Categoria UNICAMP

porFernanda de Freitas

Conselho de Representantes toma posse com muitos desafios pela frente

O STU realizou, na manhã desta quinta-feira (9), a solenidade de posse dos trabalhadores e aposentados que estarão à frente do CR (Conselho de Representantes), para o mandato de dois anos.

Durante a posse, os conselheiros e a diretoria do STU fizeram um minuto de silêncio em homenagem ao companheiro Luiz Gonzaga Carvalho, que deveria ser empossado como representante dos aposentados no CR. Falecido em janeiro deste ano, Nugget, como era conhecido, foi um militante atuante no movimento sindical chegando a ser dirigente da ASSUC (Associação dos Servidores da Unicamp) e fundador do STU.

É importante ressaltar que, o CR é uma instância fundamental para o fortalecimento da luta da categoria, pois garante as representações de base nas unidades com o objetivo de estabelecer um canal de diálogo mais direto com a direção do sindicato.

 

Organização do CR

Após a posse os trabalhadores participaram da reunião de diretoria do STU que discutiu, entre outros assuntos, a organização do Dia Nacional de Lutas com Greves e Paralisações contra o desmonte da Previdência Social Pública, 15 de março; a mobilização para a Campanha Salarial 2017; a intensificação da campanha da anticandidatura para sucessão do reitor, além do calendário de lutas e enfrentamentos apontados nacionalmente para a classe trabalhadora.  

Os conselheiros tomaram posse num período de agravamento do desmonte do serviço público e da Universidade pública e é óbvio que teremos pela frente grandes embates. Por isso, o STU conta com a atuação e parceria do CR para fortalecer a luta contra os ataques aos nossos direitos, barrar o avanço das políticas conservadoras dentro da Unicamp, encaminhar as deliberações da categoria, combater o assédio moral e as ações antidemocráticas, além de contribuir no acolhimento das denúncias dos funcionários.

Ficou decidido também que o o STU junto com o CR devem criar comissões ou grupo de trabalho para discutir as questões relativas à carreira e às punições aos funcionários.

A Comissão Eleitoral, que organizou o processo de eleição, informou que está sendo elaborado um novo calendário eleitoral para cobrir as unidades que ficaram sem representantes para o CR. Até lá, a diretoria do STU e os novos conselheiros estão à disposição para encaminhar a luta da categoria em todas as unidades da Universidade.

Os conselheiros voltam a se reunir no começo de abril para discutir o Regimento Interno do órgão, que já foi distribuído aos presentes, e as demandas de mobilização da categoria frente à conjuntura de ataques aos direitos trabalhistas e sociais.

Confira abaixo os conselheiros e as respectivas unidades de representação:

 

 

CONSELHEIRO

UNIDADE

ANDERSON DA SILVA BONATO

IA

APARECIDA BARROS ALVES

CAISM

CLÁUDIO BRASILEIRO DE ALBURQUERQUE

FOP

CLEUSA LEITE DE CAMPOS SCHETINI

APOSENTADA

DAISY MARIA SILVA

APOSENTADA

DÉBORA EVELIM FERREIRA

CECI

DOMICIANO ANGELO DE OLIVEIRA

CAISM

ELISIENE DO NASCIMENTO LOBO

CAISM

ÉRGIO ANTONIO MOSCATINI SCHETINI

FEEC

ERONILDO PEREIRA DA COSTA

FOP

EVANIR LOPES TEIXEIRA

CAISM

GABRIELA BARROS GONÇALVES DINIZ

CAISM

JOEL GOMES DE SOUZA

VIGILÂNCIA

JOSÉ CARLOS DE ANDRADE

IA

JOSUÉ CINTRA

IA

KLÉLIA AP. DE CRVALHO

IB

LUIZ GONZAGA DE BRITO

APOSENTADO

LUIZA HELENA GABRIEL CUSTODIO

APOSENTADO

MARIA DAS GRAÇAS GONÇALVES

CAISM

MARIA LUISA DA COSTA

APOSENTADA

MARIA ZILDA DA SILVA

APOSENTADA

ONILDO SILVA

CAISM

RENATA SETA

FCM

ROSANA RODRIGUES MACHADO

INTERNAÇÃO

TAIGOR RAMOS PINTO MARTINO

FE

TAIS ALESSANDRA MARMEROLLI

ONCOLOGIA

VÍTOR APRIZIO DE JESUS

DM

VICENTE ESTEVAN JUNIOR

FE

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Material da anticandidatura dirigida aos estudantes da Unicamp

Baixe aqui o Panfleto da Anticandidatura. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/03/anticandidatura_panfleto2.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

Toninho (STU), Flávia (IFCH) e Luizão (aposentado) encampam anticandidatura à reitoria

A plenária dos trabalhadores e estudantes da Unicamp, realizada ontem (6) à tarde, reafirmou a posição da última Assembleia dos Trabalhadores, de 22 de fevereiro, de que o STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp) não deve apoiar nenhuma das candidaturas postulantes à sucessão para a reitoria e que em conjunto com os estudantes deveria lançar uma anticandidatura.

Na plenária ficou decidido que estarão à frente desta anticandidatura o diretor do STU e da Fasubra Sindical (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Públicas de Ensino Superior do Brasil), Antônio Alves Neto (Toninho) para a reitor, a estudante das Ciências Sociais (IFCH), Flávia Teles dos Santos, como vice-reitora, e o aposentado Luiz Gonzaga de Brito.

A intenção da anticandidatura é denunciar o processo antidemocrático de sucessão à reitoria que hierarquiza os saberes ao reduzir o peso dos votos dos trabalhadores e estudantes, excluí do processo os aposentados, só permite candidatura de docentes e, para piorar, entrega nas mãos do governador Alckmin a decisão de escolher o reitor, independente da escolha da comunidade universitária.

Esta anticandidatura formada por um funcionário técnico-administrativo, uma estudante e um aposentado, além de não ser convencional no processo, pretende unificar bandeiras, reforçar a luta em defesa do Serviço Público de qualidade e da Universidade Pública, democrática e popular.

