Categoria Destaque

porFernanda de Freitas

GREVE: Comunicado do STU sobre retorno ao trabalho

O STU e a reitoria se reuniram nesta manhã (12) para tratar dos encaminhamentos previstos pela assembleia que suspendeu a greve dos trabalhadores.
Confira a orientação da entidade referente à restituição dos descontos da greve e o retorno ao trabalho.

 

 

 

 

porRafael Jorge

Adunicamp emite nota de solidariedade à greve dos Trabalhadores da Unicamp

http://www.adunicamp.org.br/nota-de-solidariedade/

NOTA DE SOLIDARIEDADE

A Diretoria da ADunicamp – Associação de Docentes da Unicamp – vem a público manifestar sua solidariedade com os servidores técnico-administrativos que desde a tarde de ontem (dia 3 de julho) mantém-se na Reitoria de nossa Universidade à espera do Reitor para a realização de uma reunião de negociação sobre a pauta específica da data base 2018.

Também manifestamos nossa contrariedade ao corte do ponto de uma parcela dos técnico-administrativos, prevista para ser efetuada já na folha referente ao mês de junho. O corte de ponto é uma ação que intimida o movimento sindical e atua contra o direito constitucional de greve.

Solicitamos que – em um gesto ao diálogo – a Reitoria da Unicamp se apresente à mesa de negociações, aberta a construir uma proposta de consenso junto ao STU e à nossa comunidade, tanto no que diz respeito às garantias de ressarcimento ao corte do ponto, como sobre uma atualização do valor do auxílio alimentação que possa minorar as perdas dos últimos anos.

A Diretoria

porRafael Jorge

CSP-Conlutas e entidades sindicais assinam moção de repudio à truculência da Reitoria da Unicamp

Moção de  repúdio  à  truculência  da  Reitoria  da  Unicamp

Após  mais  de  40  dias  em  greve,  a  Reitoria  da  Unicamp  não  apresenta  uma  proposta  que  dialogue  com a  pauta  do  movimento.  Já  faz  dias  que o  STU  está  aguardando  na  sala  de  espera  do  prédio  da  Reitoria por  uma  reunião  proposta  pelo  Reitor  e  que  ainda  não  aconteceu.

Além  do  avanço  nas  negociações  a categoria  quer  a  retirada  do  corte  de  ponto  que  ataca  diretamente  o  sustento  das  famílias  de  400 funcionários.   Usando  de  retórica,  a  reitoria  diz  que  mantém  o  diálogo  aberto.  No  entanto,  não  apresenta  nenhuma proposta  concreta  diante  das  diversas  tentativas  dos  trabalhadores  técnico-administrativos.

Frente  a  este  cenário,  os  trabalhadores  decidiram  manter  um  grupo  na  Reitoria  para  aguardar  a negociação. Como  resposta  à  tentativa  de  acordo  por  parte  dos  trabalhadores,  a  Reitoria  ordenou  que  seus vigilantes  impedissem  o  acesso  dos  manifestantes  ao  prédio.

Com  isso,  um  dos  seguranças  de maneira  brutal  e  covarde,  agarrou  uma  idosa  de  62  anos  pelo  braço,  causando-lhe  ferimentos  e  a arremessou  com  força,  deixando-a  caída  no  chão.

Frente  a  este  fato, a  CSP-Conlutas  repudia  veementemente  tamanha  violência  e  exige  que  a  Reitoria da  Unicamp  abra  diálogo  com  os  trabalhadores  no  campo  do  respeito  e  compromisso  com  aqueles  que entregam  suas  vidas  à  Universidade.

 

Assinam:

