Créditos: Adusp).

Mas qual foi a resposta dos reitores à pauta do reajuste, ao plano de reposição das perdas e a elevação do piso na carreira?

Não!

Utilizaram uma boa parte da reunião para justificar, através dos procuradores das três universidades, que o entendimento das Procuradorias Geral era de que a Lei Complementar 173 impede reajustar salários ou quaisquer benefícios, também nas Universidades Públicas Paulistas. A lei vigora até 30 de dezembro de 2021.

O Fórum já tinha colocado argumentos contrários, reforçando que as universidades têm autonomia e, além disso, apresentou uma série de pareceres e manifestações de Tribunais de Contas dos Estados que têm outro entendimento.

Mas diante dessa reposta, então, qual seria o próximo passo do Cruesp para discutir as perdas salarias que vem corroendo, desde maio/2012, nossos salários já acumulam 29,81%, numa situação em que os preços estão pela hora da morte?

NENHUMA, discussão sobre plano de reposição, nem para pagar em 2022, quando a Lei 173 perde seu efeito.

Sem argumentos os reitores da USP e Unesp entraram numa linha de provocar as entidades, desrespeitando a pauta da reunião e o Fórum das Seis.

O reitor da Unicamp, Tom Zé, se limitou a dizer que vai promover processos de progressão e promoção na carreira de técnicos e docentes nesse ano, mas que o gasto com as promoções vai acontecer só em 2022.

Reitores não querem se comprometer com nada

A reunião terminou sem sequer o Cruesp discutir o plano de retorno das atividades nas universidades com segurança sanitária.

Diante desse cenário nos resta construir os processos de mobilização e derrotar essa postura arrogante dos reitores, que se aproveitam de um momento de fragilidade em função da pandemia para impor mais arrocho, numa situação em que as três universidades estão fazendo caixa com dinheiro dos nossos salários. Essa postura enfraquece a autonomia das universidades e vai exigir resposta da comunidade.

porFernanda de Freitas

MOBILIZAÇÃO 15/07 | Passo a passo para acompanhar a negociação da data-base 2021

Vamos nos mobilizar e paralisar as nossas atividades contra o arrocho salarial e em defesa da vida!

Dia 15 de Julho teremos a reunião de negociação entre o Fórum das Seis e o Cruesp. Será a primeira vez que poderemos acompanhar a reunião ao vivo e conhecer o posicionamento dos reitores em relação à nossa campanha salarial.

AGENDA DE MOBILIZAÇÃO – TRANSMISSÃO AO VIVO (15/07)

10h – Acompanhe a transmissão ao vivo da negociação entre Fórum das Seis e Cruesp no link abaixo:

Logo após a reunião, haverá uma conversa com os dirigentes das entidades sindicais, que também poderá ser acompanhada pelas comunidades universitárias das três universidades.

A sala virtual do Zoom tem limite de capacidade, caso não consiga entrar, assista pelo YouTube da AduspSSind.

Como instalar o Zoom Meetings

Para assistir a reunião pelo Zoom Meetings é preciso baixar o aplicativo no celular, tablet, notebook ou computadores… Clique aqui para baixar o aplicativo Zoom.

Após baixar e instalar o aplicativo faça o seu registro, é simples, rápido e grátis. Você pode usar sua conta do Google ou do Facebook, por exemplo.

COMO SE MOBILIZAR?

Home Office: pare suas atividade e entre na sala virtual do Fórum das Seis para acompanhar a transmissão da negociação ou assista pelo YouTube da AduspSSind.

Trabalho Presencial: se mobilize usando a faixa preta do STU no braço em sinal de luta pela data-base e luto pelas vítimas da Covid-19.

Aproveite e faça uma foto sua em frente ao computador (home office) ou na unidade com a faixa preta no braço para mostrar que está mobilizado.

Envie a foto para o WhatsApp/STU (19) 99744-4890 com o seu nome e unidade para publicarmos.

Se você publicar a foto, marque o Facebook do STU [@stu.unicamp].

