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Boletim 001/2014

Baixe aqui o Boletim 001/2014, de 08 de Janeiro de 2014.

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porFernanda de Freitas

TCE manda Unicamp baixar ‘supersalários’

O Jornal Destak publicou ontem (17/10) matéria sobre a decisão do TCE que determinou que a Unicamp reduza os salários de 147 servidores que recebem acima do teto constitucional.

Confira abaixo a matéria na íntegra:

 

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TCE manda Unicamp baixar ‘supersalários’

A 1ª Turma do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) determinou a redução dos salários de 147 servidores da universidade que recebem acima do teto constitucional, fixado a partir dos vencimentos do governador, que são de R$ 20.662.

O órgão rejeitou ainda a prestação de contas da universidade do exercício de 2006, quando o reitor era o atual ocupante do cargo, José Tadeu Jorge.

O motivo principal da rejeição das foi justamente o pagamento de “supersalários’ a esses funcionários, mas o relator também fez ressalvas ao execesso de gastos sem licitação da universidade.

O TCE estabeleceu um prazo de 45 dias para que os salários desses servidores sejam reduzidos. Se isso não for feito, o órgão encaminhará denúncia ao Ministério Público. A Unicamp ainda pode recorrer ao pleno do TCE.

O parecer, contudo, não determina a retroatividade da medida, ou seja, os valores que foram pagos até hoje acima do teto constitucional não precisarão ser devolvidos aos cofres da universidade.

Segundo José Henrique Specie, diretor de Direito Econômico da OAB-Campinas, a tendência hoje é de uniformização das decisões dos tribunais de contas e judiciais sobre a necessidade de aplicação do teto constitucional aos salários de funcionários públicos.

Um relatório de 2011 do TCE indica que naquela época a Unicamp já possuía 618 servidores com vencimentos acima do teto, inclusive o reitor.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Unicamp informou ontem que ” aguarda a publicação da decisão do TCE-SP para tomar as providências cabíveis”.

 

‘Jornal Destak (www.destakjornal.com.br)

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Boletim 034/2013

Baixe aqui o Boletim 034/2013, de 11 de junho de 2013.

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Boletim 025/2013

Baixe aqui o Boletim 025/2013, de 30 de abril de 2013.

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Tadeu já fala em continuidade da gestão Fernando Costa

DSC03964-okO reitor eleito José Tadeu Jorge disputou a consulta à comunidade como candidato de oposição à chapa que afirmava que a Unicamp estava “no caminho certo”. Mas já na cerimônia de posse que oficializou o seu segundo mandato à frente da Unicamp, na última sexta-feira, Tadeu declarou que “nos esforçaremos para dar continuidade ao projeto que faz da Unicamp uma instituição de expressão nacional”.
Outra contradição do reitor em relação ao período de sua candidatura diz respeito à compra da Fazenda Argentina. Na entrevista coletiva concedida ontem, Tadeu afirmou que a decisão final ficará a cargo do conselho universitário, esquivando se de reiterar a posição que tinha manifestado durante a campanha de que essa aquisição não era uma prioridade. O decreto de desapropriação deixa claro que os R$ 150 milhões para a compra terão que sair dos cofres da instituição. Ao não assumir postura firme contra essa negociação, Tadeu contradiz seu próprio discurso durante a coletiva, quando também afirmou que a Universidade não teria dinheiro para implementar a isonomia já.
Ainda durante a entrevista Tadeu também repetiu o argumento da gestão Fernando Costa de que a compreensão da Universidade sobre os  supersalários apontados pelo Tribunal de Contas do Estado é diferente do TCE.
Mais uma vez questionado pelo STU se manteria o professor Paulo Eduardo Rodrigues Moreira da Silva (o Paulão) com cargo na alta administração, o novo reitor afirmou que sua gestão não terá ninguém condenado pela lei da ficha limpa. Essa foi a única boa notícia para os servidores.
Não custa lembrar ao novo reitor que ele foi escolhido pela maioria dos servidores numa declarada perspectiva de por fim ao modelo privatizante, autoritário e eivado de questionamentos dos órgãos de  fiscalização sobre irregularidades que marcou a reitoria Fernando Costa.

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STU vai requerer ao MP apuração sobre indícios de nepotismo e contratações irregulares na Unicamp

A gestão Fernando Costa se encerrou sem que a comunidade universitária tenha recebido qualquer resposta sobre as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Entre elas, os supersalários pagos ao alto escalão universitário – incluindo o reitor que acaba de sair e o novo gestor -; a terceirização desmedida à Funcamp; licitações questionadas; contratação e efetivação de procuradores sem concurso público.
A diretoria do STU encaminhará ao Ministério Público Estadual o questionamento já formalizado pelo relatório da auditoria do TCE para que seja apurado o fato das procuradoras Fernanda Lavras Costallat Silvado, Luciana Alboccino Barbosa Catalano e Rosa Maria da Silva Bittar terem sido enquadradas na função de Procurador de Universidade Assistente em 2012. A função é de ocupação restrita a servidores concursados, de acordo com o artigo 37 da Constituição Federal.
A direção do sindicato questiona ainda as diversas dilatações dos contratos temporários das procuradoras (desde 2003), incluindo a prorrogação sem prazo efetuada em 2008 para substituição de procuradores cedidos pela Universidade a outros órgãos. No caso de Luciana, chama a atenção o fato de que o contrato dela foi prolongado pela terceira vez em 2008 enquanto durasse o afastamemto de Andrei Vinícius Gomes Narcizo, cedido à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em 2005 e que permanece lá até hoje. O marido de Luciana – Marco Aurélio Barbosa Catalano – também é procurador da Fundação.
No caso de Fernanda, o sindicato questiona a relação de parentesco com a ex-diretora da Faculdade de Ciências Médicas, Lilian Tereza Lavras Costallat.

porFernanda de Freitas

DO OESP: USP, Unesp, Unicamp e Fapesp têm juntas sobra de R$ 7 bilhões em caixa

Confira as matérias publicadas pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, no sábado, 23/02, sobre a reserva de caixa das universidades paulistas:

 

Jornal Estadão - 23/02/13

USP, Unesp, Unicamp e Fapesp têm juntas sobra de R$ 7 bilhões em caixa

Reserva financeira das universidades estaduais e da agência de fomento à pesquisa irrita Alckmin, que questiona por que dinheiro não é investido

Por Bruno Boghossian e Carlos Lordelo, para “O Estado de S. Paulo”

As três universidades públicas paulistas – USP, Unesp e Unicamp – encerraram o ano fiscal de 2012 com R$ 6 bilhões em caixa. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp) também tinha saldo positivo em 31 de dezembro, de R$ 1,02 bilhão. Os números foram apresentados em janeiro ao governador Geraldo Alckmin. Segundo aliados, ele reagiu com irritação, por julgar que as instituições deveriam investir mais em infraestrutura e na ampliação de projetos.

Os dados foram extraídos do Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem) de São Paulo. A principal fonte de recursos das universidades e da Fapesp é o repasse de 10,57% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) recolhido pelo governo. Quanto maior a arrecadação, mais dinheiro entra nos cofres das instituições.

A avaliação de parte do governo é de que os contribuintes estariam pagando um tributo que não estaria sendo utilizado.

Alckmin teria ficado incomodado com o fato de que dirigentes das instituições costumam brigar por cada centavo de seus orçamentos. O dinheiro, no entanto, fica parado, sob a alegação de que a maior parte está comprometida com despesas já assumidas. A reserva também serviria para cobrir eventuais quedas de receita em decorrência de variação da arrecadação do ICMS.

Por seu tamanho, a USP recebe a maior fatia do repasse do imposto (5,029%). É também a universidade com o maior colchão financeiro: fechou 2012 com R$ 3,4 bilhões em caixa (acumulados ao longo dos anos). É uma sobra que quase se equivale ao orçamento anual da instituição. Para 2013, ele é de R$ 4,3 bilhões, dos quais 93% vão para gastos com pessoal.

O investimento em outras áreas teve desaceleração e até queda, como uma reportagem do Estado mostrou em janeiro. O orçamento de obras para este ano, por exemplo, caiu 10,7% na comparação com 2012. O alto custo com salários, benefícios e aposentadorias já leva o reitor João Grandino Rodas a cogitar buscar recursos em outras fontes, entre elas a iniciativa privada, caso a universidade “precise de mais do que recebe”.

Poupança. Integrantes do governo paulista dizem que o montante à disposição das quatro instituições se acumulou ao longo dos últimos anos. Sendo que só em 2012, com o rendimento da “caderneta de poupança” de 10% a 12%, foi possível economizar cerca de R$ 650 milhões.

O secretário estadual da Fazenda, Andrea Calabi, afirma que a economia feita pelas instituições é positiva, pois permite que elas mantenham uma situação confortável em seus caixas. “A parcimônia na gestão de caixa de todas as entidades públicas não é malvista pelo Tesouro. É claro que o objetivo é executar seus programas, mas a parcimônia é bem-vista quando tem caráter de precaução”, diz.

Questionado sobre o desempenho administrativo das instituições, Calabi foi sucinto: “A execução dos programas sempre está aquém do desejado. Sempre buscamos mais realizações.”

 

Instituições rejeitam ideia de ter verba ‘disponível’

As três universidades declaram que o colchão financeiro já está comprometido com despesas do ano passado

As universidades estaduais alegam que a maior parte dos recursos guardados está comprometida com despesas já assumidas. O colchão financeiro também serviria para cobrir eventuais quedas de receita em decorrência da flutuação do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Em 2013, a previsão é de que o governo arrecade menos do que nos anos anteriores.

Em nota, a USP diz que o valor real disponível é de R$ 3,306 bilhões e há uma sobra a pagar referente a 2012 de R$ 463 milhões. Outros R$ 805 milhões vão para investimentos, em fase de planejamento ou licitação, em obras ainda não executadas. O dinheiro acumulado também será utilizado para cobrir R$ 509 milhões em despesas previstas no orçamento deste ano e que não terão cobertura do Tesouro estadual.

Ainda assim, sobraria em caixa cerca de R$ 1,5 bilhão, quase um terço do orçamento de 2013.

Ainda de acordo com a USP, a reserva financeira decorre de uma “gestão prudente” dos repasses do governo e do planejamento orçamentário da instituição. “Em caso de evolução desfavorável da arrecadação do ICMS, (a reserva permite) garantir a manutenção dos compromissos da universidade, tendo em vista que a despesa com pessoal é incomprimível, e para consolidar e manter o programa de expansão de vagas.”

A Unesp afirma que dispõe de R$ 886 milhões no seu balanço patrimonial referente a 2012 – 60% desse valor estaria comprometido com restos a pagar. Os outros 40%, segundo a universidade, são compostos de recursos federais repassados por meio de convênios e receita própria oriunda de atividades de ensino e pesquisa. “Dentro dos 40%, a universidade não pode prescindir de recursos para honrar despesas de custeio, contratos e investimentos no ano corrente, principalmente quando o repasse do ICMS é inferior às despesas mensais”, diz a Unesp em nota.

Já a Unicamp nega ter “recursos disponíveis”. Diz que “grande parte” de sua reserva financeira serve para pagar despesas já assumidas. O saldo da instituição, excluindo-se as verbas extraorçamentárias, é de R$ 1,1 bilhão. O que não está comprometido com restos a pagar constitui uma “reserva técnica” de R$ 244 milhões para cobrir eventuais quedas de receita.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo