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Reitoria antecipa pagamento de abono para dia 19

A reitoria divulgou comunicado nesta segunda-feira (15) anunciando que o pagamento do abono salarial indenizatório da data-base será feito nesta sexta-feira (19/9). Em comunicado do dia 10/9, a administração havia determinado que a parcela seria paga “7 dias após a normalização das atividades”.

A reitoria também esclareceu que “o valor do abono salarial será calculado sobre todos os ganhos em que incide o reajuste, tais como vencimento, adicional por tempo de serviço, sexta-parte, gratificação de representação e GRI pagos na folha competência agosto de 2014”, diferentemente do que foi publicado no Boletim do STU nº 97, que circulou também neste dia 15 na Universidade.

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Reunião

A reunião da Coordenação de Mulheres do STU acontecerá no dia 18/09 (quinta-feira), a partir das 11h30, no auditório da DGA. A reunião é aberta à participação de todas as trabalhadoras da Unicamp.

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Assembleia com mais de mil servidores suspende greve

Categoria sai fortalecida do embate que durou 112 dias * Trabalhadores entenderam que sem luta a data-base não teria sido respeitada e, por isso, mobilização segue para assegurar negociação da pauta específica e unidade com as outras entidades do Fórum das Seis.

No 112º dia da maior greve da história da Unicamp, mais de mil trabalhadores aprovaram na assembleia de ontem encerrar a paralisação.

A deliberação teve por base a compreensão de que os trabalhadores saem vitoriosos com a conquista do reajuste e a imposição do respeito à data-base (1º de maio) após quase quatro meses de queda de braço com o Conselho de Reitores e o governo do Estado.

Mesmo com o fim da greve, a categoria também deliberou fortalecer a mobilização e o debate sobre a importância do fortalecimento do sindicato como instrumento de luta e defesa de direitos contra os ataques colocados à universidade pública e seus trabalhadores.

O retorno ao trabalho se dará no dia 15 (segunda-feira) com a conquista do reajuste de 5,2% (com a primeira parcela no salário de setembro e a segunda, no salário de dezembro, incidindo o reajuste integral sobre o 13º); abono de 28,6% (a ser pago sete dias após a normalização das atividades); uma referência nos pisos dos segmentos da carreira.

O STU parabeniza a todos os que lutaram!

Outras deliberações

Realizar reuniões de unidade hoje para organizar volta ao trabalho na 2ª; aReafirmar a comissão de negociação da última reunião com a reitoria para tratar das negociações da pauta específica;

Abrir espaço no site do STU para debate sobre a avaliação da greve;

Promover campanha de denúncia contra o PDV na USP e a desvinculação dos hospitais universitários;

Articular com o Fórum das Seis a continuidade do movimento ‘SOS universidade’;

Propor a realização de plenárias com trabalhadores da USP e Unesp para discutir os ataques aos técnicos administrativos e ações unitárias.

Garantir respeito ao direito de greve e pauta específica

Ainda hoje o STU encaminha ofício à reitoria informando a deliberação da assembleia e solicitando reunião. O objetivo é assegurar que o acordo de encerramento da greve formalize que não serão aceitas ações de perseguição a grevistas e assédio moral. Assim como garantir para o mais breve possível a formalização do calendário de discussão da pauta específica (vale refeição, extensão do auxílio alimentação aos aposentados, isonomia no tratamento aos trabalhadores contratados pela Funcamp, etc) e da implementação das próximas fases do processo de isonomia. A luta segue.

Alckmin afirma que não vai assumir hospital universitário da USP

O jornal ‘Folha de S.Paulo’ divulgou ontem que o governador Geraldo Alckmin afirmou à reportagem que “não há disposição de o governo do Estado ser responsável pela unidade de saúde utilizada como hospital-escola pela universidade” de São Paulo. Ainda de acordo com a ‘Folha’, o secretário de Estado da Saúde, David Uip, que acompanhava o governador, teria afirmado que “tem alguém que quer vender [repassar o HU], mas o outro não quer comprar. Não tem discussão. A decisão nasce morta”.

O uso das expressões “compra” e “venda” pelo secretário evidenciam a concepção privatista do governo tucano, que trata bens públicos da sociedade paulista, construídos e sustentados com os impostos de toda a população, como algo que poderia ser comercializado.

A discussão sobre a desvinculação do HU está marcada para o dia 29 no conselho universitário da USP, que já autorizou a transferência do Hospital de Bauru (HRAC) à Secretaria de Saúde.

O fato do governo do Estado afirmar que não quer o HU pode ser uma vitória dos trabalhadores e defensores da universidade pública, que têm posicionamento contrário à desvinculação. No entanto, pode ser também uma manobra retórica para, mais adiante, repassar a gestão do hospital às chamadas organizações sociais (OSs), consolidando um processo de privatização dos centros médicos de ensino, pesquisa e atendimento à população.

Por isso, segue a luta em defesa dos hospitais universitários. A assembleia de ontem reafirmou posição contra a desvinculação dos hospitais. Assim como a assembleia da Adunicamp.

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Boletim 096/2014

Baixe aqui o Boletim 096/2014, de 12 de setembro de 2014.

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Boletim 095/2014

Baixe aqui o Boletim 095/2014, de 11 de setembro de 2014.

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Cruesp abandona autonomia universitária e aposta na via judicial

Reitores enrolam outra vez e se negam a aceitar acordo proposto pelo TRT, mantendo o desrespeito à data-base. Fórum das Seis orienta continuidade da greve.

A reunião entre o Conselho de Reitores e o Fórum das Seis ocorrida na tarde de ontem acabou mais uma vez em impasse. Depois da reitoria da USP divulgar documento afirmando que a aceitação do abono de 28,60% proposto pelo Tribunal Regional do Trabalho dependia do Cruesp, os reitores fecharam posição que cada universidade deve discutir o assunto sem compromisso de prazo e isonomia no tratamento da greve.

A postura intransigente evidencia o desrespeito das reitorias à data-base e a aposta na via judicial em detrimento da autonomia universitária. Por isso, o Fórum das Seis orienta a continuidade da paralisação.

Hoje, na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, servidores e Fórum vão reiterar cobrança de responsabilidade aos reitores.

Acontece também na tarde de hoje nova audiência de conciliação marcada pelo TRT, quando a Universidade de São Paulo terá de apresentar posicionamento frente à proposta colocada pelo Tribunal e já aceita pelos servidores e docentes da USP.

Em atitude considerada uma manobra pelo Sintusp, o reitor Marco Antônio Zago anunciou ontem à imprensa que a decisão sobre o abono só será discutida no Conselho Universitário da instituição, que deve ser realizado no próximo dia 16 (terça).

Diálogo zero – Em relação ao documento apresentado pelo Fórum das Seis ao Cruesp, à Alesp e ao governador, os reitores anunciaram que encaminharão à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado e à Assembleia “solicitação de revisão dos cálculos dos valores de repasse do ICMS para a adequada execução do disposto nas normas que regem a autonomia universitária paulista”. Mas se recusaram até a informar na reunião que pontos da proposta do Fórum das Seis não têm a concordância das administrações universitárias.

Ato – Durante a reunião com o Cruesp os servidores realizaram novo ato unificado, que se repetirá hoje na Alesp. As fotos estão disponíveis no site do STU (www.stu.org.br).

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Boletim 094/2014

Baixe aqui o Boletim 094/2014, de 10 de setembro de 2014.

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Ato durante a reunião com o Cruesp vai cobrar avanço nas negociações

Ônibus sai do estacionamento da BC às 13 horas * Quem ainda não se inscreveu deve procurar o STU logo cedo para tentar garantir vaga na caravana.

Hoje é dia de reunião entre o Fórum das Seis e o Cruesp. Os trabalhadores estão em um momento importante na greve que já dura 110 dias.

Após tentativa de criminalização do movimento e corte de salários dos servidores, o reitor da USP, Marco Antonio Zago, foi obrigado a pagar os salários e benefícios. E o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) apresentou como proposta de acordo, além do reajuste de 5,2% em duas parcelas, um abono salarial de 28,6% como indenização pelo atraso na data-base. Em assembleia ontem, os servidores da USP decidiram aceitar a proposta do TRT e mantiveram a greve para esperar a resposta da reitoria na audiência desta quarta e definição sobre um acordo em relação à reposição somente dos serviços, reajuste do auxílio alimentação e compromisso de não punição aos grevistas. O Sintusp tem nova assembleia quinta.

A assembleia da Adusp no último dia 5 já aprovou reivindicar extensão do acordo proposto pelo TRT ao conjunto dos docentes e servidores.

Essa realidade obriga os outros reitores a se manifestarem. E hoje, durante a reunião do Cruesp, as categorias realizam novo ato a fim de pressionar para que as negociações avancem no sentido do que propôs o Judiciário Trabalhista.

As categorias também não aceitarão nenhum tipo de retaliação no retorno ao trabalho. Essas reivindicações serão pautadas com o Cruesp.

Amanhã tem audiência pública na Alesp

Nesta quarta-feira (10), às 14h30, a Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo realiza mais uma audiência pública para debater a situação das universidades paulistas. Nesta reunião os deputados pretendem ouvir os reitores José Tadeu Jorge e Marco Antônio Zago. A audiência acontece no auditório Franco Montoro da Alesp e será transmitida pelo portal do Legislativo paulista (www.al.sp.gov.br).

Trabalhadores da Unicamp estarão presentes para mostrar a união da categoria e pressionar os deputados e reitores a considerarem a proposta do Fórum das Seis para a Lei Orçamentária Anual 2015 e investimentos de médio prazo na educação superior paulista.

Os servidores interessados em participar da atividade devem se inscrever na secretaria do sindicato ou enviar nome e RG para o e-mail <[email protected]>.

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Greve também debate realidade das mulheres no mundo do trabalho

Ontem, após a exibição do filme ‘Revolução em Dagenham’, servidores realizaram uma discussão sobre o machismo no mundo do trabalho e a realidade das mulheres trabalhadoras.

A atividade foi organizada pela Coordenação de Mulheres do STU, que tem nova reunião aberta nesta quarta-feira (10), às 10h30.

O filme inglês ‘Revolução em Dagenham’ (2010) aborda a história real da primeira greve realizada por operárias da Ford na cidade de Dagenham, em 1968, que levou à criação, em 1970, da lei que equiparou os salários de homens e mulheres que realizam as mesmas funções no Reino Unido.

 

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Grito dos Excluídos ocupou ruas e praças por liberdade e direitos

Trabalhadores da Unicamp também participaram no domingo (7 de setembro) do ato do Grito dos Excluídos. A manifestação percorreu as principais avenidas do Centro da cidade denunciando as desigualdades sociais, a criminalização das lutas, e reivindicando direitos sociais.

Durante o ato também foram coletados votos ao Plebiscito Popular por uma Reforma Constituinte Exclusiva do Sistema Político.

Em todo o país aconteceram manifestações organizadas por pastorais sociais da igreja católica, sindicatos, partidos de esquerda e organizações de estudantes, mulheres, sem-terra, sem-teto e outros movimentos.

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Boletim 093/2014

Baixe aqui o Boletim 093/2014, de 09 de setembro de 2014.

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Hoje tem comando de greve!

Para preparar as atividades da semana e organizar a assembleia geral marcada para o dia 11 (quinta-feira), o comando de greve se reúne hoje às 14 horas, no CB.

Amanhã acontece nova reunião de negociação entre o Fórum das Seis e o Cruesp. O comando apontou a realização de uma vigília e o Sintusp também aprovou realizar mobilização durante a negociação. E quarta-feira (10) nova audiência no TRT discute as propostas de negociação em debate na Universidade de São Paulo. A USP, que recorreu ao Supremo Tribunal Federal para não pagar os salários cortados aos trabalhadores, conforme determinação do Tribunal Regional do Trabalho, sofreu nova derrota na semana passada e teve de quitar os salários e benefícios de julho e agosto.

Como proposta de acordo para encerrar a greve que já dura mais de cem dias, o TRT propôs na última audiência o pagamento do reajuste de 5,2%, abono salarial de 28,60% para compensar o atraso a data-base (1º de maio), além do pagamento dos vales refeição e transporte a todos os servidores.

A expectativa é que a negociação dessa quarta faça avançar a proposta apresentada pelo Cruesp. Até porque o secretário da Fazenda do governo Alckmin, Andrea Calabi, afirmou na última sexta-feira ao jornal ‘Folha de S.Paulo’ que as universidades estaduais paulistas receberão R$ 287,4 milhões a mais do que previam em 2014. O aumento do repasse, segundo Calabi, deve-se ao crescimento da arrecadação do ICMS.

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Filme e debate abordam luta da mulher no mundo do trabalho

A Coordenação de Mulheres do STU convida todas as servidoras e servidores a participarem das atividades de hoje.

Às 9 horas será exibido o filme ‘Revolução em Dagenham’ (Made in Dagenham, Inglaterra, 2010). A película conta a história real da primeira greve realizada por operárias da Ford na cidade que dá nome ao filme, em 1968. Na greve, 187 mulheres numa planta industrial com mais de 55 mil homens enfrentaram a patronal e o machismo para lutar por igualdade de direitos. A mobilização levou à criação, em 1970, da lei que equiparou os salários de homens e mulheres que realizam as mesmas funções no Reino Unido.

Após o filme haverá um debate.

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Boletim 092/2014

Baixe aqui o Boletim 092/2014, de 08 de setembro de 2014.

 

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Comando marca assembleia para 11 de setembro

Reunido nesta quinta-feira, o comando de greve da Unicamp decidiu convocar assembleia geral da categoria para quinta-feira (11). O comando avaliou que esta é a melhor data frente à agenda que inclui nova reunião de negociação entre o Forum das Seis e Cruesp na terça (9) e nova audiência no TRT entre Sintusp e a reitoria da USP no dia 10. O objetivo é que a assembleia possa deliberar com todas as informações.

A proposta do Cruesp de reajuste salarial no valor de 5,2% dividido em duas parcelas (primeira, de 2,57%, a ser paga em outubro e a segunda parcela, no mesmo percentual, a ser paga em janeiro) incide sobre o 13º salário, mas não tem retroatividade à data-base (1º de maio).

O Fórum das Seis indica às categorias a continuidade da greve e realização de novas assembleias. O Fórum tem reunião marcada para segunda, mas deve adiar para terça pela manhã (no mesmo dia da reunião com o Cruesp).

O STU segue cobrando ao reitor José Tadeu Jorge reunião para discutir a pauta específica.

TRT propõe que reitoria da USP pague reajuste de 5,2%, abono indenizatório da data-base e vales

No dia de ontem ocorreu nova audiência de conciliação entre a reitoria da USP e o Sintusp no Tribunal Regional do Trabalho, em São Paulo.

A reitoria reafirmou a proposta de reajuste referendada pelo Cruesp e informou que já efetuou os pagamentos dos salários cortados relativos ao mês de julho, em cumprimento à decisão do Judiciário. O Sintusp destacou que o pagamento dos vales refeição e transporte não foi efetuado.

O TRT propôs à reitoria o pagamento do reajuste, manutenção da data-base em 1º de maio (devendo o período sem reajuste ser compensado em forma de abono salarial, de natureza indenizatória, baseado no IPC-FIPE, que corresponderá a 28,60% do salário nominal de cada servidor no mês de maio de 2014) e o pagamento do vale refeição e do auxílio transporte referente ao período de greve a todos os servidores.

Ainda em relação aos dias parados, o Tribunal propôs a reposição de dias ou do serviço, mediante negociação entre as partes.

O Ministério Público do Trabalho se manifestou afirmando que a proposta apresentada pelo TRT é o melhor caminho para resolver o conflito.

O Sintusp realiza comando de greve hoje às 11 horas e nova assembleia na segunda-feira (8). Nova audiência de conciliação no TRT foi agendada para dia 10 (quarta).

Demissões e HU – De acordo com informação divulgada pela Universidade, o plano de demissões incentivadas aprovado no Conselho Universitário no último dia 2 deve atingir cerca de 1.700 servidores celetistas entre 55 e 67 anos de idade, com vinte anos ou mais de trabalho na USP, já aposentados pelo INSS ou com condições de aposentadoria. Inicialmente, a proposta da reitoria da USP era demitir 2.800 funcionários. Serão gastos R$ 400 milhões com o plano.

O Sintusp segue lutando contra o plano de demissões e a proposta de desvinculação do HU, que será discutida no Conselho Universitário. A USP já desvinculou o HRAC/Bauru.

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Boletim 091/2014

Baixe aqui o Boletim 091/2014, de 05 de setembro de 2014.

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Boletim 090/2014

Baixe aqui o Boletim 090/2014, de 04 de setembro de 2014.

 

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Greve derrota reajuste zero! Cruesp apresenta 5,2% em 2 parcelas

Comando de greve hoje às 14 horas discute encaminhamentos para decisão da categoria sobre a proposta apresentada pelos reitores após mais de cem dias de paralisação * Unidades devem se reunir pela manhã e debater sugestões para o comando e a assembleia.

No dia de ontem ocorreu a reunião de negociação entre o Cruesp e o Fórum das Seis. O Conselho de Reitores apresentou a proposta de reajuste salarial de 5,2% a ser consolidada até o mês de janeiro, com a primeira parcela a ser paga em outubro (2,567%) e 2,567% a partir de janeiro. A proposta segue o que foi votado durante a reunião do Conselho Universitário da USP no dia 2 de setembro.

Após mais de cem dias de greve e diversas afirmações de que seria “impossível” conceder qualquer reajuste, os reitores se renderam à força da mobilização e o reajuste zero foi derrotado. O que é uma vitória importante.

A avaliação sobre a proposta será debatida no comando, que definirá a data da próxima assembleia geral e poderá discutir à luz da decisão do TRT sobre o debate salarial na USP, já que a audiência de conciliação prevista para 5/9 foi antecipada para hoje.

Sobre as demais pautas reivindicadas pelas categorias, os reitores afirmaram que entendem que estão superadas as tratativas no âmbito do Conselho, devendo ser debatidas nas universidades.

Durante a reunião, os trabalhadores da Unicamp, USP e Unesp realizaram mais um grande ato, que começou na Avenida Paulista e fechou a rua em frente à sede do Cruesp.

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7/9: Grito dos Excluídos

No próximo domingo (7) acontece em todo o país o Grito dos Excluídos – manifestação organizada pelas pastorais sociais da igreja católica e movimentos para denunciar as desigualdades e cobrar direitos. Em Campinas o ato terá início às 10 horas no Largo do Pará (Centro). De lá, os manifestantes descerão a Avenida Francisco Glicério até o Largo da Catedral, onde estarão funcionando as urnas do Plebiscito Popular por uma Reforma Constituinte. O plebiscito é uma iniciativa de movimentos sociais em defesa de uma reforma constitucional exclusiva para discutir direitos sociais, na perspectiva das mobilizações de junho de 2013 (mais informações em www.plebiscitoconstituinte.org.br).

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Todos a São Paulo hoje!

Concentração para saída da caravana da Unicamp para o ato em frente à sede do Cruesp terá início às 10 horas, atrás da BC * É hora de derrubar o reajuste zero!

Os trabalhadores das universidades estaduais paulistas fazem hoje mais um grande ato em São Paulo, durante a reunião do Cruesp com o Fórum das Seis para discutir a negociação salarial. As categorias já estão há mais de 100 dias de greve e até agora os reitores apenas enrolaram, descumprindo compromissos e se abstendo de resolver a questão do reajuste salarial, que é lei.

Como se não bastasse a falta de diálogo, os reitores ainda reprimem os trabalhadores em luta por seus direitos. Como na USP – onde os grevistas já foram agredidos pela polícia militar chamada pela reitoria por duas vezes e tiveram os salários ilegalmente cortados. E mesmo aqui na Unicamp também houve criminalização da luta, com ações judiciais para impedir a greve nos restaurantes universitários e para tentar impor uma multa de R$ 500 mil ao STU com base em argumentos inverídicos.

Mas o movimento grevista também conquistou vitórias, como o reconhecimento pela Justiça do Trabalho da legalidade da greve (contra a tentativa da USP de judicialização e criminalização da luta) e a determinação de que aquela Universidade tem que pagar os salários cortados de imediato. A conquista das 30 horas na área de saúde na Unicamp também é uma importante vitória da greve.

Os trabalhadores vêm dando o recado de que não tem arrego e construindo uma greve importante em defesa dos direitos salariais, da educação e saúde públicas e contra o desmonte dos serviços públicos promovido pelo governo Alckmin.

Por tudo isso, hoje é mais um dia marcante de luta! Os trabalhadores que constroem a excelência das universidades paulistas não querem mais enrolação e reuniões que não levam a nada. A crise causada pelos gestores e pelo governo não pode ser jogada nas costas de quem trabalha diariamente para garantir um serviço público de qualidade.

É hora de negociação efetiva. Chega de arrocho salarial!

E quinta tem comando de greve às 14 horas !

Após a mobilização de hoje, é importante que todas as unidades realizem reuniões amanhã pela manhã para avaliar a dinâmica da greve e iniciar o debate sobre o resultado da reunião com o Cruesp – que será informado no Boletim do STU desta quinta. As reuniões devem também discutir propostas coletivas de encaminhamento para o movimento a serem deliberadas no comando de greve.

O comando discutirá ainda as atividades do próximo período.