A anticandidatura é também uma ação política de protesto e de denúncia não só ao processo considerado antidemocrático e excludente, mas também por entender que as candidaturas homologadas não dialogam com a pauta dos trabalhadores e estudantes. Pauta que inclui, entre outras lutas, a defesa de um projeto de universidade cidadã, isonomia, democracia real, cotas na graduação, pós-graduação e concursos públicos, permanência estudantil, jornada de 30 horas na área da saúde, autonomia universitária, garantia de todos os direitos dos servidores que mudaram de regime, mais verbas para a universidade, valorização do servidor público, direitos políticos para os aposentados nos processos eleitorais e consultas à comunidade e contra as punições aos funcionários e estudantes e à entrada da PM no campus. Bem como, o fim do supersalários, da dupla matrícula, das terceirizações, do assédio moral e do desmonte do serviço público, entre outras demandas.

A anticandidatura denuncia ainda a ilegitimidade do presidente Michel Temer (PMDB) e sua política de desmonte do serviço público, de cortes de verbas públicas e retirada de diretos trabalhistas e sociais – por meio das reformas da Previdência e Trabalhista. Além de se contrapor à política entreguista do governador Alckmin (PSDB) de ataques às escolas, universidades e saúde públicas.

Este momento político histórico é importante na vida da Universidade, porque unifica estudantes e trabalhadores na construção de uma plataforma política e também na indicação do voto nulo contra o processo de consulta arcaico, antidemocrático e que só agrava as desigualdades dentro da comunidade universitária. Disparidades representadas pelo voto da categoria docente que equivale a 3/5 do colégio eleitoral, sobrando para os estudantes 1/5 e para os técnico-administrativos 1/5 do peso decisório. Ou seja, o voto de um professor vale pelo de 4 servidores e 15 estudantes.

Por isso, é importante que todos participem e colaborem na construção dessa campanha afinada com os interesses dos trabalhadores e estudantes.

 

Luizão, Flávia e Toninho, os anticandidatos que defenderão a pauta dos estudantes, trabalhadores e aposentados.

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6/3: Plenária debaterá sucessão à reitoria e construção da anticandidatura

6/3 (segunda), 12h no IFCH, sala IH 07

A atividade tem como objetivo encaminhar e fortalecer a posição aprovada na assembleia do dia 22/2, que aprovou que o STU não apoiará nenhuma candidatura e defenderá a pauta de reivindicações da categoria e a construção de uma anticandidatura que expresse o projeto de universidade dos trabalhadores. Participe!

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5 candidaturas disputam reitoria e o STU não apoia nenhuma delas

A Consulta à Comunidade para Sucessão de Reitor de 2017 acontece em primeiro turno entre os dias 15 e 16 de março. Os dias 29 e 30 do mesmo mês foram reservados para um possível segundo turno.

Estão na disputa pela sucessão os professores titulares Antônio Celso Fonseca de Arruda (professor da FEM), Léo Pini Magalhães (FEEC, foi pró-reitor de pesquisa na gestão Paulo Renato Souza), Luís Alberto Magna (FCM), Marcelo Knobel (IFGW, foi pró-reitor de graduação na gestão Fernando Costa) e Rachel Meneguello (IFCH).
O professor Antônio Arruda mais uma vez se inscreveu como uma espécie de anti-candidatura – inclusive não incorporando em sua chapa um ou uma postulante a vice-reitor/coordenador da Universidade.

As demais candidaturas já divulgaram suas plataformas em sites próprios que podem ser acessados por meio da página oficial da Unicamp. O STU também disponibilizou links para os programas das candidaturas apenas para facilitar aos trabalhadores o acesso às informações.

2 e 3/3 Sabatinas promovidas pelo STU, Adunicamp e DCE
7/3 Debate na FCA, 18h
8/3 Debate na FOP, 12h
9/3 Debate no Centro de Convenções, 18h
10/3 Debate dos vices promovido pela COC, 12h na FCM
13/3 Debate promovido pela Adunicamp, 12h no auditório da Associação com a participação das demais entidades.
15 e 16/3 Primeiro turno

Porque o STU não apoia nenhuma candidatura

A diretoria do sindicato discutiu o processo sucessório e deliberou não apoiar nenhuma das candidaturas porque não houve uma dinâmica de construção plataformas e nomes em diálogo com as categorias e suas entidades representativas.

No entanto, e até por não ter ocorrido este diálogo prévio entre os candidatos e o STU, a direção do sindicato buscará que todas as chapas se comprometam formalmente com as reivindicações dos trabalhadores técnico-administrativos.

O compromisso do sindicato é continuar lutando em defesa dos direitos e reivindicações da categoria, reafirmando a independência e autonomia do STU em relação às administrações universitárias. Além disso, independente de quem vença a consulta, a direção da entidade seguirá atuando para que as demandas dos trabalhadores – presentes ou não nos programas das candidaturas e aceitas ou não pelos candidatos nos diálogos promovidos durante a campanha – sejam efetivadas.

Entre os coletivos que integram a diretoria há posicionamentos distintos que, democraticamente, são publicados nas páginas centrais dessa edição especial do Jornal do STU para que os trabalhadores obtenham mais informações e elementos diversos que auxiliem na definição de seus votos.

Para contribuir ainda mais na escolha dos servidores, o STU realizará, além da assembleia deste dia 22 de fevereiro, às 12h no CB 1, uma série de sabatinas com os candidatos. E construirá em conjunto com a Adunicamp e o DCE um debate entre as cinco candidaturas.

Processo de consulta é arcaico e antidemocrático

No que diz respeito à definição de quem dirige a Universidade, a Unicamp ainda não saiu do modelo censitário do Brasil Colônia. O voto da categoria docente equivale a 3/5 do colégio eleitoral, sobrando para estudantes 1/5 e para os técnico-administrativos 1/5 do peso decisório. Ou seja, o voto de um professor vale pelo de 4 servidores ou de 15 estudantes.

