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Sem negociação, Unicamp continuará parada

Hoje trabalhadores farão atividade nas guaritas da Unicamp seguida de passeata até o HC

Devido à intransigência do Cruesp, que desrespeita os trabalhadores ao “oferecer” reajuste zero, a luta segue na Unicamp e a greve unificada se mantém firme.
O reajuste é o mínimo de dignidade que os trabalhadores exigem, uma vez que a inflação vem consumindo os salários. Só a cesta básica, em São Paulo, subiu 12,01% apenas nos primeiros cinco meses de 2014.
Outras categorias já conseguiram repor a inflação. E, por meio da luta, os funcionários da Unicamp seguem exigindo uma negociação efetiva.
A AUSÊNCIA DE NEGOCIAÇÃO É, NA REALIDADE, UM TERCEIRO 0% QUE O CRUESP APRESENTOU À CATEGORIA. E ISSO OS TRABALHADORES NÃO VÃO ACEITAR.

Vamos devolver o terceiro zero ao Cruesp

Na Unicamp, continua a pressão pela reabertura de negociação com o Fórum das Seis. Na sexta-feira, foi realizado mais um ato na Universidade que mostrou que os trabalhadores repudiam a decisão do Cruesp.
Os reitores têm mostrado um enorme descaso com os trabalhadores ao não atender as reivindicações e ainda por cima cancelar a reunião já marcada com o Fórum. Em virtude disso, as três universidades estaduais de São Paulo continuam em greve por tempo indeterminado. Os reitores se recusam a negociar, mantendo à risca a proposta do Governo Geraldo Alckmin de arrochar os salários e sucatear os serviços públicos.
A pressão não vai parar, os trabalhadores querem negociação imediata!

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STU lança nova Carta Aberta à população

Baixe aqui o Carta_Aberta_STU, de 16 de Junho de 2014.

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Unicamp pede nova reintegração judicial, agora no RA

Na última sexta-feira a Unicamp novamente utilizou o Judiciário contra a greve e pediu a reintegração de posse do R.A. O mesmo já havia acontecido nos outros restaurantes.
O processo aconteceu pacificamente, mas a diretoria do STU e o Comando de Greve registram que é uma lástima que o reitor prefira usar a força do Judiciário do que negociar com a categoria.

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Boletim 037/2014

Baixe aqui o Boletim 035/2014, de 16 de Junho de 2014.

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Boletim 036/2014

Baixe aqui o Boletim 036/2014, de 13 de Junho de 2014.

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Cruesp mantém intransigência e desmarca reunião

Após formalizar a retomada de diálogo com os trabalhadores para esta sexta-feira (13), no fim do dia de ontem o pró-reitor de Administração da Unesp, Carlos Antonio Gamero, informou ao Fórum das Seis que a negociação está “suspensa”. De acordo com Gameiro, a reunião foi desmarcada porque ainda “persistem ocupações, piquetes e manifestações”.
Parece que agora os reitores vão atuar de forma ainda mais intransigente e, na prática, exigir o fim da greve sem ao menos dialogar com as categorias.
A coordenação do Fórum se reunirá nesta sexta pela manhã para discutir os próximos passos da mobilização.
Aqui na Unicamp, conforme deliberação do Comando de Greve que tem representação de toda a categoria, a mobilização segue. E a diretoria do STU cobra imediato posicionamento do reitor José Tadeu Jorge pela reabertura das negociações. A forma como o Cruesp agiu é desrespeitosa às categorias em luta e ao direito de greve, e só contribui para acirrar os ânimos. Os servidores e docentes das universidades estaduais paulistas reafirmam que estão abertos e reivindicam a negociação, mas é fundamental que aqueles que constroem a excelência da Unicamp, USP e Unesp sejam tratados com dignidade. NEGOCIAÇÃO JÁ!

