Após analisar a carta-proposta apresentada pela reitoria na mesa de negociação desta quinta-feira (25), nossa assembleia aprovou o posicionamento elaborado pela diretoria do STU para orientar os próximos passos da mobilização e da greve.
A categoria reconhece a importância da abertura da mesa de negociação da Pauta Específica emergencial, a retirada dos F3 e dos descontos salariais e o compromisso de manutenção de uma mesa permanente para discutir as demais reivindicações da categoria.
No entanto, a assembleia avaliou que a proposta de reajuste dos auxílios e de recomposição salarial apresentada pela reitoria permanece insuficiente diante das necessidades dos trabalhadores e da reivindicação de isonomia com a USP, além de cobrar os valores devidos do Descongela.
Na próxima quarta-feira (30), a Comissão de Trabalhadores volta à mesa de negociação para receber da reitoria uma devolutiva sobre a nossa Pauta Específica. Na mesma data, será realizado o “Dia sem Paepe”, uma mobilização de apoio à greve que evidencia uma verdade muitas vezes invisibilizada: sem o trabalho dos servidores técnico-administrativos, a universidade simplesmente não funciona. A adesão de unidades como a Faculdade de Educação reforça o reconhecimento de que os trabalhadores são parte fundamental da história e da qualidade da Unicamp.
Além disso, a assembleia aprovou a realização de nova Assembleia, no dia 02/07, às 13h, na Sede do STU. Vamos avaliar os resultados obtidos e discutir o indicativo de suspensão ou não da greve.
É inegável que a continuidade das negociações e os avanços conquistados até aqui são resultado direto da greve e da unidade dos trabalhadores. Por isso, precisamos seguir unidos e mobilizados.
Categoria repudia ataques ao IEL
A assembleia aprovou uma Moção de Repúdio à invasão promovida por militantes da extrema direita ao Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), ocorrida em 23 de junho.
O episódio soma-se a uma sequência de ataques que vêm transformando espaços da universidade em alvo de ações provocativas, intimidatórias e antidemocráticas.
A assembleia entende que defender a universidade pública é defender a democracia, a liberdade de pensamento e o direito de todos a uma educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.