É um sistema altamente antidemocrático que hierarquiza saberes e valores na comunidade universitária. Para piorar a situação, com a consulta no início no mês de março a maioria dos estudantes estará excluída do processo. Com isso, o peso do voto dos estudantes será ainda mais reduzido.

Também não podem votar ou serem votados os aposentados até o dia 7 de fevereiro deste ano (quem se aposentou após esta data ainda pode participar do processo).

Paridade é princípio democrático

Todos os 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná e os dois Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs) existentes no país têm eleições paritárias por força da lei 11.892/2008. Além disso, em pelo menos 30 outras universidades federais as eleições também são paritárias.

O estabelecimento de peso igual entre os três segmentos da comunidade universitária, bem como a expansão das possibilidades de candidatura é um princípio democrático que rompe com uma lógica inspirada nas sociedades organizadas em castas. E o veto aos aposentados é discriminatório com quem dedicou anos de suas vidas à construção da excelência da Unicamp.

Em pleno século XXI é um absurdo que a Unicamp mantenha um modelo arcaico e discriminatório para decisão de quem conduz os destinos da Universidade.

Quem pode e como votar

A votação será nominal, secreta em papel. Haverá urnas no Ginásio Multidisciplinar e Área Médico-Hospitalar (Paulistão) no campus de Barão Geraldo, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Faculdade de Ciências Aplicadas, Faculdade de Tecnologia e Cotil (em Limeira).

Estão aptos a votar os técnico-administrativos, docentes e estudantes reconhecidos pela Comissão Organizadora da Consulta, sendo necessário apresentar documento de identificação pessoal (carteira funcional, RG, registro profissional ou CNH).

 

Confira abaixo o posicionamento dos coletivos que compõe a diretoria do STU:

 

Não vá às urnas, vá às ruas! Contra a reforma da previdência e por paridade na escolha da Reitoria!

O dia da votação da consulta é também um dia nacional de lutas. No dia 15 de março estão marcados vários atos, paralisações e mobilizações contra as reformas do Governo Temer e o ajuste fiscal. O ajuste fiscal que é sentido pelos trabalhadores com a redução do poder de compra, o descumprimento da isonomia e sem reposição das perdas da inflação. Afinal foi assim que Tadeu tratou os trabalhadores, não atendendo as nossas reivindicações alegando que não tinha dinheiro em caixa. Estranhamente, ao final de seu mandato Tadeu declarou ter mais de R$ 700 milhões guardados em reservas.

E este não foi o único erro de Tadeu. A Reitoria fez a mudança de regime de uma parcela dos trabalhadores e foi questionada judicialmente. Agora, o STF declarou nula a mudança de regime. São quase 2000 técnico-administrativos em situação desesperadora. Uma situação que atinge diversas mulheres têm que ser o foco de debates do dia internacional de luta das mulheres trabalhadoras. Mulheres trabalhadoras que ficarão sujeitas ao aumento da idade de aposentaria com a reforma da previdência que está em curso.

Nesta reforma, a mudança para CLT trará enormes prejuízos a todos os trabalhadores, por isso haverá manifestações em todo o país. Assim deve ser também aqui na Unicamp: transformar o dia 15/03 em um dia de lutas. O ataque será tão grande que poderá levar cerca mais de 25% dos trabalhadores técnico-administrativos a saírem da Unicamp. Com a crise econômica colocada, nenhum dos candidatos à Reitoria garante que será reposto esse quadro. Ou seja, com os impactos da Reforma da Previdência se a próxima Reitoria não tiver um compromisso de reposição imediata das vagas, veremos nossos problemas se intensificarem cada vez mais. Mas essa promessa não está colocada em nenhuma campanha.

Ao contrário, a consulta para Reitoria não considera o nosso peso de trabalhador, fazendo com que nosso voto valha quase nada. Para completar, é só uma consulta e não uma eleição, ou seja, seu resultado não tem valor algum.

Por isso, nós do Coletivo Base defendemos que não podemos ter ilusão nessa disputa. Queremos paridade e nessa consulta nós não devemos ir às urnas, devemos ir às ruas para dizer não à reforma da previdência!

Coletivo Base

Um olhar sobre a universidade

Na Unicamp os processos de consulta sempre foram de intensos debates na categoria. Já lançamos candidato, apoiamos candidato de oposição, e na maioria das vezes não nos posicionamos por nenhuma candidatura, assumindo uma posição de aproveitar o processo para debater a posição dos trabalhadores sobre a Universidade, a democracia e a nossa pauta.

É claro que existem sempre aqueles que quando chegam esses processos já têm um discurso pronto. “De que adianta esses processos, nosso voto não vale nada mesmo, vamos negar tudo que é melhor pra nós – assim a gente não se compromete com nada.”

Nós do Alerta Unicamp não pensamos assim. Entendemos que o STU deve interferir no processo fomentando o debate, reafirmando nossas posições e nossas pautas e dessa forma medindo o nível de comprometimento daqueles que pretendem ser reitor da Unicamp.

Na diretoria construímos uma posição de não apoiar nenhuma candidatura. Não houve um processo de construção de candidaturas que envolvesse as entidades. O STU exigirá dos candidatos compromissos públicos com as questões da universidade, da democracia e da nossa pauta.

O Alerta Unicamp não olha o processo com um sinal de igual entre os candidatos e os projetos em discussão. Numa crise econômica e um processo político onde um presidente ilegítimo foi alçado ao poder para impor uma agenda conservadora e neoliberal, as candidaturas, sobretudo as que tendem a polarizar a disputa, estão pautadas por esse debate.

Não é à toa que vários ex-reitores protagonistas de gestões conservadoras e que sempre tiveram influência no poder da Universidade se uniram na construção da candidatura do Prof Marcelo e Tereza. Não é à toa também, que um campo democrático e popular, que tem uma visão de resistência a essas políticas se uniu em torno da candidatura da Profª Rachel e Osvaldir. O resultado da consulta não é indiferente aos trabalhadores.

Nosso papel vai ser construir a luta e a mobilização para resistir e garantir que não haja retrocessos nos direitos e conquistas. Mas a organização da luta ganha força quando se dá num ambiente de democracia e de valorização e respeito à organização dos trabalhadores e estudantes e de respeito a autonomia.

Alerta Unicamp

O “menos pior” não basta

Nesta sucessão da reitoria da Unicamp, assim como em todo o processo da política brasileira, os trabalhadores não podem rebaixar suas expectativas de dignidade e apostar no projeto “menos pior”, na esperança de que se respeite “pelo menos alguns” dos nossos direitos. As principais candidaturas representam os mesmos velhos grupos que sempre se revezaram na reitoria disputando a posição de executor do projeto de universidade do governo. As candidaturas alternativas, representam, um pouco mais indiretamente, os mesmos grupos. Os trabalhadores estão abandonados à sua própria luta, seja quem for o escolhido do governador.

O projeto de universidade dos governos, desde a fundação da Unicamp, variou os ritmos de uma mesma toada, mas sempre caminhou no sentido de tolher a formação crítica, da elitização de estudantes e professores e do fechamento da universidade aos reais problemas brasileiros. Os momentos de avanços e conquistas, que significaram um impulso contra essa precarização, foram promovidos pela mobilização e pressão organizada de funcionários, estudantes e docentes, que souberam frustrar os projetos dos políticos e chefes.

Sempre que nós entregamos nossa confiança a um administrador ou governante, comprometemos a nossa capacidade de mobilização e dificultamos os avanços tão importantes para a garantia de uma saúde e educação de qualidade na Unicamp. A reitoria Tadeu é a prova de que ganhamos muito menos confiando em promessas do que entendendo que não há conciliação possível com o lado de lá. Manter independência é condição básica para organizar o enfrentamento.

É preciso organizar os movimentos sociais da Unicamp por fora daqueles que bajulam um candidato ou pintam outro(a) como sendo o(a) pior e inaceitável. É preciso fazer a análise crítica de seus projetos políticos e não votar em nenhum que signifique estagnação ou retrocesso. Qualquer candidato que enquadre a Unicamp num cenário de crise e de “ajustes necessários”, por exemplo, encaminha o projeto que Temer e seus precedentes querem empurrar goela abaixo dos brasileiros: o austericídio, que salva temporariamente os de cima e seus privilégios, em claro prejuízo aos direitos e condições de vida dos de baixo.

Vamos à Luta!

Rachel – Reitora e Osvaldir – Vice – Unicamp de tod@s !!!

Nós, militantes do campo cutista do STU, temos compromisso inegociável com a defesa dos direitos políticos, sociais e civis na Unicamp. Esse é o nosso compromisso com os trabalhadores, estudantes e usuários, e com a nossa própria história de militância sindical e política. Defender a Unicamp democrática e plural é defender a comunidade e a autonomia universitária.

Somos  herdeiros e construtores das lutas contra a intervenção malufista, os ataques dos governos do PSDB às universidades, as privatizações e a terceirização. Somos os impulsionadores de uma Unicamp mais solidária, feliz, inclusiva e referenciada socialmente.

Vemos com preocupação a criminalização dos movimentos reivindicatórios dentro da Unicamp promovida por grupos de direita que não querem o diálogo.
Manifestamos nosso apoio à candidatura Rachel Reitora e Osvaldir Vice, pois entendemos que essa chapa tem maior identidade programática e assume o compromisso de não apenas não ampliar a terceirização na Unicamp, mas discutir seriamente com a comunidade alternativas que possibilitem sua redução no tempo, visando a preservação dos valores do trabalho no setor público.

A chapa defende cobrar o acordo firmado com o Governo do Estado em 2005, de acrescentar 0,05% do ICMS à quota parte do Estado em razão da criação do campus da FCA em Limeira. Esse acréscimo representaria aproximadamente R$ 50 milhões anuais.

Defendemos que a Unicamp se alinhe à Frente Brasil Popular, como estratégia de resistência para enfrentar o ambiente extremanente desfávoravel imposto pelo golpe. Os impactos do golpe na vida universitária já se fazem presentes, pela redução de bolsas de estudos das agências de fomento do governo federal, ou pela aprovação da PEC 55/2016, que congela os gastos públicos com área social em 20 anos.
O compromisso da chapa Rachel e Osvaldir é contrapor a lógica do golpe e exigir, por exemplo, o reajuste do valor repassado pelo SUS, congelado em termos nominais há mais de três anos, apesar do significativo aumento dos serviços e atendimentos realizados pela Unicamp. O Brasil, o Estado de São Paulo, a cidade de Campinas, nosso bairro, precisamos da Unicamp e para tanto só há um caminho: eleger Rachel Reitora e Osvaldir Vice – Unicamp de tod@s!!!

Francisco Genezio Lima de Mesquita
Roberto Carlos de Souza  (Fubá)

Sucessão a reitor na Unicamp: Mais do mesmo

Após vivenciarmos uma gestão de muitas promessas e poucos avanços, estamos diante de mais um processo de escolha para reitor da Unicamp. É bom lembrar que a sucessão não se faz por eleição democrática e paritária, mas por uma consulta, onde o voto dos docentes vale três vezes mais que dos técnicos administrativo e estudantes.

Nesta consulta, o que se apresenta é o continuísmo dos grupos que estão à frente da reitoria há mais de duas décadas. E mesmo as candidaturas que se dizem independentes não apresentam nenhuma proposta concreta de mudança estruturante. De qualquer forma, se observarmos, todos eles, de uma forma ou de outra, já estiveram na reitoria, seja como pró-reitores, assessores de pró-reitores, chefes de gabinetes, enfim, nunca saíram da máquina.

Nossa avaliação é que nenhum dos candidatos tem o perfil de mudança para a Universidade. Eles não debaterão pontos como: democratização, transparência orçamentária, fim da dupla matrícula, abertura de concurso público, fim da terceirização, mudança de regime, carreira, modelo de financiamento. Porque todos se beneficiam do modelo que vigora. Nenhum dos candidatos ousará enfrentar a política do governo do Estado, que é de desmonte da Universidade. Seguirão o modelo da USP, de sucateamento, arrocho e esvaziamento do quadro técnico-administrativo e ataques à entidade.

Entendemos que nosso papel no próximo período, independente do reitor que venha a ser escolhido, será de resistir aos ataques que sofreremos, interna e externamente à Universidade, pois a conjuntura apresentada pelos governadores dos estados e federal é de total ataque aos setores públicos, em especial as universidades públicas. Exemplo disto é a UERJ, que atravessa uma crise profunda, correndo o risco de fechar as portas diante dos desmando dos governos do daquele Estado. A proposta do governo federal para “salvar” a UERJ é ajudar o Estado desde que este aceite o ajuste financeiro, que nada mais é que arrocho salarial, corte de verbas e privatizações.
Para derrotar este modelo será necessária a unidade dos trabalhadores, fazer mobilizações para além do debate de reajuste salarial. Ir às ruas, dialogar com o movimento estudatil, pensar um novo modelo de universidade que contraponha e rompa com este ciclo de continuísmo de reitores que  atacam nossos direitos.  Para nós trabalhadores da Unicamp a saída é a luta!

Coletivo Vamos à Luta!
Osvaldo Sales, Sandra Ramos e Toninho Alves

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Unicamp inicia processo de sucessão da reitoria

Na manhã desta segunda-feira (6) a Comissão Organizadora da Consulta à Comunidade acolheu as inscrições dos candidatos para o processo de sucessão do reitor da Unicamp. Ao total são cinco nomes, sendo eles:  Antonio Celso Fonseca de Arruda, Léo Pini Magalhães, Luis Alberto Magna, Marcelo Knobel e Rachel Meneguello.

No dia 7 já foram divulgadas as listas de docentes e servidores técnicos-administrativo aptos a votar. No dia 21 será liberada a lista de discentes, já que até o momento há apenas lista provisória dos alunos já matriculados.

A consulta acontece nos dias 15 e 16 de março e os dias 29 e 30 do mesmo mês foram escolhidos para a possibilidade de segundo turno.

Durante todo o processo, o STU levará aos candidatos questionamentos de posicionamento pertinentes à categoria (lutas e demandas), proporá debates conjuntos às entidades do campus e organizará assembleia (22/02) com os trabalhadores para discutir o processo.

Cabe ressaltar que o processo de escolha do novo reitor não é paritário e o voto dos funcionários e estudantes valem 1/5 cada e dos docentes 3/5. Como o processo é realizado no mês de março dificulta a participação dos estudantes e diminui o peso/participação deles no processo.

Fonte: Boletim STU 005/2017

porFernanda de Freitas

Plenária debaterá realização de ato durante a Audiência do Dissídio Coletivo

Hoje (7), às 12 horas, no Ciclo Básico (sala CB-1), será realizada uma plenária para debater a organização de uma manifestação pública durante a realização da audiência de julgamento do Dissídio Coletivo, impetrado pelo STU após a reitoria alegar não ter possibilidade econômica de atender a reivindicação da categoria.
A mobilização deve acontecer na quarta-feira (8), às 13h, em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, com objetivo de reforçar a reivindicação de reposição da inflação e correção dos nossos benefícios.
Vale destacar que a Assembleia Geral da categoria, realizada em 11 de agosto, aprovou que o STU ajuizasse ação de dissídio coletivo para solucionar o impasse entre a Universidade e os trabalhadores no que diz respeito às questões econômicas como isonomia e reajustes de salário e de benefícios.
Segundo a assessoria jurídica do sindicato, a decisão que será tomada na audiência de quarta-feira ainda não será definitiva, pois caberá às partes a possibilidade de recurso junto ao Tribunal Superior do Trabalho e, eventualmente, ao Supremo Tribunal Federal, ambos em Brasília.
Compareça, porque são os seus direitos que estão em jogo!

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Sucessão para reitoria da Unicamp

A diretoria se reuniu na terça-feira (31) para preparar um calendário de discussão sobre a sucessão para reitor. O STU levantará as questões pertinentes à categoria (lutas e demandas) que farão parte dos questionamentos do posicionamento dos candidatos, proporá às entidades do campus um debate conjunto e organizará uma assembleia 22/02 para discutir com a categoria o processo.

Fonte: Boletim STU 004/2017

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Reitoria ainda não manifestou posição sobre a decisão da mudança de regime

STU se reunirá com a comissão para avaliar a situação dos trabalhadores
e discutir as ações a serem tomadas no desdobramento do processo

Já está disponível no site do STF a decisão do ministro Celso de Melo sobre o processo de mudança de regime dos trabalhadores da Unicamp. Os jurídicos do STU e da Fasubra farão uma análise da decisão monocrática do ministro para entrar com um recurso como amicus curiae.

A reitoria da Unicamp teve ciência desta decisão no dia 10/1 e até o momento não deu nenhuma informação sobre quais os procedimentos serão tomados pela Universidade.

A Comissão de Trabalhadores da Mudança de Regime agendou uma reunião com a reitoria para esta sexta-feira (3) para levar suas preocupações ao reitor José Tadeu Jorge.

A diretoria do STU deliberou em sua reunião, realizada na terça-feira (31), diversas ações para buscar garantir os direitos dos trabalhadores. A primeira delas é convidar a comissão para uma reunião para atuar de forma conjunta nos desdobramentos do processo.

A transparência das informações é necessária e urgente, devido a angustia dos servidores envolvidos e a responsabilidade da reitoria frente aos prejuízos que esta decisão poderá causar!É direito dos trabalhadores saber o quê será feito para assegurar que não haja prejuízos aos que hoje vivem em clima de incerteza e ansiedade.

Fonte: Boletim STU 004/2017

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Unicamp precisa se manifestar sobre a mudança de regime

O portal do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou que no último dia 10 o escritório que representa a Unicamp na ação judicial da mudança de regime tomou ciência da decisão contra os servidores proferida pelo ministro Celso de Melo em 19/12.

A Unicamp tem que apresentar recurso ao julgamento monocrático do ministro, que sequer dignou-se a ouvir o STU e a Fasubra, entidades especializadas reconhecidas no processo (amicus curiae). Mais que isso, a Universidade precisa se manifestar perante os 1.753 servidores contratados em regime CLT entre 1985 e 05 de outubro de 1988 atingidos no processo. Eles têm direito de saber que procedimentos serão adotados para assegurar que não haja prejuízos aos que hoje vivem em clima de incerteza e ansiedade.

O STU e a Fasubra continuam acompanhando o processo para que os trabalhadores envolvidos não venham a ser prejudicados.

Fonte: Boletim STU  003/2017

porFernanda de Freitas

Atividades da Coordenação dos Aposentados começa a todo vapor

O calendário de lutas deste ano do Departamento de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria do STU começou cheio de atividades.

Nessa quarta-feira (18) às 9h, na sede do sindicato, acontece a primeira reunião da Coordenação dos Aposentados deste ano com objetivo de planejar as atividades e organizar a luta de 2017.

 

Ato Público

Em 24 de janeiro comemora-se o Dia Nacional do Aposentado, data criada a partir da Lei 6.926/81. Mais uma vez os aposentados da Unicamp terão a oportunidade de participar do Ato Público realizado em Aparecida do Norte por ocasião da data.

Coordenação dos Aposentados está organizando uma caravana que sairá do Largo do Pará no dia 28/01, às 23h, para o ato que acontecerá em 29/01, na Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, logo após a missa das 9h.

A atividade é direcionada aos aposentados, mas os trabalhadores da ativa também poderão participar ao ato. Basta entrar em contato com a Secretaria do sindicato para reservar sua vaga, o mais breve possível. Os aposentados não terão custo e poderão levar um acompanhante pagante por R$ 25. Os sócios do STU que estão na ativa também pagarão R$ 25 e os não sócios pagam R$ 50.

Vamos exigir respeito à categoria e protestar contra a Reforma da Previdência que o governo do ilegítimo Temer está empurrando goela abaixo da sociedade.

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Construção da sede própria que atenda necessidades da categoria é sonho antigo

A construção de um espaço físico para sediar o sindicato dentro da Universidade, preservando espaço de reuniões, atividades culturais e a guarda do patrimônio histórico dos trabalhadores da Unicamp (arquivos, material de comunicação como boletins, jornais e fotografias, processos judiciais que asseguraram conquistas coletivas) é um projeto que a categoria cultiva desde os tempos da ASSUC (Associação dos Servidores da Unicamp).

Com base em informações levantadas no Projeto Memória do STU (1999-2005), coordenado pela ex-diretora Sandra Scutti e desenvolvido pelos pesquisadores Glória Lopes, Rodrigo Paixão e Solange Celere, publicamos abaixo uma breve cronologia desta luta.

Fundada em 1967 a ASSUC teve três sedes, mas todas no Centro de Campinas. A primeira foi instalada dez anos depois, em 29 de abril de 1977, na Avenida Francisco Glicério. A segunda casa da categoria funcionou na Rua Luzitana, a partir de 1981. Depois, foi dividido um espaço que funcionou como um espaço para a gráfica da Associação na Rua 14 de Dezembro. Além da subsede em Limeira (conquistada na gestão 1983-1984).

A construção de uma sede própria para o sindicato seguiu como uma demanda histórica desde a diretoria eleita para fazer a transição da organização sindical dos trabalhadores da Unicamp e fundar o STU – a gestão “É proibido proibir”, integrada pelos também atuais dirigentes Elizabeth Cardozo, João Raimundo “Kiko”, José Vitório Zago, Margarida Barbosa e Roberto Carlos de Souza “Fubá”.

Em 2002 o Conselho Universitário aprovou, em 17 de dezembro, a permissão de uso, por 20 anos, do terreno situado ao lado da Adunicamp para construção da sede própria do sindicato dentro do campus de Barão Geraldo. O terreno estava prometido pelas administrações universitárias desde 1990.

O XIII Congresso dos Trabalhadores da Unicamp, realizado em novembro de 2015, retomou o projeto de construção da sede e aprovou que “o STU deve adequar o projeto de construção da sede do Sindicato com vistas a viabilizar a ocupação do terreno da entidade que fica ao lado da Adunicamp. Para isso, deve destinar o valor descontado do imposto sindical dos não-sócios para o Fundo de Construção da Sede e fortalecer a comissão permanente da construção da sede, com a incorporação de novos membros”. E delegou à diretoria “discutir o percentual da arrecadação que será destinado mensalmente para a construção da nova sede e convocar assembleia orçamentária para deliberar sobre o percentual”.

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Assembleia dia 12 discute andamento da nova sede do STU

Na próxima quinta-feira (12 de janeiro) todos os associados do sindicato estão chamados a participar da assembleia geral que será realizada a partir do meio-dia no Ciclo Básico, para debater medidas necessárias para dar andamento à execução da obra de construção da nova sede do STU.
O projeto estrutural foi formalizado junto à Prefeitura do campus e à Coordenadoria de Projetos e Obras em outubro do ano passado. Mas a Universidade não conseguiu viabilizar apoio no sentido das despesas com os containers e a colocação do telhado da sede. As obras devem começar ainda neste mês e durar cerca de um semestre, mas as novas despesas que serão assumidas pelo sindicato extrapolam em cerca de 25% a previsão orçamentária aprovada no XIII Congresso dos Trabalhadores da Unicamp.
Por isso, a participação dos associados na assembleia é fundamental para debater e deliberar sobre as possibilidades de utilização e arrecadação de recursos para garantir a concretização deste sonho que a categoria anseia há tantos anos. Entre as propostas levantadas pela comissão responsável pela nova sede estão a utilização de recursos do fundo de greve, realização de campanha financeira baseada na venda de rifas, solicitação de apoio às entidades nacionais (Fasubra e centrais sindicais, por exemplo) e os chamados financiamentos coletivos ou “crowdfunding” (que consiste na coleta de doações via internet).
A assembleia também discutirá o acordo de greve de 2011.
Participe da assembleia!
“Sonho que se sonha só é só um sonho, mas sonho que se sonha junto é realidade!”

 

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Unicamp não apresenta proposta em audiência do Dissídio Coletivo

O STU participou na tarde de ontem (30) de nova audiência de conciliação junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, em Campinas.
Diante da ausência de qualquer proposta por parte da Unicamp a desembargadora Gisele Rodrigues Magalhães de Araujo e Moraes declarou a Unicamp e o STU inconciliados e determinou ao relator o envio dos autos para que o Ministério Público do Trabalho emita parecer. A escolha do relator entre os onze juízes que irão proferir a sentença será feita por sorteio.
O sindicato esteve representado pelos diretores Marcílio Ventura, Marina Rebelo, Genézio Mesquita e Margarida Barbosa e pelos advogados José Antonio Cremasco e Thiago Proença Cremasco.
A diretoria do STU seguirá lutando e tomando as medidas necessárias para que os trabalhadores recuperem seu o poder de compra.

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Conselho Universitário da Unicamp aprova moção contra a PEC 55

A direção do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (IFCH) apresentou uma moção contrária a PEC 55 para a avaliação do Conselho Universitário (Consu) da Unicamp. A moção foi aprovada na 149ª reunião do Consu, realizada na última terça-feira (29).
No texto, destaca-se que “Ao propor a PEC 55, o governo Temer faz uma opção política regressiva. Elimina direitos constitucionalmente garantidos, diminui o investimento público, prejudica o crescimento econômico e aumenta as desigualdades sociais. Ao direcionar a austeridade contra as políticas públicas, a emenda pode acarretar, além do desmonte dos serviços oferecidos, a demissão de servidores e a precarização do atendimento. Diversas instituições de ensino superior e de pesquisa, associações de profissionais liberais e sindicais, entidades culturais, religiosas, etc., têm alertado para os efeitos nefastos da PEC sobre a escola e a universidade pública, o financiamento à pesquisa, o SUS. Estima-se que, caso o teto estivesse em vigência, o gasto com saúde e educação, já insuficientes para atender à demanda, seria metade do que é atualmente.”
Leia a íntegra da moção aprovada abaixo:

Moção contrária à PEC 55

A  Congregação  do  IFCH  vem  a  público  manifestar  seu  repúdio  à  PEC  55 (antiga  241),  que  estabelece  um teto  para os gastos sociais  por 20 anos.  A emenda,  já aprovada nos dois turnos de votação na Câmara dos Deputados, restringe o montante de recursos necessários para financiar políticas públicas fundamentais para a promoção dos direitos de cidadania como saúde, educação, assistência e previdência social. Ao contrário do que se tem afirmado  para justificar a aprovação  dessa medida, o aumento  do déficit público  não  se  deve  às  despesas  primárias,  mas  aos  gastos  financeiros  do  Estado,  ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública. Nesse sentido, a PEC não resolve o problema fiscal pois, embora congele em termos reais os gastos sociais, libera os gastos com juros e amortização. Além disso, trata-se de uma medida que impõe somente o corte de despesas, sem buscar alternativas para aumentar a receita, a exemplo do combate à sonegação, da tributação do patrimônio e das rendas mais elevadas, o que asseguraria uma estrutura tributária mais justa.

Ao  propor  a  PEC  55, o  governo  Temer  faz  uma opção  política  regressiva. Elimina direitos constitucionalmente  garantidos, diminui o investimento público, prejudica o crescimento econômico e aumenta as desigualdades sociais. Ao direcionar a austeridade contra as políticas públicas, a emenda pode acarretar, além do desmonte dos serviços oferecidos, a demissão de servidores e a precarização do atendimento. Diversas instituições de ensino superior e de pesquisa, associações de profissionais liberais e sindicais, entidades culturais, religiosas etc., têm alertado para os efeitos nefastos da PEC sobre a escola e a universidade  pública, o  financiamento  à  pesquisa, o  SUS.  Estima-se  que,  caso  o  teto estivesse  em  vigência,  o  gasto  com  saúde  e  educação,  já  insuficiente  para  atender  à demanda, seria metade do que é atualmente.

A Unicamp,  enquanto  uma universidade  voltada  para a produção  de conhecimento  socialmente  referenciado,  não pode se calar diante de mais esse ataque aos direitos  sociais  e  ao  serviço  público!  Neste  sentido,  nos  solidarizamos  com  todas  as entidades que questionam a aprovação desta iniciativa do executivo federal.

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Assembleia aprova calendário de atividades e luta contra a PEC 55

Conforme deliberação da assembleia dos trabalhadores da Unicamp, realizada nesta quinta-feira (24), o STU organizará uma caravana para participar da jornada de lutas contra a PEC 55, marcada para a terça-feira (29) em Brasília.
Os interessados em participar devem se inscrever junto a Secretaria do sindicato até as 16 horas desta sexta-feira (25). A caravana sairá do estacionamento da BC, às 18 horas da segunda-feira (28).
Também foi aprovada uma a participação de uma delegação no o I Seminário das Estaduais e Municipais da Fasubra, que ocorre entre os dias 2 e 5 de dezembro na UERJ. Além de uma panfletagem amanhã (25), pela manhã, pelo Dia Nacional de Lutas com greves, paralisações e mobilizações em todo o país contra a PEC 55 e a política de retirada de diretos do governo Temer.

porFernanda de Freitas

Nota de Pesar

É com pesar que informamos o falecimento do funcionário Pedro Paula Leite (Aposentado) ocorrido hoje (21).

O sepultamento será realizado em São Sebastião do Paraiso/MG, cidade natal do companheiro.

O STU lamenta profundamente o ocorrido e presta a sua solidariedade aos familiares e amigos do companheiro que contribuiu para a construção desta universidade por mais de 30 anos.

porFernanda de Freitas

Assembleia Geral aprova Jornada de Mobilização contra os ataques aos direitos

A Assembleia Geral dos trabalhadores da Unicamp aprovou nesta terça-feira (8) uma mobilização para a próxima sexta-feira (11), com a realização de atividades no campus no período da manhã e à tarde participação no ato unificado no Centro de Campinas que marca o “Dia Nacional de Greve e Paralisação”.