AGENDA DA LUTA

Quinta-feira (12/06)

6h30 às 7h30 – Atividade nas entradas do HC
9h – Reunião das unidades
9h – Reunião Planta Física/Limeira

Sexta-feira (13/06)

6h30 às 8h – Atividade nas entradas do HC
6h45 – Panfletagem da DEdIC: CAS/Pronto-Socorro/HC/Caism/CECI (Maternal e Pré-escola)
8h15 – Panfletagem da DEdIC: CECI (Maternal e Pré-escola / Bercário) / Prodecad
8h30 – Reunião do Caism – Planejamento Familiar
12h40 – Panfletagem da DEdIC: CECI (Pré-escola)/CAS/PS/HC/Caism
15h – Comando de Greve

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Boletim 035/2014

Baixe aqui o Boletim 035/2014, de 30 de Maio de 2014.

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Após pressão, Cruesp agenda reunião para sexta-feira (13)

A greve das três universidades estaduais paulistas vem mostrando a força da categoria mobilizada e unida. Após a realização de diversas ações e atividades locais além de atos unificados por São Paulo, o Cruesp enviou um ofício hoje agendando uma reunião com o Fórum das Seis para sexta-feira, 13 de junho, às 9h, em São Paulo.

Isso mostra que só a luta arranca conquistas. Não fosse a mobilização da categoria, junto com professores e estudantes, os reitores não se disporiam a sentar para negociar. Os trabalhadores e trabalhadoras exigem agora uma reunião decisiva, que discuta de fato uma negociação de reajuste salarial e das pautas da categoria.

Após a reunião de negociação com o Cruesp está marcada uma reunião do F6, a ser realizada na sede da Adunesp/Sintunesp (Praça da Sé, 108, SP).

 

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A luta na Unicamp continua forte!

A greve unificada das universidades estaduais paulistas não para e segue a cada dia com mais força e dedicação. Hoje, na Unicamp, temos mais um dia importante de luta. Os trabalhadores organizarão panfletagens nas principais guaritas da universidade. Com essa ação, a categoria quer conversar com a população, trabalhadores e estudantes sobre a greve e sobre a importância desta mobilização.
A luta é pelo reajuste salarial e também pela defesa de uma universidade pública, democrática, transparente e de qualidade. Intransigências e falta de transparência como a da reitoria da USP expõe nossas universidades a debates e ameaças privatistas e excludentes.
O STU reafirma também a total disposição de debater as nossas pautas e negociar um reajuste com os reitores. A categoria já está respondendo ao reajuste zero com a greve, agora resta que CRUESP se pronuncie diante das reivindicações dos trabalhadores.

AGENDA DE LUTA!

Quarta-feira (11/6)
07h30 – Concentração no estacionamento da creche para panfletagem do boletim nas guaritas e conversa com trabalhadores, estudantes e população.
09h00 – Concentração para passeata, na guarita da FEA.
14h00 – Comando de Greve, na CB-1.
17h00 – Debate: “Problemas Estruturais no Brasil e os Movimentos Sociais”, com João Pedro Stédile, no IE.

ÁREA DA SAÚDE

06h00 – Concentração na F-1 do HC, para dialogar com a população

 

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Trabalhadores em greve realizam forte ato na USP

Manifestação organizada pelo Fórum das Seis reuniu servidores e estudantes das estaduais paulista em frente à reitoria da USP nesta terça-feira

Ontem mais uma ação unificada entre Unicamp, USP e Unesp deu mais uma vez o recado para os reitores: a categoria não vai se calar diante do reajuste zero e da enrolação para discutir nossa pauta específica de reivindicações. Em um ato bem representativo em frente à reitoria da USP, com trabalhadores e estudantes de todas as universidades, mais uma vez os reitores foram pressionados para negociar com o fórum das Seis.
O reitor Marco Antonio Zago sequer estava presente, pois ao saber da manifestação tratou de cancelar a reunião do Conselho Universitário para não ter que dialogar com a categoria. Além do desrespeito para com os trabalhadores ao oferecer nada de reajuste salarial, o reitor não se dispõe de conversar com as pessoas que estão exigindo apenas o mínimo de dignidade para trabalhar.
A universidade só se constrói com o trabalho de todas as pessoas envolvidas, sendo que os funcionários dedicam a maior parte de sua vida às atividades na universidade. Fora o fato de que muitos trabalham por duas ou três pessoas devido à falta de contratação de mais funcionários. A resposta que os reitores dão aos trabalhadores é reajuste zero. Além disso, seguem protelando a discussão da pauta específica da categoria, que já foi entregue aos reitores há pelo menos dois meses e meio.
Por isso, a categoria não se calará enquanto não houver uma negociação de fato.
O STU vem divulgando que a Unicamp tem uma reserva orçamentária de mais de R$ 1,3 bilhão, portanto, não tem desculpa de que os salários precisam ser congelados. As universidades estaduais paulistas seguem em greve contra a intransigência do Cruesp!

