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porFernanda de Freitas

Fórum Penses debate o racismo

Nos dias 29 e 30 de outubro, no Auditório do Centro de Convenções da Unicamp, acontece o Fórum Pensamento Estratégico (PENSES) sob o tema “Quando o preconceito tem cor: reflexões sobre o racismo”.

O encontro se propõe a debater as “desigualdades principalmente por etnia, inserção social, gênero. Desigualdades escamoteadas por preconceitos, que cumprem a perversa função ideológica de justificar e legitimar a exclusão da maioria absoluta das pessoas e isentar de responsabilidades todos os demais, assim como as instâncias de poder”. Por compreender que as “diferenças devem ser respeitadas, valorizadas, acolhidas, atendidas em suas necessidades e especificidades. Lembremos um ponto fundamental: reconhecer diferenças só é possível entre iguais. Reconhecer diferenças me identifica com ‘o outro’” o encontro se propõe a reunir militantes de movimentos negros, parlamentares, ativistas sociais, pesquisadores, entre outros.

Durante os dias do fórum serão exibidas as fotos do projeto “Ah branco dá um tempo!”, da estudante da UnB, Lorena Cirino Santos.

O fórum será transmitido em tempo real pelo portal da Unicamp, confira a programação:

 

29 de Outubro (quinta-feira)

8h30 – 9h00

Credenciamento

9h00 – 9h30

“Navio Negreiro” – Poema de Castro Alves 
“Canto das Três Raças”

  • Renato Braz – cantor, violonista e percussionista brasileiro

9h30 – 10h00

Mesa de Abertura

  • Raquel Meneguello – Pró-Reitora de Pós-Graduação – Unicamp
  • Leci Brandão – Deputada Estadual por São Paulo
  • Julio Hadler – PENSES – Unicamp
  • Maria Aparecida Moysés – FCM e REPENSE/PENSES – Unicamp
  • Representante da Diretoria da FCM
  • Cristiane Gargantini – Núcleo Caminhos da Vida
  • Representante do CRP06- Conselho Regional de Psicologia de São Paulo
  • Rogério Giannini – SINPSI – Sindicato dos Psicólogos no Estado de São Paulo
  • Rosângela Villar – Despatologiza – Movimento pela Despatologização da Vida
  • Sinvaldo Firmo – Presidente da Comissão da Verdade da Escravidão de São Paulo da OAB-SP

10h00 – 11h15

 “Conferência” 

  • Leci Brandão – Deputada Estadual por São Paulo

11h15 – 12h30

Conferência – “Racismo e os microfascismos cotidianos”

  • Emerson Merhy – UFRJ

12h30 – 14h00

Almoço

14h00 – 16h00

Roda de Conversa: “Racismo na justiça, no trabalho, na rua” 

  • Maria Sylvia de Oliveira – Geledés – Instituto da Mulher Negra
  • Ramatis Jacino – USP
  • Antonio Cesar Marques da Silva – ONG Se essa rua fosse minha – RJ

16h00 – 16h15

Café

16h15 – 17h30

Conferência: “A Capoeira Angola e as lutas antirracistas em contextos interculturais”

  • Rosangela “Janja” Araújo – UFBA

17h30 

Roda de Capoeira

  • Mestre Tarzan – Campinas

30 de Outubro (sexta-feira)

9h00 – 10h15

Conferência: “Racismo na academia”

  • José Jorge de Carvalho – UnB; MEC

10h15 – 10h30

Café

10h30 – 12h30

Roda de Conversa: “Racismo na saúde, na educação, nas redes sociais”

  • Jurema Werneck – ONG Criola
  • Rosana Batista Monteiro – UFSCar Sorocaba; ETNS/UFSCar; LEAFRO/UFRRJ
  • Cristiane Damacena Gonçalves de Oliveira – Jornalista e “social media“.

12h30 – 14h30

Almoço

14h30 – 15h45

Conferência: “Este é um país racista que oculta a sua história – Memória e resistência” 

  • Roseli de Oliveira – Mestre em Ciências Sociais e Especialista em Saúde Pública

15h45 – 16h00

Café

16h00 – 17h15

Conferência: ” O racismo e a intolerância religiosa”

  • Cristiane Gargantini – Dirigente Espiritual do Núcleo Caminhos da Vida

17h15 

Cortejo dos orixás

  • Ilú Obá De Min – SP

 

Mais informações e inscrições em http://www.gr.unicamp.br/penses/forum_preconceito_racismo/home.html.

 

Fonte: Portal do Fórum Penses

porFernanda de Freitas

Hoje (30) tem ato público “Basta de Racismo”

ato_publico_contra_racismoHoje (30), às 16h, no Plenarinho da Câmara Municipal de Campinas ocorre o ato público “Basta de Racismo!”.

O evento faz parte da campanha permanente de combate ao racismo intitulada “É Racismo! Não é um mal entendido”.

O eixo central do ato público será o racismo institucional presente nos espaços sociais como escolas, universidades, hospitais etc.

O encontro também visa protestar contra o caso registrado na cidade da funcionária de uma escola estadual que foi vítima de ofensa racial proferida por uma colega de trabalho dentro da instituição.

O ato foi proposto pelo mandato do vereador Carlão do PT em conjunto com o grupo Força da Raça e demais entidades do movimento negro campineiro.

A Câmara de Vereadores fica na Av. da Saudade, 1004, Ponte Preta em Campinas.

porFernanda de Freitas

Reunião do Núcleo de Negros discutirá organização para a III Conferência Regional de Promoção da Igualdade Racial

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O STU realiza na próxima sexta-feira (02), às 12 horas, na sala PDG do prédio da Prefeitura do Campus, uma reunião do Núcleo de Negros e Negras para preparar a intervenção dos trabalhadores da Unicamp na III Conferência Regional de Promoção da Igualdade Racial de Campinas.

A III Conferência Regional de Promoção da Igualdade Racial será realizada no dia 03/08 (sábado), das 8h às 18h, na Estação Cultura, localizada na Praça Marechal Floriano Peixoto, s/n, no Centro de Campinas/SP.

O encontro tem como tema central a “Democracia e Desenvolvimento Sem Racismo: Por um Brasil Afirmativo” e apresenta os seguintes subtemas para orientar a discussão:

  • Estratégias para o desenvolvimento e o enfrentamento ao racismo;
  • Política de Igualdade Racial: avanços e desafios;
  • Arranjos institucionais para assegurar a sustentabilidade das políticas de Igualdade Racial:
  • Participação política e controle social: Igualdade Racial nos espaços de decisão; Mecanismos de participação da sociedade civil no monitoramento das políticas de Igualdade Racial.

 

A III Conferência Regional de Promoção da Igualdade Racial tem como desafio: a) Avaliar os avanços, os desafios e as perspectivas das Políticas de Promoção da Igualdade Racial; b) Discutir as diretrizes para a implementação de políticas de Promoção da Igualdade Racial no âmbito estadual e nacional; c) Realizar os trabalhos preparatórios e eleger delegadas(os) para a III Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, a ser realizada na cidade de São Paulo/SP e d) Discutir os mecanismos de institucionalização da promoção da Igualdade Racial, tendo em vista a implantação do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR).

Para o sucesso e abrangência da discussão é fundamentar garantir a participação dos segmentos étnico-raciais historicamente vulneráveis, além de contemplar as dimensões de gênero, Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena, geracional (com ênfase em idosos e juventude), de orientação sexual, de religiosidade e povos e comunidades tradicionais, entre outros.

Neste sentido, o STU recomenda que os trabalhadores da Unicamp participem do debate no intuito de contribuir para o avanço na luta do combate ao racismo.

A inscrição é gratuita e deve ser feita até 31/07, no site da III Conferência Regional de Promoção da Igualdade Racial, clique aqui.

 

Mais informações sobre a conferência:

 

 

III Conferência Regional de Promoção da Igualdade Racial

Dia: 03/08/13 (sábado)

Horário: 8 às 18h

Local: Estação Cultura – Praça Marechal Floriano Peixoto, s/n, no Centro de Campinas/SP

 

porFernanda de Freitas

STU comparece ao protesto do Fora Feliciano organizado pelo DCE Unicamp

Texto e Fotos: Fernanda de Freitas

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Cartazes afixados na parede do Bandejão demonstram indignação dos estudantes

Na quinta-feira passada (04/04) os estudantes organizaram um protesto no Bandejão da Unicamp contra a presença do Dep. Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados.

Por ser reconhecido como um deputado racista, machista e homofóbico, sua indicação foi contestada pelos movimentos sociais e ativistas dos Direitos Humanos no Brasil inteiro e para o DCE da Unicamp, segundo notícia publicada em seu site, “não se trata de um fato isolado, mas de um grave problema da política brasileira de troca de favores, cargos e votos para a constituição de maiorias pró governo”.

dce_fora_feliciano3_04_04_13O STU tem encampado diversas manifestações de repúdio ao deputado ocorridas na cidade por entender que o deputado Marco Feliciano utiliza-se de pensamentos e atitudes conservadoras e retrógradas que impedem a ampliação dos nossos direitos, a democratização das discussões com as “minorias”, e pior, atacam frontalmente nossa luta por uma sociedade justa e igualitária.

Para a diretora do STU, Rosana Aranha “estamos em vigília e luta constante pela defesa dos nossos direitos que constantemente estão sendo atacados ora por patrões ora pelo governo”.

O Sindicato não irá se calar diante deste golpe, fruto da troca de favores políticos, e junto com as demais entidades representativas da comunidade universitária tem levantado a bandeira do “Fora Feliciano” Campinas afora não só porque ele não nos representa e não nos respeita, mas sim porque suas atitudes e defesas ferem a dignidade humana.

porFernanda de Freitas

150 líderes evangélicos rejeitam publicamente Marco Feliciano

Matéria publicada pelo blog Pragmatismo Político demonstra que 150 lideranças evangélicas rechaçam a indicação de Marco Feliciano (PSC) para ocupar a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Confira abaixo:

 

Mais de 150 lideranças evangélicas assinam documento pedindo a saída de Marco Feliciano da presidência da CDHM. Pastor da Igreja Batista desabafa: “ele não representa os direitos humanos e a minoria”

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A nomeação do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados continua rendendo críticas pelo Brasil. Na última terça-feira, mais de 150 lideranças evangélicas pediram a substituição do pastor por um parlamentar mais “familiarizado” com o tema. A petição que pede a saída do pastor da CDH já conta com quase 500 mil assinaturas (se ainda não assinou, assine aqui).

A Rede Fale pede aos deputados evangélicos da comissão – que, segundo o coletivo, são 12 dos 18 membros – que indiquem um novo nome. “Entendemos que este momento representa uma oportunidade concreta para a promoção e a defesa dos direitos dos mais vulneráveis e das minorias”, informou em nota.

No domingo, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), que integra as igrejas Católica Apostólica Romana, Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Sirian Ortodoxa de Antioquia e Presbiteriana Unida, também divulgou nota de repúdio à eleição de Feliciano.

Entre os signatários do novo documento, estão pastores de igrejas como a Presbiteriana, a Batista e a Assembleia de Deus, da qual o deputado paulista faz parte. Assinam a nota, entre outros, o pastor Antonio Carlos Costa, do Rio de Paz; o bispo primaz da Igreja Anglicana Mauricio Andrade; e o pastor batista Ariovaldo Ramos, presidente da Visão Mundial.

A Rede Fale é composta por 12 organizações evangélicas e 33 grupos locais, de 17 estados brasileiros. Segundo os coordenadores do movimento, trata-se de uma rede de orientação cristã que busca, há mais de dez anos, unir indivíduos e organizações para orar e agir contra as injustiças sociais.

Em entrevista à revista Fórum, o pastor da Igreja Batista Marcos Dornel teceu críticas ao parlamentar e pediu como representante “alguém que tenha histórico de luta com direitos humanos, que conheça o que foi a tortura no Brasil, saiba o que é trabalho escarvo, entenda que existe tráfico de pessoas, enfim, que tenha lutado por pautas da área de direitos humanos.”

Como o senhor viu a eleição de Marco Feliciano para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados?

Marcos Dornel – Foi uma forçada de barra, tinha que colocar alguém do PSC e acharam o pior nome. Fizeram uma reunião entre os evangélicos do partido, e o nome mais forte era o dele. Não vejo com bons olhos essa nomeação, as polêmicas causadas por ele nos prejudicaram. Estamos colocando em xeque, por causa de um cara que não tem histórico de luta pelos direitos humanos, toda uma nação, que é a nação evangélica.

A minha vocação para ser pastor me mostra que tenho que olhar para as minorias, e Feliciano é midiático e alegórico, muito vaidoso, faz até chapinha no cabelo. Deveria cuidar do rebanho e menos da política.

Segundo Feliciano, uma “maldição recai sobre a África”. Em sua interpretação da Bíblia, como o senhor vê essa afirmação?

Marcos Dornel – Nós, teólogos, estamos nos revirando, porque em nenhum momento na Bíblia Deus joga uma maldição sobre uma raça ou um povo. Essa frase foi uma infelicidade do Feliciano. A própria palavra diz que todo aquele que crê em Deus é abençoado. A Bíblia diz que tudo que Deus criou é bom, então, se tudo é bom, todas as raças são boas. Você dizer que uma raça é amaldiçoada é uma besteira. Ele foi infeliz.

Mais de 150 lideranças assinaram uma carta de repúdio ao Feliciano, o senhor concorda?

Marcos Dornel – Eu me incluo nessa faixa de rejeição ao nome dele como presidente, nós estamos repudiando esse cara. A comissão deve ser presidida por alguém com histórico de luta pelos direitos humanos, que conheça o que foi a tortura no Brasil, saiba o que é trabalho escravo, entenda que existe tráfico de pessoas, enfim, que tenha lutado por pautas da área de direitos humanos. Não sou contra porque ele é um líder religioso, mas sim porque ele não tem qualquer experiência no assunto. Marco Feliciano não representa as minorias. Aliás, se existe uma diferença entre elite e pobres na igreja, o Feliciano representa essa elite.

Há, no discurso do Marco Feliciano, uma deturpação dos valores da Bíblia?

Marcos Dornel – Olho para o Felicano e vejo um pastor que só prega sobre prosperidade. Jesus ensinou para nós que mais importante é ser, o Marco prega que devemos ter. Pregamos uma igreja que reparte, a igreja do comum, é a igreja que Jesus diz: “Se você tem dois quilos de arroz, dê um a quem não tem”, é uma igreja que está ao lado das minorias. Os direitos humanos não tem que defender o pobre por ele se pobre, mas sim por ele ter dignidade humana, é isso que a Bíblia prega. Um cara que prega que só é próspero quem tem casa na praia, tem o carro do ano, isso não é direitos humanos, isso é direito de quem tem.

O senhor acredita que esse fato possa estimular o preconceito contra os evangélicos?

Marcos Dornel – Nunca tivemos a oportunidade de debate nesse país, podemos, hoje, mostrar o que Cristo nos pregou. Agora, com esse cidadão na presidência, tudo pode se voltar para trás, porque todo o trabalho de igrejas evangélicas vai por água baixo. Estamos vendo uma mini-guerra religiosa no meio das igreja evangélicas, já estamos desgastados por conta desses pastores midiáticos. Ressalto, não é por ele ser evangélico, mas é que ele não representa os direitos humanos e as minorias.

Fonte: Blog Pragmatismo Político – www.pragmatismopolitico.com.br (reprodução da Revista Fórum – Igor Carvalho)

porFernanda de Freitas

Capitão da PM responsável por ordem racista é substituído

Confira notícia do Jornal do Alto Taquaral, edição nº 59 de 28/03, sobre o novo comandante que assumirá a 2ª Cia. Militar de Campinas no lugar do capitão Ubiratan de Carvalho Góes Beneducci, responsável pela ordem racista de abordar “pardos e negros” na região do Taquaral.

 

2ª Cia. Militar de Campinas tem novo comandante

O novo comandante da 2ª Cia. Militar de Campinas é o tenente André Pereira, que assumiu o cargo no dia 26 de março. Ele atuou, nos últimos três anos, como comandante da Companhia de Força Tática do 8º Batalhão e assume no lugar do capitão Ubiratan de Carvalho Góes Beneducci, que atualmente ocupa interinamente a Coordenação Operacional do 8º Batalhão.

O capitão Beneducci se afastou da 2ª. Cia depois da polêmica orientação de abordagem a “indivíduos em atitude suspeita, em especial os de cor parda e negra” na região do Taquaral. A ordem provocou manifestações de indignação por parte de várias entidades, que a consideraram racista.

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Fonte: Jornal Alto do Taquaral

porFernanda de Freitas

Boletim 014/2013

Baixe aqui o Boletim STU 014/2013, de 19 de março de 2013.

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porFernanda de Freitas

Boletim 011/2013

Baixe aqui o Boletim STU – 11/2013, de 07 de março de 2013.

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porFernanda de Freitas

Movimento negro em Campinas (SP) diz que PM mentiu sobre pedido de moradores para abordar negros e pardos

Na semana passada, 26/02, o portal UOL  publicou uma matéria sobre a prática de racismo que ocorreu em Campinas, onde o capitão Ubiratan de Carvalho Benedutti, do 8º Batalhão da PM, determinou, em 21 de dezembro, que jovens negros e pardos fossem abordados, com prioridade, na região do bairro Taquaral devido a uma série de roubos e furtos no local. Desde o início do ocorrido, a diretoria e a assessoria jurídica do STU têm acompanhado o fato, ouvido a manifestação dos moradores, organizado ações de protesto e estudado medidas jurídicas cabíveis contra a atitude tomada pela PM campineira.

Na oportunidade, o STU reafirma seu repúdio a qualquer forma de discriminação seja de raça, credo ou gênero e ressalta sua defesa intransigente pela democracia e respeito aos Direitos Humanos.

Confira abaixo a íntegra da matéria:

UOl: reportagem sobre racismoMovimento negro em Campinas (SP) diz que PM mentiu sobre pedido de moradores para abordar negros e pardos

Do UOL, em Americana (SP)

Integrantes do movimento negro de Campinas (93 km de São Paulo) afirmam que o comando da PM (Polícia Militar) forjou uma carta para justificar uma ordem supostamente racista dada por um capitão da corporação que determinava a abordagem prioritária a negros e pardos em um bairro nobre da cidade. A PM não comentou o caso e integrantes do movimento negro estudam a medida a ser tomada contra a PM.

O capitão Ubiratan de Carvalho Benedutti, do 8º Batalhão da PM, determinou, em 21 de dezembro, que jovens negros e pardos fossem abordados, com prioridade, na região do bairro Taquaral. Ao ser questionado, pela imprensa, sobre a ordem, a PM alegou que a determinação do capitão atendeu a uma demanda de populares, que apontaram suspeitos  negros e pardos como as autores de uma série de roubos e furtos no local. Na ocasião, a PM disse que uma carta foi encaminhada à instituição pedindo as abordagens e o reforço de policiamento e que a determinação do capitão era “de praxe”.

A carta e a ordem de serviço expedida pelo capitão Ubiratan possuem a mesma data mas, de acordo com lideranças do movimento negro, os moradores foram chamados pela PM depois do dia 21 de dezembro, quando a ordem de serviço foi emitida, e só assinaram a carta quando a ordem já era de conhecimento público.

