Categoria Fasubra

porFernanda de Freitas

Resoluções aprovadas na Plenária Nacional da Fasubra

A Plenária Nacional da FASUBRA Sindical, realizada nos últimos dias 11, 12 e 15 de dezembro, discutiu e deliberou mais de 90 propostas encaminhadas, entre as quais, o adiamento do XXIV CONFASUBRA por um ano e a prorrogação do mandato da atual Direção Nacional e do Conselho Fiscal, em virtude da pandemia da Covid-19. A realização do CONFASUBRA será reavaliada em junho de 2021, conforme o andamento da pandemia e o processo de vacinação no país.

Durante os três dias, técnico-administrativos e técnica-administrativas em educação debateram sobre os mais diversos assuntos, em especial, as dificuldades encontradas em um ano totalmente adverso, suas consequências em todos os setores e os sucessivos ataques aos trabalhadores e trabalhadoras. A Plenária foi online e contou com um total de 146 delegados/delegadas, sendo 63 mulheres e 83 homens, além de oito ouvintes, sete homens e uma mulher, somando 39 entidades.

Além da tentativa de destruição dos serviços públicos, por meio da Reforma Administrativa; das PECs 186 (Emergencial), 187 e 188; dos cortes no orçamento da Educação para 2021; dos ataques à autonomia da IFES; das precariedades das condições de trabalho da categoria na linha de frente de combate à pandemia nos Hospitais Universitários (HU); entre outras políticas de destruição do atual (des)governo, a Plenária aprovou diversas resoluções, campanhas, moções e o calendário de lutas para o próximo período.

Algumas das deliberações aprovadas foram: a manutenção do Estado de Greve contra a Reforma Administrativa e a PEC Emergencial (186); a volta ao trabalho presencial somente com a vacina e com garantias totais de segurança e higiene; a continuidade de ações permanentes contra a Reforma Administrativa e demais PECs e PLs que visem a retirada de direitos das servidoras e servidores públicos; a criação da Campanha Vacinação Geral Já; a luta pela democracia, autonomia e respeito aos reitores e reitoras eleitos e não empossados nas Universidades e Institutos Federais; articulação nacional com entidades e centrais para a construção de uma agenda nacional de luta contra a Reforma Administrativa e PEC Emergencial, priorizando atos regionais e locais em datas unificadas nacionalmente (seguindo os protocolos de saúde e segurança); calendário de mobilização em conjunto com as entidades do FONASEFE, a partir de janeiro, com objetivo de barrar as PECs; manter a pressão nos parlamentares nos Estados; e articulação e fortalecimento de um fórum dos HU para proteção da vida dos profissionais da saúde na linha de frente no combate à Covid-19.

Essas e outras resoluções aprovadas (em sua totalidade) serão divulgadas pela FASUBRA em seu ID – Informe da Direção Nacional. A Federação segue na luta para fortalecer o papel das Instituições Federais de Ensino Superior e de seus trabalhadores/trabalhadoras, na superação do subdesenvolvimento, na busca pela valorização da educação, ciência e tecnologia e na construção de um país melhor.

Confira abaixo o Informe da Direção da Fasubra de 21/12 com todas as resoluções.

Fonte: Fasubra

porFernanda de Freitas

STU integra rede de solidariedade da Fasubra Sindical

O STU em parceria com os movimentos sociais entregou mais de 130 cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade social decorrente da pandemia. A doação integrou a parceria do STU com a Campanha de Solidariedade da Fasubra Sindical.

A entrega aconteceu dia 16/08 para as famílias do Jd. Fernanda e Região e também para os trabalhadores terceirizados da Unicamp.

As doações foram acompanhadas pelas diretoras sindicais, Edith Almeida e Gabriela Barros que levaram o carinho e apoio de toda a diretoria para essas famílias que sofrem pela falta de políticas públicas e sanitárias eficientes no país.

A ONU (Organização das Nações Unidas) já alertou que muita gente vai morrer de fome se não morrer do Coronavírus. No Brasil o desemprego na pandemia continua subindo e chegou a quase 13 milhões de pessoas. Já o número de mortos pela Covid-19 ultrapassou a triste marca de 121 milhões de pessoas.

São milhões de seres humanos afetadas não só pela pandemia como pelo desgoverno de Bolsonaro, que continua demonstrando preocupação em socorrer a economia quando deveria salvar vidas.

O STU soma esforços com entidades sindicais e movimentos populares para auxiliar os trabalhadores e as trabalhadoras que perderam ou tiveram redução em sua renda familiar por conta do empresariado que “está se lixando” para a manutenção dos empregos, pois segue preocupado em proteger seus lucros, como rege a cartilha do governo Federal.

Campanha de Solidariedade: Todas as Vidas Importam – A Vida Acima do Lucro!

Desde o lançamento em âmbito nacional o STU integra a Campanha Fasubra Solidária, que visa promover ações que auxiliem os trabalhadores e trabalhadoras da educação no enfrentamento à pandemia da Covid-19. A intenção da Fasubra é criar uma frente de entidades sindicais para a proteção da vida e pela vida acima do lucro.

Na contramão do mundo, o governo Bolsonaro insiste em não seguir as normas de segurança recomendadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde), troca ministros, pressiona os estados para diminuição do isolamento social e estimula o uso da cloroquina, sem a devida comprovação científica de eficácia, enquanto crescem os números de casos de contaminação e de mortes pela COVID-19.

Faltam políticas de Estado em todos os setores para conter a grave crise sanitária, em especial voltada para os mais vulneráveis que sequer conseguem sacar o auxílio emergencial devido à burocracia.

O governo deixa a desejar no controle da pandemia e expõe milhões de brasileiros e brasileiras ao Coronavírus, à fome e à morte com sua política genocida. Somado a esses fatores, mantém os constantes ataques à classe trabalhadora, com a aprovação de projetos que retiram direitos e diminuem salários.

O Brasil beira ao caos e a Fasubra Sindical sentiu a necessidade de colaborar para garantir condições adequadas de trabalho aos trabalhadores e trabalhadoras da educação.

A Campanha de Solidariedade da Fasubra inicialmente focou na aquisição e distribuição de EPIs, mas depois foi ampliada conforme as necessidades foram identificadas pelas entidades de base em cada região.

Como doar?

A Campanha de Solidariedade do STU arrecada itens de saúde, como EPI’s para os trabalhadores que atuam no combate à Covid-19; cestas básicas; produtos de higiene, de limpeza entre outros.

Recebemos na sede nova (ao lado da Adunicamp), sem contato físico, doações dos itens mencionados. E se você não tem como levar, retiramos no local indicado. Em ambos os casos, entrega na sede ou retirada em casa, basta entrar em contato e agendar a visita pelo WhatsApp (19) 99744-4890.

