Categoria UNICAMP

porFernanda de Freitas

Campanha promove arrecadação de fraldas para refugiados

A Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa (Cocen) em parceria com o GT-Cátedra dos Refugiados-Unicamp iniciou campanha para arrecadação de fraldas para crianças refugiadas no Brasil. 

São aceitas fraldas tamanho M, G ou GG. As doações devem ser entregues na sede da Cocen, localizada na Rua Saturnino de Brito, nº 323, 2º andar; na Diretoria Acadêmica (DAC); nos restaurantes Universitário (RU), Administrativo (RA) ou Saturnino (RS).

Cocen e GT Cátedra dos Refugiados promovem campanha para arrecadação de fraldas.pdf

Serviço
Campanha de arrecadação de fraldas para crianças refugiadas no Brasil
Período: 26 de setembro a 11 de outubro de 2017
Locais de entrega:
– Sede da Cocen (Rua Saturnino de Brito, 323, segundo andar)
– Diretoria Acadêmica – DAC
– Restaurante Universitário (RU)
– Restaurante da Saturnino (RS)
– Refeitório da Administração (RA)
Tamanhos: M, G ou GG
 
 
Fonte: Unicamp
 
porFernanda de Freitas

Assembleia convoca a unidade da comunidade universitária contra medidas aprovadas no Consu e questiona possível quebra de autonomia universitária

Nesta quarta-feira (4) nossa Assembleia Geral avaliou a continuação do ato em frente ao Consu que terminou de votar a pauta de ajuste proposta pelo reitor, além de discutir e deliberar sobre o posicionamento que a direção do STU deveria ter diante da reunião de negociação que ocorre nesta quinta-feira.

Entre as decisões apontadas pela assembleia estão:

  • Em relação à articulação no Consu, manter com representantes de diferentes bancadas e diretores de unidades uma discussão e articulação visando construir uma política de resistência às medidas arbitrárias impostas pela reitoria. Além de estudar saídas para a crise que passem pela discussão do financiamento da universidade, ou seja, cobrar que o reitor busque mais verbas.
  • Debater nas unidades a questão da crise e do financiamento, com vistas a enfrentar a postura da reitoria de instigar o medo (exemplo: ou é isso ou fica sem 13º salário). Devemos tratar nessa discussão das informações controversas sobre a média salarial, que foi objeto de uma apresentação na última reunião do Consu, desmistificando os números alardeados.
  • Consultar a orientação da assessoria jurídica do STU sobre a Súmula do Tribunal Superior do Trabalho, que reconhece o direito de retroagir em gratificações pagas.
  • Assembleia Geral apoia que os representantes dos funcionários técnico-administrativos no Consu participem do GT (Grupo de Trabalho) que será criado pela reitoria no âmbito do Consu. E acompanhará e cobrará que este GT tenha o papel de ampliar o debate com a comunidade e discutir saídas à luz de todos os recursos que entram na Universidade, inclusive o extra-orçamentários. A participação dos representantes nesse GT deve estar referenciada nas discussões das assembleias dos trabalhadores.
  • Trabalhar o convencimento das bancadas no Consu, no sentido de rever a decisão que estabelece a prerrogativa do Consu decidir sobre as negociações salariais encaminhadas entre o Fórum das Seis e o Cruesp. É preciso averiguar junto ao jurídico do sindicato se essa decisão não tem contradição jurídica com o decreto que institui a autonomia universitária.
  • Articular um movimento em defesa da Universidade Pública com vistas a discutir saídas, buscando articular a comunidade universitária (docentes, funcionários e estudantes) através de reuniões, plenárias, rumo à uma assembleia universitária.

 

Questão Salarial

A assembleia deliberou que se apresente à reitoria uma proposta que indique que os ganhos de crescimento de arrecadação ou repasse do ICMS, a cada trimestre, sejam contabilizados e ¼ desses ganhos devem ser repassados aos trabalhadores como forma de compensar as perdas motivadas por congelamentos dos benefícios e salários. Para efeito dessa contagem deve se adotar o mês de agosto/17 como parâmetro. Esta proposta também deve ser discutida com Adunicamp.

Também foi autorizado pela assembleia que a direção do sindicato proponha à reitoria a antecipação do 13º salário, tendo em vista que o recurso já está disponível no caixa da universidade.

Vale destacar que a reunião de negociação entre a reitoria e a nova diretoria eleita do STU acontece nesta quinta-feira (5).

 

Calendário de Lutas

Assembleia Geral reafirmou o indicativo de paralisação da categoria para participar do ato público unificado do funcionalismo, dia 27/10, em São Paulo.

Ficou acertado que a construção desse dia deve preceder de um calendário de reuniões de unidades, participação do CR (Conselho de Representantes) do STU e ações de agitação ao longo desse período.

Também será incorporado ao nosso calendário de lutas o ato em defesa dos institutos e instituições de pesquisa (C&T), que ocorre neste sábado (7), em SP.

Além disso, foi aprovada a participação no Dia Nacional de Protesto e Paralisação, marcado para 10 de novembro. A data está sendo convocada pelas centrais sindicais, movimentos sociais e entidades da área da Educação, contra a escalada de retirada de direitos.

 

Moções Aprovadas

A assembleia aprovou a elaboração de uma Moção de Repúdio aos dois representantes dos funcionários técnico-administrativos, Silvana Migliaccio (GGBS) e Ronaldo dos Santos (HC), que votaram contra a retirada de pauta da discussão sobre o corte de 30% das gratificações, votação que acabou empatada, permitindo ao reitor o voto de minerva no sentido de manter na pauta e aprovar a proposta. A postura dos dois conselheiros feriu a decisão da categoria aprovada em assembleia.

Também foram aprovadas duas moções, uma em apoio à greve dos trabalhadores dos Correios e outra em apoio aos trabalhadores da Unilever, em Valinhos/SP, na luta contra a reestruturação produtiva da empresa que acarretará demissão em massa e avanço da terceirização.

A intenção é manifestar solidariedade aos companheiros que lutam contra o desmonte dos direitos trabalhista.

porFernanda de Freitas

Defenda seus direitos: venha para a assembleia geral amanhã (4), às 12h, no CB

O STU faz um chamado especial aos trabalhadores para participarem da Assembleia Geral para discutir o posicionamento da direção do sindicato na reunião com a reitoria marcada para amanhã, incluindo a proposta de criação de um fundo para garantia do reajuste salarial e de benefícios. A assembleia será nesta quarta-feira (4), às 12h, no CB.

A proposta de um fundo salarial e de benefícios tem como base o crescimento nominal de 6,5% na arrecadação do ICMS em julho e 6% em agosto, em relação aos mesmos meses do ano passado, além da entrada de R$ 8,9 milhões em recursos do PEP (Programa Especial de Parcelamento) em setembro. Esses dados, do Cruesp, demonstram que o comprometimento orçamentário com a folha de pagamento em setembro caiu para cerca de 93%.

A ideia é reservar 1/4 do crescimento nominal do ICMS e 1/4 da arrecadação apurada mensalmente com o PEP, a partir de julho deste ano, e a cada trimestre, caso haja saldo no fundo, aplicar os recursos na recomposição de salários e do auxílio alimentação.

Estamos vivendo um dos momentos mais críticos para a categoria: a implementação de uma política agressiva de ajuste fiscal que prejudica a vida do trabalhador e as atividades de diversos setores. Diante disso, a direção do sindicato vai reiterar a obrigação da reitoria do governo do Estado o cumprimento de compromissos assumidos com a Universidade, como a garantia do repasse para manutenção do campus de Limeira. Além de pressionar que o governador repasse o valor integral da quota parte sem os descontos de taxas e verbas das políticas habitacionais e cumpra a legislação de insuficiência financeira, que estabelece o custeio de parte das aposentadorias e pensões.

A inércia da reitoria diante da necessidade buscar mais verbas tem imposto aos trabalhadores perda de poder aquisitivo, congelamentos do auxílio alimentação e da carreira PAEPE, além do desmonte do serviço público.

Com essa imposição do plano de ajuste fiscal da reitoria no Consu, se a categoria não reagir, todos os nossos direitos serão retirados. Então todos à assembleia!

 

Mobilização arranca vitórias, mas não impede corte nas gratificações

Ontem os trabalhadores foram recebidos com o reforço da vigilância e um cordão de isolamento que bloqueava o acesso dos manifestantes ao gramado em frente ao Consu.

Na reunião do conselho, a reitoria e a maioria dos conselheiros tentaram terminar de impor à comunidade universitária o plano de ajuste posto em votação sem nenhum debate prévio.

A mobilização de trabalhadores e estudantes e o apoio de parte das representações no Consu à proposta de retirada de pauta do corte linear de 30% sobre as gratificações hoje pagas a professores, técnico-administrativos e pesquisadores foram importantes para levar o Conselho a deliberar se mantinha a implementação dos ataques e retrocessos ou não. A votação dividiu o Consu e empatou, sendo decidida pelo voto de minerva do reitor Marcelo Knobel. Lamentavelmente, o empate foi possível porque dois representantes dos técnico-administrativos votaram juntamente com a reitoria, contrariando os interesses da categoria que os elegeram.

 

Mobilização derrubou da pauta o reajuste no bandejão 

Na reunião de terça-feira passada (26) do Consu, sofremos um duro golpe com a aprovação da subordinação das negociações salariais ao Conselho Universitário, ainda que as discussões avancem no Cruesp. Mas hoje, com a intensificação da nossa mobilização e o convencimento de alguns conselheiros, conseguimos uma grande vitória que resultou na retirada de pauta do ponto sobre o reajuste do valor cobrado nos restaurantes universitários, por 31 votos contra 28.

A reitoria encaminhou a criação de um Grupo de Trabalho, a partir da composição de conselheiros, para apresentar propostas sobre os ajustes financeiros. Esse tema também será debatido na assembleia de quarta (4), às 12h, no CB.

O STU reforça que é hora de intensificarmos a nossa mobilização para impedir o avanço da política de retrocessos da reitoria. Também precisamos ficar atentos e cobrar dos conselheiros, especialmente os representantes dos técnico-administrativos, que honrem seus compromissos protegendo os interesses da categoria.

 

 

Como votou cada servidor na retirada de pauta do corte das gratificações

Adilton Leite (GR)

Sim

Servato (CEMEQ)

Sim

Diego Machado (IQ)

Sim

Iuriatan Muniz (CECOM)

Sim

João Raimundo – Kiko (FE)

Sim

Ronaldo dos Santos (HC)

Não

Silvana Migliaccio (GGBS)

Não

 

poradmin

Nota da direção do STU sobre a hipótese de uso de força policial contra a comunidade universitária

A diretoria do STU manifesta preocupação com notícias veiculadas na imprensa sobre a intenção da Reitoria da Unicamp de convocar a Polícia Militar para garantir a continuidade da reunião do Conselho Universitário que avaliará os últimos pontos das medidas de ajuste propostas pela administração.
A política de cortes assunto da última reunião do Consu terá impactos deletérios para toda a comunidade universitária. Suspensões das contratações e promoções, reajuste dos valores cobrados nos restaurantes universitários e a subordinação ao Consu inclusive das negociações salariais tratadas na esfera do Cruesp e do Fórum das Seis são evidentes retrocessos.
O Sindicato manifestou publicamente a reivindicação da retirada dos itens mais polêmicos da pauta para que fossem melhor discutidos com a comunidade e as entidades. Porém a reitoria ignorou a solicitação da comunidade acadêmica, evidenciando postura antidemocrática e gerando uma tensão desnecessária ao impedir o diálogo saudável, prática que deveria ser permanentemente preservada num espaço universitário – que tem por missão debater e informar os problemas enfrentados de forma transparente, sem autoritarismo.
A reunião do Consu foi conduzida sem que nenhuma alteração ou supressão de itens polêmicos da pauta fosse aceita, aprovando todas as medidas por maioria, sem permitir a discussão, contra os votos dos representantes dos técnico-administrativos e discentes. Ao chegar no ponto sobre o reajuste dos bandejões e corte das gratificações houve a ocupação da antessala do Conselho e a suspensão da reunião.
Agora, para continuidade da reunião do Consu, o jornal ‘Correio Popular’ noticia que a reitoria sinaliza convocar a PM. Isso é um enorme retrocesso e vai contra todas as tradições democráticas construídas na Unicamp após o fim da ditadura empresarial-militar, quando a instituição viveu pela última vez um cenário de intervenção. A Universidade é um espaço de debates de ideias. No ambiente acadêmico o que se espera é que sempre haja soluções negociadas e que se respeitem as divergências e o contraditório. A comunidade lutou muito para conquistar a autonomia universitária e garantir uma condução democrática na gestão.
É evidente que convocar a PM para o campus é uma medida autoritária para enfiar goela abaixo da comunidade medidas não debatidas com quem será afetado pelas mesmas. É um enorme retrocesso. A história mostra que quando a PM entra por uma porta a autonomia universitária sai pela outra. Instamos à reitoria que, ao invés de fechar o Consu e chamar a polícia, abra e faça o debate com a comunidade.

 

porFernanda de Freitas

Nota de Pesar

É com pesar que informamos o falecimento, nesta madrugada (28), da Sra. Julia Mariano Machado, mãe do funcionário Claudenir Ferreira Machado, Talarico (IA/Unicamp), . 

O velório será realizado a partir das 18h desta quinta-feira e o sepultamento será amanhã (29), às 9h, no Cemitério de Hortolândia, localizado à Rua Fernando de Noronha, s/n, no Jardim Nova Europa em Hortolândia/SP.

O STU lamenta profundamente o ocorrido e presta sua solidariedade aos familiares e amigos do companheiro. 

 

porFernanda de Freitas

Nota de Pesar

É com pesar que informamos o falecimento do funcionário Claudemir de Souza Melo (Ofalmologia/FCM). 

O velório começou nesta tarde, às 14h, e o sepultamento acontece às 16h, no Cemitério dos Amarais localizado na Avenida dos Amarais (Estrada dos Amarais), Bairro dos Amarais, em Campinas/SP.

O STU lamenta profundamente o ocorrido e presta sua solidariedade aos familiares e amigos do companheiro. 

porFernanda de Freitas

Kiko, membro do Consu, destaca os principais pontos que foram levados para votação no conselho 

No vídeo publicado no Facebook o diretor do STU e representante dos funcionários técnico-administrativos no Conselho Universitário, Kiko, apresenta um panorama de como foi a votação das principais propostas de ajustes apresentadas pela reitoria no conselho.

Mesmo sob protesto de estudantes e trabalhadores, o Consu (Conselho Universitário) discutiu e aprovou algumas medidas de austeridade financeira que impactam negativamente em diversos setores da Universidade.

Clique aqui para assistir o relato.

 

 

 

 

poradmin

Assembleia aprova paralisação e manifestação no Consu dia 26

O STU tem denunciado que as políticas de ajustes e as reformas só tem servido para retirar direitos e conquistas dos trabalhadores. Aqui na Unicamp a reitoria só fala nisso. Mas é essa a saída?
A assembleia dos trabalhadores da Unicamp reafirmou que é tarefa da reitoria buscar os recursos devidos à Universidade, inclusive os que tratam de pagamentos de aposentadoria e pensões, que deveriam ser pagas pelo caixa do governo do Estado (conforme a Lei 1010/2007). Ou ainda os recursos devidos pelo governo do Estado desde 2005, conforme o compromisso de aumento em 0,05% do ICMS-QPE para construção do campus de Limeira.
Ao invés de medidas efetivas, a reitoria insiste numa política de ajuste que só prejudica os trabalhadores e a população. E se nega a estabelecer qualquer debate com a comunidade sobre as alternativas à crise.
Por isso a assembleia realizada hoje aprovou a paralisação e a manifestação no próximo dia 26 – quando acontece a reunião do Consu que debaterá a revisão orçamentária.
Nesse Consu, além da revisão orçamentária, a reitoria vai colocar uma nova série de medidas de ajustes.
Além de não discutir com os trabalhadores que estão pagando a conta da crise, essas medidas sequer vêm acompanhadas de um debate de impactos e alternativas. Para o STU, não dá para aceitar que os trabalhadores paguem a crise. Queremos que se discuta o reajuste do auxílio alimentação e que não se aumente a refeição dos estudantes, tirando as condições daqueles que já têm dificuldades de permanecer na Unicamp e necessitam da alimentação. Também não podemos esquecer o reajuste zero e a não reposição de funcionários. Por isso a assembleia indicou que sejam retiradas da pauta essas medidas e aberto um amplo debate com a comunidade.

Mobilização
Para construir o dia 26 é importante que as unidades se organizem. Organize a reunião no seu local de trabalho e avise ao sindicato para discutirmos a mobilização e as saídas para crise. Vamos fazer uma grande manifestação na frente do Consu.

Veja as medidas que devem ser apresentadas pela reitoria no Consu
1-Supressão dos pagamentos aos premiados com o Prêmio Zeferino Vaz, Reconhecimento à Dedicação ao Ensino de Graduação e Prêmio Paepe;
2-Redução linear de 30% em todas as gratificações não incorporadas de docentes e servidores;
3-Supressão das gratificações para os cargos de Coordenadores de Bibliotecas;
4-Aumento nos valores das refeições nos Restaurantes Universitários;
5-Fim da reposição automática de docentes;
6-Autorização para Concurso de Professor Livre-Docente somente após a indicação da disponibilidade de recurso na unidade.

porFernanda de Freitas

Reunião Ampliada da Frente Pró-Cotas

Nesta quinta-feira (14), das 17h30 às 19h, no Teatro de Arena, acontece a Reunião Ampliada da Frente Pró-Cotas.

O objetivo bater um papo sobre o andamento das últimas reuniões do Grupo de Trabalho responsável pela elaboração de políticas de Cotas Étnico-raciais e discutir o relatório final que versa sobre o acesso ao vestibular 2019.

A reunião também servirá para discutir os próximos passos e estratégias dos coletivos dentro da Unicamp.

Confirme presença no evento divulgado no Facebook: https://www.facebook.com/events/100707870672613/?active_tab=about

Confira neste link o relatório do GT: http://www.comvest.unicamp.br/wp-content/uploads/2017/09/GT-FINAL.pdf

 

Fonte: Frente Pró Cotas da Unicamp e Núcleo da Consciência Negra da Unicamp.

porFernanda de Freitas

Vitória histórica na luta dos aposentados

A Coordenação de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria do STU conseguiu garantir junto à reitoria a gratuidade para alimentação de aposentados no RU (Restaurante Universitário).

A conquista beneficiará somente os aposentados que veem à Universidade para contribuir em atividades sindicais –  participar de reuniões mensais do Departamento de Aposentados, manifestações, plenárias, atendimentos jurídicos, congressos, assembleias – e atendimentos médicos no CECOM e HC.

O fato é que a maioria dos aposentados recebe valores baixos, que vão diminuindo a cada ano, porque o reajuste dos rendimentos não corresponde à inflação real. Então, no momento em que mais precisam de proteção, os companheiros passam necessidade porque a aposentadoria não é suficiente para pagar as contas e despesas pessoais. 

Desta forma, essa conquista beneficiará sobremaneira os aposentados que veem à Unicamp para atividades no STU ou atendimento hospitalar e precisam arcar com a alimentação “fora de casa”, que acaba gerando mais um custo para o orçamento doméstico.

O combinado é que o controle do benefício será feito pelo RU em parceria com a Coordenação de Aposentados. Assim que formalizar as regras, o STU divulgará como será o acesso ao restaurante e a forma de se inscrever para garantir a refeição.

A conquista dessa reivindicação histórica é uma vitória que demonstra que nossa organização é fundamental para avançarmos na luta.

Foto: Pxhere

porFernanda de Freitas

Cipa realiza palestra sobre Assédio Moral nas Universidades

No dia 27 de setembro (quarta-feira), às 14h30, na Faculdade de Ciências Médicas (Auditório 3 – Legolândia), acontece a palestra “Assédio Moral nas Universidades” com o professor Dr. José Roberto Heloani (FE).

A questão do Assédio Moral tem merecido atenção cada vez maior, tanto que a Unicamp reconheceu práticas na instituição, após denúncia do STU no Ministério Público do Trabalho e assinou acordo sobre o assunto comprometendo-se a banir práticas de abuso de autoridade e ameaças por parte da chefia, que se disseminam dentro da Universidade.

Heloani é pesquisador do tema e nos últimos tempos vem denunciando o assédio moral que vem sendo usado como um instrumento para que alguns gestores apliquem no serviço público a lógica administrativa mercantilista, que estabelece uma concorrida competição e busca desenfreada por produtividade, submetendo muitos trabalhadores a um regime de violência e pânico. 

Para reverter essa situação é importante que os trabalhadores lutem por melhores condições de trabalho e mais saúde e segurança. Além disso, é imprescindível a formação de gestores mais capacitados e o acesso às informações sobre o tema, só assim poderemos combater esta triste realidade.

A palestra é aberta ao público, participe!

porFernanda de Freitas

Abertas as inscrições para a eleição da Cipa (gestão 2017-2018)

Estão abertas as inscrições para os funcionários da Unicamp que desejarem se candidatar à Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), mandato 2017-2018. 

 

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/09/cartaz-cipa.pdf” language=”pt_BR”]

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/09/boletim-Cipa.pdf” language=”pt_BR”]

 

 

Fonte: Cipa Unicamp

porFernanda de Freitas

Cobrança da Coordenação de Aposentados do STU garante holerite impresso pela DGRH

A Coordenação de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria do STU conseguiu garantir junto à reitoria o envio de holerites aos aposentados via correio.  

Com a informatização dos serviços oferecidos pela DGRH, sob justificativa de contenção de custos, o holerite passou a ser enviado de forma eletrônica e também disponível nos terminais de acesso na recepção central da unidade, para consulta e impressão sob demanda.

A medida prejudicou bastante os aposentados, sobretudo os que não possuem acesso à Internet, que se viram em dificuldades para acompanhar seus vencimentos mensais, bem como os pagamento do empréstimo consignado junto aos bancos credenciados à Unicamp.

Em acordo firmado, a coordenação garantiu para alguns companheiros, em caráter excepcional, a manutenção da correspondência postal. E se houver outros na mesma situação é importante procurar o STU para formalizar seu pedido de envio de holerite impresso junto à DGRH. Mas antes o aposentado deve verificar se o endereço está atualizado.

Esse é mais um item da pauta de reivindicações da categoria, que com muita negociação, foi conquistado pela coordenação. 

porFernanda de Freitas

Comissão Eleitoral divulga as instruções para os mesários

Chegou a hora de eleger a nova diretoria que comandará o STU pelos próximos três anos (gestão 2017-2020). A eleição começa hoje (29) e vai até dia 31 agosto com quatro chapas que concorrem ao pleito.

Para manter a transparência no processo eleitoral, a Comissão Eleitoral decidiu divulgar o documento contendo as Instruções para os Mesários que conduzirão a coleta de votos nas 36 urnas espalhadas pelos campi da Unicamp (Campinas, Paulínia, Limeira e Piracicaba).

É importante ressaltar que para garantir seu voto o funcionário deve ter se associado ao STU até 30/05/2017,  estar em dia com suas obrigações sindicais e não possuir impedimentos estatutários, nos termos do Artigo 6o, alíneas “a, b, e” do Estatuto.

Caso algum sindicalizado apto a votar não esteja listado, o mesmo deverá votar em separado, tal como os eleitores em trânsito, e seu voto somente será validado mediante averiguação durante a apuração. No momento da votação, o eleitor deve assinalar na cédula um “X” na chapa da sua preferência.

Confira abaixo as instruções para os mesários:

 

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/08/urna-instrucao-para-mesarios-2017.pdf” language=”pt_BR”]

 

Sobre a eleição:

Quatro chapas estão concorrendo ao pleito, sendo elas por ordem de sorteio: Chapa 1 – Unidade e Luta! VAL Nacional; Chapa 2 – Muda STU; Chapa 3 – Sindicato Forte Sem Radicalismo e Chapa 4 – Alerta: Sindicato Somos Todos Nós.

Na Área da Saúde as votações acontecem nos dias 29, 30 e 31 de agosto. Sendo dia 29/08 (terça-feira), das 15 às 21h; dia 30/08 (quarta-feira), das 7 às 20h e 31/08 (quinta-feira), das 7 às 20h.

Nas demais unidades dos campi de Campinas, Paulínia, Limeira e Piracicaba a eleição será nos dias 30 e 31/08, das 8h30 às 17h.

É importante votar para mostrar a força e representatividade dos trabalhadores da Unicamp, bem como garantir o fortalecimento da entidade sindical. Neste momento, o que está em jogo são os rumos da nossa luta!

Compareça às urnas!

 

poradmin

Coordenação de Aposentados conquista direito a refeições gratuitas no restaurante universitário

Nesta quinta-feira (24), a Coordenação de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria do STU se reuniu com a Reitoria da Unicamp para dar continuidade ao processo de negociação de sua demanda dentro da pauta específica da campanha salarial 2017/2018.

Anteriormente estava pendente de aprovação a demanda de refeições que seria garantida aos aposentados quando precisam comparecer à Universidade para passar por consulta médica ou participar das atividades convocadas pelo Departamento de Aposentados do sindicato. A Prefeitura da Unicamp concordou com o número de 60 refeições, que serão controladas pelo STU para garantir o acesso a todos.

Esta é mais uma vitória para os aposentados, que contribuirá para a continuidade de sua participação na luta dos trabalhadores. E, após a conquista deste avanço, a coordenação reforça que permanecerá na defesa de todos os direitos os trabalhadores e trabalhadoras que por tantos anos se dedicaram à Unicamp.

Fonte: Da redação.

porFernanda de Freitas

Comissão Eleitoral divulga Mapa das Urnas

A Comissão Eleitoral divulgou nesta quarta-feira (23), o mapa das urnas da eleição para a diretoria do STU (gestão 2017-2020) que começa na próxima terça-feira (29) e vai até a quinta-feira (31).

Na Área da Saúde as votações acontecem nos dias 29, 30 e 31 de agosto. Sendo dia 29/08 (terça-feira), das 15 às 21h; dia 30/08 (quarta-feira), das 7 às 20h e 31/08 (quinta-feira), das 7 às 20h.

Nas demais unidades dos campi de Campinas, Paulínia, Limeira e Piracicaba a eleição será nos dias 30 e 31/08, das 8h30 às 17h.

Na sexta-feira (1º de setembro) começa a contagem dos votos no ginásio da Unicamp. Lembrando que só podem votar os sindicalizados até 30/05/2017, que estejam em dia com suas obrigações sindicais e não possuam impedimentos estatutários, nos termos do Artigo 6º, alíneas “a, b, e” do Estatuto.

No quadro abaixo o eleitor pode consultar os locais de coleta de votos das urnas. Caso você não tenha certeza do seu local de votação, entre em contato com o STU para verificar (Tel.: 3521-7412 / 3521-7147 / 3289-4242).

Saiba mais sobre a eleição do STU, clique aqui.

 

[gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/08/MapadeUrnas.pdf” language=”pt_BR”]

porFernanda de Freitas

Reitor Knobel utiliza discurso da crise e não apresenta proposta à categoria

Ontem à tarde (17) o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel,  abriu a reunião de negociação com o STU trazendo os velhos argumentos do alto comprometimento do orçamento com a folha de pagamento e acrescentou que o Governo do Estado de São Paulo revisou para baixo a arrecadação e que os novos números dessa revisão orçamentária impactará negativamente as finanças da Universidade. Também estavam presentes o chefe de gabinete, Joaquim Murray Bustorff, e a chefe de gabinete adjunta da reitoria, Shirlei Maria Recco Pimentel

Diante do discurso da crise financeira feito pela reitoria, o STU destacou que os recursos a serem gastos, cerca de R$ 1,5 milhão este ano, em designações (gratificações) e a possibilidade de custo, de aproximadamente R$ 1,5 milhão, com o Prêmio Zeferino Vaz para os docentes são totalmente inoportunos neste momento.

Na pauta também entraram as discussões sobre os reajustes de salário e auxílio alimentação. A diretoria do sindicato reafirmou que neste momento é importante que a reitoria se esforce para reajustar salários e os auxílios, pois o congelamento dos vencimentos compromete a subsistência dos funcionários. A reitoria aproveitou para apresentar alguns dados de projeção referentes ao comprometimento com vale e a isonomia, sempre com o discurso da crise financeira.

STU cobrou novamente o dimensionamento de quadros e destacou que a redução no número de funcionários ao longo dos anos tem criado lacunas nas unidades e causado sobrecarga de trabalho. E o reitor declarou que esse detalhamento é bem difícil de fazer, mas que tentará traçar um quadro por área e apresentar os números à direção.

 

Reitoria não quer enfrentar o problema da crise

O STU insistiu que a prioridade da reitoria deve ser investir nos salários e que não dá para aceitar que a revisão orçamentária atinja somente os funcionários, já que há no horizonte a possibilidade de concessão de premiação para docentes e as gratificações aprovadas recentemente. 

Questionado sobre a busca de novos recursos, Knobel alegou que está “fazendo gestão” junto ao governador e aos deputados estaduais para buscar mais recursos. “Acredito que a forma de conseguirmos mais recursos é através da área da saúde”, alegou.

Sobre a lei que trata da insuficiência financeira a reitoria explicou que há desacordo na interpretação da legislação já que o governo estadual entende que a Unicamp deve arcar com os custos por ser um “braço” do Estado.

Entende-se por insuficiência financeira o valor resultante da diferença entre o valor total da folha de pagamento dos benefícios previdenciários e o valor total das contribuições previdenciárias dos servidores. “O governador diz que nós somos o Estado e devemos arcar com esses custos, então é uma situação difícil”, afirmou o reitor. Mas no entendimento do sindicato, o governo estadual é quem deveria cobrir essa “insuficiência financeira” ao invés de jogar as contas nas costas da Universidade, mais precisamente, do trabalhador.

A avaliação do STU é de que o reitor está acomodado neste discurso de crise e não quer enfrentar o governador do Estado. Dizer que está discutindo alternativas pela área da saúde sem apresentar quais serão essas medidas práticas é uma forma de enrolar a categoria. 

Ao finalizar a reunião, que deverá ser a última da atual gestão do sindicato, a diretoria destacou que a reivindicação de reajuste salarial e de benefícios não é feita de forma impensada, ao contrário, leva-se em consideração a situação de corrosão dos salários da categoria. “Queremos reafirmar que não estamos querendo que a Unicamp chegue à situação da Uerj. Ao contrário, nós, trabalhadores, estamos fazendo gestão junto à Alesp para garantir mais recursos financeiros para Unicamp e vamos nos debruçar sobre esses valores que a reitoria apresentou hoje, porque temos interesse que a instituição preserve sua saúde financeira e que os funcionários tenham seus salários mantidos. Mas temos diferenças de entendimento quanto às prioridades financeiras que Universidade deve assumir e as formas de se investir os recursos orçamentários”, justificou um diretor.

Dizer que a redução na queda da arrecadação continuará impactando a finanças da Universidade e, ao mesmo tempo, ampliar os gastos com pagamento de prêmios e gratificações e não buscar recursos para cobrir o tal “déficit” é querer que o funcionário aceite pagar sozinho a conta da crise financeira criada pela má administração de recursos.

 

Outras pautas

As questões que tiveram encaminhamentos práticos foram as cotas étnico-raciais para concurso público, que será apresentada uma minuta para o STU; a demanda para aposentados cadastrados utilizarem fretados e o serviço do Restaurante Universitário e a discussão sobre assédio moral e a construção da sede que serão aprofundadas em reunião específica.

A avaliação da diretoria é que não houve avanço do ponto de vista financeiro, prova de que devemos retomar a mobilização da categoria para pressionar o reitor a apresentar alternativas concretas que diminuam a perda do poder aquisitivo da categoria.

porFernanda de Freitas

Reitoria nega boato de demissão e afirma que não há irregularidade em contratos de 2010-2011

Ontem à tarde (31) a diretoria do STU e uma comissão de trabalhadores se reuniram com o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, a vice-reitora, Teresa Dib Zambon Atvars, o chefe de gabinete Joaquim Murray Bustorff Silva e os procuradores da Universidade, Octacílio Machado Ribeiro e Fernanda Lavras Costallat Silvado.

Na pauta estava a discussão sobre decisão do TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) em relação às contratações dos servidores concursados de 2010/2011.

Nos últimos anos o TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) tem questionado que os concursos da Unicamp não têm a previsão das vagas criadas em lei. Mas a reitoria alega que não cria vagas, pois utiliza as mesmas funções criadas antes da Constituição Federal de 1988 e da Constituição Estadual de 1989 e que não foram extintas por lei em sua vacância.

O reitor explicou que além de firmar o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre a instituição e o Ministério Público do Estado de São Paulo  a Procuradoria Geral  elaborou um recurso ao TCE justificando como se deu a criação das funções autárquicas. E outra ação que está sendo tomada é a articulação junto ao governador de uma proposta de projeto de lei para criação de cargos públicos pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que se, aprovado, permitirá que a instituição passe a admitir novos servidores apenas em cargos criados por lei. O documento além de estabelecer a criação de cargos nas carreiras docentes especiais e não docentes, versa também sobre a disposição das condições para extinção das funções existentes – questionada atualmente pelo TCE –, sem prejuízo de outras a critério da Universidade.

Se o projeto for aprovado, as novas contratações passam a ser para os cargos futuros e, gradativamente, no caso de mortes, aposentadorias ou pedidos de demissão (vacância), as vagas que hoje existem na Unicamp serão extintas. Então o projeto de lei não se refere aos cargos atuais, mas aos futuros.

 

Reitoria rebate notícia de demissão

Ao comparar a situação da Unicamp com a da USP e Unesp, a vice-reitora explicou que a nossa situação se difere porque lá não haviam funções autárquicas e num ato do Conselho Universitário eles criaram os cargos públicos e esta foi a irregularidade.  “Nós não temos irregularidade nenhuma, fizemos os concursos públicos seguindo os protocolos da legislação vigente. Temos as nomeações das funções autárquicas e essa é a situação diferenciada da Unicamp. A nossa situação é absolutamente distinta daquela passada pela USP e Unesp”, ressaltou.

O reitor expressou que está preocupado com a questão orçamentária e a crise financeira pela qual passa a Universidade, mas enfatizou que demissão não está no projeto dessa gestão. E ainda se comprometeu em participar de uma plenária, caso necessário, para explicar à categoria as ações adotadas pela Universidade. “No que se refere aos funcionários nós não vamos fazer PDV, não vamos fazer demissões e não queremos aproveitar a situação para demitir ninguém.  Não vamos fazer isso sabendo que a Unicamp está numa situação que é o limite e não pode ficar perdendo gente que está trabalhando e fazendo as coisas bem feitas, afinal de contas somos a melhor Universidade que tem por aqui e é isso que a gente quer”, ressaltou Knobel.

O STU defendeu que os trabalhadores não são responsáveis pela forma em que se deu a contratação, sendo assim, não podem ser prejudicados ou terem seus direitos feridos por atos administrativos dos gestores que estiveram à frente da Universidade ao longo desse tempo.

Assista à reunião entre a reitoria, STU e os trabalhadores:

 

 

 

Recurso da Procuradoria da Unicamp apresentado ao TCE

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TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre a instituição e o Ministério Público do Estado de São Paulo

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porFernanda de Freitas

STU cobra propostas em reunião de negociação com a reitoria

Na reunião de negociação entre STU e a reitoria nesta terça-feira (25), apesar da pressão da diretoria, não houve apresentação de proposta de reajuste salarial e de benefícios. Para ouvir o áudio da reunião, clique aqui.

Com a mesma alegação de crise financeira e que não há recursos orçamentários para discutir demandas econômicas, o chefe de gabinete Joaquim Murray Bustorff Silva, justificou a falta de proposta na mesa de negociação.

Questionado sobre a apresentação de uma previsão de impacto financeiro, o chefe de gabinete explicou que não conseguiu elaborar o documento, mas que “na hora que houver folga orçamentária e a Universidade apontar para outro caminho financeiro será possível dizer algo a respeito de reajuste”.  

Diante da situação, o STU reafirmou a necessidade de somar esforços para ampliar recursos para as universidades estaduais paulistas e deu como exemplo a postura do Fórum das Seis que tem se mobilizado para pressionar os deputados a votar pelas emendas favoráveis às Universidades Estaduais.  

A reitoria alegou não poder acompanhar de perto o trâmite das emendas e a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2018) que reivindicavam mais recursos para as Universidades, mas reconheceu que essa deve ser uma luta conjunta. Justificaram também que mesmo que houvesse a ampliação do repasse, os recursos não dariam conta de repor o déficit da Unicamp.

O STU insistiu no cumprimento da Lei Complementar 1.010/2007, que criou a SPPrev, e estabelece que cabe ao Estado pagar a diferença entre o que é arrecadado de empregados e empregadores e o valor total da folha de aposentados e pensionistas (caso da insuficiência financeira). Sugeriu também que a Fazenda Argentina fosse vendida, visto que o investimento foi feito de forma arbitrária – sem consulta à comunidade universitária – e sem um projeto de expansão definido. “São recursos financeiros empregados num terreno que não haverá construção a curto e médio prazos e cuja finalidade tem sido a reserva de território”, rebateu um dos diretores.  

Contestado sobre os compromissos firmados com a categoria pela gestão passada, Joaquim Murray Bustorff Silva disse que algumas propostas da gestão anterior não são exequíveis e que o reitor Marcelo Knobel tem um plano de gestão que busca o equilíbrio financeiro, por isso vai discutir as demandas dos funcionários caso a caso.  O chefe de gabinete refirmou que “no momento não temos espaço para discutir nenhum tipo de ‘atitude’ que envolva questão de recursos, porque, enquanto a economia do Brasil seguir assim não é possível dar reajuste”.

 

Democratização da Internet

A reitoria informou que está sendo feito um estudo mais amplo para socialização da Internet. A Cipa está implementando um projeto de democratização da informática/digital e que alguns serviços já podem ser acessados eletronicamente para facilitar a vida dos funcionários.

 

Demissões das professoras temporárias

Reafirmaram que a rescisão foi necessária para atender os parâmetros da legislação, já que o motivo da contratação não se justificava mais. Também foi informado que está sendo feito um planejamento para readequação das atividades das professoras, além de esforços para garantir a inclusão de todas as crianças no sistema educativo. A diretoria do sindicato cobrou que a definição desse projeto seja apresentada publicamente, assim que estiver pronta.

 

Cotas Raciais

A comissão está prosseguindo com as atividades respeitando o calendário estipulado. Também está sendo feito um esforço político para buscar contemplar cotas no concurso público.

 

Punições

O desconto de ponto dos trabalhadores que participaram da Greve Geral de 28 de abril foi retirado. E as punições aos funcionários Fabrício Leme Borges (DAC) e Dimiciano Angelo de Olivera (Caism), aplicadas na gestão anterior, foram retiradas. A reitoria afirmou que não haverá punição e/ou perseguição aos dirigentes sindicais durante o exercício de sua atividade e que sua política é de respeito à entidade sindical.

Os demais casos apresentados pelo STU serão analisados e, se necessário, novas comissões de averiguação serão instituídas e a punição também poderá ser revogada quando comprovado erro ou injustiça no processo.

 

Estatuto da Unicamp

Foi informado que no momento não há espaço para discutir nenhum tipo de proposta envolvendo a questão do Estatuto da Unicamp. “Não existe proposta para ser mudado o Estatuto agora”, afirmou o chefe de gabinete.  

Segundo ele, novos estudos serão realizados, por isso, as demandas do STU relativas ao assunto – como eleições diretas e paritárias para escolha dos dirigentes e na composição dos órgãos colegiados e garantia dos direitos políticos dos aposentados, estendendo o direito de votar e ser votado nos processos eleitorais e de consulta da universidade, entre outras – serão pautas de negociações futuras quando esse debate estiver em a questão.

 

Nova reunião já foi agendada

Uma nova rodada de negociação foi agendada para 17 de agosto. Provavelmente esta será a última reunião com a atual diretoria do sindicato, que estão em processo eleitoral.

Diante do cenário observado, a postura da reitoria não surpreende a diretoria do STU. A reitoria manteve a proposta inicial de reajuste ZERO%. E a boa notícia é que as punições aos funcionários foram retiradas e outras serão reavaliadas. Mas é preciso reagir, mobilizar a categoria e discutir novas saídas para essa situação. 

O STU promete continuar firme buscando arrancar uma proposta que contemple as demandas da categoria expressadas na Pauta de Reivindicações Específicas 2017.

 

Clique aqui para ouvir o áudio da reunião  de negociação. 

porFernanda de Freitas

Violência no campus alarma comunidade universitária e preocupa STU

A explosão da violência na cidade é visível e na Unicamp a situação não é diferente já que a comunidade passou a conviver com a insegurança que há muito atinge Campinas.

Há quase quatro meses sem controle de acesso nas seis portarias, que passaram a contar com câmeras da Cimcamp (Central Integrada de Monitoramento de Campinas), a comunidade universitária da Unicamp sofre com os furtos de bicicletas e de objetos no interior de veículos, sequestros-relâmpago, roubos e outros vandalismos. E no entorno do campus são registrados ocorrências de assaltos e estupros.

A Universidade está prestes a se tornar palco da violência, tanto que já tivemos inúmeros casos de sequestros aqui no campus. Recentemente um funcionário da Área de Saúde sofreu sequestro-relâmpago e foi abandonado na Estrada do “Mão Branca”, tudo isso ainda pela manhã. Essa área fica na região do bairro Cidade Satélite Iris e é um local popularmente conhecido como “desova” de corpos por ser deserto e perigoso.

Foi divulgado pela CBN Campinas, que o Caism solicitou à Segurança do Campus que intensifique a presença de vigilantes nas ruas e estacionamentos próximos, especialmente na área das cantinas (em frente ao Hospital) e nos estacionamentos entre as ruas Vital Brasil e Albert Sabin.

Essa medida do gestor demonstra que, independente do horário, quem estaciona o carro fica preocupado com a falta de viaturas de segurança. E os delitos registrados preocupam o STU, principalmente em relação aos trabalhadores da área hospitalar pela falta de ronda no local e péssima iluminação no período noturno.

O agravamento dos casos se deu, principalmente, depois da reitoria retirar o controle de acesso nas portarias promovendo a livre circulação no campus, deixando as pessoas desprotegidas a qualquer hora do dia. 

Outro fator importante é que a terceirização do serviço de vigilância trouxe vantagens em termos de custos, mas resultou num contingente pequeno de vigilantes contratados, com alta rotatividade de pessoal e treinamento precário.

O STU defende que a vigilância do campus seja feita por funcionários com treinamento diferenciado para atuar no campus: que conhecem a rotina das unidades e particularidades da vida acadêmica. E isso só será feito de forma eficiente quando retomarmos a fiscalização das guaritas, as rondas forem intensificadas, a frota de veículos for ampliada e também houver um corpo de segurança permanente contratado pela universidade, que seja responsável pela manutenção do patrimônio e pela integridade física das pessoas que aqui circulam.

As medidas implantadas como “Campus Tranquilo”, “Botão de Pânico” (comunicação direta e rápida por celular com a equipe de vigilância interna) e escolta de pessoas não dão conta de evitar as situações de perigo porque são paliativas.

O STU reivindica que a Universidade invista em mecanismos de proteção que garantam efetivamente a segurança da comunidade universitária. Entretanto, não defendemos ronda ostensiva no campus (com PM), ao contrário, o que a Unicamp precisa é de uma vigilância comunitária e desarmada – feita por funcionários concursados e com estabilidade. Para o diretor João Raimundo Mendonça de Souza, o Kiko, a PM não conhece o espaço do campus, já um vigilante contratado pela Universidade além de conhecer as dependências tem a vantagem de criar vínculos com os funcionários das unidades patrulhadas. “Essa política de terceirizar o serviço de vigilância e, recentemente, liberar o controle de acesso ao campus e colocar câmera demonstrou que não funciona e pode agravar a situação. E ter policial armado pode gerar tensão e repressão aos movimentos”, ressaltou Kiko.

As pessoas estão com medo de circular à noite por se sentirem desprotegidas, isso prova que a Unicamp deve investir urgentemente em estratégias que coíbam ações dos bandidos e garantam segurança a docentes, funcionários, alunos e demais pessoas que frequentam o campus e a moradia estudantil também.

Apesar de cobrar reiteradas vezes, até o momento, o STU não teve acesso aos números de casos registrados e nem à política implantada pela reitoria para coibir a violência. E mesmo que a Lei da Transparência estabeleça a divulgação de dados públicos, no site da instituição só é possível ter acesso ao mapa de ocorrências com dados relativos aos últimos 30 dias, com base em ocorrências de atendimentos registradas pela Vigilância do Campus que não dão ideia da quantidade de delitos praticados.