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Reunião organizará atividades do 8 de março

Será realizada nesta quinta-feira, 25/2, uma reunião do Departamento de Mulheres do STU com o objetivo de organizar as atividades do 8 de março – Dia Internacional de Luta das Mulheres. A reunião terá início às 12 horas na sede do STU. Participe!

porFernanda de Freitas

16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher

16diasdeativismoO Brasil antecipou o início da campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher” para o dia 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra pelo reconhecimento histórico da opressão e discriminação contra a população negra e, especialmente, às mulheres negras brasileiras que têm suas vidas marcadas pela opressão de gênero, raça e classe social.

Pensando na importância da campanha a Articulação Popular de Mulheres de Campinas criou uma agenda coletiva de atividades:

Programação

  • 24/11, às 19h, Salão Vermelho na Prefeitura – Audiência Pública sobre Juizados Contra Violência às Mulheres
  • 28/11, 17h às 22h, Rua Professora Carolina Souza Barros, 87, Jd. Monte Cristo (Quilombo Urbano O.M.G.) – Sarau das minas: Vozes da FavELA
  • 29/11, Rua Corumbataí, 223, Jd. Itatinga (Campanha-SP) – Desfile+Bazar: Associação Mulheres Guerreiras de Profissionais do Sexo Unid@s pelo Respeito
  • 5/12, Rua Professora Carolina Souza Barros, 87, Jd. Monte Cristo (Quilombo Urbano O.M.G.) – Roda de Conversa sobre Saúde da Mulher com Mametu Kuianikewá
  • 6/12 (ônibus 192 – descer no atacadão do doce) – Desfile Mulheres Comunidade Menino Chorão (Oficina Cultural da Mulher Menino Chorão)

A programação é organizada por: Flores do DIC, Mulheres Nova Mercedes, Nova Bandeirantes, Guará, Gleba B, Campos Elíseos, Comunidade Menino Chorão, Associação Mulheres Guerreiras de Profissionais do Sexo, Mulheres Ocupação Joana D’arc e Mulheres Quilombo Urbano O.M.G. Com apoio da Associação de Promotoras Legais Populares de Campinas e Região Metropolitana.

Violência contra a mulher

Neste mês de novembro, no qual a luta contra a violência às mulheres se expressa no mundo todo foi inaugurado o Boletim da Articulação Popular de Mulheres De Campinas E Região Metropolitana.

A nossa articulação foi criada ao longo deste ano, a partir de uma Vivência entre Mulheres de várias localidades: ocupações, favelas e bairros.

O objetivo é dar visibilidade à luta das mulheres para que vivam bem e com dignidade. Sendo suas principais bandeiras: a ampliação de políticas de moradia; melhoria nos centros de saúde com atendimento humanizado; escolas de qualidade e próximas de suas casas; implantação de novas Delegacias de Defesa das Mulheres; abrigos para mulheres vítimas de violência e Juizados Contra a Violência, para que os processos sejam julgados de forma mais rápida e eficaz; programas de geração de renda e cultura nos bairros, para que a autonomia financeira e a expressão artística contribuam no fortalecimento e fim da violência contra as mulheres, entre outras lutas.

Feminicídio 

A naturalização da violência contra a mulher acaba não tendo relevância, já que a violência em geral no país é uma problemática complexa. No entanto quando analisamos a história do país e do mundo com relação à desigualdade entre homens e mulheres (econômica, política e social) é possível compreender melhor porque a maior violência que a mulher sofre é a doméstica, praticada por um homem, seja ele pai, tio, irmão, avô ou companheiro.

A Flacso Brasil lançou um estudo denominado “Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil”, segundo o qual entre 2003 e 2013, o número de vítimas do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762, incremento de 21% na década. Essas 4.762 mortes em 2013 representam 13 homicídios femininos diários.

E as mulheres de Campinas?

O Boletim nº 8 do Sistema de Notificação de Violência (SISNOV-Campinas) mostra que entre 2009 e 2014, de 6.649 notificações de violência 4.838 são contra mulheres, apontando como principal agressor esposo/companheiro/ex-cônjuge.