Acreditamos que nesse momento de pandemia, que tem feito as famílias perderem suas rendas somada à burocracia do governo Federal em liberar verbas para renda emergencial, é fundamental ampliarmos essa rede.

Também é possível fazer transferência ou depósito bancário de qualquer valor, para a conta do STU.

  • Banco: Caixa Econômica Federal
  • Agência: 2966
  • Operação: 003
  • Conta Corrente: 515-3
  • CNPJ: 66.072.414/0001-34

Fotos: divulgação

porFernanda de Freitas

FASUBRA | Educação promove mobilizações em todo o país contra os cortes no orçamento de 2021

No dia 17/09 (quinta-feira) frentes parlamentares em defesa da educação, entidades sindicais e estudantis do setor, entre elas a FASUBRA Sindical, promovem um grande ato nacional contra os cortes anunciados pelo governo na proposta de Orçamento para 2021, que representam R$ 1,4 bilhão a menos para as IFES (Instituições Federais de Ensino), o que equivale a uma redução de 18,2% em relação ao Orçamento de 2020. No total, os cortes podem alcançar R$ 4,2 bilhões e afetar todas as áreas do Ministério da Educação.

O ato será virtual com o lançamento de um manifesto conjunto neste dia, dando início a uma ampla campanha em defesa dos recursos para a educação, que deve durar até a votação do Projeto de Lei Orçamentária Anual 2021, que tem que ocorrer até o final do ano.

A proposta orçamentária poderá sofrer alterações durante a tramitação no Congresso Nacional e é necessário muita mobilização para pressionar os parlamentares, nesse sentido.

Participam do ato as frentes: Frente Parlamentar Mista da Educação, Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais, Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, Frente Parlamentar em Defesa do Plano Nacional de Educação, Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública e em Respeito ao Profissional de Educação e Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura. Entre as entidades estão: Andifes, Proifes, Observatório do Conhecimento, UNE, Ubes, Fenet, Sinasefe, CNTE, Conif, SBPC e FNPE.

A FASUBRA Sindical reforçará a luta contra os cortes, já que a Educação e a Saúde são as áreas protagonistas no combate a maior crise sanitária da história. As Universidades, os Institutos Federais e os Hospitais Universitários, por meio do SUS, salvam vidas diariamente.

O setor da Educação, por meio da ciência e da pesquisa, atua na busca por uma vacina e também tem sido responsável pela produção de testes para identificar o vírus, além de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), protótipos de respiradores, álcool em gel, fármacos, entre outros. Já os Hospitais Universitários em todo o país acolhem os pacientes acometidos pela doença, mesmo com toda a precarização e a falta de investimentos ao longo dos últimos anos.

Nos dias 17 e 18 de agosto, a Direção Nacional (DN) aprovou uma agenda e um plano de lutas para derrotar os novos ataques do governo à educação e ao serviço público. Além dos cortes, a Federação defende a imediata revogação da EC 95, a derrota da reforma administrativa e a luta contra o retorno ao trabalho presencial, sem segurança. Para isso, a DN da FASUBRA orienta as entidades de base a realizarem Assembleias Gerais até o dia 4 de setembro.

Vai ter luta! Fora Bolsonaro e Mourão!

Fonte: Fasubra Sindical

porFernanda de Freitas

Plenária Nacional da Fasubra

A Direção Nacional da FASUBRA, convoca as entidades de base para a realização da Plenária Nacional da FASUBRA que será realizada nos dias 14 e 15 de setembro, na UnB – auditório ADUNB, para debater os ataques do governo contra a educação e às entidades sindicais.

Pauta:

  • Informes: da Direção e da Base;
  • Ataque à Educação;
  • Conjuntura Nacional e Internacional;
  • Impactos dos cortes na educação;
  • Análise do Projeto Future-se;
  • Reforma da Previdência no Senado;
  • Cortes das consignatárias;
  • Calendário;
  • Outros assunto.

A diretoria do STU já está discutindo e em breve soltará informe sobre nossa participação no encontro.

porFernanda de Freitas

Nota de Pesar

É com profundo pesar que o STU comunica o falecimento da Sra. Ana Augusta dos Santos Ribeiro,  mãe do diretor da Fasubra, João Paulo Ribeiro (JP), ocorrido nessa terça-feira (28). O sepultamento está ocorrendo no Cemitério Campos dos Amarais em Campinas e ao meio dia haverá um culto. O enterro está previsto para às 13h.

JP já integrou a diretoria do STU por diversas gestões e atualmente está na Coordenação Jurídica e de Relações do Trabalho da Fasubra.

A diretoria do STU lamenta e expressa os sentimentos de condolências à família e amigos do companheiro JP pelo falecimento de uma pessoa querida.

porFernanda de Freitas

Haddad envia carta à FASUBRA e outras entidades com propostas para a educação

Após o encontro da FASUBRA, do ANDES, da ANPG, do SINASEFE e da UNE com Fernando Haddad, na sexta-feira (19), o candidato enviou às entidades uma carta reafirmando o seu compromisso com a revogação das reformas aprovadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer e com outras propostas colocadas pelos representantes do sistema federal de ensino durante a reunião.

Segundo ele, a educação será uma das prioridades de sua possível gestão, visando investir 10% do PIB no setor.

Haddad também se coloca à disposição para o diálogo com os movimentos, a fim de debater sempre que possível as reivindicações voltadas à defesa de uma universidade pública e de qualidade para todos e todas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Fasubra (Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)

 

 

 

 

porFernanda de Freitas

Universidades ameaçadas por Bolsonaro: FASUBRA orienta parar as atividades e ir às ruas

COMUNICADO URGENTE!

UNIVERSIDADES AMEAÇADAS POR CANDIDATO BOLSONARO

A FASUBRA ORIENTA PARAR AS ATIVIDADES E IR ÀS RUAS EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DA  AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA

O candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) já não esconde mais os ataques planejados contra as universidades federais. A equipe econômica do político, liderada por Paulo Guedes, divulgou que em caso de vitória irá cobrar mensalidades nas instituições, com a argumentação de que a maioria das vagas das universidades federais é ocupada por estudantes que cursaram escolas particulares e, portanto, integrantes de famílias que poderiam arcar com mensalidades. Porém, segundo um estudo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior  -Andifes, de 2016, revelou que dois em cada três estudantes de universidades federais são de classe D e E. Feito com base em entrevistas de 2014 com graduandos, o estudo mostra que 66,2% dos alunos vinham de famílias cuja renda não ultrapassava 1,5 salários mínimo per capita. Além de contrariar a Constituição Federal, que garante a gratuidade do ensino público.

Bolsonaro prevê ainda mudança na forma da escolha dos reitores, ferindo de morte a autonomia universitária e a paridade, onde foi conquistada, desrespeitando a lista tríplice e comprometendo ainda mais as pesquisas nas universidades públicas do Brasil.

