Ao construir o calendário da greve para além das assembleias, atos, reuniões, plenárias e debates, os trabalhadores demonstraram que a luta dos trabalhadores também se faz pela produção de conhecimento, pela cultura e pela ocupação coletiva de espaços da universidade.
Oficinas de colagem, exibição de séries e filmes, batalhas de rimas, festas juninas e diálogos sobre a universidade pública transformaram a greve em um espaço vivo de formação política, troca de experiências e fortalecimento de conexões entre trabalhadores e estudantes. Essas atividades reafirmaram que a universidade pública também é arte, pensamento crítico, diversidade e construção coletiva.
Em um momento de luta pela nossa Campanha Salarial e pela Pauta Específica a cultura, o entretenimento e a educação também são um ato político. A arte provoca reflexão, amplia o diálogo, fortalece a consciência de classe e reafirma o papel social da universidade pública como patrimônio da sociedade.
A greve mostrou que defender nossos direitos como reajustes, melhores condições de trabalho, permanência dos hospitais 100% SUS, entre outros estão associados à defesa de uma universidade democrática, plural e comprometida com a produção de conhecimento e de cultura.
As atividades culturais realizadas no período da greve deste ano produziram encontros, debates, aprendizados e organização coletiva. Mostramos que resistir também é criar, compartilhar e ocupar os espaços da Unicamp com cultura.
Greve é um instrumento legítimo de luta da classe trabalhadora. E, em 2026, os técnico-administrativos da Unicamp fizeram a diferença ao construir um movimento forte, unitário e combativo, que conquistou avanços na Campanha Salarial e abriu caminhos para a negociação da Pauta Específica, reafirmando que direitos só se conquistam com organização, mobilização e participação coletiva.
Confira a seguir um PDF das atividades culturais que foram realizadas durante a Greve.







