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Comando de greve repudia manobras da reitoria contra o direito de greve

Numa tentativa de intimidação, a reitoria age desrespeitando a democracia na Universidade e a autonomia das unidades. Ameaças, pressão, convocações e quaisquer práticas antissindicais são repudiadas pelo comando de greve e serão denunciadas às autoridades competentes.

A greve é um direito

A despeito destas ameaças, os artigos 9° e 37, incisos VI e VII, da Constituição Federal e a Lei Federal 7.783/1989 garantem aos trabalhadores o direito de Greve e a ilegalidade das condutas que visem violar ou constranger o exercício deste direito.
Além disso, são consideradas práticas antissindicais com punições previstas em lei em momentos de greve, “procedimentos que desestimulam ou limitam esse direito (despedida, estagnação profissional, medidas disciplinares ou transferências de grevistas”.

Consequências da greve são parte da negociação
O STU e o comando de greve reiteram o chamado a todos os funcionários que ainda não aderiram à paralisação que participem do movimento. É chegada a hora de todos os trabalhadores assumirem uma postura ativa nesta greve. Apenas juntos podemos alcançar nossas reivindicações e preservarmos nossos direitos. E, como em outras greves da categoria, será parte da negociação para encerrar o movimento a garantia de que não haverá represálias.

Reunião com o MPT
A notificação da reitoria foi encarada por toda a categoria como mais uma forma de assédio moral (o que vai na contramão do debate que vem sendo feito com o Ministério Público do Trabalho para efetivar o acordo coletivo assinado em 2007).
Na próxima segunda (31) o STU se reúne com o procurador do trabalho Eduardo Luís Amgarten e representantes da reitoria da Unicamp, na sede do Ministério Público do Trabalho em Campinas, para discutir as mudanças no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) sobre o combate ao assédio moral na Universidade. O comando de greve já aprovou apresentar o caso na reunião e cobrar da administração o compromisso, perante o Ministério Público do Trabalho, de que não haverá punições.

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Hora da pressão!

Hoje o dia é de várias atividades de mobilização em frente à reitoria e pressão para fortalecer a luta dos trabalhadores em greve, que se reúnem às 15h30 com o reitor.

Hoje é o dia da reunião com o reitor José Tadeu Jorge para cobrar um posicionamento categórico em relação à isonomia e o fim dos supersalários e duplas matrículas. A categoria já está em greve há uma semana e não aguenta mais enrolação. Por isso o dia será também de várias atividades de mobilização em frente à reitoria e pressão.
Logo cedo, às 8h30, toda a categoria está convidada a participar do café da manhã coletivo em frente à reitoria (Praça das Bandeiras). Na sequência, serão realizadas atividades culturais, churrasquinho da greve, um debate sobre a estrutura da Universidade e por democracia na discussão sobre as mudanças do Estatuto da Unicamp.
E durante a reunião de negociação com a reitoria, marcada para as 15h30, será realizado o Grande Ato contra os Supersalários e pela Isonomia, seguido de informes sobre os debates com Tadeu.
É hora de intensificar a pressão pelo cumprimento da lei do teto salarial, respeito à decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo em relação aos supersalários e pela aplicação do gasto que hoje a Universidade tem com o pagamento de vencimentos ilegais para a efetivação da isonomia. Com os R$ 4,5 milhões que Universidade paga em salários acima do teto seria possível custear ao menos 10% da isonomia.
A hora é agora!

27/8 (quinta)
8h30 – Café da manhã coletivo em frente à reitoria (Praça das Bandeiras)
10h30 – Apresentação musical e atividades culturais.
13h – Debate: Estrutura da Universidade e democracia na mudança do Estatuto.
14h – Concentração para o Grande Ato contra os Supersalários e cobrando a Isonomia.
15h30 – Reunião de negociação com a reitoria.

28/8 (sexta)
10h – Assembleia Geral, no Ciclo Básico.

29/8 (sábado)
9h – Panfletagem na UPA.

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Boletim do STU 049/2015

Baixe aqui Boletim 49/2015, de 20 de agosto de 2015.

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Boletim 052/2014

Baixe aqui o Boletim 052/2014, de 14 de Julho de 2014.