O candidato, afirma que ira impedir gestões “aparelhadas pela ideologia de esquerda” e identificando “quem é quem” nas universidades federais para segundo ele impedir gestões democráticas. Já em entrevista a um canal de televisão, disse que os brasileiros têm “tara” pelo diploma superior e que seria melhor se muitos deles buscassem apenas o ensino profissionalizante, para atuar em áreas como conserto de eletrodomésticos e mecânico de automóveis.

E não só os (as) estudantes serão prejudicados com uma possível eleição do representante da extrema-direita no país. Os (as) trabalhadores(as) técnicos(as) administrativos(as) das instituições federais correm sérios riscos de ter os seus direitos atingidos. O vice de Bolsonaro, Mourão (PRTB), manifestou publicamente o desejo de acabar com a estabilidade no serviço público, aproximando a categoria das regras aplicadas na iniciativa privada e o fim do 13º salário.

Mourão, criticou de forma enfática o 13º salário e o adicional de férias, ao mostrar que está do lado oposto do que espera o (a) trabalhador (a). O programa de Bolsonaro prevê a manutenção da EC 95, que prevê Congelamento de gastos públicos, a manutenção da lei da terceirização irrestrita e a entrega definitiva dos HU´s à iniciativa privada. Com estas medidas, nossa carreira estará profundamente prejudicada, pois com a manutenção da EC 95, não haverá investimento as universidades.

É bom relembrar que a FASUBRA encaminhou a todos os candidatos a plataforma que foi aprovada em nossa plenária e, deste candidato, não obteve nenhuma resposta. Por essas e outras, é preciso fazer frente a um projeto político que representa tantos retrocessos. Na votação do próximo domingo, dia 28, a FASUBRA reitera a deliberação da nossa plenária defesa da democracia e voto na candidatura do campo da esquerda, a candidatura de Fernando Haddad (PT) e Manuela (PC do B).

Diante deste cenário, de possíveis ataques às universidades, a FASUBRA orienta a intensificação das ações propostas em defesa da democracia, da universidade pública, e ainda onde for possível manter a paralisação até sexta feira.

 

  1. Realizem assembleias, ainda no dia de hoje;
  2. Manter a paralisação por 48 h (quinta e sexta feira) e ir ruas;
  3. Realizar aulas públicas nas praças; 
  4. Participar das atividades com as demais entidades em defesa da democracia, da autonomia universitária e contra a cobrança mensalidades.

 

O futuro do país e das universidades públicas está em nossas mãos, não podemos como trabalhadores da educação, deixar de prestar este serviço à sociedade

 

Em defesa de uma sociedade Justa e Igualitária.

FASUBRA na Luta sempre!

Fonte: Fasubra

porFernanda de Freitas

FASUBRA orienta as entidades de base para o 2º turno

A votação do último domingo (7) decidiu por um segundo turno entre Fernando Haddad, do PT, e Jair Bolsonaro, do PSL, na corrida presidencial. A próximas três semanas serão decisivas. No segundo turno configuram-se dois projetos distintos para a classe trabalhadora. Bolsonaro mantém o projeto Temer, “Ponte para o Futuro”, com requintes ainda mais à direita. O candidato do PSL anuncia – através de seu mentor político Paulo Guedes – em seu programa de governo a entrega de estatais e desmonte do serviço público. Guedes já afirmou, mais de uma vez, dentre outros ataques, que pretende privatizar “todas” as estatais. Sendo assim, as Instituições Públicas de Ensino estão claramente em xeque.

Esta é a proposta política para reduzir o gasto público. Aliado a isso, Bolsonaro mantém seu discurso contra as minorias. Das candidaturas alternativas do campo da esquerda, Fernando Haddad foi o escolhido nas urnas para o segundo turno. Portanto, entendemos que neste momento temos que cerrar fileiras para enfrentar o autoritarismo e o conservadorismo da direita. A FASUBRA, seguindo a deliberação congressual, na defesa da democracia, indica o apoio à candidatura que expressa essa política. Neste caso, a candidatura de Haddad (PT) e Manuela (PCdoB).

Porém, a Federação mantém a sua independência e autonomia política, para cobrar que o PT não cometa os mesmos erros, fazendo as mesmas alianças dos governos anteriores. A aliança terá que ocorrer com a classe trabalhadora. Nesse sentido, a FASUBRA, independente do governo, estará nas ruas para cobrar as revogações das reformas que atacam o direito da classe trabalhadora e em especial do serviço público.

A tarefa agora é intensificar as mobilizações para impedir que o outro candidato, identificado com a extrema-direita, possa ocupar o posto político de maior importância do país. Afinal, quase 50 milhões de brasileiros – 46% do eleitorado – mostraram-se favoráveis às ideias fascistas desse candidato, o que alerta para um cenário bastante preocupante. Seguindo as deliberações do último congresso, a FASUBRA Sindical orienta as entidades de base que convoquem assembleias na próxima semana para a construção ou participem de comitês em defesa da democracia. É fundamental reforçar que os(as) trabalhadores(as) se oponham frontalmente a Bolsonaro nas urnas e estejam presentes em atos organizados pelas centrais e pelas entidades do FONASEFE.

Analisando os nomes eleitos para deputados e senadores, vemos que a nova formação do Congresso Nacional promete ser tão conservadora quanto a anterior. Com uma renovação de 47,3% na Câmara e 85% no Senado. Os partidos que participaram do golpe em 2016 foram os que mais perderam cadeiras. Lamentavelmente, a maioria das cadeiras no Legislativo ficaram entre partidos que se alinham com o projeto conservador de direita.

Não há dúvidas de que no próximo período iremos às ruas para garantir nossos direitos e conquistas, para evitar que o Brasil retroceda todos os direitos sociais e trabalhistas. A hora de se mobilizar é agora! Vamos às ruas para gritar #elenão, #elenunca! A democracia não pode esperar! Para tanto, a FASUBRA orienta:

1. Que as direções das entidades de base realizem uma reunião esta semana para analisar o resultado
do primeiro turno e discutir voto contra o fascismo no segundo turno;
2. Que as entidades de base convoquem AG´s, para construção e/ou participação dos comitês
estaduais em defesa da democracia;
3. Nenhum voto a Bolsonaro e no fascismo;
4. Participação em todos os atos em defesa da democracia – ato dia 20/10;
5. Participar do calendário convocado pelas centrais;
6. Realizar nas entidades de base, neste período, debates sobre opressões, para responder aos ataques
da candidatura Bolsonaro e preparar os delegados para encontros da FASUBRA de mulheres, negros e
LGBTIs.

porFernanda de Freitas

Encontro de Aposentados da Fasubra aponta retomada da luta contra Reforma da Previdência

Encontro de Aposentados da Fasubra (Imagem: Jesiel Araujo)

A Fasubra realizou o “5º Encontro Nacional de Aposentadas(os) e Aposentandas(os) – Viver, Lutar e Resistir”, entre os dias 27 e 29 de setembro, em Brasília/DF.