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Boletim 034/2014

Baixe aqui o Boletim 034/2014, de 30 de Maio de 2014.

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Todos ao ato unificado na USP

A greve unificada das universidades estaduais paulistas segue crescendo. Enquanto não houver negociação, a categoria seguirá unida e mobilizada. Hoje a luta acontece centralmente em frente à reitoria da USP, que de última hora ontem à tarde desmarcou a reunião do Conselho Universitário agendada para hoje. Mas os trabalhadores e trabalhadoras mantêm o ato, agora em frente à reitoria comandada por Marco Antônio Zago para cobrar o agendamento imediato da reunião imediata dos reitores com o Fórum das Seis para reabertura das negociações para enterrar “reajuste zero” do Cruesp.

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Manifestação arrancou primeira reunião na greve com Tadeu

Enquanto acontecia o ato em frente à reitoria nesta segunda-feira (9) o reitor José Tadeu Jorge recebeu pela primeira vez desde o início da greve uma comissão formada por servidores integrantes do comando de greve e diretores do STU.
Os trabalhadores cobraram o reitor sobre o reajuste zero e a paralisia das negociações com o Cruesp, e reafirmaram a necessidade da reitoria da Unicamp fazer gestões para que o Conselho de dirigentes das universidades paulistas defina hora e local para reunião, ainda nesta semana.
Tadeu se comprometeu a cobrar a reunião e disse que apresentou no Cruesp proposta de reposição pelo índice Fipe (cerca de 5%).
O STU e o comando afirmaram que a posição do Cruesp tem fragilizado as universidades, que sofrem ataques na mídia.
Em relação à pauta específica, o reitor se disse disposto a iniciar a negociação, comprometendo-se a iniciar o debate pela discussão da jornada de 30 horas na saúde.

 

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Dinheiro tem!

Como o Boletim do STU vem noticiando desde o início da greve, o problema para o atendimento das reivindicações da categoria não é financeiro. A Unicamp tem uma reserva orçamentária de mais de R$ 1,3 bilhão. Em verdade, desde 2008 a Universidade fecha o balanço financeiro com superávits.
Sobra dinheiro para aquisições duvidosas como a Fazenda Argentina, para os supersalários e para obras faraônicas (algumas delas praticamente abandonadas pelas empreiteiras que ganharam as licitações). Só para o salário dos trabalhadores, a jornada de 30 horas e a efetivação da isonomia é que não tem?
O que estamos vendo faltar é vontade política para atender às demandas de quem constrói a excelência da Unicamp. Por isso, a greve só cresce!

Grafico Superavits Unicamp

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STU apoia os metroviários de São Paulo contra a criminalização das lutas

O comando de greve da Unicamp aprovou ontem moção de solidariedade e apoio à luta dos metroviários e repúdio ao governador Geraldo Alckmin em razão da truculência contra a greve. Nesta segunda-feira 60 trabalhadores foram demitidos. Além disso, Alckmin já havia usado a Tropa de Choque da PM por diversas vezes contra os grevistas.
Os servidores em greve na Unicamp também repudiaram a declaração do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que manifestou apoio do governo federal ao tucano.
Após a Justiça do Trabalho impor o reajuste de 8,7% em julgamento no domingo, a categoria estava disposta a encerrar a greve, mas a notícia das demissões levou à necessidade de manter a categoria unida para defender o direito constitucional de todos os trabalhadores de fazerem greve sem serem reprimidos.
Metrô de SP: corrupção, supersalários e arrocho

Em março deste ano, o Ministério Público Estadual denunciou 30 executivos de 12 empresas por formação de cartel no Metrô do Estado entre os anos de 1998 e 2008, com envolvimento dos tucanos. No dia 4 de junho, o jornal de distribuição gratuita ‘Estação’ divulgou reportagem informando que em 2013 os ganhos de diretores e conselheiros do Metrô foram dez vezes maiores que os valores pagos em 2012 (R$ 22,4 milhões). Enquanto isso, o governo do Estado e a empresa se negam a conceder o reajuste reivindicado pela categoria (12% aumento real + da reposição da inflação).

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Boletim 033/2014

Baixe aqui o Boletim 033/2014, de 30 de Maio de 2014.

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9/6 – Todos ao ato na reitoria!

Vamos cobrar do reitor que atue para marcar o mais rápido possível a reunião de negociação entre o Cruesp e o Fórum das Seis, além do atendimento à pauta específica da categoria na Unicamp. A concentração terá início às 10 horas.

Na sexta-feira (6), o Cruesp enviou comunicado ao Fórum das Seis informando que os reitores aceitam se reunir com a categoria. Sabemos que foi a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras que arrancou esta reunião, que na verdade o Cruesp queria jogar para o segundo semestre.
Agora os trabalhadores querem saber a data da negociação, e que seja o mais breve possível. Por isso, será realizado um ato hoje em frente à reitoria para cobrar do reitor Tadeu um posicionamento diante deste cenário. Os trabalhadores e trabalhadoras exigem a nova reunião de negociação e a aprovação da pauta de reivindicações protocolada na reitoria. A categoria está aberta ao diálogo, resta agora o reitor se pronunciar!

Amanhã a luta é em São Paulo

Amanhã, trabalhadores da Unicamp, USP e Unesp farão um ato em frente à reitoria da USP, em São Paulo, cobrando a reunião com o Fórum das Seis e a recomposição salarial, além de manifestar nossa indignação com o reajuste zero. A greve na USP, Unicamp e Unesp continua forte e a categoria mobilizada tem conseguido pressionar os reitores à negociação.
O STU informa que serão passadas listas nas unidades. Os interessados também podem ligar ou enviar e-mail ao sindicato.

Cruesp comunicado 060614

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Greve segue forte na saúde

Os trabalhadores e trabalhadoras da saúde estão dando um exemplo de luta e organização e a greve segue crescendo nas unidades.
A categoria não tem se intimidado, mesmo com o assédio moral e as tentativas de enfraquecer o movimento grevista por parte da administração da Universidade.
O Centro Cirúrgico e o Pronto Socorro aderiram à paralisação e agora os trabalhadores já discutem a dispensa de procedimentos eletivos.
Os direitos só são conquistados com luta!

Assédio contra a greve no Centro Cirúrgico

Na medida em que os trabalhadores avançam na greve e na organização, começam a aparecer as ameaças e a intensificação do assédio moral.
Na sexta-feira (6), no CCG/HC, os trabalhadores mantiveram a postura de atrasar os procedimentos por duas horas, como forma responsável de participar da greve assegurando o atendimento de urgência e emergência à população. Mas, para o espanto de todos, o docente Paulo Palma, de forma agressiva e descontrolada ofendeu funcionários do Centro Cirúrgico, chamando-os – dentre outras ofensas desferidas especialmente contra mulheres – de preguiçosos. Isso porque não havia material em condições para realizar os procedimentos cirúrgicos, tendo em vista os problemas de contaminação já relatados no Boletim do STU e o mau funcionamento das máquinas de autoclave.
As trabalhadoras reagiram elaborando documento à direção do HC relatando o ocorrido e foram orientadas pela diretoria do STU a registrarem boletim de ocorrência.
Assédio moral é crime! Denuncie.

Direito de greve também é desrespeitado no CAISM

No CAISM, as chefias imediatas da Unidade de Internação e Escolta ameaçam /os trabalhadores de descontos quando estes participam dos atos. As ameaças variam desde descontar as horas que os trabalhadores participam das manifestações até abertura de processos administrativos, caso ocorra algum problema na assistência. Essas posturas são uma evidente afronta ao direito de greve.
O STU continuará a acompanhar a situação e denunciará todo desrespeito e ataques contra a categoria.

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Boletim 032/2014

Baixe aqui o Boletim 032/2014, de 30 de Maio de 2014.

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Do Valor: Reitores querem mais ICMS para elevar orçamento das universidades paulistas

Por Luciano Máximo | De São Paulo, para o Valor Econômico

Diante da atual crise financeira e pressão da comunidade acadêmica por melhores salários e mais transparência, os reitores das três universidades estaduais paulistas decidiram pedir mais recursos para composição orçamentária ao governo do Estado e até à União. Há dez dias, USP, Unesp e Unicamp enfrentam greve parcial de professores, funcionários e alunos, revoltados com a decisão de congelamento dos reajustes salariais deste ano – as três instituições comprometem hoje com folha de pessoal entre 95% e 105% do total de seus orçamentos, que somam cerca de R$ 9 bilhões em 2014.

A reitora em exercício da Unesp e presidente do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp), Marilza Vieira Cunha Rudge, conta que nos próximos dias vai negociar com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o secretário estadual da Fazenda, Andrea Calabi, o aumento da vinculação da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) destinada às universidades.

Há 25 anos, lei estadual determina que os orçamentos de USP, Unesp e Unicamp sejam compostos por um percentual da arrecadação líquida do principal tributo paulista. Em 1989, ano que marcou o início da autonomia universitária no Estado, o Tesouro destinava 8,4% da receita de ICMS. O percentual foi elevado em 1993 para 9% e desde 1995 está fixado em 9,57% – 5,02% para a USP, 2,34% (Unesp) e 2,19% (Unicamp).

A estratégia dos reitores é convencer o governo a considerar os juros e multas que envolvem a arrecadação do ICMS e não apenas o recolhimento líquido do tributo, o que representaria um respiro de cerca de R$ 360 milhões para as três universidades. “Ao invés de ser considerado o ICMS líquido, passaríamos a ter o produto total do ICMS, um grande auxílio”, diz Marilza. O reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, diz que a medida é adequada para fazer frente à forte expansão vivida pelas instituições nos últimos anos. “O número de vagas geradas na graduação e pós-graduação, por exemplo, é bastante superior ao crescimento do ICMS. Se pegarmos a Unicamp, certamente as vagas foram multiplicados por um fator três desde 1989; em termos reais, o ICMS não triplicou”, avalia Tadeu Jorge.

O argumento de professores, alunos e funcionários das três universidades é parecida com a do reitor da Unicamp. Só que eles querem uma vinculação ainda maior do ICMS para o ensino superior paulista: dos atuais 9,57% para 11,60%. Considerando a arrecadação do imposto em 2013, a diferença seria de R$ 2,2 bilhões a mais nos caixas das universidades.

“Na USP, entre 1989 e 2012, a matrícula da graduação cresceu 83%, na pós-graduação, 121%. Os docentes em atividade subiram apenas 4% e o número de funcionários decresceu 5%. É preciso repor quadros, mas como fazer isso com um orçamento em situação insustentável?”, questiona o especialista em financiamento educacional Marcelino Rezende Pinto, professor da USP Ribeirão Preto.

Em nota, a Secretaria da Fazenda de São Paulo informou que “não recebeu qualquer proposta formal das universidades a respeito de possível alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) no que diz respeito aos repasses de ICMS”. Segundo a pasta, “os repasses de ICMS registraram crescimento real expressivo de 32% no período de 2007 a 2013. Mesmo com a expansão das universidades, a proporção de repasse por aluno cresceu 18% reais de 2007 a 2013. A relação de repasse por servidor cresceu 19% em termos reais.”

Já a demanda dos reitores a ser negociada com o governo federal refere-se à negociação por um subsídio no valor de R$ 2 mil por aluno a título de financiamento de permanência dos estudantes, principalmente os beneficiados com a política nacional de cotas.