O movimento não informou quando a reunião teria acontecido, apenas que foi posterior à assinatura da ordem de serviço e que, quando os moradores foram chamados, o caso já havia sido noticiado pela imprensa.

Segundo Reginaldo Bispo, coordenador de Organização do MNU (Movimento Negro Unificado), os moradores que assinaram a carta, Sérgio Maurício Montagner e Fujio Sato, se reuniram com as lideranças do movimento e expuseram a denúncia. A reunião foi gravada, com conhecimento de ambos.

Nelas, os moradores informaram, segundo o movimento negro, que teriam sido convocados até o 8º Batalhão a assinar a ordem de serviço elaborada pelo capitão Ubiratan sem saber que o documento fosse sair de dentro da corporação. “Foi garantido aos dois moradores que aquele era um procedimento administrativo, e que não iria sair de dentro do batalhão”, relatou Bispo.

Quando souberam que a carta assinada por eles estava circulando na imprensa como justificativa da PM para a ordem de serviço assinada pelo capitão Ubiratan, Sato e Montegner teriam, então, procurado o STU para relatar a apreensão que estavam vivendo naquele momento, e que foram “usados” pela PM.

Ação

No começo da noite de hoje, Bispo e advogados do STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp) analisaram a gravação das denúncias e, até o fechamento desta reportagem, não haviam definido quais medidas seriam tomadas diante da denúncia contra a Polícia Militar. “Primeiramente vamos apurar a gravação e verificar se encaminharemos nova denúncia, dessa vez à Comissão de Direitos Humanos da Alesp (Assembléia Legislativa de São Paulo)”.

“A ordem do capitão foi a prova escrita e assinada de que o racismo permeia a democracia brasileira e que sentimos todos os dias na pele. Essa denúncia aponta para uma fraude inventada pela PM para que continue cometendo atos racistas”, disse Bispo.

A reportagem procurou durante toda a tarde de ontem os moradores do Taquaral para comentar sobre as denúncias, mas não localizou nenhum dos dois pelos telefones disponibilizados pelo movimento negro nem pelo número que consta na lista telefônica.

De acordo com Bispo, os moradores temem por represália e não querem falar com a imprensa. A reportagem também solicitou cópia da fita ao Movimento Negro, mas ela não foi entregue até o fechamento da matéria.

Caso

Segundo a determinação do capitão Ubiratan, dirigida ao Comando Geral de Patrulhamento da região, o policiamento deveria focar “abordagens a transeuntes e em veículos em atitude suspeita, especialmente indivíduos de cor parda e negra, com idade aparentemente de 18 a 25 anos, os quais sempre estão em grupo de 3 a 5 indivíduos na prática de roubo a residência daquela localidade”. Pessoas que se enquadram na descrição são consideradas suspeitas de praticar assaltos a casas na região e deveriam ser abordadas prioritariamente.

O caso gerou ação da Defensoria Pública de São Paulo, que entrou com representação na Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania contra Ubiratan. A Defensoria aponta que “a concretização da ordem implica, necessariamente, em intimidação, constrangimento e vexame aos cidadãos negros”.

Outro lado

A reportagem procurou o comando da PM e foi orientado à encaminhar um e-mail. O e-mail foi encaminhado às 15h, mas não foi respondido até o fechamento desta matéria.

A Secretaria de Justiça do Estado foi procurada para que informasse sobre o andamento da representação apresentada pela Defensoria Pública do Estado. A secretaria, por sua vez, informou que a denúncia foi encaminhada à SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado). Já a SSP transferiu a responsabilidade do caso para a Secretaria de Justiça.

Fonte: Portal UOL

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Boletim 007/2013

Baixe o arquivo do Boletim 007/2013, distribuído no dia 20 de fevereiro de 2013.

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Boletim 006/2013

Baixe o arquivo do Boletim 006/2013, distribuído no dia 14 de fevereiro de 2013.

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Dia 17 tem ato contra o racismo em Campinas

No domingo (17 de fevereiro), a partir das 9 horas, acontece um ato contra a atitude da Polícia Militar de abordagem da juventude negra em Campinas. A manifestação também repudia a carta enviada ao comando da PM local solicitando a abordagem de jovens negros considerados “suspeitos”. Entre os autores da carta está o professor da Faculdade de Engenharia da Unicamp Fujio Sato. A concentração para o protesto será na Praça Kennedy, próximo ao Liceu.

Leia abaixo a nota do Fórum contra o racismo, o genocídio da população negra e a violência policial.

NOTA PÚBLICA DO FÓRUM CONTRA O RACISMO, O GENOCÍDIO DA POPULAÇÃO NEGRA E A VIOLÊNCIA POLICIAL

“….abordagem a transeuntes e em veículos, em atitude suspeita, ESPECIALMENTE INDIVIDUOS DE COR PARDA OU NEGRA … entre 18 e 25 anos, em grupo de 03 a 05 pessoas.”

Campinas, a última cidade do Brasil a abolir a escravatura, viveu no dia 21 de Dezembro de 2012 mais um episódio de racismo, desta vez realizada por meio de um documento oficial da PM em que um comandante da corporação, Cap. Ubiratan de Carvalho Góes Beneducci, enviou uma “ordem de serviço” em que ordena que sejam feitas abordagens a veículos e transeuntes especialmente NEGROS E PARDOS nas proximidades do colégio Liceu e bairros adjacentes.

Foi a prova escrita e assinada de que o racismo que permeia a democracia brasileira e que sentimos todos os dias nas ruas, escolas, empresas e até nas instituições públicas como a PM, não ficou no passado. Racismo este que tem contribuído para a ampliação das desigualdades sociais e que impedem as pessoas de terem direitos iguais como prega a Constituição.

Há inúmeros casos anteriores, que ganharam os noticiários da cidade, porém, antes desse, um caso vale a pena ser mencionado. Em 1984, BENÊ, um jovem trabalhador da CPFL, foi assassinado na porta do prédio onde morava por 02 PMs à paisana, sob alegação que havia alguém praticando furtos nas imediações do Cambuí, que se parecia com ele. Na ocasião mais de 1.000 pessoas se mobilizaram para exigir a demissão do comandante da PM que no julgamento protegeu e defendeu os assassinos.

Atitude muito parecida procedeu-se neste episódio com o Comando da PM e o Governo do Estado que, ao invés de apurar e punir o responsável pela emissão de um documento que explicita uma ação discriminatória, o protegeu e defendeu justificando sua ação com um pedido feito por meio de uma carta assinada pelo Sr. Fujio Sato e Sr. Sérgio Maurício Montangner que se identificam como moradores desta região, carta esta enviada no dia 21 de Dezembro de 2012 e prontamente atendida no mesmo dia pelo Cap. Ubiratan expedindo a referida “ordem de serviço” com mesma data.

Tanto a carta quanto a ordem de serviço não trazem maiores características a não ser, a cor da pele e a faixa etária, ou seja, JOVENS NEGROS(AS) E PARDOS(AS) nas proximidades da região supra citada são suspeitos e devem ser abordados. EM CAMPINAS EU SOU SUSPEITO.

Será que a mesma ordem de serviço foi expedida na região do Itaim-SP, sugerindo abordar moças jovens loiras quando no episódio da gang das loiras em São Paulo? Certamente não!

RACISMO É CRIME HEDIONDO, DE LESA HUMANIDADE!
SEM CONIVÊNCIA COM O RACISMO!
EXIGIMOS A EXONERAÇÃO DO CAPITÃO AUTOR DA ORDEM! RESPONSABILIZAÇÃO CRIMINAL POR RACISMO DO COMANDO DA PM E DO GOVERNADOR ALCKMIN POR CONIVÊNCIA RACISTA!

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Boletim 005/2013

Baixe o arquivo do Boletim do STU 005/2013, distribuído no dia 05 de fevereiro de 2013.

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Boletim 004/2013

Baixe o arquivo do Boletim do STU 004/2013, distribuído dia 31 de janeiro.

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