As diretoras Cleusa Schetini e Sandra Ramos, da Coordenação de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria do STU, participaram do encontro que teve como discussão principal a retomada da luta contra a Reforma da Previdência com base numa análise de conjuntura das pautas defendidas por alguns presidenciáveis nestas eleições gerais. A intenção foi organizar a luta contra os ataques aos direitos dos servidores públicos, especialmente os aposentados.

O encontro discutiu também o Plano de Saúde e o Estatuto do Idoso, Qualidade de vida e a preparação para a aposentadoria, a implantação de auxílio alimentação, a recuperação e projeto memória da federação, entre outras lutas que permeiam a categoria.

Ao final do encontro foi elaborada uma carta com orientações para a Fasubra em relação à elaboração de ações que defendam os direitos dos aposentados públicos federais, estaduais e municipais.

porFernanda de Freitas

FASUBRA promove II Seminário Nacional da Mulher Trabalhadora

A Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA) realiza, nos dias 20 e 21 de outubro, o II Seminário Nacional da Mulher Trabalhadora. O evento acontece de 9h às 18h em Brasília. O local está sendo definido e deverá ser divulgado na próxima semana.

Entre os temas abordados, estão a descriminalização do aborto e o debate sobre a necessidade de creches nas instituições públicas de ensino. A programação conta ainda com atividades culturais, oficinas, confraternizações e grupos de trabalho mais específicos, voltados, por exemplo, a mulheres negras e da comunidade LGBTI.

É fundamental compreender que as discussões são de grande importância em um momento de profundas reivindicações sociais no país.

 

porFernanda de Freitas

Seminário “Os rumos das Universidades Públicas

A diretoria do STU convida todos para o Seminário: “Os rumos das Universidades Públicas”, amanhã (12), das 8h30 às 16h, na sala Multiuso da Adunicamp. Será discutido o papel da Universidade Pública frente à conjuntura atual, a situação político-econômica do país, a luta em defesa do Serviço Público e da valorização do servidor público. Além de tirar indicativos para a diretoria.

Confira a programação e venha debater conosco!

 

PROGRAMAÇÃO

8h30: Abertura – (Coordenação Geral do STU)

9h: Mesa 1: Análise de conjuntura e as politicas de reformas do governo Temer

  • Convidados: Prof. José Dari Krein (Instituto de Economia), Carlos Artioli (CTB), Jupiara Castro (ex dirigente da  Fasubra e Sintusp) e José Reinaldo Braga (Unicamp).

10h: Mesa 2: Esquerda x Direita no mundo e no Brasil e como têm sido as atuações nos sindicatos  nestes cenários

  • Convidados: Reginaldo Bispo Pereira (representante da (Organização de Libertação do Povo Negro), Jupiara Castro (ex-dirigente da Fasubra e Sintusp) e José Reinaldo Braga (Unicamp)

Intervalo para almoço

13h30: Mesa 3: Desmonte das universidades publicas, em particular as universidades paulistas e a relação com os trabalhadores

  • Convidados: Representantes do STU e Fasubra

16h: Encerramento

 

 

porFernanda de Freitas

Vem aí o 23º Congresso Nacional da Fasubra Sindical

Entre os dias 6 e 11 de maio de acontece o 23º Confasubra (Congresso Nacional da Fasubra Sindical), em Poços de Caldas/MG.

Nesses dias os trabalhadores técnico-administrativos das Universidades e Instituições Públicas Federais, Estaduais e Municipais discutirão a organização da luta tendo como objetivo a definição de um plano de lutas para o biênio 2018/2019.

Foram inscritas nove proposições de teses para defesa e discussão no Confasubra. Cada documento contém propostas relevantes em nível local, estadual e internacional. O regimento do congresso e as teses já estão disponíveis no site da federação (www.fasubra.org.br).

No encontro serão discutidos temas como a conjuntura nacional e internacional, Educação, o Projeto Universidade Cidadã e Hospitais Universitários e a luta contra as opressões (mulheres, LGBT, raça e etnia).

Os temas específicos para discussão durante o congresso estão divididos entre: organização e estrutura Sindical, as relações de trabalho, 100 anos da Revolução Russa e da primeira Greve Geral no Brasil (1917), assuntos de aposentadoria e aposentados e a comunicação contra hegemônica. A alteração estatutária e a prestação de contas também serão apresentadas e ao final, ocorre a eleição da Direção Nacional e Conselho Fiscal.

O Confasubra é a instância máxima de deliberação da Fasubra e deve ser realizado a cada dois anos, de acordo com o Estatuto. O congresso é soberano para deliberar sobre qualquer proposta, desde que esteja incluída no temário do evento.

 

Eleição de Delegados da Unicamp

As assembleias para eleição de delegados da Unicamp ao Confasubra já estão marcadas  e a pauta será a) Informes da Campanha Salarial; b) apresentação de teses e c) Escolha dos delegados ao Confasubra.

Diferente do que foi divulgado, as datas sofreram alteração para se enquadrar ao regimento do congresso.

Confira as novas datas:

23/04 (segunda-feira)

  • 9h: 1ª chamada / 9h30: 2ª chamada – Limeira (Auditório FT)
  • 15h: 1ª chamada / 15h30: 2ª chamada – Piracicaba(Sala Seminário Ondonto/Pediatria)

 

24/04 (terça-feira)

  • 8h30: 1ª chamada / 9h: 2ª chamada – CPQBA/Paulínia (Refeitório)
  • 12h: 1ª chamada / 12h30: 2ª chamada – Campinas (Ciclo Básico)

 

 

 

Fonte: com informações do site da Fasubra (www.fasubra.org.br)

 

porFernanda de Freitas

STU apoia nota da Fasubra que repudia chacina no RJ

Nossa Assembleia Geral, realizada terça-feira à tarde (27) aprovou que o STU apoie a Nota de repúdio à chacina de cinco jovens em Maricá-RJ da Fasubra Sindical que exige apuração do crime contra cinco jovens e se indigna com a violência no Rio de Janeiro e em todo o país que extermina a juventude.

Confira abaixo o documento na íntegra:

Nota de repúdio à chacina de cinco jovens em Maricá-RJ

A FASUBRA Sindical repudia veementemente a chacina de cinco jovens na cidade de Maricá-RJ, ocorrida no último domingo, 25. Sávio de Oliveira de 20 anos, Matheus Bittencourt, de 18, Marco Jhonata, de 17, Matheus Baraúna, de 16 e Patrick da Silva Diniz foram assassinadas a tiros dentro do conjunto residencial Carlos Marighella, onde moravam.

