Categoria Fasubra

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Racismo institucional foi tema de Painel Temático na abertura da Plenária Nacional Estatutária da FASUBRA

A Plenária Nacional Estatutária da FASUBRA Sindical teve início nesta sexta-feira (05), em Brasília-DF, com o Painel Temático Racismo Instucional nas Universidades Brasileiras apresentado por Jupiara Castro, Militante do Núcleo de Consciência Negra da USP e ex-diretora da Federação; Ivanilda Reis, da Coordenação da Mulher Trabalhadora; Paulo Vaz, coordenador de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria; e por Léia de Souza Oliveira, pela Coordenação de Raça e Etnia. A coordenação dos trabalhos ficou a cargo da também coordenadora de Raça e Etnia da FASUBRA, Sônia Baldez.

Léia Oliveira disse que o momento era oportuno para acumular resoluções importantes que comporão o plano de lutas para o próximo período. Para ela, os debates são fundamentais para fazer rumar o país para uma sociedade mais justa e igualitária, o que é propósito da Federação. Ela falou ainda sobre o mito da democracia racial, a importância de dar o recorte de racismo institucional, propôs a elaboração de um diagnóstico sobre a população negra e afrodescendente no âmbito da universidade, abordou a estrutura do estado brasileiro que nunca se preocupou em dar espaço para desenvolvimento dessa população que sempre esteve marginalizada e afirmou que as políticas de cota facilitaram o acesso de negros aos cursos universitários. “Hoje nós temos uma realidade bem melhor que em anos passados. Nós temos políticas e um arcabouço legal que define os direitos dos negros”, afirmou.

Jupiara Castro iniciou sua fala afirmando que o racismo é uma maneira estruturante do capitalismo manter formas de opressão e promover todo tipo de discriminação levando até mesmo ao genocídio da população negra de forma perversa. “Se nossas crianças estão no mundo do crime a responsabilidade é do Estado, que quando não oferece oportunidade para nossos jovens negros joga essa juventude na marginalização. O estado deveria resolver a questão da educação, do trabalho, do lazer, da saúde com políticas públicas eficazes”, argumentou. Exemplificando, ela disse que o racismo ocorre no atendimento a mulheres negras na hora do parto pelos hospitais públicos. “Nega-se à negra a anestesia sob o argumento de que a negra suporta melhor a dor. Isso é racismo institucional”, denunciou. Jupiara defendeu a disputa com os governos Federal, estaduais e municipais de projetos que visem reduzir as desigualdades. “Se nós nos acomodarmos, o que existe de pior na política brasileira vai nos vencer. Temos que fazer a disputa do jeito que sabemos: nas ruas”, concluiu.

Paulo Vaz versou sobre a necessidade da população negra pensar além das conquistas para poder ampliá-las. Também abordou as investidas do capital para fazer com que as pessoas “beneficiadas” esqueçam das não atendidas para evitar a ampliação dos direitos, e manter uma realidade que piora o preconceito na sociedade e só eleva o racismo institucional. O diretor da FASUBRA falou ainda sobre a organização sindical dos negros e negras e disse que é urgente a apreensão dos debates pelos sindicatos. “Nós precisamos aprender a discutir entre nós. Pois nós podemos ter todo o conhecimento, mas só sabe o que é racismo quem confronta essa situação todos os dias.”

Ivanilda Reis, falou sobre a realidade da mulher negra na universidade e disse que a proposta é de que esse segmento dialogue dentro do local de trabalho. “Nós mulheres somos 51% da população, e desse percentual a maioria é negra. Mas isso não se reflete na universidade. Para se ter uma ideia, somente em 2003 nós viemos a ter uma reitora negra”, salientou. Para ela, várias questões enfrentadas pela mulher negra em meio à universidade impedem seu crescimento, tais como falta de creches, dificuldade de ascensão funcional por conta da cor da pele, ocupação de cargos na sua maioria por homens brancos, os cursos considerados de excelência que também oferecem poucas vagas para esse segmento do público feminino, os menores salários e as funções mais humildes. “Assim, a mulher negra não se sente acolhida pela universidade”, afirmou.

Como é de praxe na organização dos eventos realizados pela FASUBRA Sindical, após as explanações os microfones foram abertos para as intervenções dos delegados à plenária. Mais de 20 participantes entregaram os crachás para manifestarem suas opiniões sobre o tema, em dois blocos de falações.

Repúdio

A delegação do Espírito Santo (SINTUFES) apresentou à Plenária denúncia sobre a declaração de um professor do Departamento de Economia da UFES, Manoel Luiz Malaguti, que no dia 3 de novembro de 2014, durante aula ao curso de Ciência Sociais, fez várias colocações de cunho racista e preconceituoso.

Programação

À tarde da sexta-feira foi direcionada para a aprovação das regras que regerão a eleição do Conselho Fiscal, homenagem à TAE Regina Célia Leal – falecida a cerca de 40 dias – e à realização dos informes Nacional e de Base. Para o sábado (6) e o domingo (7) estão programadas discussões sobre Organização Sindical, Conjuntura Nacional (Campanha salarial 2015 e Avaliação das Negociações com o governo), Filiações e ratificação de filiações de entidades à FASUBRA; Aprovação do Regimento do XXII CONFASUBRA/Definição da Pauta do XXII CONFASUBRA; Aprovação das Contas de 2013 e janeiro a junho de 2014; Eleição do Conselho Fiscal; Recomposição da Direção Nacional, de acordo com Artigo 64, Inciso III, na forma contida no Artigo 63 e outros assuntos pertinentes à Categoria, de acordo com o Estatuto no seu Artigo 40, Inciso III.

 

Fotos e texto: ASCOM FASUBRA

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STU apoia a luta dos servidores federais da educação

Paralisação já envolve trabalhadores de 39 universidades em todo o país

Iniciada no dia 17 de março, a greve dos técnico-administrativos em educação das universidades federais, organizada pela FASUBRA, tem se fortalecido a cada dia com as atividades desenvolvidas pelos comandos de greve e na realização de atos e assembleias. Muitos servidores têm saído às ruas para esclarecer a população sobre os motivos da paralisação, para mostrar que a luta da categoria não é só por melhorias salariais, mas também em defesa do serviço público, em especial dos hospitais universitários que vêm sendo sucateados.
As principais reivindicações são: aprimoramento da carreira; ascensão funcional; cumprimento integral do acordo da greve de 2012; turnos contínuos com jornada de trabalho de 30 horas sem redução salarial para manter a universidade aberta nos três turnos; revogação das ONs (Orientações Normativas) que tratam da contagem do tempo especial convertido em tempo comum (insalubridade, periculosidade, penosidade); construção e reestruturação das creches nas universidades para os filhos de trabalhadores, sem municipalização; não à perseguição e criminalização da luta.
Sobre muitos pontos, a categoria aguarda uma resposta do governo há quase 10 anos.
O Planalto segue demonstrando falta de vontade para dialogar com os trabalhadores, o que tem dificultado os avanços na negociação. A greve já dura quase dois meses e conta com a adesão de 39 sindicatos em todo o país.
A unidade dos servidores em educação é fundamental, já que nossa luta é a mesma. E para garantir um serviço de qualidade à população é preciso mais verbas, melhores salários e transparência orçamentária.

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Marcha dos servidores técnico-administrativos das universidades federais,
em Brasília, reuniu cerca de 1.500 trabalhadores no último dia 6.

 

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Fasubra convoca sindicatos para Jornada de Lutas em agosto

A Fasubra convoca os técnico-administrativos de todo o país para uma Jornada de Lutas em agosto, com o objetivo de exigir o atendimento das demandas da categoria em nível nacional. Em documento direcionado às entidades sindicais de base, a Federação alerta sobre a necessidade de organização da categoria junto às atividades do dia nacional de mobilizações convocado pelas centrais sindicais para o próximo dia 30 de agosto. Dessa forma, a Fasubra orienta que os sindicatos se mobilizem ao longo do mês desenvolvendo uma série de ações. A organização da jornada de lutas será discutida hoje em assembleia geral da categoria.

Confira o calendário proposto pela Fasubra:

06/08: Dia Nacional de Luta contra a regulamentação da terceirização;

– 15/08: Paralisação Nacional em defesa da saúde pública gratuita e de qualidade;

– de 26 a 30/08: Semana Nacional de Paralisação com atividades de rua, debates e ações em conjunto com docentes, estudantes e outras categorias.

Confira a pauta específica da Fasubra:

– 10% do PIB para Educação pública, já!;

– 10% do PIB para a Saúde pública, já!;

– Autonomia, só com democracia, democratização das IES;

– Revogação da EBSERH e fortalecimento do SUS e pela não aprovação do PLP 92/07;

– Anulação da Reforma da Previdência e prisão para os mensaleiros;

– Ampliação dos turnos contínuos em todas as IFES para atender por mais tempo a comunidade universitária e a sociedade, com jornada de trabalho de 30 h garantida pelo Decreto Nº 4836/2003;

– Concurso público já, pelo RJU, para todos os níveis da nossa categoria;

– Paridade entre ativos e aposentados.

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Fórum das Seis cobra que a reitoria da Unesp negocie com as categorias em greve

O Fórum das Seis, que congrega as entidades sindicais e estudantis da Unesp, Unicamp, USP e do Centro Paula Souza (Ceeteps), divulgou nota esta semana exigindo que a reitoria da Unesp volte a negociar efetivamente com a representação dos três segmentos da comunidade acadêmica, em greve há mais de três meses.

O Fórum considera que as negociações realizadas até o momento registram poucos avanços e não contribuíram para a solução dos problemas apontados pelos grevistas.

O STU subscreve a nota e reitera apoio à comunidade da Unesp, que vem enfrentando sérios problemas de infraestrutura, condições de trabalho, permanência estudantil e defasagem salarial, além da repressão policial ao movimento de greve.

Confira a nota na íntegra:

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STU participa do dia nacional de lutas em Campinas

Cerca de 400 pessoas participaram do ato que encerrou o Dia Nacional de Lutas e Mobilizações na última quinta-feira (11) no centro de Campinas. Estiveram presentes sindicatos, centros acadêmicos, centrais sindicais, partidos políticos e coletivos estudantis. O STU participou da atividade e marchou, junto com o movimento estudantil e outras entidades que fazem oposição ao Governo Dilma, em direção à Prefeitura de Campinas, onde ocorreu, por volta das 20 horas, a dispersão do ato. Confira as fotos da manifestação (Créditos: Fernanda de Freitas).

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Repúdio à criminalização das lutas nas universidades

A diretoria do STU manifesta repúdio ao processo de criminalização das lutas sociais nas universidades públicas brasileiras, que nesse início de ano teve dois episódios deploráveis.

A primeira: a tentativa da promotora Eliana Passarelli, do Ministério Público de São Paulo, de processar por “formação de quadrilha” os 72 estudantes que foram detidos durante a desocupação da reitoria da USP em 2011. A outra é a ação de reitorias das universidades federais de perseguir, cassar liberações e promover punições e desconto de ponto contra dirigentes sindicais. A Fasubra protocolou denúncia ao Ministério da Educação no último dia 5/2, exigindo providências urgentes.

Da mesma forma que a reitoria Fernando Costa, as administrações das universidades federais se acham acima da lei e buscam coibir as lutas em defesa da educação pública e de melhores condições de trabalho.

Nossa solidariedade aos estudantes da USP e aos técnico-administrativos e dirigentes sindicais das universidades federais. Não às punições e perseguições nas universidades.