A participação de todos é essencial para mostrar a força da nossa categoria!

porFernanda de Freitas

Parecer Jurídico sobre LC 173/2020

Nesta segunda-feira (5), o Fórum das Seis encaminhou ao Cruesp um parecer jurídico elaborado pela LBS Advogados a pedido das Assessorias Jurídicas de Sindicatos das Universidades Públicas Paulistas, mostrando que as restrições a reajustes salariais impostos pela LC (Lei Complementar) 173/2020, bem como progressões e promoções, não devem ser aplicados às universidades.

porFernanda de Freitas

Cruesp usa LC 173 para justificar arrocho, mas avança com formação de GT para definir plano de recuperação de perdas e valorização nos níveis iniciais

Nova negociação acontece em 15/7. Fórum das Seis prepara indicativos de mobilização

A primeira negociação entre Fórum das Seis e Cruesp na data-base 2021, ocorrida na manhã de 10/6/2021, por plataforma virtual, teve dois pontos relevantes: 1) o uso de extensa e questionável argumentação legal e jurídica, por parte das reitorias, para justificar a manutenção do arrocho salarial, 2) a constituição de um grupo de trabalho para elaborar um plano de recuperação de perdas e valorização dos níveis iniciais da carreira.

Para entender melhor cada um deles, confira o relato da reunião a seguir.

Presidente do Cruesp – Vahan Agopyan

Números que falam por si

Ao falar na abertura da negociação, o coordenador do Fórum das Seis, Paulo César Centoducatte, criticou a demora no agendamento da primeira reunião, 40 dias após a data-base (1º de maio) e quase dois meses após o protocolo da Pauta Unificada (6/4). Ele lembrou que a pauta tem como focos centrais o combate ao arrocho, a valorização dos níveis iniciais das carreiras e a construção de um Plano Sanitário e Educacional em cada universidade, com a participação da comunidade universitária.

Em relação à forte corrosão do poder aquisitivo dos servidores docentes e técnico-administrativos nos últimos anos, frisou a contradição existente entre os bons resultados na arrecadação do ICMS (o acumulado jan/jun de 2021 é 24,88% superior a igual período do ano passado, e 7,43% superior à arrecadação prevista, mês a mês, pela Secretaria da Fazenda para 2021), o que tem garantido às universidades situação financeira confortável e bons níveis de reserva, e a crescente queda no comprometimento com folha de pagamento, que já se aproxima dos 70% na média das três universidades, menor nível da década.

Ele lembrou que, em 2020, diante das incertezas que cercavam a economia nos primeiros meses da pandemia, o Fórum das Seis havia suspendido a data-base. “Neste ano, é evidente que as reivindicações que demandam recursos financeiros são possíveis de serem efetivadas.”

Ao final de sua fala, o coordenador do Fórum solicitou ao reitor da USP e atual presidente do Cruesp, Vahan Agopyan, que se manifestasse sobre as reivindicações.

Leis e argumentações extensas

A pedido do presidente do Cruesp e falando em nome das procuradorias jurídicas das três universidades, o professor e procurador Ignácio Maria Poveda Velasco (USP) expôs interpretação de que a LC 173/2020 – lei proposta pelo governo federal, que exigiu sua aprovação pelo Congresso Nacional como condição para regulamentar a ajuda ao distrito federal, estados e municípios, por conta da pandemia, e que trouxe restrições à concessão de reajustes e benefícios até dezembro de 2021 – impediria qualquer concessão neste momento. Ele citou o julgamento do STF, que decidiu pela constitucionalidade das regras previstas na LC 173, e também um posicionamento do Tribunal de Contas (TC-SP) frente ao questionamento apresentado por vários municípios em novembro de 2020, quando foi reafirmada a impossibilidade de concessão de reajustes até dezembro de 2021. Por fim, falou da existência de uma ação no TJ-SP, movido pelo Ministério Público (MP-SP) contra as universidades, questionando a autonomia destas instituições para conceder o reajuste salarial de maio/2019, pois esta seria uma atribuição da Assembleia Legislativa de São Paulo.

 Após a fala do procurador, os três reitores disseram que, embora reconheçam a existência das perdas salariais apontadas pelo Fórum das Seis, bem como os demais prejuízos decorrentes da aplicação da LC 173, como é o caso da ausência de contratações, congelamento das carreiras e outros, viam-se tolhidos pelo temor de problemas futuros com a legalidade. Mas procuraram destacar que “isso não impede de abrir espaço para a recomposição destas perdas nos horizontes dos nossos mandatos”, como pontuou o recém-empossado reitor da Unicamp, Antonio José de Almeida Meirelles (Tom Zé). “Reafirmo minha preocupação com a valorização salarial e com as carreiras, mas não assumo compromissos com coisas que coloquem em risco a estabilidade financeira e jurídica das universidades”, completou o reitor da Unesp, Pasqual Barretti, no cargo desde o início deste ano.

Leis, interpretações e decisões políticas

Os representantes de todas as entidades do Fórum das Seis falaram na sequência do representante jurídico da USP e dos reitores. Enfatizaram que há muitos pareceres distintos e até decisões judiciais na contramão do que havia sido dito por eles.

Citaram alguns exemplos, como um parecer do próprio Ministério da Economia, que deixa claro que concessões asseveradas por legislações anteriores à publicação da LC 173 não poderiam ser prejudicadas, assim como as promoções e as progressões nas carreiras. Neste último caso, o próprio parecer citado por Poveda, relativo à consulta feita pelos municípios, ao mesmo tempo em que restringe reajustes salariais, diz que nada impede as promoções e progressões, mas este ponto não foi abordado pelos representantes jurídicos das universidades.

Frisaram, ainda, sentenças do próprio TJ-SP após ação movida pela Adusp, que afirmam que os ditames da LC 173 não se aplicam às universidades estaduais paulistas, pelo fato de que elas não são “entes federados” (distrito federal, estados e municípios) e sim autarquias de regime especial e com autonomia.

Neste sentido, o Fórum das Seis também lembrou às reitorias que a LC 173 trata de alterações à Lei de Responsabilidade Fiscal, que é aplicada a entes federados e não a autarquias (caso das universidades estaduais paulistas).

Frente à afirmação do reitor da Unesp, de que prevê pagar em 2022 os 3% de reajuste não honrados na data-base de 2016 – “mas sem compromisso com os atrasados” –, os membros do Fórum ressaltaram que não há nada na LC 173 que impeça a sua imediata aplicação, uma vez que é evidente tratar-se de concessão muito anterior à lei federal citada.

  Em relação à ação movida pelo MP-SP contra a autonomia das universidades em conceder reajustes salariais, a representação do Fórum questionou: “Se a ação levar anos para ser julgada, vamos ficar com os salários congelados?”

  Em todas as falas dos representantes das entidades, foram lembrados os nefastos efeitos do arrocho salarial, agravado pelo aumento da contribuição decorrente da reforma previdenciária; a situação de dificuldade por que passam muitos servidores das universidades, especialmente os aposentados; professores arcando com recursos próprios os custos das atividades remotas emergenciais e de suas pesquisas; o crescente número de pedidos de demissão de docentes e servidores técnico-administrativos, entre outros. Eles realçaram o fato de que as entidades não estão reivindicando reajuste ou aumento real, mas unicamente a recomposição do poder de compra, como garantido pela própria Constituição Federal. Pediram, por fim, que as reitorias adotem ações políticas efetivas em defesa da autonomia e da garantia dos direitos de seus servidores, e que as procuradorias das universidades atuem no sentido de sustentar essa postura e não ao contrário.

A preocupante evasão de estudantes, notadamente entre as parcelas mais vulneráveis socioeconomicamente, também foi enfatizada pelos representantes do Fórum, que conclamaram as reitorias a atentarem mais para a situação deste segmento: “Temos muitos estudantes em situação de insegurança alimentar, casos de suicídio de alunos em vulnerabilidade. Isso é urgente. É preciso acolher e dar apoio a estes estudantes, em sua maioria negros e pobres”, disseram.

Lembrando que a expectativa das entidades é que o espaço de discussões entre Fórum das Seis e Cruesp possa ser mais democrático e comprometido com as reivindicações do que vem ocorrendo nos últimos anos, os representantes do Fórum reforçaram a compreensão de que a discussão é política: trata-se de estancar a rápida deterioração a que está submetido o ensino superior público paulista há muito tempo, o que exige decisões políticas.

Os encaminhamentos da primeira negociação

Frente à cobrança da necessidade de transformar em ações concretas o reconhecimento do arrocho e da “justeza” das reivindicações apresentadas, os reitores comprometeram-se a:

– Promover uma reunião entre os representantes das Procuradorias da USP, da Unesp e da Unicamp com os jurídicos dos sindicatos, para esclarecimentos técnicos das interpretações da LC 173/2020.

– Criar um grupo de trabalho entre as partes para, imediatamente, estudar e propor um plano de recuperação das perdas salariais e de valorização dos níveis iniciais das carreiras. O grupo deverá apresentar suas sugestões até a próxima reunião do Cruesp com o Fórum das Seis.

– Realizar nova negociação no dia 15 de julho, para avaliar as propostas do grupo de trabalho e demais itens da Pauta Unificada 2021, inclusive os relativos à construção de um Plano Sanitário e Educacional no âmbito das universidades.

– Transmitir ao vivo as próximas negociações entre as partes, conforme solicitado pelo Fórum das Seis.

Fórum das Seis reúne-se em 14/6 para aprovar indicativos de mobilização

As entidades sindicais e estudantis do Fórum das Seis voltam a se reunir na segunda-feira, 14/6, para debater e aprovar indicativos de mobilização às categorias. Fique atento à divulgação!

Assembleia Geral Virtual do STU

🗓16/06/21 quarta-feira) – 10h

PAUTA:

  • Campanha Salarial 2021
  • Reunião com reitor Tom Zé
  • Eleição de Delegados(as) à Plenária Nacional da FASUBRA
  • Informes

🖥Link será disponibilizado em breve.

porFernanda de Freitas

Propostas do Fórum das Seis à LDO 2022

Sexta-feira passada (21) o Fórum das Seis encaminhou aos deputados estaduais as propostas de emendas relativas à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) 2022.

No texto, foi acrescentado o tradicional Quadro de Crescimento das Universidades Estaduais (1995-2019), para mostrar o grande crescimento em contradição com o número de  professores e servidores técnico-administrativos.  Esses dados foram extraídos dos anuários das universidades. Confira o documento abaixo.

porFernanda de Freitas

Fórum das Seis repudia a Chacina no Jacarezinho

Quantas mortes ainda serão necessárias?

O Fórum das Seis – que congrega as entidades sindicais e estudantis da Unesp, Unicamp, USP e Centro Paula Souza (Ceeteps) –, reunido nesta data, manifesta veemente repúdio aos terríveis fatos ocorridos no Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro, na manhã de 6/5/2021.

Conforme relatos dos moradores, eles foram acordados pelo barulho de intenso tiroteio, em uma operação da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), com o apoio da CORE (Coordenadoria de Recursos Especiais), e foram submetidos a várias horas de verdadeiro horror, que resultaram na morte de 27 civis e um policial. Os relatos de familiares e testemunhas, quase sempre sob anonimato, por temor de represálias, apontam que a operação policial militar mais letal da história do Rio de Janeiro foi uma chacina.

A tentativa de justificar as mortes sob a alegação de que as vítimas seriam “criminosos”, argumento usado inclusive pelo vice-presidente da República, não se sustenta, uma vez que não há pena de morte em nosso ordenamento jurídico, nem os agentes de segurança do Estado estão autorizados a executar quem quer que seja, criminoso ou não.

  Como tão bem pergunta a canção de Bob Dylan, dedicada às vítimas da guerra do Vietnã, “quantas mortes ainda serão necessárias, para que se saiba que já se matou demais”?

Para o povo negro e pobre das comunidades do Rio de Janeiro e de todo o país, já passou da hora de termos respostas a esta indagação.

O Fórum das Seis subscreve nota divulgada por um conjunto de entidades do Rio de Janeiro (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSceqrdYTOobhYXSefhzDl_Svz8doP55rlkne_Icana7iUiQwQ/viewform) para clamar pela rigorosa apuração dos fatos e punição de todos os responsáveis na forma da lei.

Diz o texto:

“Como se já não bastasse estarmos morrendo por uma doença pela qual já existe vacina, ainda somos submetidos a um cotidiano de brutal violência por parte do Estado. Não há outro nome para o que acontece nas favelas e periferias. O que vivemos é genocídio contra a população negra desse país. Diante dessa realidade de extermínio, seguimos com o mesmo questionamento: quais vidas importam?

Será que em bairros nobres localizados na Zona Sul da cidade do Rio ou em condomínios luxuosos na Barra da Tijuca o método de suspeição é o mesmo? Será que se sentem coagidos ou com medo de serem acordados por uma operação policial?

O genocídio contra corpos negros e favelados segue naturalizado e sem causar espantos. As instituições públicas, como em um acordo tácito, seguem silenciosas, sem criar qualquer tipo de mecanismo eficaz que possa frear o extermínio desses mesmos corpos.

Exigimos explicações e questionamos: como o Estado pretende atuar no território depois dessa chacina? Como recuperar o trauma das milhares de pessoas que foram submetidas ao terror policial? Como os familiares das vítimas serão amparados? Quais os mecanismos institucionais de prevenção às ações como as que vivenciamos no dia de hoje? Esperamos respostas!”

São Paulo, 10 de maio de 2021.

Fórum das Seis