A assembleia também indicou intensificar a campanha #ForaTemer participando do “Dia Nacional de Luta com Mobilização, Protestos e Paralisações”, em 25/11, além de organizar uma caravana para Brasília, dia 29/11, data em que está prevista a votação da PEC 55. Até lá deve ser realizada nova assembleia para construção da luta e definição do indicativo de paralisação.

O objetivo da programação é protestar contra os retrocessos promovidos pelo governo Temer, como a PEC 55, a flexibilização das leis trabalhistas, a reforma da Previdência e a retirada de direitos sociais.

A assembleia apontou a necessidade da construção de um movimento grevista forte que reúna diversas categorias e entidades sociais, principalmente, na área em defesa da Educação Pública. O entendimento é que a aprovação da PEC representará a diminuição de investimentos sociais que já são insuficientes para dar conta dos problemas enfrentados na saúde e educação públicas.

A categoria aprovou ainda duas moções de repúdio. Uma contra a desocupação violenta pela PM da Escola Nacional Florestan Fernandes (MST) e outra contra a proposta da Prefeitura Municipal de Campinas de fazer o parcelamento e reparcelamento dos débitos previdenciários e transferir aos cofres municipais o superávit do fundo previdenciário, que representa um duro golpe na aposentadoria dos funcionários públicos da cidade.

 

Informes

Na assembleia foram dados os informes do Fórum das Seis Entidades (F6) a respeito da situação na Unesp e USP.
O Sintunesp aguarda a primeira audiência de conciliação após ajuizamento do dissídio coletivo no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que foi adiada para 16/11 a pedido da reitoria. Já o Sintusp luta contra a implantação do Plano de Classificação de Funções que propõe a reestruturação na carreira, sem diálogo com os funcionários, além de combater veemente a nova fase do Programa de Incentivo à Demissão Voluntária, criado em julho deste ano.

Foi informado também que o dissídio coletivo de trabalho, que reivindica a reposição da inflação e a correção dos benefícios dos funcionários da Unicamp já foi protocolado pela assessoria jurídica do STU. Agora temos que aguardar a nova data de audiência.

 

Reunião de Negociação

Outra pauta discutida na assembleia foi o resultado da reunião de negociação com a reitoria. A avaliação é que não houve avanço no que diz respeito à pauta da DEdIC e a cobrança da extensão de direitos dos estatutários para os celetistas, como por exemplo, as licenças gala e nojo. Sobre a implementação da licença paternidade de 20 dias para todos os servidores, foi alegado que não há precedente na legislação para esse tipo de concessão. Mesmo depois de argumentar que no Ministério Público Estadual esse direito vem sendo garantido aos servidores, a reitoria se limitou a dizer que irá aguardar a aprovação de legislação estadual que, segundo ela, está em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A reitoria relatou também que essas disparidades terminarão quando todos os funcionários passarem a fazer parte do Regime Jurídico Único.

O GT dos Estagiários já foi criado e publicado em Diário Oficial. O próximo passo é estabelecer a agenda de trabalhados do grupo. Sobre o GT da Internet, a reitoria ficou de indicar, o mais breve possível, seus representantes.

 

Programação da Jornada de Lutas

  • 11/11 – Dia Nacional de Greve e Paralisação (manhã: Unicamp / tarde: Centro de Campinas)
  • 25/11 – Dia Nacional de Luta com Mobilização, Protestos e Paralisações
  • 28 e 29/11 – Marcha Nacional à Brasília (indicativo de paralisação para construção de mobilização da Educação Pública).
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Assembleia de 8/11 discutirá luta contra os ataques aos direitos e a defesa do serviço público

Na semana em que se comemora o dia do servidor público o que vimos no cenário brasileiro foi um verdadeiro vendaval de ataques aos direitos dos servidores e ao conjunto do serviço público. Congelamento dos gastos sociais por 20 anos, reforma da previdência, entrega do patrimônio público e da Petrobrás, reformas conservadoras na educação e desregulamentação dos direitos trabalhistas estão entre as medidas contra a classe trabalhadora. Todas as medidas anunciadas e debatidas nas esferas de poder apontam em um único sentido: fazer o andar de baixo da sociedade pagar a conta da crise econômica. Nenhuma medida para o andar de cima. O momento é profundamente crítico e as medidas afetam o presente e o futuro da nossa categoria. Sem reação e resistência veremos direitos sociais históricos serem desmantelados e um período de muita dificuldade para repormos nossas perdas econômicas. 11 de novembro é dia de luta Para enfrentar estes ataques contra os trabalhadores a Fasubra e as centrais sindicais estão convocando o dia 11/11 como um dia nacional de greves e paralisações, rumo a construção de uma greve geral. Na Unicamp os trabalhadores já aprovaram o estado de greve contra o ajuste fiscal e a assembleia que será realizada no próximo dia 8/11 debaterá a organização dessa paralisação entre os trabalhadores da Universidade. Participe!

porFernanda de Freitas

Confira o resultado da eleição da Cipa Unicamp

Os funcionários da Unicamp se mobilizam para escolher os representantes na CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes).

A eleição ocorreu nos dias 19 e 20 de outubro com urnas espalhadas pelos campi interno e externo da Universidade e também por meio eletrônico.

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) é um instrumento que os trabalhadores dispõem para tratar da prevenção de acidentes do trabalho, das condições do ambiente do trabalho e de todos os aspectos que afetam sua saúde e segurança. Aqui na Unicamp, a Cipa sempre trabalhou em parceria com o STU para melhorar as condições de trabalho dos funcionários.

A CIPA é regulamentada pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) nos artigos 162 a 165 e pela Norma Regulamentadora 5 (NR-5), contida na portaria 3.214 de 08.06.78 baixada pelo Ministério do Trabalho.

Confira abaixo os trabalhadores que irão compor a Cipa, durante o próximo ano.

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