As características do crime e diversas denúncias indicam que a morte dos jovens tenha sido  por ação policial. As armas utilizadas eram pistolas calibre 380, todos os tiros foram desferidos na cabeça das vítimas e seus corpos perfilados.

O local da barbárie é uma unidade do programa “Minha casa, minha vida”, no distrito de Itaipuaçu, destinado à população de baixa renda. Os jovens foram sepultados na tarde de segunda-feira, 26, no cemitério municipal de Maricá-RJ, em clima de dor e indignação.

A Federação exige apuração do crime contra os cinco jovens e se indigna com a violência no Rio de Janeiro e em todo o país que extermina a juventude. Neste momento é importante tomar as ruas em defesa do direito à vida, em defesa dos direitos sociais, assolados pela violência e Estado de exceção estabelecidos no país.

Maricá presente!

Direção Nacional FASUBRA Sindical

 

porFernanda de Freitas

Fasubra questiona o governo sobre extinção de cargos, negociação salarial e reestruturação da carreira

Em reunião com o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG) nesta manhã, 19, a FASUBRA Sindical solicitou resposta as cláusulas do Termo de Acordo da Greve de 2015, ainda não cumpridas. Questionou o decreto do governo que extingue mais de 60,9 mil cargos entre outras questões. O evento ocorreu na sede do ministério no Bloco C, na capital federal com o secretário de Gestão de Pessoas, Augusto Chiba e equipe.

A FASUBRA sugeriu que as respostas sejam formais, destacando cada cláusula do Acordo, e os encaminhamentos. Cobrou ainda um prazo para essa resposta.. A equipe do governo indicou a próxima reunião para o dia 28 de fevereiro, que ainda será confirmada. “O Ministério da Educação ainda não deu retorno e o período de férias atrapalha as discussões”, afirmou Chiba.

 

 

 

Decreto 9.262/18

A extinção dos 60,9 mil cargos da administração pública e a proibição de novos concursos públicos, segundo a FASUBRA, desrespeita a  cláusula sétima do Termo de Acordo de 2015 que discute o aprimoramento da carreira, foi questionado pela FASUBRA.

Na ocasião, a Federação alegou ausência de diálogo com a Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC), que discute o processo de racionalização, atribuições de cargo e requisitos de ingresso dos trabalhadores técnico-administrativos em educação, previsto na Lei 11.091/2005. “O erro grave é ter feito um decreto que descumpre o acordo em curso, configurado na cláusula sétima, atropelando o processo. Cargos de fundamental importância para os institutos foram extintos ou impedidos de fazer concursos”.

O secretário de Gestão de Pessoas afirmou que não conseguiria discutir a racionalização dos cargos com todas as categorias. “Não consigo fazer isso com todo mundo. Se a gente cometeu algum erro grave, podemos voltar atrás”, disse Chiba.

A FASUBRA sugeriu criar uma oficina com a participação do MPDG, do MEC e dos gestores das instituições, para discutir sobre os cargos extintos e a proibição de novos concursos públicos. “Queremos que o governo ouça os argumentos dos trabalhadores sobre todos os cargos, junto aos gestores’.

Chiba se comprometeu a conversar com o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) sobre a possibilidade.

 

VBC

A  Federação questionou o comunicado da Secretaria de Gestão do Pessoas do Planejamento aos dirigentes de recursos humanos das instituições de ensino superior públicas, que orienta a absorção do Vencimento Básico Complementar (VBC), disposto no artigo 15 da  Lei 11091/15. A medida afeta diretamente o rendimento de parte dos trabalhadores técnico-administrativos em educação.  

A FASUBRA propôs a suspensão do comunica e argumentou que a medida não pode incidir sobre benefícios da Carreira, como o incentivo a qualificação e capacitação. A absorção do VBC é legal apenas no caso de reorganização ou reestruturação da carreira e ou tabela remuneratória. No entanto, em todos os termos de acordos foi incluído que não haveria absorção. 

A equipe da Secretaria de Gestão do Pessoas expressou dúvidas quanto ao alcance e impacto da medida sobre o VBC. De acordo com os integrantes da equipe ministerial, a questão será encaminhada à consultoria jurídica do Planejamento com regime de urgência e o comunica provavelmente será suspenso.  

 

Representação da Ebserh

A  FASUBRA resgatou o histórico de participação na Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a exclusão de  forma unilateral  da entidade no processo negocial.

A Federação declarou o direito democrático de participação na mesa de negociação. “Não queremos excluir ninguém, e nem queremos ser excluídos. Queremos o direito democrático de participar”. Os coordenadores afirmaram que a  entidade classista tem condições legais de representação dos trabalhadores dos hospitais universitários.

A equipe do governo solicitou que a reivindicação da FASUBRA seja entregue via documento, de forma detalhada, para envio de resposta do Planejamento.

 

Reestruturação das carreiras

A proposta de reestruturação das carreiras por parte do governo federal via projeto de lei também foi citada pela FASUBRA. Os coordenadores questionaram o que de fato muda no Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE).

De acordo com a equipe, o governo pretende fazer um movimento de fusão das carreiras. “As estatais já tem isso formatado, mas devido ao tempo, isso está comprometido. O projeto de lei pode não ser encaminhado  neste ano”. A previsão do projeto ser enviado ou não ao Congresso Nacional é no final de fevereiro. “O propósito do ministério é colocar isso no congresso, em especial a agenda da educação”.  

 

Abertura de negociação salarial

Na ocasião, os coordenadores solicitaram a abertura de negociação salarial, após apresentar todo o contexto da Categoria desde o último acordo de greve (2015), a consequente perda salarial e a situação da Carreira, que apresenta o menor piso salarial e teto do Poder Executivo. 

A equipe do Planejamento observou a legitimidade do pleito para abertura do processo de negociação e o esforço pela legalização da negociação coletiva (PL 3.831/2015) na administração pública. O  presidente Michel Temer vetou o projeto no final de 2017, atualmente o Veto nº 44/2017 aguarda a apreciação do congresso.

A secretaria também ponderou dificuldades devido à política de ajuste fiscal do governo, porém, solicitou que a Federação encaminhe o pedido de abertura de negociação salarial via documento, para oficializar a solicitação.

Ao final, a FASUBRA destacou a força da Categoria na luta por direitos. “Somos aguerridos em defesa dos nossos direitos e a Carreira para a categoria é uma conquista que não deve ser solapada”.

 

Fonte: FASUBRA Sindical

porFernanda de Freitas

Nota de Pesar: companheiro Paulo Henrique (PH)

Companheiro Paulo Henrique, presente!

É com imensa dor e tristeza que a FASUBRA Sindical informa o falecimento do companheiro Paulo Henrique Rodrigues dos Santos, conhecido como PH aos 61 anos, nesta manhã, 04.

Natural de Araguari-MG, Santos deixa familiares e amigos.

Lotado na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) em Minas Gerais, o trabalhador técnico-administrativo em educação militou por 28 anos no Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Federais de Ensino Superior de Uberlândia (SINTET-UFU). Também militou pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).

PH foi coordenador geral da FASUBRA Sindical durante quatro gestões, de 2002 a 2004, de 2004 a 2006, de 2009 a 2011 e de 2012 a 2014 e coordenador Jurídico na gestão de 2006 a 2008. Lutou em defesa de melhores condições de vida, de salário, de trabalho e em especial por uma universidade pública, gratuita e autônoma.

Paulo Henrique participou ativamente do processo de construção do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE), no âmbito das instituições federais de ensino vinculadas ao Ministério da Educação, (Lei 11.091/05).

A FASUBRA Sindical vem a público manifestar total solidariedade à família e amigos.

Companheiro Paulo Henrique, presente!

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

 

Obs.: A diretoria do STU lamenta o falecimento e se solidariza com familiares e amigos do companheiro PH.

poradmin

Análise de conjuntura aponta a unidade para fazer a luta

Os ataques ao funcionalismo público por meio do pacote anti-servidor do governo Temer, para desestruturar carreiras, demitir servidores e instituir a terceirização irrestrita também são alvo de preocupação da Categoria.

A Plenária Nacional da FASUBRA Sindical realizada em Recife-PE, começou na manhã de sábado, 16, com um ato de solidariedade e apoio aos trabalhadores técnico-administrativos em educação demitidos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). “Os trabalhadores e trabalhadoras da Plenária da FASUBRA manifestam solidariedade aos companheiros arbitrariamente demitidos da UNIRIO. Não aceitamos essa perseguição aos sindicalistas. Mexeu com um, mexeu com todos, FORA TEMER”!

Em seguida os representantes das forças políticas da Federação iniciaram a análise de conjuntura. Em pauta a discussão sobre a realização do XXIII Congresso Nacional da FASUBRA, previsto para novembro e a possibilidade de uma greve unificada com as demais categorias do serviço público.

Em uníssono as forças políticas concordam sobre os ataques em curso contra a educação pública, por meio da Emenda Constitucional nº 95 de 2016, congelando investimentos em políticas pública e salários por 20 anos.

Os ataques ao funcionalismo público por meio do pacote anti-servidor do governo Temer, para desestruturar carreiras, demitir servidores e instituir a terceirização irrestrita também são alvo de preocupação da Categoria.

Para o Ministério da Educação, a carreira dos trabalhadores técnico-administrativos em educação do modo que está não interessa ao governo. O plano seria acabar com a identidade dos trabalhadores na universidade.

Para os coordenadores, a democracia, a soberania do país e os direitos da classe trabalhadora estão em risco. O ensaio de sucateamento e desmonte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) pode ser estendido a todas as instituições federais de ensino superior, na ânsia de instituir um projeto privatista.

Indicativo de greve

O coordenador geral Rogério Marzola afirmou a necessidade de reverter a situação e propôs um calendário de lutas. Apontou o diálogo permanente da Federação com o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE) e a perspectiva de organizar uma caravana contra os ataques ao funcionalismo público e a reforma da previdência.

 

Como segundo ponto propôs a construção de uma agenda comum com os setores da educação, definida na reunião do dia 20 de setembro na FASUBRA, para  deflagrar uma posição unitária no dia 05 de outubro.

Como encaminhamento apontou a discussão nas bases do indicativo de greve ainda no mês de outubro e a realização da próxima plenária no Rio de Janeiro, para dar sequência ao ato realizado em Pernambuco. Sugeriu remanejar o Confasubra para ter como calendário de base a luta contra o governo federal.

Protagonismo histórico

Leia Oliveira, coordenadora geral considerou que a Federação deve retomar seu protagonismo histórico, “mostrar à sociedade que estão em disputa dois projetos o modelo de concepção de Estado que nós defendemos e o modelo privatista na faceta mais perversa do neoliberalismo”, disse.

Para a coordenadora, os ataques vão além da PEC da Morte (EC 95/16) que congela em 20 anos as políticas públicas e a reforma trabalhista, que acaba com o concurso público e terceiriza todos os cargos nas universidades.

A votação da reforma da previdência prevista para outubro, segundo Leia, pode desencadear uma reforma da educação, desde o ensino fundamental, médio e superior, instituindo outro modelo de educação a serviço do mercado. “É isso que está em jogo e o Confasubra neste momento é o maior instrumento de mobilização da classe. A greve não atrapalha o Confasubra”. Greve já!

Recompor a unidade

Gibran Jordão, coordenador geral iniciou com uma frase de Lenin, ícone da Revolução Russa que em 2017 completa 100 anos, que fala sobre sonhos e realizações. De acordo com Jordão, há uma grande unidade da burguesia para destruir direitos sociais democráticos no Brasil. “A ofensiva de Temer vai destruir tudo o que conseguimos durante 30 anos”, disse.

Segundo o coordenador, é preciso construir uma grande greve e recompor a unidade que havia no primeiro semestre, resultando na greve geral de 28 de abril. “A primeira aposta do governo era aprovar a reforma da previdência, mas não conseguiu devido a unidade das centrais sindicais e movimentos sociais”.

Para Gibran, o ato em Recife-PE foi muito importante, “mas não é o suficiente, precisamos de milhões nas ruas. É justo e legítimo dar um tempo na disputa interna e adiar o Confasubra, focando as energias para a greve geral”, defendeu.

Ano de resistência

Segundo a coordenadora Fátima Reis, os trabalhadores vivem um dos piores momentos da história se comparado ao período da era do presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), de estado mínimo. “Atualmente, a maioria das forças políticas no Congresso Nacional são contra o serviço público”, disse.

Para a coordenadora, todas as forças têm acordo na leitura da conjuntura, precisando alinhar a forma de luta. Também afirmou que 2017 é o ano de resistência, mesmo diante das diferenças que não devem ser sobrepostas acima da luta. “Os trabalhadores têm que compreender essa realidade e vir para a luta com todos”, disse Fatinha.  

A coordenadora conclamou a realizar um congresso político. “Após um amplo debate o coletivo entende que é necessário jogar peso na reunião com as entidades da educação no dia 20 de setembro, buscar o apoio das centrais sindicais, tirar atividades conjuntas e ir para as ruas”. Segundo Fatinha, as plenárias itinerantes são fundamentais.