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Os trabalhadores não aceitam chantagem! Os problemas da “proposta” da reitoria ponto a ponto

print-comunicado-reitoria_07-07-2014

No Boletim de ontem, o STU deixou expressa a indignação da categoria em relação ao comunicado apresentado pela reitoria da Unicamp, que informa decisões sem que haja uma negociação com a categoria. Além disso, o documento é uma chantagem contra a greve. Mas os trabalhadores não interromperão a paralisação e nem discutirão as pautas específicas antes da pauta unificada com o Fórum das Seis.

“1. Concessão do Auxílio Refeição para os servidores da Unicamp, nos mesmos moldes e valores da USP, com validade a partir do primeiro dia útil após a total normalização das atividades.”

Ao utilizar a USP como modelo para discussão desse benefício, a reitoria da Unicamp segue excluindo os aposentados e trabalhadores afastados do benefício e tenta impor o desconto de 20% do valor total recebido de VR, no demonstrativo do próprio mês, como contrapartida do auxílio, e ainda o impedimento de uso do restaurante universitário.
Como item da pauta especifica dos trabalhadores da Unicamp, o Auxílio-Refeição deve ser discutido e negociado com a categoria, mas ele não substitui o reajuste salarial.

“2. Discussão da segunda fase do processo de isonomia salarial com a USP, com a primeira reunião no décimo dia útil após a total normalização das atividades.”
A divisão do processo de isonomia salarial com a USP em várias fases foi colocada pela própria reitoria no ano passado, a partir de um calendário que ela mesma propôs e que agora está descumprindo.
É uma vergonha que tenhamos completado três anos sem a efetivação da isonomia – que também não substitui o reajuste salarial.

“3. Definição de reuniões para o prosseguimento da negociação dos demais pontos das pautas específicas de professores, funcionários e estudantes.”
Tadeu desrespeita mais uma vez a categoria ao querer discutir a pauta específica sem mencionar o reajuste salarial e com a condicional de que a greve acabe. além disso, é uma tentativa de enfraquecer a greve unificada.

Para mais informações sobre o vale-refeição na USP, consulte o serviço de perguntas e respostas daquela Universidade.

Atualizado em 13/07/2014 às 18h00.

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Reitoria Tadeu apoia fechamento de rádio independente no campus

Depois de funcionar por cerca de 30 anos no campus, o estúdio da Rádio Muda foi invadido na manhã deste domingo, 23 de fevereiro. Além de sumirem com todos os equipamentos, foram retirados os móveis, divisórias e até a porta. No local foi instalada uma placa com os dizeres “Vigilância do campus”.  A ação é movida pelo Ministério Público Federal e contou com o apoio da Polícia Militar e da reitoria, que pretende substituir a rádio por um posto da vigilância. Sem divulgar posição oficial, a reitoria segue dizendo que a operação foi do MPF sem assumir qualquer responsabilidade pela defesa do local ou comunicação ao coletivo responsável pela rádio.

Estudantes, professores, funcionários e a comunidade de Barão Geraldo, apoiadores da Rádio Muda, se indignaram com a truculência da ação e a falta de diálogo da reitoria. Há muito se sabe que a legislação visa defender as grandes operadoras de rádio e TV em detrimento das iniciativas locais de comunicação popular sem fins lucrativos. Mesmo após distorcer as informações importantes para a população, como durante a ditadura, nas eleições de 1989 ou na recente cobertura da morte do cinegrafista Santiago Andrade, alguns poucos proprietários seguem recebendo concessões do Estado para ocupar, com exclusividade, a banda de rádio e TV.

A reitoria da Unicamp, que já há seis meses ignora a demanda do STU por negociações relativas à Área de Saúde ou ao serviço de fretados, deu mais uma prova de que suas promessas de diálogo eram apenas marketing de campanha.  A “reitoria do diálogo” não deu um passo em defesa da comunicação ou manifestação da comunidade universitária.

Os apoiadores da Rádio Muda, porém, não se calarão diante disto. Estaremos em luta para recuperar o espaço da rádio de volta e contamos com o apoio de todos os que defendem a liberdade de comunicação. Desde segunda-feira (24) os estudantes ocuparam o estúdio invadido e já conseguiram colocar a rádio em operação via internet. Em reunião conjunta entre o Coletivo da Rádio Muda e entidades estudantis, realizada na ocupação, foi deliberado pela ocupação permanente do espaço até a rádio voltar ao ar.

porFernanda de Freitas

Reitoria não avança na negociação da Pauta Específica 2013

Texto: Rodrigo Cruz

Foto: Fernanda de Freitas

A diretoria do STU se reuniu ontem com o chefe de gabinete da reitoria, prof. Paulo César Montagner, para discutir uma agenda de negociação que dê conta de todos os temas da pauta de reivindicações específicas da categoria.

Embora tenha prometido na última reunião, ocorrida em 07/08, que o encontro de ontem teria como finalidade apresentar ao sindicato uma proposta de calendário, com temas e interlocutores definidos, a reitoria não cumpriu o que havia combinado.

A reunião serviu apenas para que o chefe de gabinete fizesse uma leitura das reivindicações e marcasse um novo encontro para a próxima semana, com o objetivo de finalmente apresentar um calendário.

Vale lembrar que a reunião de ontem foi agendada porque no dia 20 haveria uma “reunião de equipe” na reitoria, que designaria interlocutores para organizar as negociações.

Aposentados – A reitoria foi questionada pelo STU a respeito da não elevação dos pisos salariais para os trabalhadores aposentados, mas evitou comentar o assunto.

Fretados – A chefia de gabinete também não apresentou os contratos dos ônibus fretados, como ficara combinado no dia 07. O STU quer acesso aos contratos para subsidiar a discussão sobre a melhoria do serviço de transportes, agendada para 17/09.

 

“Diálogo” e promessas de Tadeu na campanha

A gestão José Tadeu Jorge tem se utilizado constantemente do “diálogo” para não agir em relação aos problemas enfrentados pelos trabalhadores. Foi assim na greve das funcionárias terceirizadas da Centro por melhores condições de trabalho, na representação dos trabalhadores Funcamp e na promessa de retomada da jornada de 30 horas na saúde.

porFernanda de Freitas

Sindicato tem nova reunião de negociação com a reitoria amanhã

Acontece amanhã (3), às 10 horas, a terceira reunião de negociação da Campanha Salarial 2013 entre o STU e a reitoria da Unicamp. Durante o encontro, o sindicato apresentará a contraproposta de implementação da isonomia aprovada em assembleia geral no último dia 12 de junho, que reivindica a extensão de duas referências a todos os trabalhadores a partir de julho (adiantando a proposta de referência no processo avaliatório do segundo semestre), a desvinculação da isonomia do processo de avaliação de desempenho e a definição de quais critérios serão usados para compensar os trabalhadores que voltarão ao piso de seus respectivos níveis.

Embora tenha anunciado na segunda reunião de negociação da Campanha Salarial, realizada no dia 11/06, que a primeira etapa do processo de implementação da isonomia, prevista para o decorrer deste ano, custaria anualmente R$ 50 milhões aos cofres da Universidade, as planilhas de custo enviadas pela reitoria ao STU mostram que, na realidade, a Unicamp gastará até o final desse ano pouco mais de R$ 11 milhões, com um impacto irrisório de 1,55% na folha de pagamento.

Esse valor é muito inferior aos R$ 18 milhões gastos anualmente com o pagamento de supersalários (vencimentos recebidos acima do teto constitucional) e muito menos do que os R$ 150 milhões destinados à compra da Fazenda Argentina, o que comprova a viabilidade da contraproposta elaborada pelos trabalhadores.

Na reunião de amanhã também deverá ser firmado o acordo referente à retirada das punições decorrentes da greve de 2011.

O sindicato enviou à reitoria no mês passado uma proposta nos moldes da reposição de 2010 (participação em eventos que ocorrerem na Unicamp), conforme definido em assembleia da categoria, e a administração da Universidade mostrou disposição em fechar um acordo nesses moldes.

O STU também espera avançar nos demais pontos de pauta que ainda aguardam negociação (valorização da educação infantil, extensão do auxílio-alimentação para os aposentados e 30 horas na saúde).

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Boletim 022/2013

Baixe aqui o Boletim 022/2013, de 23 de abril de 2013.

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Informativo STU/DCE

Baixe aqui o Informativo STU/DCE, de 02 de fevereiro de 2013.

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Fernando Costa ainda deve explicações sobre nomeação de Paulão

Luciana Araújo

Até o próximo dia 19 o responsável pela gestão da Unicamp ainda é Fernando Costa. Diante disso, em defesa da transparência pública, o STU volta a questionar publicamente quais as funções assumidas pelo ex-pró-reitor Paulo Eduardo Rodrigues Moreira da Silva ao ser nomeado Assessor da Administração Superior. E quanto o professor Paulão está recebendo da Universidade, tendo em vista que seus vencimentos foram questionados pelo Tribunal de Contas do Estado duas vezes?
Paulão foi nomeado em 1º de novembro de 2012 para o cargo mencionado acima, um dia após a edição do Boletim do STU nº 58/2012 divulgar que conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Dimas Ramalho determinou que diversos dirigentes da Universidade devolvessem valores recebidos acima do limite legal de salários no ano de 2009. Paulo Eduardo era chamado a ressarcir mais de R$ 40 mil. Chamou a atenção também o fato de que portaria com a nomeação só foi publicada em Diário Oficial dois meses depois, em 3 de janeiro deste ano. A remuneração para o cargo, de acordo com a resolução GR-17/2009, é de até 50% do salário de um professor MS-3 (cerca de R$ 4 mil). O valor seria acrescido aos vencimentos recebidos pelo ex-pró-reitor, que também é citado pelo TCE entre os supersalários da Unicamp, com rendimentos médios de R$ 39 mil/mês em 2011.

Prejuízos à Universidade

Outro questionamento feito pelo STU ao atual reitor é por que alguém que responde a uma série de questionamentos jurídicos foi reconduzido à alta administração da Unicamp?
A reportagem do STU apurou que Paulão é citado ainda em quatro acórdãos (decisões colegiadas) do TCE que consideraram irregulares contratações feitas pela Universidade sob responsabilidade do ex-PRDU.
Em 11 de dezembro do ano passado o TCE julgou irregular contrato com a Pema Engenharia para obras da ampliação da biblioteca do IFCH. O contrato foi aditado diversas vezes e, segundo o TCE, as mudanças geraram atraso na obra, que terminou três anos após o prazo estabelecido. Nesse caso, Paulão foi condenado a pagar multa no valor de R$ 9,2 mil. O professor José Tadeu Jorge também foi multado em R$ 5,5 mil porque, na condição de reitor, assinou o oitavo aditivo contratual.
Em setembro de 2012 o TCE já havia julgado irregular o aditamento a um contrato de assinatura de periódicos firmado com a empresa Periodicals Publicações Técnicas Ltda após o contrato inicial ter sido também considerado irregular. Paulão assinou o aditamento. O Ministério Público de São Paulo foi notificado e o reitor Fernando Costa tinha até 11 de novembro do ano passado para se manifestar junto ao TCE sobre as medidas adotadas.
A Unicamp recorre ainda de outros dois acórdãos do TCE. Um deles refere-se a decisão da 1ª Câmara daquele Tribunal que julgou irregulares os termos de aditamento e de concessão de recomposição de valores do contrato entre a Unicamp e a Simples Comércio, Locação e Serviços LTDA para aluguel de máquinas copiadoras, fornecimento de papel e grampos e assistência técnica. No outro, o pleno do Tribunal rejeitou recurso da Universidade contra decisão que julgou irregulares a licitação e o contrato, bem como ilegais as despesas correntes no contrato entre a Unicamp e a empresa Rio Verde Engenharia e Construções LTDA. O ajuste visava a construção do anfiteatro, terraço e blocos 1, 2 e 3 do campus de Limeira. Paulão e Edna Aparecida Coloma (diretora geral de administração) foram condenados a pagar multas de 200 Ufesps (R$ 3.874,00) cada um. A Universidade tenta rescindir a condenação.
Por conta da rejeição das contas de sua gestão à frente da Funcamp (1994-1996) pelo Tribunal de Contas da União, a candidatura do ex-pró-reitor a vice-prefeito da cidade já havia sido cassada.

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Reitoria não responde para quanto vai o salário do Paulão

No final da tarde desta quinta-feira (28) a reitoria Fernando Costa divulgou uma “Nota da Unicamp” em resposta ao Boletim do STU 009/2013, que publicizou na manhã de ontem a nomeação do ex-pró-reitor Paulo Eduardo Moreira Rodrigues para o cargo de Assessor da Administração Superior.

