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porFernanda de Freitas

Artigo | Aborda riscos da Reforma Tributária para o financiamento das universidades estaduais paulistas

A Reforma Tributária e a extinção gradual do ICMS reacenderam um debate fundamental para o futuro da USP, Unesp e Unicamp: como garantir o financiamento estável das universidades estaduais paulistas e preservar sua autonomia?

No artigo “Autonomia ameaçada: reforma tributária reacende debate sobre o financiamento das universidades paulistas”, Marco Pinotti analisa os desafios colocados pela transição tributária e discute propostas para assegurar recursos permanentes para ensino, pesquisa, extensão e permanência estudantil.

Confira abaixo o documento na integra 👇🏼

poradmin

Debate: “Financiamento e garantia da autonomia das universidades estaduais paulistas: impactos da reforma tributária”

O Fórum das Seis promoverá um novo debate em 19/9/2024, intitulado “Financiamento e garantia da autonomia das universidades estaduais: impactos da reforma tributária” com início às 14h na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (USP Leste) e transmissão ao vivo pelo Youtube.

O evento é o segundo com esta temática – o anterior ocorreu no campus da Unesp de Bauru, em 25/6 – e tem o objetivo de aprofundar as discussões e preparar a comunidade para a defesa da autonomia e do financiamento.

Com o fim do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), do qual derivam os recursos para Unesp, Unicamp e USP, será preciso negociar com o governo Tarcísio de Freitas e a Assembleia Legislativa os novos parâmetros de financiamento destas instituições.

Cenário de ataques

Quando enviou sua proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2025 para a Assembleia Legislativa, no início de maio/2024, o governador tentou arrochar os repasses para as universidades estaduais paulistas, inserindo no mesmo montante de recursos três outras instituições (Famerp, Famema e Univesp). A reação da comunidade interna e externa, inclusive dos reitores, forçou um recuo do governador e o ‘jabuti’ foi retirado.

A ameaça acima, que ainda paira sobre as universidades estaduais, foi um sinal claro das intenções do governo Tarcísio de Freitas em relação à Unesp, Unicamp e USP. A autonomia universitária, conquistada pelo movimento após uma grande greve em 1988, que trouxe consigo a dotação orçamentária fixa para estas instituições, não agrada os atuais ocupantes do Palácio do Bandeirantes.

Com o advento da reforma tributária, aprovada no Congresso Nacional em dezembro passado (PEC 45/2019), o formato desta dotação (atualmente, 9,57% da quota-parte do Estado na arrecadação do ICMS) terá que mudar. O ICMS será extinto e, em seu lugar, será criado o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Esse novo imposto começará a vigorar progressivamente a partir de 2026, até substituir plenamente o ICMS.

O percentual do ICMS-QPE não consta na Constituição Estadual, mas está previsto no Decreto nº 29.598/1989, que estabeleceu a autonomia das três universidades no início de 1989. Na época, o índice era de 8,4% e foi subindo nos anos seguintes, por conta das mobilizações da comunidade acadêmica, até chegar ao percentual atual de 9,57%, ainda insuficiente dado o crescimento das universidades estaduais desde o início dos anos 2000.

Com o fim do ICMS, a grande questão é saber como ficará o financiamento da Unesp, da Unicamp e da USP.

O governo Tarcísio tem desferido uma pesada bateria de ataques contra a educação, a ciência e o conjunto dos serviços públicos. Entre eles, estão: a aprovação pela Assembleia Legislativa da criação das escolas cívico-militares (NR: a implantação está suspensa após liminar concedida pelo TJ-SP à Apeoesp, em 6/8) e da privatização da gestão de escolas estaduais (o processo está em andamento, inicialmente com 33 unidades); o ataque à Fapesp (a LDO/2025 foi aprovada na Alesp com a possibilidade de corte de até 30% do orçamento da agência no ano que vem); a tramitação da PEC 9 (que prevê a redução do financiamento da educação pública paulista de 30% para 25% dos recursos do Estado); a privatização de órgãos públicos, como a Sabesp (já aprovada), o Metrô e a CPTM; a reforma administrativa; entre outros.

O debate

  • Tema: “Financiamento e garantia da autonomia das universidades estaduais: impactos da reforma tributária”.
  • Data: 19/09 (quinta-feira), 14h.
  • Local: Escola de Artes, Ciências e Humanidades – USP Leste – Rua Arlindo Bettio, 1000 (Estação USP Leste da CPTM, saída 17 da Rod. Ayrton Senna).

Evento presencial, com transmissão ao vivo pelo Youtube (link em breve)

porStéphane Powaczuk

Fórum das Seis convida para debate: “como ficará o financiamento das universidades estaduais paulistas com a reforma tributária?”

No dia 25 de junho, às 10h, vai acontecer um debate sobre “como ficará o financiamento das universidades estaduais paulistas com a reforma tributária?”, no Anfiteatro do Departamento de Educação da FC/Unesp de Bauru. O evento é presencial, mas também haverá transmissão ao vivo, para acompanhar é só clicar aqui: https://tinyurl.com/debateF6

Vamos ter a presença de Sebastião Neto Ribeiro Guedes (diretor da Adunesp, representante da Unesp no GT instituído pelo Cruesp sobre o tema), José Luís Pio Romera (diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, membro do GT Verbas da Adusp/Fórum das Seis) e Michele Schultz (presidenta da Adusp e coordenadora do Fórum das Seis). A apresentação ficará a cargo de Jorge Cerigatto, diretor do Sintunesp.

Serviço:

Data: 25 de junho de 2024.

Horário: 10h.

Local: Anfiteatro do Departamento de Educação da FC/Unesp de Bauru. Evento presencial e com transmissão ao vivo pelo link https://tinyurl.com/debateF6

porStéphane Powaczuk

Como ficará o financiamento das universidades estaduais paulistas com a reforma tributária?

O Fórum das Seis está convidando todos e todas para o debate: “Como ficará o financiamento das universidades estaduais paulistas com a reforma tributária?”, no dia 25 de junho, às 10h, no Anfiteatro do Departamento de Educação da FC/Unesp de Bauru. O evento é presencial, mas também haverá transmissão ao vivo.

Vamos ter a presença de Sebastião Neto Ribeiro Guedes (diretor da Adunesp, representante da Unesp no GT instituído pelo Cruesp sobre o tema), José Luís Pio Romera (diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, membro do GT Verbas da Adusp/Fórum das Seis) e Michele Schultz (presidenta da Adusp e coordenadora do Fórum das Seis). A apresentação ficará a cargo de Jorge Cerigatto, diretor do Sintunesp.

Serviço:

Data: 25 de junho de 2024.

Horário: 10h.

Local: Anfiteatro do Departamento de Educação da FC/Unesp de Bauru. Evento presencial e com transmissão ao vivo.