  1. CSP-CONLUTAS – CENTRAL SINDICAL E POPULAR*
  2. SINDICATO DOS METALURGICOS  DE SÃO  JOSÉ DOS  CAMPOS  E  REGIÃO/SP
  3. SINDICATO DOS TRABALHADORES  MUNICIPAIS  DE  BAYEUX/PB
  4. SINDICATO DOS TRABALHADORES  EM  TRANSPORTE  RODOVIÁRIO  DO  CEARÁ
  5. SINDICATO DOS SERVIDORES  PÚBLICOS  MUNICIPAIS  DE  JUAZEIRO  DO NORTE/CE
  6. SINDICATO DOS TRABALHADORES  NA INDÚSTRIA  DE  CONFECÇÃO FEMININA  DE FORTALEZA/CE
  7. SINDICATO DOS ODONTOLOGISTAS DO ESTADO  DO  CEARÁ
  8. SINDICATO DOS SERVIDORES  DO PODER  JUDICIÁRIO FEDERAL  DO ESTADO  DE MATO  GROSSO
  9. SINDICATO DOS COMERCIÁRIOS  DE NOVA  IGUAÇU/RJ
  10. SINDICATO DOS TRAB. NO SERVIÇO  PÚBLICO  MUNICIPAL DE LIMOEIRO  DO  NORTE-CE
  11. SINDICATO DOS  SERVIDORES  PÚBLICOS  MUNICIPAIS  DE  JAGUARUANA-CE
  12. SINDICATO DOS SERVIDORES  DO PODER  JUDICIÁRIO FEDERAL  EM  ALAGOAS
  13. SINDICATO DOS TRAB NAS  EMPRESAS  DE  TRANSP. RODOV DE  PASSAG. INTERMUN.  EST. CE
  14. SINDICATO DOS TRABALHADORES  DO JUDICIÁRIO FEDERAL NO  ESTADO  DE SÃO PAULO
  15. SINDICATO DOS TRAB. NA EMPRESA DE CORREIOS  E TELÉGRAFOS  DO  VALE  DO PARAIBA/SP
  16. SINDICATO DOS TRABALHADORES  DO JUDICIÁRIO FEDERAL E  MPU  NO MARANHAO
  17. SINDICATO DOS TRAB. NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO  E  DO MOBILIARIO  DE  BELEM-PA
  18. SINDICATO DOS AGENTES  MUNICIPAIS  DE  TRÂNSITO  DA  REGIÃO  DO  CARIRI/CE
  19. SINDICATO MUNICIPAL DOS PROFISSIONAIS  DE ENSINO  DA REDE OFICIAL DO  RECIFE/PE
  20. SINDICATO DOS TRAB. DA UNIVERSIDADE  FEDERAL  RURAL/RJ
  21. SINDICATO DOS TRAB. DA  EMPRESA DE CORREIOS  E TELEGRAFOS  E  SIMIL.  DE PERNAMBUCO
  22. SINDICATO DOS TRAB. DA  EMPRESA DE CORREIOS  E TELEGRAFOS  E  SIMIL.  DA PARAÍBA 23.  SINDICATO DOS  MUNICIPÁRIOS  DE STA  BARBARA  DO SUL/RS
  23. SINDICATO DOS TRAB. DO  REFLORESTAMENTO,  CARVOAMENTO  E  BENEFIC. DE  MADEIRA/BA
  24. SINDICATO DOS  EMPREG. EM ESTABELECIMENTOS  BANCÁRIOS  DE BAURU  E  REGIÃO
  25. SINDICATO DOS TRAB. EM PROCESSAMENTO DE  DADOS  NO ESTADO  DO  RIO  GRANDE DO SUL
  26. SINDICATO DOS EMPREGADOS  NO COMERCIO  DE PASSO FUNDO/RS
  27. SINDICATO DOS TRABALHADORES  NAS  INDUSTIAS  METALÚRGICAS DE  NOVA  FRIBURGO/RJ
  28. SINDICATO DOS TRAB. NAS  IND. DE  CIMENTO,  CAL,  GESSO E CERÂMICA DO MUNIC.  DE ARACAJÚ/SE
  29. SINDICATO DOS TRABALHADORES  NAS  INDÚSTRIAS  URBANAS DO  ESTADO  DE  GOIÁS
  30. SINDICATO DOS TRAB. NOS  TRANSPORTES  COLETIVOS  DE GOIÂNIA  E  REGIÃO  METROPOLITANA/GO
  31. SINDICATO DOS EMPREGADOS  DA PREFEITURA  MUNICIPAL  DE PASSOS  DE MINAS/MG
  32. SINDICATO DOS SERVIDORES  PUBLICOS  MUNICIPAIS  DE  FORTALEZA DE MINAS/MG
  33. SINDICATO DOS SERVIDORES  DO QUADRO ESPECIAL DA  SARH  –  SINDCAIXA/RS
  34. SINDICATO DOS TRABALHADORES  NO  TRANSPORTE  ALTERNATIVO  –  GO
  35. SINDICATO DOS TRABALHADORES  EM  SERVIÇOS  DE SAÚDE DE FORMIGA/MG
  36. ASSOCIAÇÃO  DOS  DOCENTES  DA UNESP/SP
  37. SINDICATO DOS SERVIDORES  PÚBLICOS  MUNICIPAIS  DE  ESPLANADA/BA
  38. SINDICATO DOS SERVIDORES  PÚBLICOS  MUNICIPAIS  DE  ENTRE  RIOS/BA
  39. SINDICATO DOS PETROLEIROS  DE SERGIPE  E ALAGOAS
  40. FEDERAÇÃO SINDICAL E DEMOC.  DOS  TRAB. NAS  IND.  METALÚRGICAS  DE MINAS  GERAIS
  41. SINDICATO DOS CERAMISTAS  DE MONTE  CARMELO/MG
  42. SINDICATO DOS METALÚRGICOS  DE PIRAPORA/MG
  43. SINDICATO DOS METALÚRGICOS  DE ITAJUBÁ  E  REGIÃO/MG
  44. SINDICATO DOS METALÚRGICOS  DE OURO PRETO/MG
  45. SINDICATO DOS METALÚRGICOS  DE ITAÚNA/MG
  46. SINDICATO DOS METALÚRGICOS  DE DIVINÓPOLIS/MG
  47. SINDICATO DOS  METALÚRGICOS  DE TRÊS  MARIAS/MG
  48. SINDICATO DOS METALÚRGICOS  DE  GOVERNADOR  VALADARES/MG
  49. SINDICATO DOS METALÚRGICOS  DE VÁRZEA DA PALMA/MG
  50. SIND. PROF  ENFERM  E  EMPREG  EM HOSP,  C. DE  SAÚDE,  DUCH. E  MASSAG. DE  DIVINÓPOLIS/MG
  51. SINDICATO DOS EMPREGADOS  EM ESTABELECIMENTOS  DE SAÚDE DE BH  E  REGIÃO/MG
  52. SINDICATO DOS  EMPREGADOS  EM ESTABELECIMENTOS  DE SAÚDE DE ITAJUBÁ  E  REGIÃO/MG
  53. SINDICATO METABASE DOS INCONFIDENTES/MG
  54. SINDICATO DOS TRABALHADORES  EM  EDUCAÇÃO  DE DIVINÓPOLIS/MG
  55. SINDICATO DOS SERVIDORES  PÚBLICOS  DE MONTE CARMELO/MG
  56. SINDICATO DOS  SERVIDORES  PÚBLICOS  DE  BETIM/MG
  57. SINDICATO DOS TRAB EMPRESAS  DE ASSESSOR, PESQ, PERÍCIAS  E INFORM.  –  SINTAPPI-MG
  58. SINDICATO DOS TRAB;  EM EDUCAÇÃO  DA  REDE PÚBLICA  MUNICIPAL  DE  BELO  HORIZONTE/MG
  59. ANEL – ASSEMBLEIA  NACIONAL  DE ESTUDANTES  –  LIVRE
  60. ADMAP – ASSOCIAÇÃO DEMOCRÁTICA DOS  APOSENTADOS  E  PENS.  DO  VALE DO PARAÍBA/SP
porRafael Jorge

Central sindical CSP-Conlutas expressa solidariedade à luta dos trabalhadores da Unicamp

Nota de  solidariedade à luta dos trabalhadores da Unicamp

http://cspconlutas.org.br/2018/07/ha-mais-de-40-dias-em-greve-trabalhadores-da-unicamp-nao-sao-ouvidos-e-sofrem-repressao/

 

Após mais de 40 dias em greve, os trabalhadores e trabalhadoras da Unicamp seguem mobilizados mas ainda sem avançar nas negociações. A categoria que está há 4 anos sem receber o reajuste da inflação, avalia que há uma defasagem de, pelo menos, 12,6% de acordo com a inflação do último período.

Para as negociações, foi eleita uma comissão que se dirigiu à Reitoria no último dia 3/7. A Reitoria enviou um representante, que alegou que não tinha poderes para negociar, solicitando à comissão que aguardasse o Reitor. Desde esta data, a comissão se mantém aguardando o Reitor na sala da Reitoria. Na quarta (4), a Reitoria tentou enganar os trabalhadores, chamando-os para uma reunião em um local e dirigiu-se para outro.

Violência – Nesta quinta-feira (5), os trabalhadores da comissão tentaram ir para suas casas para higienizar, alimentar e ver seus familiares. Neste momento, um grupo faria a substituição na comissão, mas foram brutalmente agredidos pelos seguranças da universidade.

Uma senhora de 62 anos que estava no local relatou que “seguraram [seguranças] meu braço de maneira violenta, fiquei imobilizada e o braço ficou roxo! Depois ele me arremessou longe, eu caí no chão”, conta Ester Lopes Dias, que precisou, inclusive, fazer exame de corpo delito junto ao IML.

Frente a tamanha truculência, a assembleia geral dos trabalhadores realizada hoje (5), deliberou pela continuidade da greve e na defesa da companheira agredida, aprovando moção de repúdio à Reitoria e sua violência.

A luta dos trabalhadores – A categoria aponta as péssimas condições de trabalho e saúde em que se encontra devido aos cortes no funcionamento da Universidade e, especialmente, da área hospitalar do HC (Hospital de Clínicas) e CAISM (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher) (CAISM).

É gritante o número de doenças físicas e psíquicas que ocorrem nesses espaços. “As enfermeiras sequer têm espaço apropriado para descansarem. Tem um setor, que é o único espaço para sentarem, após uma intensa jornada de trabalho, que é em cima do lixo”, explica Adriana Stella, da Coordenação Estadual da CSP-Conlutas, funcionária da Unicamp e diretora da Fasubra.

Mesmo com toda essa situação, a Reitoria da Unicamp se nega a atender a pauta de reivindicações alegando crise econômica. Para a trabalhadora, entretanto, o discurso da crise é contraditório. “A universidade alega que não tem dinheiro para nossos salários e oferece apenas 1,5%. Isto representa menos de R$ 50 para cerca de 3000 trabalhadores. No entanto, têm salários para cúpula universitária que ultrapassam R$ 50 mil e são os chamados ‘super salários’”, alega Adriana.

Outra situação de desconforto na comunidade acadêmica foi com relação às prioridades da Unicamp. “A Reitoria se moveu, indo à Assembleia Legislativa e ao Governo de Alckmin, na época, para negociar uma mudança na constituição estadual para aumentar os maiores salários, chamado o ‘teto do funcionalismo’, beneficiando cerca de 1300. Mas não fez a mesma movimentação para garantir o aumento do piso salarial dos mais 7000 funcionários e cerca de 2000 docentes. Nós temos cerca de 80% dos técnico-administrativo no piso”, completa Adriana.

A sindicalista avalia ainda que essa movimentação é desigual e que “com isso, um número pequeno terá possibilidade de receber cerca de R$ 8000 a mais por mês, podendo ter salários de R$ 30 mil, enquanto para a grande maioria, que recebe os menores salários, receberão menos de R$ 50”, explica.

O impasse foi ampliado quando a reitoria anunciou o corte de ponto. De acordo com informações da Reitoria, cerca de 400 trabalhadores sofreram cortes salariais em decorrência do movimento de greve. Frente à falta de diálogo, contra o corte de ponto e buscando negociação, os trabalhadores decidiram em assembleia pedir nova reunião de negociação.

A CSP-Conlutas expressa solidariedade aos trabalhadores da Unicamp que seguem em luta reivindicando direitos e enfrentando a falta de diálogo e violência por parte da Reitoria. Total apoio!

 

porRafael Jorge

Em nota, bancada do PT na Alesp anuncia obstrução de votação de Lei de Diretrizes Orcamentária (LDO) até que reitoria restabeleça negociação.

NOTA DA BANCADA DO PT-SP

A Bancada das deputadas e deputados estaduais do Partido dos Trabalhadores denuncia o autoritarismo do Reitor da Unicamp, prof.Dr. Marcelo Knobel que se nega a retomar o canal de negociação com os trabalhadores em greve há 50 dias.

O impasse e omissão do governo em atender as reivindicações da comissão de negociação levou os servidores da universidade ocuparem a Reitoria da Universidade como instrumento de pressão para a retomada da negociação.

Os deputados petistas repudiam a postura do reitor e declaram que parmanecerão em obstrução, quanto a votação do projeto da Lei de Diretrizes Orcamentária (LDO), que está em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, até que o diálogo e negociação sejam retomados como voga a Democracia.

Beth Sahão
Líder da Bancada das deputadas e deputados estaduais do Partido dos Trabalhadores

https://www.facebook.com/PTalespOficial/photos/a.575047689198842.1073741841.230624126974535/1779469375423328/?type=3&theater

porFernanda de Freitas

Pauta de Reivindicações 2018 – Específica e Unificada

Confira o documento com as duas pautas:

 

 

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2018/06/Pauta-Especifica-2018-protocolada.compressed.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

Cruesp suspende reunião de negociação com o Fórum das Seis

O Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) suspendeu a reunião agendada para amanhã, 30/05.

Informam em ofício  que suspendem a reunião “até que o Conselho Universitário da Unicamp tenha condições de apreciar a proposta do Cruesp para o reajuste salarial”.

O STU considera antidemocrática a postura do reitor da Unicamp e repudia os comunicados da reitoria que alega que o movimento grevista agiu de maneira violenta.

É evidente a ação antidemocrática da reitoria que manteve a reunião do Consu (Conselho Universitário), sob protestos de toda a comunidade acadêmica – estudantes, trabalhadores e professores – – que solicitaram o adiamento da reunião diante da falta de combustível que impede o transporte cotidiano normal. A ausência de membros do Consu impediria uma saudável discussão do polêmico índice de reajuste de 1,5%, tema de pauta da reunião.

A reitoria ainda foi além, suspendeu as atividades acadêmicas até quarta-feira (30) e dispensou os funcionários, reconhecendo a dificuldade de transporte, mas insistiu em manter a reunião do colegiado. Uma incontestável manobra para esvaziar o campus e ter ainda a ausência dos contrários à aprovação do índice de reajuste.]

Toda a comunidade da Unicamp reivindica que o reajuste salarial dos trabalhadores não seja submetido à instância do Consu e seja negociado diretamente entre reitor e funcionários, através do Cruesp e Fórum das Seis, como conquistado na autonomia universitária em 1989.

O STU não admite desqualificar o movimento dos trabalhadores e da comunidade da Unicamp, que se manifestou de forma pacífica e legítima diante da falta de diálogo do reitor que sequer respondeu ao ofício das bancadas de estudantes e trabalhadores do Consu solicitando adiamento da reunião, e reivindica respeito às práticas democráticas que a própria reitoria defende, mas não pratica ao transferir a responsabilidade da situação aos manifestantes.

 

Foto: Rafael Jorge

porFernanda de Freitas

Nota do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp – Ato no Consu (29/05/18)

Nota do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU)

O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) e a representação dos funcionários, docentes e estudantes no Consu (Conselho Universitário), solicitaram previamente a retirada de pauta do item que trata do reajuste de 1,5%, porém a reitoria da Unicamp insistiu na realização da reunião do conselho. Reivindicamos, além da rejeição do índice de reajuste, que esse item não seja discutido na instância do Consu, pois pleiteamos que o percentual de reajuste seja negociado entre o Fórum das Seis – colegiado que congrega os representantes de sindicatos, associações docentes e DCE’s das três Universidades Paulistas Estaduais – e o Cruesp (Conselho de Reitores).

O STU argumentou que o momento era inoportuno para a reunião, tendo em vista a crise na cadeia de distribuição do país, ocasionando especialmente falta de combustível para transporte, motivada pela situação da greve dos caminhoneiros. Esse acontecimento afetou parte dos conselheiros que participariam da reunião, prejudicando a democrática discussão sobre o item na sessão. Essa situação de exceção foi inclusive reconhecida pela própria administração da Universidade que suspendeu as atividades acadêmicas e reduziu a assistência afetando o expediente da maioria dos funcionários. Todos esses fatores legitimam completamente a suspensão da conferência, uma vez que a própria reunião consiste numa atividade acadêmica.

Ao não atender a solicitação dos conselheiros e insistir na reunião, os trabalhadores decidiram manter a manifestação pacífica no entorno do prédio do Consu, que cobrou que a discussão fosse retirada da pauta.

Devido a grande mobilização da comunidade universitária e o apelo de que amanhã (30) acontece reunião de negociação entre o Fórum das Seis e o Cruesp, o reitor decidiu suspender a reunião.

O STU considera a decisão uma vitória do movimento que conseguiu garantir que a discussão da pauta seja feita na instância adequada, a mesa de negociação. Insistimos que o caminho para resolver o impasse passa pelo diálogo e a presença do reitor na reunião entre o Fórum da Seis e o Cruesp.

Destacamos a participação ativa dos trabalhadores da Área da Saúde (HC e Caism), demonstrando que a greve no setor está ganhando força, e a mobilização dos técnico-administrativos no ato de hoje, apesar das dificuldades de mobilidade impostas pela situação atual.

Estamos em greve desde 22 de maio e na próxima segunda-feira (4) tem nova Assembleia Geral para debater os rumos do movimento paredista, frente ao resultado da reunião de negociação prevista para amanhã.

 

Foto: Rafael Jorge

porRafael Jorge

Boletim STU – Especial PARALISAÇÃO

Baixe aqui o Boletim STU – Especial PARALISAÇÃO  do dia 17 de maio.

10 motivos para aderir!!!

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2018/05/Boletim_17_05_18_paralisacao_versao_final.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

Boletim ADunicamp: “Sistema Universitário norte-americano: um modelo a ser seguido?”

Para fomentar a discussão sobre a crise de financiamento pela qual passas as Universidades Paulistas Estaduais, a ADunicamp elaborou um Boletim Especial intitulado “Sistema universitário norte-americano: um modelo a ser seguido? A questão do crédito educativo.”.

Confira na íntegra o material publicado dia 7 de maio de 2018 .

 

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2018/05/boletim_credito_estudantil_final_adunicamp_07_05_18.pdf” language=”pt_BR”]

 

porFernanda de Freitas

Knobel veta no Consu a discussão sobre 3,5% para todos os servidores

Ontem pela manhã (3) fomos ao Consu cobrar de seus membros o repasse dos 3,5% para todos os servidores da Universidade.

Enquanto o ato seguia do lado de fora do prédio, na reunião do Conselho o coordenador do STU, José Luis Pio Romera, entregou um abaixo assinado organizado pela categoria cobrando a extensão do reajuste e solicitou que o tema entrasse na pauta de discussão.

O documento foi recebido, mas o reitor Knobel decidiu que a matéria não deveria entrar na pauta, encerrando a perspectiva de diálogo. A justificativa? A mesma de sempre: a crise financeira da Universidade. Mas sabemos que a arrecadação do ICMS cresceu o dobro da inflação entre 2016 e 2017.

Apesar do discurso manjado de déficit orçamentário, meses antes de iniciarmos nossa data-base, o reitor decidiu repassar para os servidores que estavam no teto salarial da Unicamp o mesmo percentual concedido pelo Alckmin ao funcionalismo estadual.

Para reajustar o salário de parte dos servidores o reitor foi rápido, mas para apresentar proposta para os que estão no piso ele se mostra intransigente, evidenciando sua política seletiva de valorização dos recursos humanos da Unicamp.

No ano passado, o reitor conseguiu aprovar que nosso reajuste fosse atrelado às decisões do Conselho. Mas assim que uma proposta é colocada na mesa, ele a rejeita a discussão imediatamente. Mais uma prova de que Knobel não está preocupado em discutir propostas que amenizem nosso déficit salarial.

O arrocho dos salários, o corte das GR’s, o aumento do Bandejão e o congelamento do auxílio alimentação têm impacto direto na vida das pessoas, piorando a qualidade de vida e aumentando o endividamento de muitos trabalhadores. Se ficarmos calados, vamos continuar pagando sozinhos as contas da Universidade.

O momento pede unidade e organização para reverter esse quadro que estimula o nosso empobrecimento e adoecimento.

Vamos intensificar as reuniões de unidades para discutir os próximos passos da nossa luta. Ligue no STU e agende uma data. É hora de reagirmos! – Telefones:(19) 3521-7412 / 3521-7147

 

 

 

porFernanda de Freitas

Ministra do TST realiza palestra sobre Reforma Trabalhista

Na abertura do Jubileu de 40 anos da entidade, Panfleto_Ministra_TST_A5a Apropucc convida todos para a palestra “Um olhar sobre a Reforma Trabalhista: tendências e perspectivas”, com a ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Delaíde Alves Miranda Arantes.
A palestra será no dia 19 de abril (quinta-feira), às 19h30, no Auditório Dom Gilberto da PUC-Campinas (Campus I), localizado na Av. Ana Maria Silvestre Adade, Pq. das Universidades – Campinas/SP.
A intenção é realizar uma discussão ampla sobre os impactos da Reforma Trabalhista, aprovada no final de 2017, para a classe trabalhadora. Bem como debater a política do governo Temer em relação aos direitos trabalhistas e as consequências para os trabalhadores, tendo como perspectiva o olhar da ministra do TST.
 O encontro é direcionado aos movimentos sindicais, populares e estudantis e demais interessados no assunto. A palestra é gratuita e aberta ao público. Confirme sua presença até 13/04 pelo e-mail [email protected].
A palestra é organizada pela Apropucc em parceria com o (CES) Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho. Mais informações: www.apropucc.org.br / (19) 3231-8844 / 3343-7474.
 Confirme sua presença no evento lançado no Facebook, clique aqui.
 
Delaíde Alves Miranda Arantes – Ministra do TST
Ministra do Tribunal Superior. Bacharela em Direito, pelo Centro Universitário de Goiás (Uni-Anhanguera). Pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho, pela UFG, e em Magistério Superior, Docência Universitária, pela PUC-GO. Passou a integrar o Tribunal Superior do Trabalho em 1º de março de 2011, ocupando vaga destinada a advocacia.
Integrante da Subseção II Sessão Especializada em Dissídios Individuais, 2ª Turma, do TST. Integra o Grupo de Pesquisa Trabalho, Constituição e Cidadania Faculdade de Direito da Universidade de Brasília – UNB e CNPq.
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Fonte: Apropucc
porFernanda de Freitas

Vem aí o 23º Congresso Nacional da Fasubra Sindical

Entre os dias 6 e 11 de maio de acontece o 23º Confasubra (Congresso Nacional da Fasubra Sindical), em Poços de Caldas/MG.

Nesses dias os trabalhadores técnico-administrativos das Universidades e Instituições Públicas Federais, Estaduais e Municipais discutirão a organização da luta tendo como objetivo a definição de um plano de lutas para o biênio 2018/2019.

Foram inscritas nove proposições de teses para defesa e discussão no Confasubra. Cada documento contém propostas relevantes em nível local, estadual e internacional. O regimento do congresso e as teses já estão disponíveis no site da federação (www.fasubra.org.br).

No encontro serão discutidos temas como a conjuntura nacional e internacional, Educação, o Projeto Universidade Cidadã e Hospitais Universitários e a luta contra as opressões (mulheres, LGBT, raça e etnia).

Os temas específicos para discussão durante o congresso estão divididos entre: organização e estrutura Sindical, as relações de trabalho, 100 anos da Revolução Russa e da primeira Greve Geral no Brasil (1917), assuntos de aposentadoria e aposentados e a comunicação contra hegemônica. A alteração estatutária e a prestação de contas também serão apresentadas e ao final, ocorre a eleição da Direção Nacional e Conselho Fiscal.

O Confasubra é a instância máxima de deliberação da Fasubra e deve ser realizado a cada dois anos, de acordo com o Estatuto. O congresso é soberano para deliberar sobre qualquer proposta, desde que esteja incluída no temário do evento.

 

Eleição de Delegados da Unicamp

As assembleias para eleição de delegados da Unicamp ao Confasubra já estão marcadas  e a pauta será a) Informes da Campanha Salarial; b) apresentação de teses e c) Escolha dos delegados ao Confasubra.

Diferente do que foi divulgado, as datas sofreram alteração para se enquadrar ao regimento do congresso.

Confira as novas datas:

23/04 (segunda-feira)

  • 9h: 1ª chamada / 9h30: 2ª chamada – Limeira (Auditório FT)
  • 15h: 1ª chamada / 15h30: 2ª chamada – Piracicaba(Sala Seminário Ondonto/Pediatria)

 

24/04 (terça-feira)

  • 8h30: 1ª chamada / 9h: 2ª chamada – CPQBA/Paulínia (Refeitório)
  • 12h: 1ª chamada / 12h30: 2ª chamada – Campinas (Ciclo Básico)

 

 

 

Fonte: com informações do site da Fasubra (www.fasubra.org.br)

 

porFernanda de Freitas

Assembleia Geral reafirma ato no Consu pelos 3,5% para todos

Nesta tarde (27) a categoria aprovou a manutenção do ato em frente ao Consu na próxima terça-feira (3). Vamos cobrar do Conselho o repasse de 3,5% de reajuste salarial para todos os trabalhadores.

Quando a reitoria decidiu aumentar o teto salarial de parte dos servidores, entendemos que está superado o discurso da crise financeira que permeou o último período da Universidade. Desta forma, estender os 3,5% a todos os servidores além de manter a isonomia de tratamento no que tange a política salarial, também contribui para diminuir as perdas acumuladas pela categoria.

A orientação é que todos os trabalhadores se concentrem em frente ao Consu no da manhã para recepcionar e pressionar os conselheiros a aprovar o reajuste.

 

Abaixo assinado dos 3,5%

Na próxima segunda-feira (2) encerra o prazo para recolhimento das assinaturas do abaixo assinado que reivindica a extensão de 3,5% de reajuste salarial a todos os servidores da Unicamp, a título de recuperação de parte das perdas salariais passadas. O repasse foi concedido pelo reitor Knobel em 22/01/18 e aplicado sobre os proventos de Fevereiro/2018, baseado na Lei 16.667/2018.

Para apoiar o abaixo assinado procure um diretor ou compareça à sede da entidade para assiná-lo. Se você estiver recolhendo assinaturas, entregue o documento para um dirigente ou deixe na Secretaria do Sindicato.

 

Data-base 2018

Os trabalhadores reafirmaram o índice de 12,52%, para repor as perdas salariais desde 2015, e a manutenção da luta pela isonomia salarial entre as Universidades Paulistas Estaduais.

Indicaram ao Fórum da Seis que, assim que fechar a Pauta de Reivindicações Conjunta, envie imediatamente ofício ao Cruesp cobrando reunião de negociação.

Foi aprovado ainda, que o Fórum altere o calendário de luta diminuindo o prazo de espera pelo retorno do Cruesp para agendar reunião de negociação. A intenção é pressionar os reitores a se posicionarem o quanto antes, tendo em vista que as planilhas do Cruesp têm demonstrado uma melhora considerável na arrecadação de ICMS.

Outra deliberação é que dia 27/04, último dia útil do mês, seja reservado para uma paralisação conjunta, caso os reitores não apresentem uma proposta concreta na mesa de negociação.

A categoria ressaltou a importância de destacar a luta pelas 30h para todos da Área da Saúde e organizar uma atividade conjunta que aponte reflexões sobre os rumos das Universidades Estaduais Paulistas frente ao modelo de universidade que queremos.

Essa discussão também será organizada no âmbito da diretoria do STU com um recorte especial sobre a situação da Unicamp.

 

Aprovada Comissão Eleitoral do CR

Foi aprovada a Comissão Eleitoral responsável por organizar as eleições para o CR (Conselho de Representantes) do STU.

Foram eleitos cinco membros, sendo eles: Kiko (FE/STU), Elisiene (Caism/STU), Klélia (IB), Erika (DAC/STU) Arlinda (Aposentada).

Só poderão se candidatar ao CR os associados ao STU, lembrando que o conselho busca estabelecer um canal de diálogo democrático entre a direção do sindicato e a base, orientando as ações da entidade e ampliando as discussões sobre os rumos da luta sindical na Universidade.

O Regimento Eleitoral foi aprovado na assembleia sem destaques, em breve estará disponível no nosso site.

 

Assembleia Orçamentária

Ficou decidido que a Assembleia Orçamentária Estatutária será adiada porque o Conselho Fiscal responsável por apreciar as contas do Sindicato foi desfeito. Parte dele foi eleito para a diretoria do STU e os demais desistiram de integrar o colegiado. Sendo assim, será necessário eleger um novo Conselho Fiscal. A assembleia de eleição acontece no dia 11/04 e o os representantes eleitos comporão um “mandato tampão”, até a realização no próximo Congresso dos Trabalhadores da Unicamp.

Assim que o colegiado for eleito e apreciar as contas do STU, a Assembleia Orçamentária será convocada para deliberar sobre os Balancetes de 2017 e a Proposta Orçamentária 2018.

 

Nota de repúdio à chacina de cinco jovens em Maricá-RJ

A assembleia aprovou que o STU subscreva a nota da Fasubra que repudia veementemente a chacina de cinco jovens na cidade de Maricá/RJ, ocorrida no último domingo (25). Sávio de Oliveira de 20 anos, Matheus Bittencourt, de 18, Marco Jhonata, de 17, Matheus Baraúna, de 16 e Patrick da Silva Diniz foram assassinados a tiros dentro do conjunto residencial Carlos Marighella, onde moravam. As características do crime e diversas denúncias indicam que a morte dos jovens tenha sido por ação policial.

A nota exige apuração do crime contra os cinco jovens e se indigna com a violência no Rio de Janeiro e em todo o país que extermina a juventude.

 

XXIII Congresso da Fasubra

Tendo em vista o XXIII Congresso da Fasubra, os trabalhadores aprovaram o calendário de assembleias para eleição dos delegados da Unicamp. Ficou acertado que as assembleias serão realizadas no CPQBA – 16/04; Limeira – 17/04; Piracicaba – 18/04 e em Campinas – 19/04. Os locais e horários serão divulgados em breve.

Nove teses concorrem ao Congresso da Fasubra e podem ser acessadas na página da Federação em www.fasubra.org.br.

Obs.: Destacamos que a data da assembleia no CPQBA foi alterada de 12 para 16/04 para adequação ao calendário e regimento da Fasubra.

 

porFernanda de Freitas

| Artigo | Mulheres em Ação: o protagonismo das mulheres no cinema

O mês em que celebramos a luta da mulher está chegando ao fim, para marcar essa importante luta apresentamos o artigo da diretora da Fasubra, Adriana Stella (*).

No artigo, a companheira traça um perfil sobre o papel que a mulher tem ocupado no cinema recente no seguimento de “contos e heróis” (Marvel Comics/Disney) e sua relação com as lutas classista e feminista. Guerreiras, princesas, poderosas, frágeis… quem são elas no cinema atual e o que elas nos ensinam sobre empoderamento feminino? Confira abaixo a íntegra do artigo.

 

MULHERES EM AÇÃO: O PROTAGONISMO DAS MULHERES NO CINEMA

Resultado de imagem para pantera negra mulheresA clássica fórmula dos filmes em que um herói ou príncipe precisa salvar a indefesa e frágil mocinha já não rende tantos lucros à indústria cinematográfica. Por isso, muitos filmes passaram a colocar mulheres para protagonizarem a ação sendo as personagens principais.

Imagem DivulgaçãoAlguns destes filmes fazem até uma transição do homem para a mulher, como é, por exemplo, o filme “Logan”, cuja personagem que vai substituir o ator é uma mulher tão habilidosa quanto Wolverine. Outros filmes optam por recriar as histórias, substituindo cenas por mulheres como protagonistas. Assim, por exemplo, é o filme “Caça fantasmas” que foi reeditada em uma edição feminina ou mesmo recriações de contos de fadas que retiram o protagonismo do príncipe encantado.

Sem príncipes encantados são filmes como Malévola, que mostra que o amor verdadeiro não surge de nenhum príncipe e o desenho infantil “Valente” que coloca em xeque que mulheres precisam de homens habilidosos para se casar a fim de protegê-la.

Até filmes que têm como personagem principal homens, colocam mulheres em papel de destaque. É o caso de “Doutor Estranho”, que aprende suas lições com uma mulher ou mesmo o filme “Pantera Negra” que, dando ênfase à questão racial, também destaca o papel das mulheres com três mulheres negras cujo protagonismo é similar ao do ator principal e são fundamentais ao enredo.

Nesta recriação dos papéis femininos, até personagem Barbie ganhou bonecas morenas, ruivas, negras, uma versão “gordinha” e várias profissões, com o slogan de que “você pode ser o que quiser”. Estas recriações buscam responder à frase usada no movimento: “lugar de mulher é onde ela quiser”. E isso foi levado à indústria cinematográfica em filmes recentes da trama Star Wars, da Marvel e DC, desenhos da Disney e toda a produção que é voltada para a “família”, bem como nos já conceituados filmes “cults”.

Há um grande repertório cinematográfico neste sentido e os desenhos infantis ganham destaque, pois são parte da formação da futura geração de adultos. Nos desenhos, há vários exemplos de meninas protagonistas, como “Dora, a aventureira”, “O show da Luna”, “Frozen”, “Princesinha Sophia” e tantos outros. Também nos desenhos a questão racial e as mulheres negras ganham protagonismo como em “Doutora Brinquedos”, cuja personagem principal é uma menina negra médica e nas princesas que podem ser negras ou latinas com seus cabelos cacheados ou não, como em “Moana”, “Princesa Elena” e “A princesa e o Sapo”, retratando mulheres fortes, inteligentes e corajosas.

Seguindo essa mesma lógica de papéis das mulheres, se por um lado as mulheres assumem protagonismo, por outro, exige que homens cumpram atribuições que até então eram consideradas “femininas”. Isto em geral está representado em cenas que mostram homens fazendo serviço doméstico como no desenho “Peppa Pig” e outras cenas “cotidianas” das famílias em que os homens além de cuidar da casa, cuidam das crianças e as mulheres trabalham, são “chefes” ou estão em posições de comando e outras várias ações.

Assim, tanto no drama, ação, aventura, suspense ou comédia, muitos filmes buscam eliminar o terror da opressão que as mulheres sofrem. Mas só trabalham esta ótica porque já não aceitamos mais a opressão e queremos ser retratadas como as personagens principais das nossas histórias, as donas das nossas ações. Então, se até o cinema busca romper com a “mulher frágil” ou “sensível”, nos questionamos: “a arte imita a vida ou a vida imita a arte?”.

 

A arte imita a vida ou a vida imita a arte?

A indústria cinematográfica é parte da formação de valores e é utilizada como forma de passar ideologias. Mas, para que possa entrar em nossas mentes, precisa também “dialogar” com o público, ou seja, representar aquilo que as pessoas querem ver. É neste sentido, que o avanço da afirmação de que as mulheres são iguais aos homens e devem ser protagonistas das suas vidas que os filmes e desenhos passam a trazer essa representação feminina com destaque.

Porém, como os desenhos, filmes, novelas, séries e todos os programas que vimos na TV estão cumprindo um papel de incutir valores nas nossas mentes, é também necessário refletir que nada disso rompe com a lógica da opressão. Isto porque, além de termos os filmes que as mulheres são protagonistas, ainda há milhares de enredos que em maior ou menor grau continuam expressando papéis sociais impostos às mulheres.

Mas sem dúvida o principal problema está no fato de que os filmes jamais mostram: o problema objetivo, material das mulheres trabalhadoras está na sua condição de exploração. Isto porque todas as mulheres sofrem com a opressão, porém, as mulheres trabalhadoras além de sofrerem com a opressão, estão submetidas à exploração do trabalho.

 

Os dramas da vida real: a opressão e exploração da mulher trabalhadora

Se nas telas do cinema são mostradas mulheres fortes e poderosas, na vida real essa força e coragem é usada para superar as dificuldades que nós mulheres trabalhadoras sofremos. Isto porque a combinação da exploração do trabalho junto com a opressão faz com que condição de trabalhadora que nos coloque obrigações que devemos superar, como a dupla ou tripla jornada de trabalho, os baixos salários, os empregos mais precarizados.

Da mesma forma, não temos plena condições de exercer a maternidade porque nos falta creches públicas, escolas, saúde para nós e nossos filhos. Também não podemos decidir sobre os nossos corpos, tanto pela pressão social como pelas condições objetivas que nos obrigam a conviver com uma gravidez indesejada sem poder prevenir ou abortar. Isto faz com que milhares de mulheres morram todos os anos no mundo porque elas preferem colocar suas vidas em risco ao viver sob o estigma de uma gravidez indesejada.

Mas, infelizmente, as mulheres morrem muito também por ações machistas, no chamado feminicídio. O feminicídio é o assassinato de mulheres por sua condição de mulher e acompanhamos diariamente vários destes casos, que são formas de violência contra a mulher. Violência que é física ou psicológica e que existe tanto na violência doméstica como no ambiente de trabalho, expresso pelo assédio moral e sexual. Uma violência que faz ser “normal” que as mulheres possam ser estupradas, que possam ser agredidas e até ser morta.

Quando tudo isso se junta com a condição material, aquela que dá o sustento das nossas vidas e dos nossos filhos, faz com que sejamos obrigadas a nos calar. Por isso muitas mulheres sofrem em silêncio, um silêncio que aos poucos têm sido rompido e ganhado vozes. Vozes nas ruas, levando multidões a se rebelarem contra a situação a que estamos submetidos. Multidões que encontram na dor e no luto a força para a luta.

 

Transformar o luto em luta e usar as velas do luto para queimar a opressão e a exploração

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindoÉ por isso que nós acendemos velas em homenagem às mulheres que são assassinadas, como o caso recente da vereadora Marielle que tem arrastado milhares contra a política assassina do Estado. Marielle representa para o Estado mais um caso, mas para nós trabalhadoras e trabalhadores deve representar muito mais: a chama das velas de seu funeral devem incendiar nossa indignação com o caos social que vivemos.

Devemos exigir uma rigorosa apuração desse homicídio e prisão dos executores e mandantes e ir além: devemos exigir o fim da intervenção militar, do genocídio da juventude negra e dos feminicídio das mulheres negras. Devemos nos rebelar contra todo caos social que existe organizando as trabalhadoras e os trabalhadores para romperem com esse sistema que nos mata. Para isso, precisamos organizar uma verdadeira rebelião operária e popular para arrancar esses governantes corruptos e colocar o Estado e todas as riquezas desse país a serviço dos interesses da classe trabalhadora.

Para que Marielle se mantenha presente, precisamos colocar para fora Temer, Pezão, Crivella e todos os corruptos! Precisamos construir uma sociedade sem exploração e sem opressão, uma sociedade socialista!

 

* ADRIANA STELLA é funcionária da Unicamp (IMECC), é diretora da Fasubra – Coordenação Jurídica e de Relações de Trabalho, ex-diretora do STU e militante do coletivo Base de Luta (PSTU/CSP Conlutas).

 

Banner/Imagem: https://pt.freeimages.com (Aldo Peralta e Christian Wagner)

porFernanda de Freitas

Campanha Salarial 2018: confira a agenda de reuniões de unidades deste final de março

O calendário de reuniões de unidade segue a todo vapor. Estamos discutindo a Campanha Salarial, nossa luta pela extensão dos 3,5% para todos os servidores, a valorização do servidor público, o fim do assédio moral e ambiente de trabalho saudável, a retirada de direitos historicamente conquistados e a defesa do Serviço Público.

Se a sua unidade ainda não tem uma agenda de discussão sobre a data-base 2018 e a política de retrocessos em curso, ligue no STU e marque agora uma data.

 

Calendário das Reuniões de Unidades

Data Hora Unidade Local
26/03 9h CLE SALA-204
26/03 15h BCCL  
26/03 15h BC  
27/03 9h CPQBA  Refeitório
27/03 9h SC (RTV)
27/03 14h IG
28/03 10h Prefeitura do Campus
28/03 9h FEF
28/03 10h30 DEdIC
28/03 15h DAC
porFernanda de Freitas

Cursinho Popular do STU convoca candidatos para apresentação de documentos

Cursinho Popular do STU divulgou a lista de candidatos que deverão apresentar documentos comprobatórios até às 17h de quarta- feira (28), para o e-mail [email protected] (digitalização ou foto) ou entregues em cópias pessoalmente na sede do STU.

A mera entrega dos documentos não garantirá a matrícula se os dados apresentados não comprovarem o que foi informado no formulário de inscrição. Caso restem dúvidas, o Cursinho poderá solicitar que o candidato apresente os documentos originais e/ou faça uma entrevista pessoalmente.

O resultado da análise será divulgado até o dia 01/04. Em caso de confirmação das informações, o candidato será matriculado, devendo iniciar as aulas no dia 02/04.

Os candidatos reprovados na análise ficarão de fora do processo seletivo, dando lugar a outros candidatos que aguardam em lista de espera e que poderão ser convocados ao longo do ano.

As aulas serão de segunda a sexta-feira, das 19 às 22h. O local exato, dentro da Unicamp, será confirmado no momento da divulgação do resultado.
Os documentos exigidos são:

I. RG e CPF, frente e verso, do candidato e de todos os moradores da casa;

II. Comprovante de residência (pode ser conta de energia elétrica, de água, de telefone ou do condomínio);

III. Contrato de aluguel, somente para aqueles que alegaram que moram em casa alugada;

IV. Comprovante de renda de todos os moradores da casa que trabalham ou recebem algum tipo de remuneração (serve holerite, demonstrativo de recebimento de aposentadoria/pensão/benefício ou comprovante de recebimento de bolsa);

V. Histórico Escolar e Certificado de Conclusão do Ensino Médio, para aqueles que já o concluíram ou Atestado de Matrícula do 3º ano do Ensino Médio, para aqueles que estão cursando;

VI. Declaração constando nome completo do funcionário, nome da empresa, número de matrícula, setor da Unicamp onde trabalha, somente para aqueles que forem: a) servidores da Unicamp, ou dependente destes; b) funcionários da Funcamp, ou dependente destes; c) funcionários de empresa prestadora de serviços à Unicamp, ou dependente destes.

Confira os candidatos:

  • Anna Vitória Oliveira
  • Bianca Kerolin Rodrigues de Gois
  • Caio Hispenser dos Santos
  • Cristiane Felipe
  • Fabienne Araújo Santos
  • Glace Kely Rocha de Souza de Morais
  • Gustavo Alencar Diniz Costa
  • Isabella Alves Ferreira
  • Joseani Santana Silva
  • Kauana Tomikura Gonçalves
  • Letícia Cristina Palmeira Garcia
  • Ligia Helena Duarte Gonzaga da Silva
  • Lívia Maria Fernandes Rosa
  • Luana Alves Dias
  • Lucas Fernando dos Santos Nobre
  • Lucas Henrique dos Santos Inácio
  • Luciana Roberta Da Silva
  • Marcello Henrique Ferreira Silva
  • Maria Fernanda da Veiga Okuma
  • Rafaela de Souza Giomet
  • Robert Henrique dos Santos
  • Sara Beatriz Bicalho
  • Silvia Renata Ribeiro Soares
  • Thaiza Cristina Santana
  • Vanessa Aparecida De Carvalho
  • Vanessa Mendes Machado
  • Vitor Luiz de Paula Fidelis
porFernanda de Freitas

Assembleia Geral é terça (27/03), às 12h, no Ciclo Básico

Com o objetivo de discutir a organização da nossa luta contra o arrocho salarial: reivindicação da extensão dos 3,5% e a reposição salarial nesta data-base; a diretoria do STU convoca toda a  categoria para a Assembleia Geral na terça-feira (27), às 12h, no Ciclo Básico.

A política de arrocho dos reitores está fazendo nosos salários caírem mesmo em tempos de arrecadação em alta, então participe. Nossa força e unidade serão decisivas!

 

 

porFernanda de Freitas

Fórum da Seis – Pauta Unificada de Reivindicações 2018 (1ª versão)

Confira aqui a Pauta Unificada que o Fórum das Seis Entidades está sugerindo para servir de subsídio às discussões nas assembleias da base.

 

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2018/03/Pauta-Unificada-2017-F6-Subsidio-para-assembleias-2018-2.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

Assembleia Geral discute Campanha Salarial 2018

O STU convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras para participarem da Assembleia Geral a ser realizada nesta quarta-feira (7), às 12h, no Ciclo Básico. Vamos discutir a organização da Campanha Salarial 2018 e o em data de 04 de dezembro de 2017 – segunda-feira,