A nota da reitoria comenta o fato de que “o assunto já foi devidamente esclarecido pela Fundação de Desenvolvimento da UNICAMP (FUNCAMP), em nota divulgada no dia 22 de junho de 2012”. O problema é que o “esclarecimento” da administração, mais uma vez, tergiversa sobre os principais questionamentos feitos pelo sindicato:

1) Quanto o professor Paulão está recebendo da Universidade, tendo em vista que seus vencimentos já foram questionados pelo Tribunal de Contas do Estado por duas vezes (em despacho do conselheiro Dimas Ramalho que determinou a devolução de mais de R$ 40 mil recebidos além do teto constitucional no ano de 2009, e pela auditoria das contas relativas ao exercício financeiro de 2011)? Ainda que os processos sigam tramitando e caiba recursos, os questionamentos institucionais estão postos e não podem ser simplesmente ignorados pela reitoria de uma das mais importantes universidades do país.

2) Por que alguém que responde a uma série de questionamentos jurídicos foi nomeado para um cargo da alta administração da Unicamp? Afinal, além do problema da rejeição das contas da gestão de Paulo Eduardo à frente da Funcamp (1994-1996),  que levou à impugnação de sua candidatura a vice-prefeito de Campinas em 2012 pela lei da Ficha Limpa porque o Ministério Público Eleitoral considerou que havia irregularidades “insanáveis”, o professor ainda está envolvido nos processos relativos ao escândalo dos supersalários na Unicamp (como já referido acima).

3) Afinal de contas, qual é a função de fato desempenhada pelo Paulão no cargo de Assessor de Administração Superior?

ENTENDA O CASO

Em 1º de novembro de 2012, Paulo Eduardo Rodrigues Moreira da Silva foi nomeado para o cargo de Assessor da Administração Superior. A nomeação foi assinada pelo reitor Fernando Costa um dia após a edição do Boletim do STU nº 58/2012 divulgar que um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado determinou que diversos dirigentes da  Universidade devolvessem valores recebidos acima do limite legal de salários no ano de 2009. Paulão era chamado a ressarcir mais de R$ 40 mil.

A portaria só foi publicada em Diário Oficial dois meses depois, em 3 de janeiro deste ano.

O ex-pró-reitor também é citado pelo TCE entre os supersalários da Unicamp, com rendimentos médios de R$ 39 mil/mês em 2011.

De acordo com a resolução GR-17, de 2009, a remuneração adicional para o cargo ocupado por Paulão é de até 50% do salário de um professor MS-3 (cerca de R$ 4 mil).

porFernanda de Freitas

DO OESP: USP, Unesp, Unicamp e Fapesp têm juntas sobra de R$ 7 bilhões em caixa

Confira as matérias publicadas pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, no sábado, 23/02, sobre a reserva de caixa das universidades paulistas:

 

Jornal Estadão - 23/02/13

USP, Unesp, Unicamp e Fapesp têm juntas sobra de R$ 7 bilhões em caixa

Reserva financeira das universidades estaduais e da agência de fomento à pesquisa irrita Alckmin, que questiona por que dinheiro não é investido

Por Bruno Boghossian e Carlos Lordelo, para “O Estado de S. Paulo”

As três universidades públicas paulistas – USP, Unesp e Unicamp – encerraram o ano fiscal de 2012 com R$ 6 bilhões em caixa. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp) também tinha saldo positivo em 31 de dezembro, de R$ 1,02 bilhão. Os números foram apresentados em janeiro ao governador Geraldo Alckmin. Segundo aliados, ele reagiu com irritação, por julgar que as instituições deveriam investir mais em infraestrutura e na ampliação de projetos.

Os dados foram extraídos do Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem) de São Paulo. A principal fonte de recursos das universidades e da Fapesp é o repasse de 10,57% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) recolhido pelo governo. Quanto maior a arrecadação, mais dinheiro entra nos cofres das instituições.

A avaliação de parte do governo é de que os contribuintes estariam pagando um tributo que não estaria sendo utilizado.

Alckmin teria ficado incomodado com o fato de que dirigentes das instituições costumam brigar por cada centavo de seus orçamentos. O dinheiro, no entanto, fica parado, sob a alegação de que a maior parte está comprometida com despesas já assumidas. A reserva também serviria para cobrir eventuais quedas de receita em decorrência de variação da arrecadação do ICMS.

Por seu tamanho, a USP recebe a maior fatia do repasse do imposto (5,029%). É também a universidade com o maior colchão financeiro: fechou 2012 com R$ 3,4 bilhões em caixa (acumulados ao longo dos anos). É uma sobra que quase se equivale ao orçamento anual da instituição. Para 2013, ele é de R$ 4,3 bilhões, dos quais 93% vão para gastos com pessoal.

O investimento em outras áreas teve desaceleração e até queda, como uma reportagem do Estado mostrou em janeiro. O orçamento de obras para este ano, por exemplo, caiu 10,7% na comparação com 2012. O alto custo com salários, benefícios e aposentadorias já leva o reitor João Grandino Rodas a cogitar buscar recursos em outras fontes, entre elas a iniciativa privada, caso a universidade “precise de mais do que recebe”.

Poupança. Integrantes do governo paulista dizem que o montante à disposição das quatro instituições se acumulou ao longo dos últimos anos. Sendo que só em 2012, com o rendimento da “caderneta de poupança” de 10% a 12%, foi possível economizar cerca de R$ 650 milhões.

O secretário estadual da Fazenda, Andrea Calabi, afirma que a economia feita pelas instituições é positiva, pois permite que elas mantenham uma situação confortável em seus caixas. “A parcimônia na gestão de caixa de todas as entidades públicas não é malvista pelo Tesouro. É claro que o objetivo é executar seus programas, mas a parcimônia é bem-vista quando tem caráter de precaução”, diz.

Questionado sobre o desempenho administrativo das instituições, Calabi foi sucinto: “A execução dos programas sempre está aquém do desejado. Sempre buscamos mais realizações.”

 

Instituições rejeitam ideia de ter verba ‘disponível’

As três universidades declaram que o colchão financeiro já está comprometido com despesas do ano passado

As universidades estaduais alegam que a maior parte dos recursos guardados está comprometida com despesas já assumidas. O colchão financeiro também serviria para cobrir eventuais quedas de receita em decorrência da flutuação do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Em 2013, a previsão é de que o governo arrecade menos do que nos anos anteriores.

Em nota, a USP diz que o valor real disponível é de R$ 3,306 bilhões e há uma sobra a pagar referente a 2012 de R$ 463 milhões. Outros R$ 805 milhões vão para investimentos, em fase de planejamento ou licitação, em obras ainda não executadas. O dinheiro acumulado também será utilizado para cobrir R$ 509 milhões em despesas previstas no orçamento deste ano e que não terão cobertura do Tesouro estadual.

Ainda assim, sobraria em caixa cerca de R$ 1,5 bilhão, quase um terço do orçamento de 2013.

Ainda de acordo com a USP, a reserva financeira decorre de uma “gestão prudente” dos repasses do governo e do planejamento orçamentário da instituição. “Em caso de evolução desfavorável da arrecadação do ICMS, (a reserva permite) garantir a manutenção dos compromissos da universidade, tendo em vista que a despesa com pessoal é incomprimível, e para consolidar e manter o programa de expansão de vagas.”

A Unesp afirma que dispõe de R$ 886 milhões no seu balanço patrimonial referente a 2012 – 60% desse valor estaria comprometido com restos a pagar. Os outros 40%, segundo a universidade, são compostos de recursos federais repassados por meio de convênios e receita própria oriunda de atividades de ensino e pesquisa. “Dentro dos 40%, a universidade não pode prescindir de recursos para honrar despesas de custeio, contratos e investimentos no ano corrente, principalmente quando o repasse do ICMS é inferior às despesas mensais”, diz a Unesp em nota.

Já a Unicamp nega ter “recursos disponíveis”. Diz que “grande parte” de sua reserva financeira serve para pagar despesas já assumidas. O saldo da instituição, excluindo-se as verbas extraorçamentárias, é de R$ 1,1 bilhão. O que não está comprometido com restos a pagar constitui uma “reserva técnica” de R$ 244 milhões para cobrir eventuais quedas de receita.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo