Ato Mulheres Vivas: pelo fim do feminicídio

Ato Mulheres Vivas: pelo fim do feminicídio”, realizado nesta terça-feira (27) em frente à Prefeitura Municipal de Campinas, foi um grito coletivo contra a barbárie que insiste em marcar a vida das mulheres.

No Brasil, os números apontados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública são chocantes: em 2025 foram registrados cerca de 1.470 feminicídios, o maior número desde o início da contagem em 2015, quando o feminicídio foi oficialmente tipificado, o que representa quase quatro mulheres assassinadas por dia em nosso país por razões de gênero.

Na região de Campinas, a situação também é grave: desde 2015, já foram contabilizadas 133 vítimas, com Campinas liderando os casos com mais de 65 mulheres assassinadas por violência de gênero, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Esses números são mais que estatísticas, são vidas que foram interrompidas pela violência íntima, pela cultura da posse e da dominação masculina. Ela tem raízes no patriarcado, que cria e reforça a sensação de propriedade sobre os corpos das mulheres, legitimando, em muitos casos, a violência letal dentro de relações afetivas.

Por isso é fundamental afirmar que essa pauta não é apenas das mulheres, é um problema de homens e de toda a sociedade.

O STU está na linha de frente do combate às violências contra as mulheres, com destaque para o enfrentamento ao assédio institucional.

E neste ano, em parceria com o Coletivo de Mulheres da Unicamp estamos organizando uma agenda de mobilização para a semana do Dia Internacional da Mulher – 8M, com atividades que dialogam com as principais pautas que atravessam a vida das mulheres.

Trazer essa discussão para o cotidiano é uma questão de vida ou morte. Mulheres, mães, filhas e companheiras estão sendo mortas por homens que se recusam a reconhecer seus direitos à autonomia e à liberdade.

Nossa luta é pela vida de todas as mulheres e ela exige que ocupemos as ruas, as universidades, os espaços de trabalho e o debate público com força, unidade e coragem para cobrar políticas públicas de enfrentamento a essa violência.

Ato e Caminhada das Mulheres Vivas (dez/2025) / Créditos: Rosemar Sant’Anna

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