Arquivo de tag greve

porStéphane Powaczuk

Fórum das Seis lança moção de apoio às nossas reinvidicações

O Fórum das Seis lançou no dia 29 de agosto uma moção de apoio às reivindicações dos servidores e servidoras técnico-administrativos/as da Unicamp.

Confira o arquivo a seguir na íntegra:

porStéphane Powaczuk

Boletim do STU – 25-08-2023

CLIQUE AQUI para baixar o Boletim nº29, de 25 de agosto de 2023.

porStéphane Powaczuk

Assembleia aprova Paralisação e vai votar início da GREVE na próxima quinta (24)

A Assembleia de hoje (17) aprovou que, na próxima quinta-feira (24), a categoria vai PARALISAR suas atividades e realizar uma nova assembleia para votar o indicativo de GREVE, por tempo indeterminado, contra o Ponto Eletrônico (PE) e pela Pauta Específica.

Há tempos estamos denunciando, através dos nossos boletins, inúmeros motivos porque somos contra essa implantação, e a partir das péssimas experiências relatadas pelos/as companheiros/as da USP, como por exemplo desconto de horas por conta de emendas de feriados e recesso, temos absoluta certeza que o risco que estamos correndo em sermos penalizados por horas a serem compensadas, assédio moral, e o fim do pagamento das horas extras é muito grande.

Agende sua reunião de unidade urgente

Estamos no momento crucial de continuarmos a nossa mobilização para realizarmos um grande ato dia 24/08. Para isso é importante que a sua unidade agende urgentemente uma reunião e informe a Secretaria do STU através do telefone (19) 3521-7412 ou e-mail [email protected], para que um/a diretor/a possa comparecer.

Rumo à GREVE

Os companheiros da UNESP, em greve desde o dia 08/08, já conquistaram duas referências na carreira, o que significa cerca de 10% de reajuste de salário para todos/as funcionários/as, sendo ativos/as e aposentados/as. Mais uma vez podemos comprovar que a luta e a mobilização são formas de arrancarmos conquistas.

Agora chegou a nossa hora, a nossa mobilização está crescendo e aponta a necessidade de endurecer as ações para barrar a arbitrariedade do Ponto Eletrônico.

Precisamos ir para cima do reitor e mostrar que estamos insatisfeitos com a falta de negociação da nossa pauta específica, que queremos ISONOMIA com a USP, o nosso abono de R$10 mil, e auxílio nutrição para os/as aposentados/as também.

Fasubra

A assembleia aprovou uma delegação de diretores do STU para a Plenária da Fasubra que vai acontecer em 30/09 e 1º/10, em Brasília.

Comissão de Organização da Greve

Na assembleia foi tirado uma comissão de comunicação e um comando de mobilização, as inscrições podem ser feitas na secretaria do STU ou pelo e-mail: [email protected]

Nossa última Paralisação (16/08), recebeu vários apoios, de entidades sindicais, de parlamentares, movimento estudantil, da Fasubra, do Deputado Estadual Giannazi (PSOL), vamos manter o ritmo e aumentar a pressão contra o Tom Zé!

Esperamos você, dia 24/08, às 12h, na Praça da Paz para deliberarmos sobre o nosso indicativo de Greve!

porStéphane Powaczuk

OCUPA Brasília leva milhares às ruas em defesa da Educação

Milhares de trabalhadoras, trabalhadores da educação e estudantes tomaram a Esplanada dos Ministérios, no OCUPA Brasília nesta terça-feira (14/06). Atos também foram realizados no Congresso Nacional – em frente ao Anexo II e no Auditório Nereu Ramos, em defesa da educação, contra os cortes orçamentários do MEC, contra as privatizações das estatais e todos os ataques ao serviço público. O protesto terminou com uma atividade político-cultural nas proximidades do Teatro Nacional, com a apresentação do Maracatu Tambores do Amanhecer e do rapper GOG. Parlamentares da oposição também estiveram presentes na luta. A FASUBRA Sindical contou com a participação ativa das entidades de base.

Na última semana, o governo Bolsonaro anunciou mais um corte no orçamento do Ministério da Educação no valor de R$ 3,2 bilhões, que vai atingir diretamente o funcionamento das universidades e institutos federais. Os ataques são constantes, como a proposta de instituição de mensalidades nas IFE (PEC 206) e, ainda ontem, o Senado aprovou o PLP 18/22 que retira recursos do Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Professores. A Câmara dos Deputados, por sua vez, reparou o erro e aprovou uma emenda que garante que os entes federados que perderem recursos do ICMS sejam compensados pela União e obriga estados, municípios e o Distrito Federal a manter a execução proporcional de gastos mínimos constitucionais com saúde e educação, incluindo os recursos do Fundeb.

“Estamos hoje em um momento de emergência, mais uma vez, com o PLP 18/22 tentando arrebanhar recursos da Educação e ao lado dos cortes que foram realizados semana passada fazem esse mosaico tenebroso do governo Bolsonaro contra a educação, contra o SUS e contra o Brasil. Por isso estamos aqui resistindo, estaremos contrários a esse conteúdo e sempre juntos na luta. Pela educação pública, gratuita e de qualidade”, destacou a deputada federal Alice Portugal (PCdoB/BA) no ato em frente ao Anexo II. Veja a fala na íntegra: https://bit.ly/3QrsssU.

O ato ainda abordou temas como a recomposição inflacionária; a corrupção envolvendo o MEC; a revogação da Emenda Constitucional 95 (Teto de Gastos); contra as privatizações; e em defesa e respeito à classe trabalhadora do serviço público, entre outros. Servidoras e servidores da Funai – Fundação Nacional do Índio – se somaram ao protesto e cobraram justiça pelo desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phllips, que foram assassinados durante uma viagem na terra do Vale do Javari, no Amazonas, no último dia 5/06. Eles ainda pediram mais segurança para trabalhadores em áreas de proteção.

O coordenador-geral da FASUBRA Toninho Alves afirmou no ato do Nereu Ramos que há um processo de desmonte das universidades e do Estado brasileiro em curso. “Há um projeto nesse país, por parte desse governo, que é atacar as universidades públicas, a educação brasileira e declarar guerra cultural com o processo do negacionismo, de ataque à ciência, à tecnologia e acima de tudo para acabar com os pensadores ou aqueles que ousam enfrentar o sistema do país”. Veja a fala na íntegra: https://bit.ly/3tH3vA3.

Quando a manifestação passou em frente ao MEC, Toninho mandou um recado ao ministro Victor Godoy. “Estamos aqui hoje para dizer ao ministro que a luta dos estudantes e dos trabalhadores unificou. Já caíram quatro ministros e nós estamos preparados para derrubar mais um, caso ele não reveja os cortes orçamentários que foram aplicados. Por isso estamos na luta, estamos resistindo e vamos defender as universidades públicas e os institutos federais”, reforçou. Veja a íntegra: https://bit.ly/39oAlPv.

O deputado federal Glauber Braga (PSOL/RJ) disse que os que querem destruir a educação pública não vão prosperar. “O que está acontecendo hoje é muito importante e essa tem que ser uma etapa para o crescimento da mobilização. Se eles imaginaram que iam passar a boiada sem nenhum tipo de resistência é porque não conhecem e imaginam a força dos estudantes de todo o Brasil. É pé na bunda do Bolsonaro. Viva a educação pública brasileira e fora Bolsonaro”. Confira: https://bit.ly/3b4RAW8.

No ato cultural o rapper GOG também mandou o seu recado para a FASUBRA. “Dizer a vocês que é importante reforçar atos como este aqui na Esplanada dos Ministérios, trazendo a nossa voz, a voz do povo sobre a importância da educação popular que é a nossa cara, que é a nossa história”, afirmou.

Para a Direção Nacional da FASUBRA Sindical este ato é mais um do processo de mobilização dos TAE em defesa da universidade pública e a Federação debaterá no Fonasefe e com as entidades da educação um calendário da mobilização no segundo semestre que unifique a luta dos segmentos do serviço público e a população para impedir a entrega das estatais e o desmonte da educação.

porFernanda de Freitas

Greve é eminente na Unicamp

Diante da omissão do reitor na discussão sobre retorno ao trabalho remoto e os problemas na Área da Saúde, categoria decreta Estado de Greve

Dia 10 é dia de Paralisação com Ato em frente à Reitoria.

Basta! Não dá mais para ficar esperando a reitoria fazer caixa às nossas custas e ainda prejudicar a nossa saúde.

Num momento em que há mais recursos financeiros na história da Unicamp, nossa defasagem salarial acumulada desde 2012 corresponde à quase 40%, sendo 20% acumulada apenas nos dois últimos anos; os hospitais estão operando acima da sua capacidade máxima e os trabalhadores da Área da Saúde estão exaustos e doentes, o reitor Tom Zé, se recusa a dialogar com a categoria trazendo para a Unicamp a política de arrocho e descaso do João Dória no Estado de São Paulo.

Recentemente o portal de notícias “A Cidade On” divulgou um dado alarmante, são mais de 560 profissionais de saúde afastados. Uma VERGONHA!

A Área da Saúde clama por melhoria nas condições de trabalho, por reposição de vagas, garantia de EPI’s e proteção aos trabalhadores. Sem contar a luta pela insalubridade grau máximo para todos da Saúde, que há dois anos vem enfrentam, o Covid-19 e agora o surto de gripe Influenza H3N3, muitas vezes sem as devidas condições.

Volta ao trabalho remoto é urgente

Assim como fez a Unesp, vamos cobrar do reitor o retorno ao trabalho remoto por conta do avanço da Covid-19  com a nova variante que é altamente contaminante.

A reitoria fez reunião com a bancada de funcionários e docentes para discutir o retorno presencial e após solicitação das entidades marcou reunião com STU e ADunicamp para a próxima quinta-feira (3).

Na próxima semana o Sindicato fará assembleia para avaliar o resultado dessas reuniões e decidir as ações dos trabalhadores.

Tom Zé precisa retomar o trabalho remoto porque o CECOM não dá mais conta de atender os funcionários doentes.

Queremos 20% de reajuste já!

O Fórum das Seis já decidiu que sem negociação efetiva do reajuste salarial, não vamos iniciar o semestre letivo em março e ainda discutir a greve. Mas a nossa assembleia, realizada dia 27/01, defendeu a antecipação da greve ainda fevereiro para atrasar o calendário de aulas e forçar os reitores a negociarem o reajuste de 20%, a partir de janeiro/22.

Essa medida também dificulta qualquer tentativa dos reitores de quebrar a isonomia e dividir os trabalhadores.

Respeitando a isonomia, mas sem perder a unidade com os companheiros da USP e Unesp, nossa assembleia já aprovou Estado de Greve e indicou assembleia, entre 16 e 17/02, para discutir os indicativos do Fórum das Seis sobre a viabilidade da greve.

A pauta da assembleia será a organização da greve para pressionar à reitoria a retomar o trabalho remoto e dar resposta às demandas da Área da Saúde.

A categoria decidiu também pela unificação com o calendário da Fasubra, que aponta uma jornada de luta com mobilizações nacionais e greve sanitária, em 09/03, pelo reajuste salarial e mais segurança para os técnicos-administrativos federais. As ações serão disparadas aqui na Unicamp com a realização do Ato com Paralisação, previsto para 10/02.

Vem pra paralisação

É fundamental que os diretores, membros do Conselho de Representantes do STU (CR) e demais representantes do conselho façam reuniões nas suas unidades para preparar as mobilizações.

A Paralisação com Ato, dia 10/02 (quinta-feira), será híbrida para que todos possam participar. A concentração acontece a partir das 9h, em frente à reitoria.

Recomendamos que somente os vacinados com a segunda dose e que não estejam com gripe ou Covid-19, sejam sintomas ou comprovação de quadro, participem da mobilização presencial.

Se não for possível estar na frente da reitoria, acompanhe a transmissão online e ao vivo e participe através da sala virtual.

Precisamos dar um basta e lutar por nossos direitos!

Dia 10, todos à frente da reitoria para exigir respeito aos trabalhadores da Saúde e nossa reposição salarial!

porFernanda de Freitas

Boletim STU 051/2018

Boletim do STU 051/2018, de 4 de Julho de 2018

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

porFernanda de Freitas

Boletim STU 049/2018

Baixe aqui o Boletim STU 049/2018, de 2 de Julho de 2018.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

porFernanda de Freitas

Greve e punição ao trabalhador

Ao final da nossa greve o reitor se comprometeu junto ao STU que o funcionário grevista não pode ter desconto ou falta alguma em sua vida funcional, pois qualquer punição caracteriza uma retaliação ao exercício do direito de greve.

É preciso destacar que a greve não caracteriza falta injustificada. Por isso, o funcionário não pode ser punido se não comparecer ao serviço durante a paralisação coletiva da categoria.

Desta forma, o trabalhador que ainda tiver qualquer dúvida ou problema em sua unidade – como faltas, descontos e punições – deve entrar em contato com o STU para denunciar o fato.

Não será tolerada nenhuma penalização decorrente da greve!

porFernanda de Freitas

Trabalhadores da Unicamp suspendem greve e aprovam contrapropostas

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Assembleia Geral dos Trabalhadores da Unicamp realizada no Ciclo Básico

A Assembleia Geral dos trabalhadores da Unicamp, realizada hoje (11), decidiu suspender a greve iniciada em 23 de maio. Os funcionários técnico-administrativos retornam ao trabalho na próxima segunda-feira (15).

Após 80 dias de greve, a categoria decidiu que o STU deve ajuizar um pedido de abertura de processo de dissídio coletivo para solucionar o impasse entre a instituição e os trabalhadores no que diz respeito às questões econômicas como isonomia e reajustes de salário e de benefícios.

Nossa Campanha Salarial cobrou reajuste salarial de 12,34% e o Cruesp concedeu apenas 3%, índice que não repõe a inflação período e reconhecido pelo reitor José Tadeu Jorge como insuficiente.

De acordo com o diretor do STU, Antônio Alves Neto, o que fica para os trabalhadores é um saldo organizativo da greve em diversas unidades da Unicamp, como a Área da Saúde e a Divisão de Educação Infantil e Complementar (Sistema Educativo), que têm mais dificuldades de mobilização e sofrem pressão por conta da especificidade do serviço. “Os próximos passos é conseguir junto à reitoria a devolução do desconto de greve, garantir que não haja punição aos trabalhadores e avançar na mesa de negociação dos pontos da Pauta de Reivindicações Específicas”, explicou o dirigente sindical.

Na próxima quarta-feira (17) haverá reunião com a reitoria da Unicamp e uma Comissão de Negociação formanda na assembléia com indicação de representantes das unidades que estiveram na greve. O objetivo é cobrar a retirada imediata dos descontos e a construção de um calendário de negociação da pauta. Também iremos apresentar uma contraproposta construída e aprovada em assembleia.

“Encerramos a greve, mas vamos continuar mobilizados fazendo reuniões e cobrando negociação com o reitor de todos os itens da nossa Pauta de Reivindicações Específicas”, afirmou a coordenadora geral do STU, Margarida Barbosa.

A diretoria do sindicato defende que a decisão de continuar ou não em greve sempre esteve nas mãos dos trabalhadores e cada passo dado foi no sentido de garantir o cumprimento das nossas reivindicações. “A assembleia apresentou um conjunto de contrapropostas a ser debatido e esperamos que na próxima reunião com o reitor possamos avançar nos pontos que interessam aos trabalhadores”, relatou o diretor Antônio Alves Neto.

A categoria apontou para a próxima quinta-feira (18) a realização de uma Assembleia Geral com Paralisação para discutir o resultado da negociação entre os trabalhadores, STU e reitoria.

A assembleia formou uma comissão de trabalhadores para analisar junto com a assessoria jurídica do STU os trâmites para o pedido de dissídio que ainda não tem data para ser ajuizado.

Conselho de Representantes

Também foi aprovado que o sindicato inicie um processo de recomposição do CR (Conselho de Representantes) para garantir a continuidade e fortalecimento da mobilização.

O processo eleitoral e os procedimentos para recomposição do conselho deverá ser feito no prazo máximo de 15 dias, respeitando o regimento e estatuto da entidade.

Fórum das Seis Entidades se reúne com o Cruesp

No momento, ainda está em andamento a reunião entre o Cruesp e o Fórum das Seis Entidades. A intenção é cobrar dos reitores respeito à isonomia, nenhuma repressão aos grevistas e empenho na busca de mais recursos financeiros para as universidades estaduais paulistas.

porFernanda de Freitas

Trabalhadores apostam no fortalecimento da greve para garantir o pagamento dos descontos

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A maioria da assembleia aprovou a continuidade da greve

Os trabalhadores da Unicamp reunidos em Assembleia Geral, na tarde desta quinta-feira (4), aprovaram a continuidade da greve, que começou no dia 23 de maio.

Os servidores decidiram intensificar a mobilização para garantir a revogação dos descontos salariais realizados este mês pela reitoria da Unicamp, além de realizar um Ato Conjunto com os estudantes na próxima segunda-feira (8), pela manhã, em frente à reitoria, com objetivo de lutar contra as punições e sindicâncias abertas contra as duas categorias.

A categoria aposta no fortalecimento do movimento grevista e na ampliação da campanha #ForaTadeu para pressionar o reitor José Tadeu Jorge que reconhece que 3% de reajuste salarial são muito pouco, mas não apresentou nenhuma proposta viável até o momento. Os trabalhadores cobram 12,34% de reposição salarial.

A assembleia também autorizou que o STU pague os descontos salariais promovidos pela Unicamp em decorrência dos dias parados dos funcionários em greve. O pagamento será feito nos próximos dias com os recursos do Fundo de Greve e, caso necessário, serão utilizadas as reservas para a construção da nova sede da entidade, aprovadas no plano de lutas do XIII Congresso dos Trabalhadores da Unicamp.

Para utilização dessas reservas aprovadas em congresso o STU convocará Assembleia Orçamentária para aprovação dos novos custos.

Em artigo publicado no site “Juízes para Democracia” o jurista e professor livre docente de direito do trabalho brasileiro na USP, Jorge Luiz Souto Maior, afirma que “o direito do recebimento de salário é um efeito obrigacional inegável na medida em que, por lei, o não recebimento de salário somente decorre de falta injustificada ao serviço, ao que, por óbvio, não se equipara a ausência de trabalho em virtude do exercício do direito de greve. É evidente que o exercício de um direito fundamental, o da greve, não pode significar o sacrifício de outro direito fundamental, o do recebimento de salário”.

Desta forma, o STU defende que o exercício do direito de greve está mais que justificado, pois, afinal, a greve é um direito do trabalhador e o pagamento do salário um dever do gestor. O entendimento da entidade é que a reitoria está punindo o trabalhador por exercer um direito que é dele.

A diretoria do STU apresentou à assembleia uma metodologia para devolução dos descontos pela entidade. O procedimento, que foi aprovado pela categoria, se dará da seguinte forma:

  1. Apresentar, pessoalmente na sede do STU, cópia do holerite com o desconto dos dias parados;
  2. Assinar Termo de Compromisso junto ao STU para devolução total dos valores assim que a reitoria pagar os descontos salariais (revogar efetivamente o corte de pontos);
  3. Sindicalizar-se no momento do credenciamento, caso ainda não seja sindicalizado;
  4. Se tiver débito com o sindicato, de greve(s) anterior(es), o funcionário deverá negociar com a entidade.

A próxima Assembleia Geral está marcada para quinta-feira (11). E na segunda-feira (8) acontece mais uma reunião do Comando de Greve com objetivo de organizar o calendário de lutas e discutir a judicialização da greve e os efeitos de uma possível ação de dissídio.

porFernanda de Freitas

Intransigência: reitor se recusa a retirar descontos

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Reunião com a reitoria e os membros do Comando de Greve e da base

Hoje (3) à tarde aconteceu mais uma rodada de negociação entre a reitoria, a diretoria do STU e os representantes do Comando de Greve.

A categoria cobrou do reitor José Tadeu Jorge a retirada imediata dos cortes de pontos. No entanto, o gestor alegou que está seguindo a orientação jurídica da PG (Procuradoria Geral) que encaminhou a medida como forma de cumprir a Lei de Greve e dar retorno ao questionamento do MP (Ministério Público). Ele também afirmou que  cada unidade tem autonomia para descontar ou não os salários e “assim que o movimento acabar iremos proceder com a recomposição dos salários, o mais rápido possível, para garantir o cumprimento de um acordo de fim de greve”.

Por várias vezes o reitor tentou barganhar condicionando a retirada dos descontos ao fim da greve. Informou ainda que é possível imprimir uma folha suplementar com as alterações necessárias e que a devolução dos salários poderá ser feita em até cinco dias úteis. A categoria alegou que não é possível condicionar a retirada dos descontos ao fim da greve porque tal prática fere o direito de greve. E sobre o MP a indicação é que a reitoria informe ao órgão que estamos em processo de negociação da pauta de reivindicações.

Os trabalhadores cobraram um debate efetivo sobre a verba extraorçamentária, com abertura detalhada das contas da Universidade e o número do processo aberto no MP, para termos ciência dos argumentos utilizados para a ação. E o STU se comprometeu a encaminhar sugestão de agenda para discutir os itens prioritários da Pauta de Reivindicações Específicas.

Itens econômicos da pauta

Questionado sobre as perdas salariais o gestor disse que, assim que houver recuperação orçamentária, o Cruesp se compromete a realizar novas reuniões com o Fórum das Seis para discutir o tema que tem prioridade para o órgão. Tadeu reconheceu, mais uma vez, que 3% de reajuste são insuficientes, quando as perdas salariais representam quase 10%.

Em relação ao debate sobre os itens econômicos, o reitor voltou atrás em sua afirmação ao dizer que não se recusa a negociá-los. Disse que está disponível para discutir todos eles, mas alega que o problema é que não há a menor possibilidade de efetivação dos itens que causem impacto financeiro porque, neste momento de crise, não há espaço no orçamento para a realização de gastos na Universidade. “Não estamos proibidos de discutir os assuntos econômicos, podemos até discutir, mas não temos como ampliar os custos orçamentários”, explicou o reitor.

Tadeu justifica sua falta de diálogo, principalmente sobre os itens econômicos, como medida prática para agilizar a discussão do restante da pauta dos trabalhadores. De acordo com ele, discutir temas que não serão implementados pode atrasar a negociação de outras reivindicações.

O fato é que, se a Unicamp está passando por uma grave crise, só um segmento está arcando com os custos dos problemas da instituição. “Nós, trabalhadores, não podemos pagar a conta da Universidade sozinhos”, afirmou um trabalhador durante a reunião.

Para discutir essas e outras questões pertinentes à greve, o STU convoca toda a categoria para comparecer à Assembleia Geral, amanhã (4), às 10h, no CB (Ciclo Básico).

porFernanda de Freitas

Plenária dos Trabalhadores discutirá a greve

Devido à falta de vontade política do reitor Tadeu em negociar a nossa pauta e pela decisão autoritária de cortar os pontos dos funcionários técnico-administrativos que estão na greve, o Comando de Greve decidiu realizar uma Plenária dos Trabalhadores. Será amanhã (29), às 10h, no PB.

O objetivo é debater os rumos da greve, iniciada no dia 23 de maio, traçar estratégias que fortaleçam o nosso movimento e propor encaminhamentos que serão discutidos na assembleia, agendada para a próxima quinta-feira (4).

porFernanda de Freitas

Sem proposta concreta da reitoria, greve continua

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Assembleia Geral dos Trabalhadores da Unicamp aprova a continuidade da greve

Assembleia Geral reafirmou a continuidade da greve dos trabalhadores da Unicamp, que já completou dois meses.

Apesar de reconhecer que “o índice proposto não repõe as perdas salariais”, o reitor Tadeu, até agora, não apontou soluções para a crise na Universidade e continua jogando toda a conta sobre as costas dos trabalhadores.

]O tom da assembleia foi de indignação com a postura do reitor que não abre mão dos supersalários e da dupla matrícula pagos à alta cúpula da Universidade.

AS intervenções feitas pelos funcionários denunciam a falta de vontade política do reitor Tadeu em implementar as cotas raciais ou assumir compromisso de não punição ao movimento grevista.

Diante da situação, os trabalhadores concordaram que o momento exige a intensificação das mobilizações na Área da Saúde, como forma de pressionar para que haja negociação efetiva. E apontaram como “lema” da greve o “Fora Tadeu”, já que o gestor foi eleito pelos funcionários técnico-administrativos, mas não tem dado conta de garantir os compromissos firmados com a categoria, entre eles: isonomia, carreira, 30h na Saúde, cotas raciais e outras demandas.

A assembleia também aprovou a intensificação do movimento grevista na Área de Saúde como forma de pressionar para que haja negociação efetiva.

Amanhã (27), às 13h, no PB-13, ocorre nova reunião do Comando de Greve para discutir o calendário de luta do movimento e a próxima assembleia está prevista para 04/08 (quinta-feira).