Categoria Fórum das Seis

porFernanda de Freitas

Data-base 2026: estamos em estado de greve

Entramos mais um ano sufocados por uma política de descaso da gestão Cesinha & Coelho que empilhou uma sequência de negativas que afetam diretamente a nossa dignidade, saúde e condições de trabalho.

Não podemos esquecer que não tivemos:

  • referências;
  • vale natalino;
  • implantação dos direitos das pessoas com deficiência;
  • redução da jornada;
  • reajuste dos benefícios como VA, VR e auxílio saúde;
  • paridade nas decisões nem um canal real de diálogo com a reitoria.

Do outro lado, o que sobra para quem mantém a universidade funcionando é:

  • excesso de trabalho;
  • a retirada das insalubridades;
  • vigilância via Ponto Eletrônico;
  • cortes em recursos para progressão;
  • assédio e perseguição;
  • falta de transparência que se tornou regra.

O poder de compra despencou, a saúde mental se deteriora e o assédio se espalha nas unidades. E, como de costume, na data-base reaparece o “discurso da crise”, usado para silenciar qualquer alternativa que não seja o arrocho.

Para agravar ainda mais esse cenário, o próprio reitor Cesinha já anuncia que o orçamento 2026 da universidade não prevê reajuste salarial, nem mesmo reposição da inflação.

A Unicamp, definitivamente, é a “prima pobre” das universidades paulistas!

Isso é uma afronta aos trabalhadores que dão o sangue para manter essa universidade de pé, garantindo ensino, pesquisa e serviços públicos de qualidade.

Diante disso, seguimos em ESTADO DE GREVE, aprovado em assembleia, por um reajuste digno na nossa data-base e pelo fim das perdas acumuladas, que já chegaram ao índice de 13%, segundo o Fórum das Seis.

Não vamos pagar a conta da má gestão financeira da atual reitoria. Queremos reajuste digno e que corrija as perdas acumuladas!

Seguimos em luta também pela democracia interna, pela paridade nas instâncias decisórias, por dignidade, recomposição salarial, pelo combate a todas as formas de assédio e violência, pela redução da jornada sem redução de salário, pelo fim da escala 6×1 para os terceirizados e da terceirização precarizada, pela implantação do trabalho híbrido e contra a autarquização da área da saúde.

Nossa resposta será coletiva, organizada e à altura dos ataques que estamos enfrentando.

poradmin

Debate: “Financiamento e garantia da autonomia das universidades estaduais paulistas: impactos da reforma tributária”

O Fórum das Seis promoverá um novo debate em 19/9/2024, intitulado “Financiamento e garantia da autonomia das universidades estaduais: impactos da reforma tributária” com início às 14h na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (USP Leste) e transmissão ao vivo pelo Youtube.

O evento é o segundo com esta temática – o anterior ocorreu no campus da Unesp de Bauru, em 25/6 – e tem o objetivo de aprofundar as discussões e preparar a comunidade para a defesa da autonomia e do financiamento.

Com o fim do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), do qual derivam os recursos para Unesp, Unicamp e USP, será preciso negociar com o governo Tarcísio de Freitas e a Assembleia Legislativa os novos parâmetros de financiamento destas instituições.

Cenário de ataques

Quando enviou sua proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2025 para a Assembleia Legislativa, no início de maio/2024, o governador tentou arrochar os repasses para as universidades estaduais paulistas, inserindo no mesmo montante de recursos três outras instituições (Famerp, Famema e Univesp). A reação da comunidade interna e externa, inclusive dos reitores, forçou um recuo do governador e o ‘jabuti’ foi retirado.

A ameaça acima, que ainda paira sobre as universidades estaduais, foi um sinal claro das intenções do governo Tarcísio de Freitas em relação à Unesp, Unicamp e USP. A autonomia universitária, conquistada pelo movimento após uma grande greve em 1988, que trouxe consigo a dotação orçamentária fixa para estas instituições, não agrada os atuais ocupantes do Palácio do Bandeirantes.

Com o advento da reforma tributária, aprovada no Congresso Nacional em dezembro passado (PEC 45/2019), o formato desta dotação (atualmente, 9,57% da quota-parte do Estado na arrecadação do ICMS) terá que mudar. O ICMS será extinto e, em seu lugar, será criado o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Esse novo imposto começará a vigorar progressivamente a partir de 2026, até substituir plenamente o ICMS.

O percentual do ICMS-QPE não consta na Constituição Estadual, mas está previsto no Decreto nº 29.598/1989, que estabeleceu a autonomia das três universidades no início de 1989. Na época, o índice era de 8,4% e foi subindo nos anos seguintes, por conta das mobilizações da comunidade acadêmica, até chegar ao percentual atual de 9,57%, ainda insuficiente dado o crescimento das universidades estaduais desde o início dos anos 2000.

Com o fim do ICMS, a grande questão é saber como ficará o financiamento da Unesp, da Unicamp e da USP.

O governo Tarcísio tem desferido uma pesada bateria de ataques contra a educação, a ciência e o conjunto dos serviços públicos. Entre eles, estão: a aprovação pela Assembleia Legislativa da criação das escolas cívico-militares (NR: a implantação está suspensa após liminar concedida pelo TJ-SP à Apeoesp, em 6/8) e da privatização da gestão de escolas estaduais (o processo está em andamento, inicialmente com 33 unidades); o ataque à Fapesp (a LDO/2025 foi aprovada na Alesp com a possibilidade de corte de até 30% do orçamento da agência no ano que vem); a tramitação da PEC 9 (que prevê a redução do financiamento da educação pública paulista de 30% para 25% dos recursos do Estado); a privatização de órgãos públicos, como a Sabesp (já aprovada), o Metrô e a CPTM; a reforma administrativa; entre outros.

O debate

  • Tema: “Financiamento e garantia da autonomia das universidades estaduais: impactos da reforma tributária”.
  • Data: 19/09 (quinta-feira), 14h.
  • Local: Escola de Artes, Ciências e Humanidades – USP Leste – Rua Arlindo Bettio, 1000 (Estação USP Leste da CPTM, saída 17 da Rod. Ayrton Senna).

Evento presencial, com transmissão ao vivo pelo Youtube (link em breve)

porFernanda de Freitas

Fórum das Seis promove novo debate sobre Financiamento e Garantia da Autonomia

Com objetivo de ampliar a mobilização das categorias contra os ataques do governo Tarcísio que se dão através de ameaças de cortes de verbas da educação e esmagamento dos direitos dos/as servidores/as, o Fórum das Seis está organizando mais um debate sobre o tema “Financiamento e Garantia da Autonomia das Universidades Estaduais: Impactos da Reforma Tributária”.

O encontro será dia 19/09, 14h, na Escola de Artes, Ciências e Humanidades – USP Leste. A USP Leste fica à Rua Arlindo Bettio, 1000 (Estação USP Leste da CPTM, saída 17 da Rod. Ayrton Senna).

A discussão se faz necessária por conta dos riscos à autonomia e ao financiamento das universidades estaduais paulistas, em meio às mudanças que surgirão com a reforma tributária.

Diante dessas tentativas de desmonte da Universidade Pública, o Fórum das Seis aponta que essa discussão é de máxima importância para os próximos meses, sendo crucial ampliar a luta por financiamento adequado para Unesp, Unicamp e USP nas negociações que envolvem a Reforma Tributária.

Anote na sua agenda e participe desse debate.

poradmin

Cruesp se recusa a negociar pauta salarial

O Cruesp está irredutível em relação à nossa pauta salarial e insiste em não retomar a mesa de negociação com o Fórum das Seis.

Desde a entrega da Pauta Conjunta, ocorrida em 19/04, foi realizada apenas uma reunião para discutir a questão salarial. De lá pra cá, os reitores insistem nesta postura intransigente e prejudicial à categoria.

Apesar dos reitores afirmarem, no ofício enviado ao Fórum em 10/06, de que a decisão institucional foi “baseada em informações técnicas que preserva o poder aquisitivo dos salários e, ao mesmo tempo, mantém a segurança e o respeito fiscal para a execução orçamentária das três universidades”, sabemos que isso não é verdade.

Essa medida cruel do Cruesp, de conceder 5% de reajuste, não preserva o nosso poder aquisitivo, e pior, aprofunda as perdas financeiras das categorias que já acumulam 20 salários a menos desde maio/2012.

O curioso disso tudo é a justificativa “falsiane” usada pelos reitores: “considerando a inexistência de fato novo apto a ensejar a alteração da proposta apresentada ao Fórum das Seis, o CRUESP entende não haver razões para retomar o processo que levou à decisão institucional adotada”.

O fato novo existe sim: a arrecadação do ICMS está crescendo, isso significa que o dinheiro continua entrando nos cofres das universidades, mas os reitores continuam guardando tudo na cara dura. Estamos cansados/as de saber que dinheiro tem!

Os reitores não estão “nem aí” para nós porque na cabeça deles 5% de reajuste é mais do que suficiente. Só que eles ignoram as nossas perdas salariais se arrastando por mais de 12 anos, que superam os 5% recebidos em maio/2024.

Não resta alternativa a não ser ampliar a mobilização – com reuniões de unidades, paralisações, assembleias e tudo mais que for preciso – para organizar e fortalecer o nosso movimento. Precisamos pressionar esses reitores para que revejam essa decisão descabida.

E se eles se recusarem a retomar as negociações, vamos cumprir com o indicativo do Fórum das Seis e a nossa decisão de assembleia: o segundo semestre letivo não vai começar! É greve neles!

porStéphane Powaczuk

Fórum das Seis lança moção de apoio às nossas reinvidicações

O Fórum das Seis lançou no dia 29 de agosto uma moção de apoio às reivindicações dos servidores e servidoras técnico-administrativos/as da Unicamp.

Confira o arquivo a seguir na íntegra:

porFernanda de Freitas

Evento no dia 25/8 vai comemorar os 35 anos da autonomia universitária e os 32 anos do Fórum das Seis

A história do Fórum das Seis é um retrato fiel das lutas e movimentos que embalaram as universidades estaduais paulistas e o Centro Paula Souza desde o início dos anos 90.

Em 1991, as entidades representativas das categorias sentaram-se à mesa com os reitores de forma unificada, reunidas como Fórum das Seis Entidades, para apresentar as reivindicações comuns a todas, concretizando uma prática iniciada um pouco antes,​ em 1990, mas que ainda era denominada Fórum de Negociação.

Desde então, as lutas, greves e manifestações conjuntas têm sido garantia de muitos avanços.

A conquista e a manutenção da autonomia universitária, que remonta a 1988, após uma histórica greve nas universidades, em conjunto com as demais categorias do funcionalismo, em grande medida também são fruto da ação coesa e unitáriado Fórum das Seis em todos estes anos.

Para comemorar e resgatar um pouco desta história, o Fórum das Seis realizará um evento no dia 25 deagosto, no auditório da ADunicamp, em Campinas.

Intitulado “35 anos de autonomia universitária. 32 anos do Fórum das Seis”, o evento terá início às 14h de 25/8, com depoimentos de personagens históricos das entidades, exposição de fotos e cartazes.

A atividade será híbrida, com possibilidade de participação remota dos/as nteressados/as (o link será divulgado em breve), e depois ficará disponível em vídeo.

No dia seguinte, 26/8, os/as diretoras/es das entidades estarão reunidos para fazer uma avaliação das atividades do Fórum, desafios organizativos e próximas lutas.

porFernanda de Freitas

Dia 30/03 (quinta-feira), tem assembleia da data-base, às 12h, no STU

Nossa data-base 2023 está chegando e o Fórum das Seis já enviou uma minuta contendo as reivindicações que vão compor a Pauta Unificada de Reivindicações 2023.

Para debater os itens da pauta conjunta será realizada uma Assembleia Geral na próxima quinta-feira (30), às 12n, na sede do STU.

Desde maio/2012 estamos sendo submetidas/os a perdas inflacionárias significativas. Prova disso é que o próprio Cruesp, em negociação com o Fórum das Seis, reconheceu a defasagem salarial e as­sumiu o compromisso de repor nesta data-base os últimos 14 meses (março/2022 a abril/2023).

Partindo desse compromisso, o Fórum das Seis propõe as se­guintes reivindicações:

  • Em 1º/5/2023: 16,18% de reajuste (sendo 7,10% da inflação de 14 meses + 8,48%, que é a metade da diferença que falta para repor o poder de compra de maio/2012).
  • Até final de 2023: 8,48% (a outra metade que falta para repor maio/2012). Além de nova negociação em outubro/2023.

Não basta os reitores reconhecerem a defasagem, é preciso reajustar de fato os nossos salários. Por isso, é extremamente importante que todos compareçam à assembleia para discutir a pauta conjunta e os rumos da nossa mobilização.

A proposta de Pauta Unificada de Reivindicações 2023 está disponível em nosso site [CLIQUE AQUI] para consulta.

Desvalorização só cresce

Mês passado a imprensa divulgou que Campinas foi considerada a 4ª cidade com maior custo de vida do Brasil, segundo ranking do maior banco de dados de custo de vida do mundo, o Numbeo.

Isso significa que, considerando os gastos com alimentação, transporte, lazer e moradia, por exemplo, perdemos apenas para capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Nem precisa dizer que diminuir a diferença dos menores salários em relação aos maiores, ou seja, valorizar os níveis iniciais das carreiras vai amenizar significativamente as nossas condições de vida.

Defesa do SUS e melhores condições de trabalho

Além da reivindicação salarial, a nossa pauta conjunta cobra também melhores condições de trabalho e o acompanhamento dos efeitos da pandemia da Covid-19, com atenção especial para a participação das entidades nos processos decisórios sobre os efeitos pós-Covid.

Nossa pauta prevê também a defesa da autonomia universitária e o fortalecimento do SUS e cobra o aumento de recursos públicos para as instituições, a democratização das instâncias de poder e o fim das terceirizações e privatizações.

Reivindicamos também o acesso e permanência estudantil, o reconhecimento do vínculo entre o Centro Paula Souza e a Unesp e a isonomia e paridade entre o pessoal da ativa e aposentados/as.

Quebra da isonomia

Enquanto o reitor Tom Zé se enrola para licitar e liberar o vale alimentação anunciado no final do ano passado, a USP sai na frente, mais uma vez, pagando abono e desmascarando a falsa justificativa da “falta de recursos” que ronda todo ano a nossa data-base.

Lá o reitor vai pagar um prêmio de R$ 5 mil para todos/as docentes e funcionários/as, em abril; além de gratificação que varia de R$ 27 mil a 30 mil para docentes e de R$ 4,5 mil a R$ 5 mil para funcionários/as, em maio.

Mais do que nunca precisamos botar toda pressão nesta campanha salarial cobrando um plano de re­composição salarial, cuja aplicação se inicie agora em maio, bem como, tratamento isonômico entre as instituições.

Calendário de Discussão

  • Até 4/4: Primeira rodada de assembleias de base;
  • 5/4: Reunião do Fórum das Seis;
  • Entre 10 e 13/4: Se necessário, nova rodada de assembleias;
  • 14/4: Nova reunião do Fórum das Seis e protocolo da Pauta Unifi­cada 2023 junto ao Cruesp.