Arquivo de tag USP

porFernanda de Freitas

Servidores da USP recebem novo prêmio

No próximo dia 20 os servidores da USP receberão a primeira parcela do chamado Prêmio de Excelência Acadêmica Institucional. O referido prêmio foi criado em 2008 pelo Conselho Universitário daquela universidade “com o objetivo de reconhecer e valorizar as ações de seus docentes e servidores técnico-administrativos no desempenho de suas atividades que contribuem para o resultado institucional”.

A resolução não estabelece critérios de concessão ou definição de valores do prêmio para trabalhadores técnico-administrativos e professores. Apenas define que o montante recebido será igual para servidores e docentes e não será incorporado ao salário ou à aposentadoria.

Neste ano, o valor é de R$ 2.000,00 e a segunda parcela será paga em 15 de janeiro de 2014.

No ano passado o reitor João Grandino Rodas tentou vincular o prêmio ao fato de não ter havido paralisações ao longo de 2012 na USP, o que somou pontos negativos à extensa lista de críticas à administração da Universidade de São Paulo.

Depois da tentativa de vincular um prêmio institucional a uma política antissindical, agora Rodas evidencia o objetivo da reitoria da USP de fazer do pagamento uma espécie de “benesse” da administração, ao invés de discutir seriamente aumentos reais.

Na Unicamp a situação é similar. A política salarial segue toda vinculada a avaliações subjetivas e produtivistas.

porFernanda de Freitas

Boletim STU 066/2013

Baixe aqui o Boletim STU 066/2013, de 12 de Dezembro Boletim_STU_12_de_dezembro_2013de 2013.

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porFernanda de Freitas

STU também apoia a greve estudantil e ocupação da reitoria da USP

Em resposta à sessão do Conselho Universitário (CO) realizada no dia 1° de outubro, que refutou a proposta de eleições paritárias e aprovou uma série de mudanças que revertem o caráter antidemocrático do processo de escolha do reitor da Universidade, os estudantes da USP ocuparam a reitoria para reivindicar eleições diretas para reitor, votação paritária entre as três categorias (alunos, funcionários e professores) e fim da lista tríplice. À noite, reunidos em assembleia geral, os estudantes também decidiram entrar em greve por tempo indeterminado.

O movimento acontece três meses depois de o reitor João Grandino Rodas ter anunciado uma reforma estatutária para alterar o modelo de eleições para o cargo de reitor. Entretanto, a despeito do que havia sido divulgado e das reivindicações históricas dos estu­dantes, funcionários e professores daquela Universidade, o CO aprovou, a portas fechadas, um modelo de consulta sem caráter decisório, sem paridade e sem extinção da lista tríplice – a exemplo do que acontece atualmente na Unicamp.

Esse modelo não aponta no sentido de democratizar a estrutura da Universidade. Ao contrário, só contribui para mantê-la sob a administração de uma minoria de pessoas ligadas ao Governo do Estado e ao PSDB.

O STU, que também luta pela implementação de eleições diretas para reitor na Unicamp, apoia a mobilização dos estudantes da USP.

O sindicato entende que o estatuto daquela Universidade, assim como o da Unicamp, mantém resquícios do tempo da ditadura militar e precisa ser urgentemente reformado, com a ampla participação da comunidade universitária. Somente com a democratização da Universidade será possível mudar efetivamente seus rumos e resistir ao processo de sucateamento e privatização imposto pelos sucessivos governos do PSDB.

porFernanda de Freitas

Boletim 058/2013

Baixe aqui o Boletim 058/2013, de 8 de Outubro de 2013.

 

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porFernanda de Freitas

Ministério Público move ação de improbidade administrativa contra o reitor da USP

O Ministério Público (MP) de São Paulo entrou com uma ação de improbidade administrativa contra o atual reitor da Universidade de São Paulo (USP), João Grandino Rodas, que cobra R$ 3,3 milhões por supostos prejuízos causados àquela Universidade. De acordo com o MP, Rodas teria causado prejuízo ao erário por meio de dois contratos celebrados sem consulta prévia entre 2009 e 2010, quando era diretor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, e publicação de boletins institucionais para promoção pessoal em 2011, quando já ocupava o cargo de reitor. As informações foram publicadas com exclusividade pelo jornal “O Estado de S. Paulo” no dia 11 de setembro.

Segundo o jornal, o primeiro caso ocorreu em 2009 quando Rodas fechou um acordo com família do banqueiro Pedro Conde, ex-aluno da FDUSP, no qual este faria doação para a construção de um auditório, desde que o espaço fosse batizado com seu nome. A situação teria se repetido em 2010, dessa vez envolvendo o escritório de advocacia Pinheiro Neto, outro ex-aluno, e a reforma de uma sala. Pela tradição, apenas professores da São Francisco são homenageados com nomes de salas. Na época, o movimento estudantil da Universidade protestou contra a mudança de nomes.

Poucos meses depois, a portaria foi revogada e o novo diretor da São Francisco, Antonio Magalhães Gomes Filho, que teria solicitou investigação do caso ao MP, de acordo com o jornal. Sentindo-se lesada, a família de Conde obteve na Justiça a devolução do montante doado à USP, além de R$ 40 mil de custas advocatícias.

O último caso envolve a produção, em 2011, de 6 mil boletins institucionais que atacavam Gomes Filho, o diretor que solicitou a investigação junto ao MP (ao custo de R$ 5.319,61). De acordo com a promotoria, “Rodas frustrou a licitude de processo licitatório, infringiu princípios administrativos que regem a administração pública e utilizou a publicação do boletim com desvio de finalidade, para realizar promoção pessoal, causando prejuízo ao erário estadual”.

porFernanda de Freitas

DO OESP: USP, Unesp, Unicamp e Fapesp têm juntas sobra de R$ 7 bilhões em caixa

Confira as matérias publicadas pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, no sábado, 23/02, sobre a reserva de caixa das universidades paulistas:

 

Jornal Estadão - 23/02/13

USP, Unesp, Unicamp e Fapesp têm juntas sobra de R$ 7 bilhões em caixa

Reserva financeira das universidades estaduais e da agência de fomento à pesquisa irrita Alckmin, que questiona por que dinheiro não é investido

Por Bruno Boghossian e Carlos Lordelo, para “O Estado de S. Paulo”

As três universidades públicas paulistas – USP, Unesp e Unicamp – encerraram o ano fiscal de 2012 com R$ 6 bilhões em caixa. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp) também tinha saldo positivo em 31 de dezembro, de R$ 1,02 bilhão. Os números foram apresentados em janeiro ao governador Geraldo Alckmin. Segundo aliados, ele reagiu com irritação, por julgar que as instituições deveriam investir mais em infraestrutura e na ampliação de projetos.

Os dados foram extraídos do Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem) de São Paulo. A principal fonte de recursos das universidades e da Fapesp é o repasse de 10,57% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) recolhido pelo governo. Quanto maior a arrecadação, mais dinheiro entra nos cofres das instituições.

A avaliação de parte do governo é de que os contribuintes estariam pagando um tributo que não estaria sendo utilizado.

Alckmin teria ficado incomodado com o fato de que dirigentes das instituições costumam brigar por cada centavo de seus orçamentos. O dinheiro, no entanto, fica parado, sob a alegação de que a maior parte está comprometida com despesas já assumidas. A reserva também serviria para cobrir eventuais quedas de receita em decorrência de variação da arrecadação do ICMS.

Por seu tamanho, a USP recebe a maior fatia do repasse do imposto (5,029%). É também a universidade com o maior colchão financeiro: fechou 2012 com R$ 3,4 bilhões em caixa (acumulados ao longo dos anos). É uma sobra que quase se equivale ao orçamento anual da instituição. Para 2013, ele é de R$ 4,3 bilhões, dos quais 93% vão para gastos com pessoal.

O investimento em outras áreas teve desaceleração e até queda, como uma reportagem do Estado mostrou em janeiro. O orçamento de obras para este ano, por exemplo, caiu 10,7% na comparação com 2012. O alto custo com salários, benefícios e aposentadorias já leva o reitor João Grandino Rodas a cogitar buscar recursos em outras fontes, entre elas a iniciativa privada, caso a universidade “precise de mais do que recebe”.

Poupança. Integrantes do governo paulista dizem que o montante à disposição das quatro instituições se acumulou ao longo dos últimos anos. Sendo que só em 2012, com o rendimento da “caderneta de poupança” de 10% a 12%, foi possível economizar cerca de R$ 650 milhões.

O secretário estadual da Fazenda, Andrea Calabi, afirma que a economia feita pelas instituições é positiva, pois permite que elas mantenham uma situação confortável em seus caixas. “A parcimônia na gestão de caixa de todas as entidades públicas não é malvista pelo Tesouro. É claro que o objetivo é executar seus programas, mas a parcimônia é bem-vista quando tem caráter de precaução”, diz.

Questionado sobre o desempenho administrativo das instituições, Calabi foi sucinto: “A execução dos programas sempre está aquém do desejado. Sempre buscamos mais realizações.”

 

Instituições rejeitam ideia de ter verba ‘disponível’

As três universidades declaram que o colchão financeiro já está comprometido com despesas do ano passado

As universidades estaduais alegam que a maior parte dos recursos guardados está comprometida com despesas já assumidas. O colchão financeiro também serviria para cobrir eventuais quedas de receita em decorrência da flutuação do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Em 2013, a previsão é de que o governo arrecade menos do que nos anos anteriores.

Em nota, a USP diz que o valor real disponível é de R$ 3,306 bilhões e há uma sobra a pagar referente a 2012 de R$ 463 milhões. Outros R$ 805 milhões vão para investimentos, em fase de planejamento ou licitação, em obras ainda não executadas. O dinheiro acumulado também será utilizado para cobrir R$ 509 milhões em despesas previstas no orçamento deste ano e que não terão cobertura do Tesouro estadual.

Ainda assim, sobraria em caixa cerca de R$ 1,5 bilhão, quase um terço do orçamento de 2013.

Ainda de acordo com a USP, a reserva financeira decorre de uma “gestão prudente” dos repasses do governo e do planejamento orçamentário da instituição. “Em caso de evolução desfavorável da arrecadação do ICMS, (a reserva permite) garantir a manutenção dos compromissos da universidade, tendo em vista que a despesa com pessoal é incomprimível, e para consolidar e manter o programa de expansão de vagas.”

A Unesp afirma que dispõe de R$ 886 milhões no seu balanço patrimonial referente a 2012 – 60% desse valor estaria comprometido com restos a pagar. Os outros 40%, segundo a universidade, são compostos de recursos federais repassados por meio de convênios e receita própria oriunda de atividades de ensino e pesquisa. “Dentro dos 40%, a universidade não pode prescindir de recursos para honrar despesas de custeio, contratos e investimentos no ano corrente, principalmente quando o repasse do ICMS é inferior às despesas mensais”, diz a Unesp em nota.

Já a Unicamp nega ter “recursos disponíveis”. Diz que “grande parte” de sua reserva financeira serve para pagar despesas já assumidas. O saldo da instituição, excluindo-se as verbas extraorçamentárias, é de R$ 1,1 bilhão. O que não está comprometido com restos a pagar constitui uma “reserva técnica” de R$ 244 milhões para cobrir eventuais quedas de receita.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo

poradmin

Nota de repúdio do DCE-USP ao processo contra 72 estudantes

O DCE-Livre da USP vem a público repudiar a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo à Justiça no dia 5 de fevereiro, que acusa os 72 estudantes, que foram detidos durante a violenta reintegração de posse do prédio da reitoria em 2011, de danos ao patrimônio público, pichação, desobediência judicial e formação de quadrilha.

Além disso, também repudia as declarações da promotora Eliana Passarelli, autora da denúncia, à imprensa que chama os estudantes de bandidos e criminosos. Na nossa opinião, a intenção de criminalizar esses estudantes é um ataque ao movimento estudantil e aos movimentos sociais de conjunto, que possuem o direito democrático de livre expressão e manifestação.

Um dos principais problemas existentes hoje na USP é a falta de democracia na gestão da universidade, expressa hoje pelo atual reitor João Grandino Rodas. O convênio assinado com a polícia militar não foi em nenhum momento debatido junto à comunidade universitária e não solucionou o problema da falta de segurança que até hoje permanece dentro da Cidade Universitária. Por isso, em setembro de 2012, o DCE-Livre da USP realizou um ato público na Faculdade de Direito da USP contra a criminalização dos estudantes e em defesa da democratização da universidade, que contou com a presença do senador Eduardo Suplicy, do deputado estadual Carlos Gianazzi e do jurista Fábio Konder Comparato, além de diversos movimentos sociais.

Lutar por democracia e diálogo não é crime. O DCE-Livre da USP se posiciona contrário a qualquer tipo de punição a esses estudantes e convoca os demais alunos a seguirem na luta pela democratização da universidade.

DCE-Livre da USP – Gestão Não Vou Me Adaptar

poradmin

Boletim 001/2013

Baixe o arquivo do Boletim do STU 001/2013, distribuído dia 08 de janeiro.

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