Reação em cadeia

Para o coordenador Rolando Malvásio, a carreira dos trabalhadores técnico-administrativos está sendo destruída. O PLS 116/17 que propõe a demissão no serviço público ameaça os trabalhadores técnico-administrativos. “Já estão demitindo militantes, imagina quando esse projeto for aprovado, alguns aqui já estarão no olho da rua”.

Questionou os delegados sobre a disposição de luta da categoria, afirmando as aprovações de projetos pelo governo que prejudicam a classe trabalhadora. “Passou tudo o que o governo quis, qual foi a reação do movimento sindical? Nada, nenhuma”! De acordo com Malvásio, o momento é de reação, colocando de lado todas as diferenças.

“Se é pra perder de pé, vamos perder lutando”, disse o coordenador que se posicionou contrário à realização do Confasubra em novembro e favorável à Greve. “O que não dá é não fazermos nada”!

Decisão de muitos

O coordenador Rafael Pereira iniciou a fala afirmando que não há contradição em fazer a luta e realizar o congresso da Federação. “Não existe nenhuma razoabilidade em acreditar que vamos abrir mão de centenas rodadas de assembleias na base, para discutir como devemos organizar a luta daqui para frente, isso é colocar na mão de poucos a decisão que deve ser de muitos”, disse.

Para o coordenador, a Federação não deve abrir mão de realizar o debate com a base. Cabe aos delegados enviar às bases a discussão,as análises e orientar. “A decisão é da base, a decisão política mais correta é fazer o Confasubra”. Segundo Pereira, o congresso é uma disputa política e as lutas sempre existirão. “Os coletivos políticos que estão aqui nunca deixaram de lutar”, disse.

O coordenador não concordou em retirar a eleição da nova direção da FASUBRA do congresso e afirmou que as instâncias da Federação devem ser respeitadas.

Organizar a luta

A coordenadora Zila Camarões falou sobre as notícias diárias de corrupção e afirmou que o governo Temer deve ser expulso. Fez uma análise positiva da manifestação no dia 14 de setembro, sugeriu indicar a greve para o início de outubro e realizar uma manifestação junto aos metalúrgicos. “Não dá mais pra aceitar esse governo do jeito que está, privatizando tudo”, disse.

Sugeriu a criação de um grupo de trabalho para defender os hospitais universitários, afirmou que a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) não está cumprindo com seu contrato e não está reestruturando os hospitais. “Não vamos abaixar a cabeça, vamos lutar pelos nossos hospitais”, disse.

Para Zila, a luta tem que ser agora e o congresso é o lugar de organizar a luta, “é a nossa vida que está em jogo”, disse. A coordenadora se manifestou favorável a realização do Confasubra em novembro para organizar a luta.

Construir a unidade

A luta independe da realização do congresso, de acordo com a coordenadora Neide Dantas. “O congresso pode e deve ser realizado, porque é o momento em que nós vamos nos fortalecer com um número maior de militantes que estarão fazendo essa disputa interna, inclusive, das nossas posições, mas entendendo que nós vamos caminhar no sentido de construir a unidade, resistência e luta, disse”.

Reafirmou que a organização dos trabalhos nos sindicatos são organizados no momento em que a disputa para ser delegado no Confasubra ocorre nas bases.  Segundo a coordenadora, a carreira dos trabalhadores técnico-administrativos podem ser modificadas por lei ou medida provisória. “Pode ser mês que vem que nós vamos perder anos de esforços de fazer graduação, mestrado, doutorado”, disse.

Segundo Neide, a reforma de previdência pode ser votada começando a valer em novembro, “nós estamos esperando sermos atropelados por essa conjuntura”?

Urgência para mobilizar

A coordenadora Adriana Stella lamentou discutir novamente a realização do congresso. “A nossa prioridade deveria ser hoje estar aqui armando a categoria pra resistir, pra construir a mobilização esse é o foco central”.

Para Adriana, o momento que fortalece o trabalho de base é quando as representações das entidades visitam os diversos locais de trabalho e disputam a consciência da categoria. “A urgência é mobilizar a classe trabalhadora e apontar nossas diferenças, queremos dizer quais são os caminhos que temos que seguir, e quem vai apontar o caminho é o conjunto da categoria”, disse.

Segundo a coordenadora, o congresso serve para armar a categoria, disputar a sociedade e os rumos do país e do mundo. “Para conquistar a classe trabalhadora no projeto de uma outra sociedade, precisamos organizar os debaixo para derrubar os de cima. E esse projeto só se faz indo nas bases conversando com os trabalhadores e trabalhadoras”.

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

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URGENTE! REUNIÃO AMPLIADA DO FONASEFE PREPARA A RESISTÊNCIA!

Nesse último final de semana mais de 300 dirigentes sindicais de entidades nacionais e de base atenderam o chamado do FONASEFE para uma reunião na qual se discutiu vários temas, mas o mais importante foi a construção de um calendário de lutas unificado. Embora houvesse desigualdades no grau de mobilização entre as categorias o sentimento de unidade de fortalecer a resistência prevaleceu.

O cenário político demonstra que Temer mesmo sem popularidade, está em conjunto com o congresso nacional obstinado em avançar com o ajuste fiscal e com as reformas que visam destruir direitos sociais e democráticos para atender os interesses do capital em crise. Além de não abrir negociações salariais e proferir ataques diretos ao funcionalismo federal, a situação dos serviços públicos é de precarização total e no caso das universidades e institutos federais, se não revertermos o bloqueio de verbas, muitas instituições vão fechar as portas.

Foi decidido em comum acordo um processo de lutas que leva em consideração um forte trabalho de base no mês de agosto para aumentar o nível da mobilização e uma importante articulação com categorias que estão em campanhas salariais nesse segundo semestre com o objetivo de recompor a unidade necessária para enfrentar Temer e seus ataques.

O FONASEFE também irá enviar uma carta as centrais sindicais para chamar a atenção para a importância de construirmos uma nova greve geral no país para derrotarmos Temer e suas reformas. Precisamos de uma segunda onda de lutas, assim como fizemos o ano passado e que foi determinante para derrotarmos pelo menos momentaneamente a Reforma da previdência que era prioridade do governo no primeiro semestre desse ano.

Confira o calendário aprovado e mãos à obra:

MÊS DE AGOSTO: Organizar fórum dos servidores nos estados – Convocar reunião ampliada, nos estados, entre funcionalismo público das três esferas + movimentos sociais + centrais sindicais + movimento estudantil + categorias em luta (campanha salarial etc) para construir atividades, debates, e ações nas ruas, etc.

11/08 – Dia nacional em defesa da educação pública.

Orientamos construir assembleias comunitárias entre Técnicos, docentes e estudantes para denunciar a crise que se encontra as IFES hoje, mobilizando toda comunidade universitária e fazendo uma ampla convocação da imprensa local.

– 16 de agosto – Dia nacional de luta contra a terceirização e extinção das zonas eleitorais; dia Nacional de Luta em defesa da saúde e da previdência pública e contra o desmonte do Serviço Público;

SETEMBRO: Indicativo de greve ou paralisação do funcionalismo público (24 OU 48 hs), junto com a greve das categorias em campanha salarial. (Processo em construção com outras categorias, em breve informaremos uma data especifica).

Resoluções aprovadas do consenso FONASEFE em 06 de Agosto 

 

Mãos a obra! 

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Plenária nacional aprova resoluções e Plano de Lutas da Categoria

Na tarde de domingo, 09, a Plenária Nacional da FASUBRA aprovou as resoluções do Plano de Lutas dos trabalhadores técnico-administrativos em educação das instituições federais de ensino superior. A posição política da Federação destaca a total reprovação da crise política instalada no Executivo e Legislativo.

Também foi aprovado o calendário de lutas que começa nesta segunda-feira, 10, com ações em todo o país concentrado principalmente na capital federal, contra a aprovação da Reforma Trabalhista (PLC 38/17). A votação está prevista para esta terça-feira, 11, no plenário do Senado Federal.

Conjuntura Nacional

A FASUBRA considera que há uma crise profunda no governo Temer, no qual a luta entre as distintas frações da burguesia poderá levar o congresso nacional a substituir Temer por Rodrigo Maia (presidente da Câmara dos Deputados), através de eleições indiretas. Também há uma grave crise social no país com 14 milhões (13,3%) de trabalhadores desempregados, deterioração dos serviços públicos e aumento da violência urbana.

Apesar das divisões entre grupos e frações da elite dominante, há uma grande unidade à favor das reformas trabalhista, da previdência como também a anti democrática reforma política. São na verdade contrarreformas que atacam direitos sociais e democráticos.  Para a FASUBRA, a unidade das centrais sindicais e movimentos sociais é fundamental para acumular força suficiente para enfrentar os ataques contra os interesses dos trabalhadores.

As Instituições públicas de ensino superior atravessam uma grave crise com sucessivos cortes no orçamento, apresentando dificuldades para o seu funcionamento regular e com algumas instituições sob a ameaça de fechar as portas.

O atual governo, por meio do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), não apresenta nenhuma disposição de dialogar e negociar com as entidades sindicais, não recebendo as entidades para audiência e nem mesmo respondendo os ofícios da Federação.

Diante deste cenário a Plenária Nacional Estatutária aprovou o Plano de Lutas da Categoria.

Plano de lutas

– A Fasubra precisa fazer parte de uma forte campanha que tenha objetivo derrotar as reformas, derrubar Temer, impedir eleições indiretas e exigir Eleições Diretas Já!

– Denunciar intensamente a falência do sistema político e a maioria dos deputados eleitos com dinheiro da corrupção e que estão a serviço das grandes corporações.

– Continuar construindo parcerias com os parlamentares do campo da resistência contra as reformas.

-Aprofundar o debate sobre saídas democráticas e populares para a crise política, considerando que qualquer proposta de reforma que vier deste congresso tem um caráter anti-popular.

– Enviar documento político a ser elaborado pela dn Fasubra, às centrais propondo a continuidade do calendário de lutas unificado, discutir a construção de uma nova greve geral contra as reformas e os ataques contra direitos sociais e democráticos.

– Seguir construindo comitês estaduais de base contra as reformas em unidade com sindicatos, movimentos sociais e centrais sindicais.

– Construir em conjunto com as entidades da educação federal uma ampla campanha denunciando a toda população a crise das Instituições públicas de ensino superior.

 

Confira o calendário de lutas aprovado.

10 a 12 de julho

Manifestações nos estados, aeroportos e no congresso nacional contra a reforma trabalhista. Procurar os senadores nos estados.

11 de julho

Dia Nacional de Lutas contra a Reforma Trabalhista

13 de julho

Participação na audiência Pública na Câmara, às 9h30min, sobre os impactos da redução do orçamento das Instituições Federais de Educação Superior, no Plenário 10 do Anexo II da Câmara dos Deputados.

Julho

Ações na reitoria para exigir posicionamento da ANDIFES sobre financiamento e abertura de negociações por parte do governo em relação a pauta da FASUBRA.

12 a 17 de Julho

Período de articulação com os segmentos da Comunidade Acadêmica (Entidades Sindicais Filiadas à FASUBRA, Seções Sindicais das/dos Docentes, DCEs, APGs) para a construção de uma Assembleia Universitária para debater as questões referentes ao financiamento público das Instituições de Ensino (superior, técnico e tecnológico, básico). Relançamento do SOS Universidade

16 a 22 de julho

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC. Ato em Belo Horizonte – MG, no dia 20.

18 a 28 de Julho – Período de realização de Assembleias das entidades para construção do dia nacional de paralisação em defesa das Instituições Federais de Ensino.

18 a 28 de Julho – Período de realização de Assembleias Universitárias em defesa de financiamento público da educação.

03 de Agosto

Dia Nacional de Luta e Paralisações em defesa das instituições de ensino públicas, e por abertura de negociações. Ações nas reitorias.

Protocolar documento para os reitores, com teor de solicitar a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes) que pressione o Governo Federal para realizar reuniões com as entidades da educação, para tratar do financiamento público das Instituições Públicas de Ensino Superior e da Campanha Salarial.

2ª Quinzena de Agosto

Ação em Brasília-DF em defesa da Universidade Pública em conjunto com as entidades da educação, em defesa de orçamento para a educação e por abertura de negociações  (data ainda a definir)

FONASEFE

Propor ações unitárias (manifestações e paralisações) ao Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) para o segundo semestre, que envolva intensificar a pressão sobre o MPOG, para abertura de negociações com todas as entidades do funcionalismo.

CONFASUBRA

Foram definidas as mesas para discussões centrais e mesas temáticas do Congresso da FASUBRA (CONFASUBRA) que acontece de 26 de novembro a 1º de dezembro em Poços de Caldas – MG.

Mesas – Plenárias Centrais

1) Conjuntura Nacional e Internacional

2) Educação / Projeto Universidade e Hospitais Universitários

3) Opressões (Mulheres, LGBTI, Raça e Etnia)

4) Alteração Estatutária

5) Prestação de Contas

6) Eleição da Direção Nacional e Conselho Fiscal

Mesas Temáticas

a) Organização e Estrutura Sindical

b) Relações de Trabalho

c) 100 anos da Revolução Russa / Greve geral de 1917 no Brasil

d) Assuntos de Aposentadoria / aposentados (as)

e) Comunicação contra hegemônica

f) Estaduais

g) Raça e etnia

h) Mulheres

i) LGBTI

j) Hospitais Universitários (HUs)

 

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical