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Boletim do STU 048/2017

Baixe aqui Boletim do STU, de 17 de outubro de 2017. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/10/Boletim_048.pdf” language=”pt_BR”]

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Boletim do STU 047/2017

Baixe aqui Boletim do STU, de 9 de outubro de 2017. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/10/Boletim_047final.pdf” language=”pt_BR”]

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TODOS(AS) EM DEFESA DE PAULO FREIRE E CONTRA A REVOGAÇÃO DO TÍTULO DE PATRONO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

CARTA ABERTA AO CONGRESSO NACIONAL DO BRASIL

Ref.: Sugestão legislativa de revogação do decreto que institui Paulo Freire como Patrono da Educação Brasileira.

Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional Brasileiro,

     Os membros do Conselho Mundial dos Institutos Paulo Freire, de modo especial os do Instituto Paulo Freire do Brasil, as entidades, fóruns e movimentos, cidadãs e cidadãos signatários desta Carta Aberta a esse egrégio Parlamento, vêm, respeitosamente, tomar a liberdade de expor que se segue:

1.º) Por suas intervenções nos sistemas educacionais do Brasil e de vários outros países, especialmente na Educação de Adultos, Paulo Freire é reconhecido internacionalmente como um dos mais importantes educadores do século XX.

2.º) Por suas reflexões e publicações, além dos vários títulos de Doutor Honoris Causa que lhe foram outorgados por universidades de vários países do mundo, Paulo Freire é um dos mais importantes pensadores do século XX, com reconhecida autoridade e atualidade em vários campos do conhecimento.

3.º) Seja por suas experiências educacionais, seja por seus escritos, Paulo Freire tem sido mundialmente reconhecido como autor de um legado educacional aplicável em todos os níveis, modalidades e graus de ensino.

4.º) Em recente pesquisa sobre trabalhos científicos, realizada pela London School of Economics, Paulo Freire foi considerado um dos pensadores mundialmente mais lidos e mais citados, sendo que a sua obra mais conhecida, Pedagogia do oprimido (1968), está entre os três livros mais citados nas Ciências Sociais e entre os 100 livros mais pedidos e consultados em universidades de língua inglesa pelo mundo.

5.º) O Acervo de Paulo Freire, que fica no Instituto Paulo Freire, é reconhecido como Patrimônio da Humanidade, em nível nacional e latino-americano, pelo Programa Memória do Mundo da UNESCO/Memory of the World (MOW) e, da mesma forma, pelo Conselho Nacional de Arquivos (Conarq) do Brasil.

     Por todas essas evidências da relevância do ilustre brasileiro em questão, e para fazer justiça, honrar a capacidade e criatividade nacionais, bem como para referenciar a educação brasileira no ethos freiriano, foi sancionada a Lei n.º 12.612, em 13 de abril de 2012, que estabeleceu em seu artigo 1.º: “O educador Paulo Freire é declarado Patrono da Educação Brasileira”.

     Ora, contrariando essa declaração de iniciativa popular cuja adesão social e parlamentar ocorreu de forma unânime, uma sugestão legislativa publicada no site do Senado, nos últimos dias de setembro de 2017, busca apoio para iniciar um movimento para anular a mencionada norma, desconhecendo a imensa contribuição de Paulo Freire ao pensamento pedagógico mundial.

    Diante do exposto, Senhor Presidente, os signatários desta Carta propõem que o Parlamento Brasileiro não dê eco e, se necessário, rechace à supramencionada iniciativa e todas as eventuais iniciativas dessa natureza.

    Na certeza de uma firme posição do Congresso Nacional Brasileiro que, por unanimidade, aprovou o Projeto de Lei Parlamentar encaminhado pela Deputada Federal Luíza Erundina, transformando-o na justíssima Lei Federal n.º 12.612/2012, conclamamos a todos(as) os(as) parlamentares e a todas as pessoas e instituições que têm compromisso com a luta contra qualquer forma de opressão, que façam sua adesão a esta Carta Aberta, firmando-a.

Brasil, setembro/outubro de 2017.

Instituto Paulo Freire

 

Para assinar esta carta, acesse:https://www.peticao24.com/paulo_freire_patrono_da_educacao_…

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     No site do senado (https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=90310), está registrada a proposta de se revogar o decreto que institui Paulo Freire como Patrono da Educação Brasileira. Título recebido por meio da Lei 12.612, de 13 de abril de 2012, de autoria da Deputada Federal Luíza Erundina. Ao alcançar 20 mil apoios, a ideia se transforma em uma sessão legislativa e será debatida pelo Senado. Até o momento, já são quase quinze mil apoios. Não se trata de uma consulta. Trata-se de uma proposta que só abre espaço para os apoios favoráveis à revogação da lei. No mesmo endereço, não há um campo para os que queiram registrar protesto a tamanha ousadia. Se não há espaço, nós os criaremos. Não seremos 20 mil. Seremos centenas de milhares em defesa de Paulo Freire. 

     Não bastassem as faixas e os cartazes hasteados por época das manifestações pró-impeachment da presidenta Dilma Roussef; não bastasse a alteração deliberada do texto da biografia de Paulo Freire, na Wikipédia,  deturpando, enganando, violentando e desrespeitando, de forma condenável, o legado freiriano; não bastassem todos os ataques a Paulo Freire por parte daqueles que defendem uma Escola Sem Partido; agora querem interditar o Patrono da Educação Brasileira. “Até que um dia,/o mais frágil deles/entra sozinho em nossa casa,/rouba-nos a luz”. Não! Não passarão! 

     As considerações que são apresentadas para justificar o pedido de revogação do título de Patrono da Educação Brasileira são absurdas; não têm fundamento. Paulo Freire propôs uma teoria do conhecimento que promove a educação crítica e emancipadora, que reconhece educador e educando como sujeitos do processo educacional. Ele propõe uma educação problematizadora, contrapondo-se à “educação bancária”, esta, sim, doutrinadora. Sua obra mais conhecida, Pedagogia do Oprimido, continua sendo traduzida e publicada em diferentes idiomas, demonstrando a atualidade de seu pensamento no contexto do avanço do neoliberalismo, o qual, como ele afirma no seu último livro, Pedagogia da Autonomia, “nega o sonho e a utopia”. As contribuições de Paulo Freire alcançaram públicos muito diversos e atravessaram tanto fronteiras geográficas quanto fronteiras das ciências e das profissões. Ao mesmo tempo em que suas reflexões foram aprofundando o tema que perseguiu por toda a vida – a educação como prática da liberdade – suas abordagens transbordaram-se para outros campos do conhecimento, criando raízes nos mais variados solos, fortalecendo teorias e práticas educacionais, bem como auxiliando reflexões não só de educadores, mas também de médicos, terapeutas, cientistas sociais, filósofos, antropólogos e outros profissionais. O doutrinador não problematiza; impõe sua própria verdade; é sectário. Paulo Freire sempre duvidou de suas certezas, manteve-se aberto ao diálogo, às diferenças, à diversidade sem perder jamais sua radicalidade. 

     Paulo Freire recebeu inúmeros prêmios, títulos e homenagens em todo o mundo. Pedagogia do Oprimido é o único livro brasileiro a aparecer na lista dos 100 títulos mais pedidos pelas universidades de língua inglesa consideradas pelo projeto Open Syllabus. (http://g1.globo.com/educacao/noticia/2016/02/so-um-livro-brasileiro-entra-no-top-100-de-universidades-de-lingua-inglesa.html). 

     O acervo de Paulo Freire, que fica no Instituto Paulo Freire, é reconhecido como patrimônio da humanidade, em nível nacional e latino-americano, pelo Programa Memória do Mundo da UNESCO/Memory of the World – MOW. O mesmo acervo é reconhecimento pelo Conselho Nacional de Arquivos (Conarq) do Brasil. 
     Diante de sua história e de suas contribuições à educação brasileira, à educação latinoamericana e à história mundial das ideias pedagógicas, repudiamos veementemente a proposta de revogação da lei que institui Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira (Lei 12612/2012) e conclamamos a todos a se somarem ao Conselho Mundial de IPFs e, em especial, ao Instituto Paulo Freire do Brasil, assinando a Carta Aberta ao Congresso Nacional Brasileiro.

#PauloFreireSempre   #PatronodaEducaçãoBrasileira

 

Contato:

E-mail: [email protected]

Assunto: Patrono da Educação Brasileira

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Boletim do STU 046/2017

Baixe aqui Boletim do STU, de 4 de outubro de 2017. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/10/Boletim_046grafica.pdf” language=”pt_BR”]

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Boletim do STU 045/2017

Baixe aqui Boletim do STU, de 3 de outubro de 2017. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/10/Boletim_045Final.pdf” language=”pt_BR”]

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Nota da direção do STU sobre a hipótese de uso de força policial contra a comunidade universitária

A diretoria do STU manifesta preocupação com notícias veiculadas na imprensa sobre a intenção da Reitoria da Unicamp de convocar a Polícia Militar para garantir a continuidade da reunião do Conselho Universitário que avaliará os últimos pontos das medidas de ajuste propostas pela administração.
A política de cortes assunto da última reunião do Consu terá impactos deletérios para toda a comunidade universitária. Suspensões das contratações e promoções, reajuste dos valores cobrados nos restaurantes universitários e a subordinação ao Consu inclusive das negociações salariais tratadas na esfera do Cruesp e do Fórum das Seis são evidentes retrocessos.
O Sindicato manifestou publicamente a reivindicação da retirada dos itens mais polêmicos da pauta para que fossem melhor discutidos com a comunidade e as entidades. Porém a reitoria ignorou a solicitação da comunidade acadêmica, evidenciando postura antidemocrática e gerando uma tensão desnecessária ao impedir o diálogo saudável, prática que deveria ser permanentemente preservada num espaço universitário – que tem por missão debater e informar os problemas enfrentados de forma transparente, sem autoritarismo.
A reunião do Consu foi conduzida sem que nenhuma alteração ou supressão de itens polêmicos da pauta fosse aceita, aprovando todas as medidas por maioria, sem permitir a discussão, contra os votos dos representantes dos técnico-administrativos e discentes. Ao chegar no ponto sobre o reajuste dos bandejões e corte das gratificações houve a ocupação da antessala do Conselho e a suspensão da reunião.
Agora, para continuidade da reunião do Consu, o jornal ‘Correio Popular’ noticia que a reitoria sinaliza convocar a PM. Isso é um enorme retrocesso e vai contra todas as tradições democráticas construídas na Unicamp após o fim da ditadura empresarial-militar, quando a instituição viveu pela última vez um cenário de intervenção. A Universidade é um espaço de debates de ideias. No ambiente acadêmico o que se espera é que sempre haja soluções negociadas e que se respeitem as divergências e o contraditório. A comunidade lutou muito para conquistar a autonomia universitária e garantir uma condução democrática na gestão.
É evidente que convocar a PM para o campus é uma medida autoritária para enfiar goela abaixo da comunidade medidas não debatidas com quem será afetado pelas mesmas. É um enorme retrocesso. A história mostra que quando a PM entra por uma porta a autonomia universitária sai pela outra. Instamos à reitoria que, ao invés de fechar o Consu e chamar a polícia, abra e faça o debate com a comunidade.

 

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Boletim 044/2017

Baixe aqui Boletim do STU, de 28 de setembro de 2017. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Boletim_044_rev2-2.pdf” language=”pt_BR”]

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AO VIVO – Acompanhe a transmissão da reunião do Consu

http://www.cameraweb.rei.unicamp.br/index_camerawebccuec.php

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Boletim do STU 043/2017

Baixe aqui Boletim do STU, de 25 de setembro de 2017. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Boletim_043.pdf” language=”pt_BR”]

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Boletim do STU 042/2017

Baixe aqui Boletim do STU, de 25 de setembro de 2017. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Boletim_042.pdf” language=”pt_BR”]

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Boletim do STU 041/2017

Baixe aqui Boletim do STU, de 21 de setembro de 2017. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Boletim_041.pdf” language=”pt_BR”]

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Assembleia aprova paralisação e manifestação no Consu dia 26

O STU tem denunciado que as políticas de ajustes e as reformas só tem servido para retirar direitos e conquistas dos trabalhadores. Aqui na Unicamp a reitoria só fala nisso. Mas é essa a saída?
A assembleia dos trabalhadores da Unicamp reafirmou que é tarefa da reitoria buscar os recursos devidos à Universidade, inclusive os que tratam de pagamentos de aposentadoria e pensões, que deveriam ser pagas pelo caixa do governo do Estado (conforme a Lei 1010/2007). Ou ainda os recursos devidos pelo governo do Estado desde 2005, conforme o compromisso de aumento em 0,05% do ICMS-QPE para construção do campus de Limeira.
Ao invés de medidas efetivas, a reitoria insiste numa política de ajuste que só prejudica os trabalhadores e a população. E se nega a estabelecer qualquer debate com a comunidade sobre as alternativas à crise.
Por isso a assembleia realizada hoje aprovou a paralisação e a manifestação no próximo dia 26 – quando acontece a reunião do Consu que debaterá a revisão orçamentária.
Nesse Consu, além da revisão orçamentária, a reitoria vai colocar uma nova série de medidas de ajustes.
Além de não discutir com os trabalhadores que estão pagando a conta da crise, essas medidas sequer vêm acompanhadas de um debate de impactos e alternativas. Para o STU, não dá para aceitar que os trabalhadores paguem a crise. Queremos que se discuta o reajuste do auxílio alimentação e que não se aumente a refeição dos estudantes, tirando as condições daqueles que já têm dificuldades de permanecer na Unicamp e necessitam da alimentação. Também não podemos esquecer o reajuste zero e a não reposição de funcionários. Por isso a assembleia indicou que sejam retiradas da pauta essas medidas e aberto um amplo debate com a comunidade.

Mobilização
Para construir o dia 26 é importante que as unidades se organizem. Organize a reunião no seu local de trabalho e avise ao sindicato para discutirmos a mobilização e as saídas para crise. Vamos fazer uma grande manifestação na frente do Consu.

Veja as medidas que devem ser apresentadas pela reitoria no Consu
1-Supressão dos pagamentos aos premiados com o Prêmio Zeferino Vaz, Reconhecimento à Dedicação ao Ensino de Graduação e Prêmio Paepe;
2-Redução linear de 30% em todas as gratificações não incorporadas de docentes e servidores;
3-Supressão das gratificações para os cargos de Coordenadores de Bibliotecas;
4-Aumento nos valores das refeições nos Restaurantes Universitários;
5-Fim da reposição automática de docentes;
6-Autorização para Concurso de Professor Livre-Docente somente após a indicação da disponibilidade de recurso na unidade.

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Boletim do STU 040/2017

Baixe aqui Boletim do STU, de 20 de setembro de 2017. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Boletim_040b.pdf” language=”pt_BR”]

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Nota da FASUBRA contra a decisão da justiça em considerar a homossexualidade uma doença

A FASUBRA Sindical repudia a decisão do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho da 14ª Vara do Distrito Federal, que suspende a resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que proíbe o tratamento psicológico de homossexuais e bissexuais como doença. A resolução, publicada em 1999, é embasada na decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS), que retirou a homossexualidade da lista de doenças.

A Federação pontua que, em toda a história do Brasil, nunca houve uma onda de retrocessos sociais tão perversa. Para a FASUBRA, a decisão da justiça é arbitrária e ofensiva aos movimentos sociais e demonstra descaso com os atos de opressão sofridos pela população LGBT.

A gravidade da situação demonstra claramente uma posição homofóbica por parte do juiz. Para a FASUBRA, a questão de gênero é inerente ao próprio ser humano, o indivíduo deve saber do próprio corpo, não pode ser algo que alguém determine.

O Brasil é o país no mundo que mais mata travestis e transexuais; em 2016 foram notificadas 347 mortes de acordo com o Grupo gay da Bahia (GGB). A preocupação da FASUBRA diante do número de homicídios da população LGBT é de que a decisão do juiz potencialize a situação.

Na última Plenária da Federação, uma técnica-administrativa em educação transgênero relatou a marginalização da população LGBT. Por não encontrar espaço no mercado de trabalho devido a discriminação, muitos trilham o caminho da prostituição, sofrendo diversos tipos de violência, opressão e morte.

Para a FASUBRA, cabe intervenção do Conselho Federal de Medicina, Conselho Federal de Psicologia e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Histórico de intolerância

No Brasil, todas as vezes que as minorias se levantam, surge uma questão científica que reforça o processo de violência. “Foi assim na década de 30 e 40 com processo de embranquecimento, no levante das mulheres para conquistar seu direito a voto e agora na questão LGBT”.

Colocar a ciência para explicar o modo operante de opressão contra as populações minoritárias é comum, e  sobre isto a FASUBRA é totalmente contra. Esse debate extrapola a questão dos ataques de conservadorismo e ao mesmo tempo se configura como um mecanismo de controle do crescimento  de um segmento no país. A população LGBT atualmente é autônoma, independente e também levanta bandeiras além da própria luta, como a defesa da democracia.

A FASUBRA defende uma política de liberdade do indivíduo sobre a sua vida e próprio corpo, como rege a Constituição Federal. “Devemos permanecer atentos para que esse elemento não se torne comum no país e combater arduamente”.

Direção Nacional FASUBRA Sindical

Fonte: Fasubra.

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Análise de conjuntura aponta a unidade para fazer a luta

Os ataques ao funcionalismo público por meio do pacote anti-servidor do governo Temer, para desestruturar carreiras, demitir servidores e instituir a terceirização irrestrita também são alvo de preocupação da Categoria.

A Plenária Nacional da FASUBRA Sindical realizada em Recife-PE, começou na manhã de sábado, 16, com um ato de solidariedade e apoio aos trabalhadores técnico-administrativos em educação demitidos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). “Os trabalhadores e trabalhadoras da Plenária da FASUBRA manifestam solidariedade aos companheiros arbitrariamente demitidos da UNIRIO. Não aceitamos essa perseguição aos sindicalistas. Mexeu com um, mexeu com todos, FORA TEMER”!

Em seguida os representantes das forças políticas da Federação iniciaram a análise de conjuntura. Em pauta a discussão sobre a realização do XXIII Congresso Nacional da FASUBRA, previsto para novembro e a possibilidade de uma greve unificada com as demais categorias do serviço público.

Em uníssono as forças políticas concordam sobre os ataques em curso contra a educação pública, por meio da Emenda Constitucional nº 95 de 2016, congelando investimentos em políticas pública e salários por 20 anos.

Os ataques ao funcionalismo público por meio do pacote anti-servidor do governo Temer, para desestruturar carreiras, demitir servidores e instituir a terceirização irrestrita também são alvo de preocupação da Categoria.

Para o Ministério da Educação, a carreira dos trabalhadores técnico-administrativos em educação do modo que está não interessa ao governo. O plano seria acabar com a identidade dos trabalhadores na universidade.

Para os coordenadores, a democracia, a soberania do país e os direitos da classe trabalhadora estão em risco. O ensaio de sucateamento e desmonte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) pode ser estendido a todas as instituições federais de ensino superior, na ânsia de instituir um projeto privatista.

Indicativo de greve

O coordenador geral Rogério Marzola afirmou a necessidade de reverter a situação e propôs um calendário de lutas. Apontou o diálogo permanente da Federação com o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE) e a perspectiva de organizar uma caravana contra os ataques ao funcionalismo público e a reforma da previdência.

 

Como segundo ponto propôs a construção de uma agenda comum com os setores da educação, definida na reunião do dia 20 de setembro na FASUBRA, para  deflagrar uma posição unitária no dia 05 de outubro.

Como encaminhamento apontou a discussão nas bases do indicativo de greve ainda no mês de outubro e a realização da próxima plenária no Rio de Janeiro, para dar sequência ao ato realizado em Pernambuco. Sugeriu remanejar o Confasubra para ter como calendário de base a luta contra o governo federal.

Protagonismo histórico

Leia Oliveira, coordenadora geral considerou que a Federação deve retomar seu protagonismo histórico, “mostrar à sociedade que estão em disputa dois projetos o modelo de concepção de Estado que nós defendemos e o modelo privatista na faceta mais perversa do neoliberalismo”, disse.

Para a coordenadora, os ataques vão além da PEC da Morte (EC 95/16) que congela em 20 anos as políticas públicas e a reforma trabalhista, que acaba com o concurso público e terceiriza todos os cargos nas universidades.

A votação da reforma da previdência prevista para outubro, segundo Leia, pode desencadear uma reforma da educação, desde o ensino fundamental, médio e superior, instituindo outro modelo de educação a serviço do mercado. “É isso que está em jogo e o Confasubra neste momento é o maior instrumento de mobilização da classe. A greve não atrapalha o Confasubra”. Greve já!

Recompor a unidade

Gibran Jordão, coordenador geral iniciou com uma frase de Lenin, ícone da Revolução Russa que em 2017 completa 100 anos, que fala sobre sonhos e realizações. De acordo com Jordão, há uma grande unidade da burguesia para destruir direitos sociais democráticos no Brasil. “A ofensiva de Temer vai destruir tudo o que conseguimos durante 30 anos”, disse.

Segundo o coordenador, é preciso construir uma grande greve e recompor a unidade que havia no primeiro semestre, resultando na greve geral de 28 de abril. “A primeira aposta do governo era aprovar a reforma da previdência, mas não conseguiu devido a unidade das centrais sindicais e movimentos sociais”.

Para Gibran, o ato em Recife-PE foi muito importante, “mas não é o suficiente, precisamos de milhões nas ruas. É justo e legítimo dar um tempo na disputa interna e adiar o Confasubra, focando as energias para a greve geral”, defendeu.

Ano de resistência

Segundo a coordenadora Fátima Reis, os trabalhadores vivem um dos piores momentos da história se comparado ao período da era do presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), de estado mínimo. “Atualmente, a maioria das forças políticas no Congresso Nacional são contra o serviço público”, disse.

Para a coordenadora, todas as forças têm acordo na leitura da conjuntura, precisando alinhar a forma de luta. Também afirmou que 2017 é o ano de resistência, mesmo diante das diferenças que não devem ser sobrepostas acima da luta. “Os trabalhadores têm que compreender essa realidade e vir para a luta com todos”, disse Fatinha.  

A coordenadora conclamou a realizar um congresso político. “Após um amplo debate o coletivo entende que é necessário jogar peso na reunião com as entidades da educação no dia 20 de setembro, buscar o apoio das centrais sindicais, tirar atividades conjuntas e ir para as ruas”. Segundo Fatinha, as plenárias itinerantes são fundamentais.

Reação em cadeia

Para o coordenador Rolando Malvásio, a carreira dos trabalhadores técnico-administrativos está sendo destruída. O PLS 116/17 que propõe a demissão no serviço público ameaça os trabalhadores técnico-administrativos. “Já estão demitindo militantes, imagina quando esse projeto for aprovado, alguns aqui já estarão no olho da rua”.

Questionou os delegados sobre a disposição de luta da categoria, afirmando as aprovações de projetos pelo governo que prejudicam a classe trabalhadora. “Passou tudo o que o governo quis, qual foi a reação do movimento sindical? Nada, nenhuma”! De acordo com Malvásio, o momento é de reação, colocando de lado todas as diferenças.

“Se é pra perder de pé, vamos perder lutando”, disse o coordenador que se posicionou contrário à realização do Confasubra em novembro e favorável à Greve. “O que não dá é não fazermos nada”!

Decisão de muitos

O coordenador Rafael Pereira iniciou a fala afirmando que não há contradição em fazer a luta e realizar o congresso da Federação. “Não existe nenhuma razoabilidade em acreditar que vamos abrir mão de centenas rodadas de assembleias na base, para discutir como devemos organizar a luta daqui para frente, isso é colocar na mão de poucos a decisão que deve ser de muitos”, disse.

Para o coordenador, a Federação não deve abrir mão de realizar o debate com a base. Cabe aos delegados enviar às bases a discussão,as análises e orientar. “A decisão é da base, a decisão política mais correta é fazer o Confasubra”. Segundo Pereira, o congresso é uma disputa política e as lutas sempre existirão. “Os coletivos políticos que estão aqui nunca deixaram de lutar”, disse.

O coordenador não concordou em retirar a eleição da nova direção da FASUBRA do congresso e afirmou que as instâncias da Federação devem ser respeitadas.

Organizar a luta

A coordenadora Zila Camarões falou sobre as notícias diárias de corrupção e afirmou que o governo Temer deve ser expulso. Fez uma análise positiva da manifestação no dia 14 de setembro, sugeriu indicar a greve para o início de outubro e realizar uma manifestação junto aos metalúrgicos. “Não dá mais pra aceitar esse governo do jeito que está, privatizando tudo”, disse.

Sugeriu a criação de um grupo de trabalho para defender os hospitais universitários, afirmou que a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) não está cumprindo com seu contrato e não está reestruturando os hospitais. “Não vamos abaixar a cabeça, vamos lutar pelos nossos hospitais”, disse.

Para Zila, a luta tem que ser agora e o congresso é o lugar de organizar a luta, “é a nossa vida que está em jogo”, disse. A coordenadora se manifestou favorável a realização do Confasubra em novembro para organizar a luta.

Construir a unidade

A luta independe da realização do congresso, de acordo com a coordenadora Neide Dantas. “O congresso pode e deve ser realizado, porque é o momento em que nós vamos nos fortalecer com um número maior de militantes que estarão fazendo essa disputa interna, inclusive, das nossas posições, mas entendendo que nós vamos caminhar no sentido de construir a unidade, resistência e luta, disse”.

Reafirmou que a organização dos trabalhos nos sindicatos são organizados no momento em que a disputa para ser delegado no Confasubra ocorre nas bases.  Segundo a coordenadora, a carreira dos trabalhadores técnico-administrativos podem ser modificadas por lei ou medida provisória. “Pode ser mês que vem que nós vamos perder anos de esforços de fazer graduação, mestrado, doutorado”, disse.

Segundo Neide, a reforma de previdência pode ser votada começando a valer em novembro, “nós estamos esperando sermos atropelados por essa conjuntura”?

Urgência para mobilizar

A coordenadora Adriana Stella lamentou discutir novamente a realização do congresso. “A nossa prioridade deveria ser hoje estar aqui armando a categoria pra resistir, pra construir a mobilização esse é o foco central”.

Para Adriana, o momento que fortalece o trabalho de base é quando as representações das entidades visitam os diversos locais de trabalho e disputam a consciência da categoria. “A urgência é mobilizar a classe trabalhadora e apontar nossas diferenças, queremos dizer quais são os caminhos que temos que seguir, e quem vai apontar o caminho é o conjunto da categoria”, disse.

Segundo a coordenadora, o congresso serve para armar a categoria, disputar a sociedade e os rumos do país e do mundo. “Para conquistar a classe trabalhadora no projeto de uma outra sociedade, precisamos organizar os debaixo para derrubar os de cima. E esse projeto só se faz indo nas bases conversando com os trabalhadores e trabalhadoras”.

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

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Boletim do STU 039/2017

Baixe aqui Boletim do STU, de 18 de setembro de 2017. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Boletim_039revfinal.pdf” language=”pt_BR”]

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23º Grito Excluídos em Campinas

Atualizado em 06/09/2017, às 19h.

Nesta quinta-feira, 7 de setembro, acontece O Grito dos Excluídos de Campinas. A atividade terá início às 9h, com concentração no Largo do Pará.  

No evento oficial da página do movimento, a descrição reforça que: “Queremos neste Grito do Excluídos, fortalecer as nossas lutas, para exigir nossos direitos e os avanços democráticos que tivemos nas ultimas décadas, fruto das lutas populares sejam respeitados.
Sabemos que o ajuste fiscal imposto pelo governo Temer, as reformas que visam retirar direitos para resolver a crise econômica e o congelamento de investimentos por vinte anos na saúde, educação, seguridade e saneamento, só poderão ser barrados num amplo processo de participação e mobilização de toda a classe trabalhadora. A solidariedade de classe, a organização popular em rede, o trabalho de base se fazem necessários e urgentes, junte-se a nós neste Grito dos Excluídos para, reencontrar estratégias culturais e populares de encantar-se com a luta e a defesa da vida, conquistando direitos e construindo democracia”.

O STU acredita que neste momento político é de extrema importância a participação de todos e todas!

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Boletim do STU – Comissão Eleitoral

Baixe aqui Boletim da Comissão Eleitoral, de 1 de setembro de 2017. [gviewer file=”https://stu.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Boletim_comissao_eleitoral.pdf” language=”pt_BR”]

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Categoria elege nova diretoria do STU

A Comissão Eleitoral divulgou na noite desta sexta-feira (1º) o resultado da votação para a nova diretoria do STU, composta por 27 membros. A eleição aconteceu entre os dias 29 e 31 de agosto nos campi de Campinas, Paulínia, Piracicaba e Limeira.
Participaram do processo 1403 eleitores. Desses, registrou-se 1229 votos válidos, 54 votos em branco e 120 votos nulos.
Após a apuração, a Comissão Eleitoral declarou, nos termos do Artigo 36ª do Estatuto do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, eleitas as seguintes chapas que comporão a diretoria de forma proporcional direta e qualificada entre as chapas inscritas, que obtiveram no mínimo 10% dos votos válidos:
Chapa 1 – Unidade e Luta! VAL Nacional (354 votos), elegendo 8 diretores;
Chapa 2 – Muda STU (260 votos), elegendo 6 diretores;
Chapa 3 – Sindicato Forte Sem Radicalismo (213 votos), elegendo 4 diretores;
Chapa 4 – Alerta: Sindicato Somos Todos Nós (402 votos), elegendo 9 diretores;
Compareceram à apuração dirigentes de sindicatos parceiros, representantes das centrais sindicais, Adunicamp, Fasubra, entre outras entidades.

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Participe do passeio para Jau e Torrinha

O próximo passeio organizado pela Coordenação de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria será para Jau e Torrinha, em 30 de setembro (sábado).

Nessa viagem o almoço custará R$30 e o ônibus R$50 para cada pessoa.

Interessados devem entrar em contato com a secretaria do STU para reservar sua vaga (telefones 3289-4242 / 3521-7412 / 3521-7147).

Fonte: Boletim Especial dos Aposentados.