No entanto, os dados apresentados revelam apenas a superficialidade dos casos, pois observa apenas situações de violência que levaram à necessidade da mulher acessar algum serviço da rede como serviços de segurança, assistência ou saúde (pública ou privada), contudo essa realidade é muito mais cruel porque no cotidiano a maioria das violências não são notificadas/registradas/noticiadas. Muitas mulheres agredidas não denunciam por medo e/ou vergonha, além disso, apenas a violência que deu início ao atendimento é contada, considerada como “principal violência”, sendo que, majoritariamente, as mulheres sofrem com mais de um tipo delas (física, psicológica, sexual).

Apenas uma morte foi notificada no período de elaboração do Boletim SISNOV nº 8, outro dado questionável já que, no cotidiano da periferia ocorrem muitos outros assassinatos de mulheres sem ser noticiados. No fim do ano passado oito mulheres foram encontradas mortas à beira da Rodovia Miguel Melhado, bairro Campo Belo em Campinas, nenhum jornal noticiou.

O Boletim SISNOV também não contribuiu para gerar ou ampliar políticas de prevenção e proteção à mulher violentada no município, porque mais do que informar dados, pensar como vamos enfrentar o problema deveria ser o foco.

Fonte: divulgação do coletivo Promotoras Legais Populares

porFernanda de Freitas

Pré-Conferências Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres

Folder_5ConferenciaAs Pré-Conferências Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres ocorrerão neste sábado (18), das 13h30 à 17h30, simultaneamente, em cinco regiões de nossa cidade: Leste-Centro, Noroeste, Sudoeste, Norte e Sul.

O encontro é aberto a todas as pessoas, instituições e organizações locais de defesa dos Direitos das Mulheres que queiram contribuir com o debate e apontar prioridades na construção de Políticas Públicas para Mulheres.

O objetivo principal das pré-conferências é discutir temas que serão votados na 5ª Conferência Municipal para apontar desafios, recomendações e estratégias que orientem as políticas públicas de igualdade para as mulheres no município de Campinas e levá-las às Conferências Estadual e Nacional.

A 5ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres de Campinas tem como tema central “Mais Direitos, Participação e Poder para as Mulheres” com objetivo de fortalecer a Política Nacional para as Mulheres.

Inscrição

A inscrição para as pré-conferências deve ser feita no site da Conferência http://cmdmcampinas.wix.com/vconferencia até o final do dia de hoje (16). Aquel@s que não conseguirem realizar a inscrição pelo site poderão se inscrever no dia do encontro (18) na região escolhida durante o credenciamento que antecederá o início dos trabalhos.

Ressaltamos que a participação na pré-conferência é pré-requisito para participar da 5ª Conferência Municipal.

Para mais informações acesse o Blog do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. Ou entre em contato pelo telefone (19) 3254-6324 ramal 4 ou e-mail: [email protected].

Participe! Sua presença é fundamental para construirmos uma cidade e um país de igualdade entre mulheres e homens!

Confira o locais das pré- conferências:

Região Leste-Centro – Auditório da Guarda Municipal
Rua Dr. Moraes Salles, s/n – Centro

Região Noroeste – CEU Florence
Rua Lasar Seggal, 110 – Jd. Florente

Região Sudoeste – Escola Estadual Prof. Newton Pimenta Neves
Av. Suaçuna, 16 – Vl. Aeroporto

Região Norte – CEU Vila Esperança
Av. André Grabois, s/n – Vl. Esperança

Região Sul – Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região
Av. Dr. Quirino, 560 – Centro

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Trabalhadora, participe hoje da Coordenação de Mulheres do STU

Hoje tem reunião da Coordenação de Mulheres do STU, a partir do meio-dia no sindicato. A reunião é aberta a todas as mulheres trabalhadoras da Unicamp.

porFernanda de Freitas

Coordenação de Mulheres se reúne nesta quinta-feira (4)

A Coordenação de Mulheres do sindicato convida tod@s para uma reunião nesta quinta-feira (4), às 10h30, no Ciclo Básico.

O objetivo é discutir as questões de gênero dentro da universidade, bem como aprofundar o debate sobre a opressão e violência contra a mulher. Além de organizar o coletivo para o enfrentamento às situações de assédio moral e sexual e, principalmente, contra ações machistas.

A reunião é aberta a tod@s. Participe!

Confira abaixo o Boletim “Especial Mulheres”:

 

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porFernanda de Freitas

Mulheres organizam frente feminista na Unicamp

Nesta quinta-feira (27), às 17h30, no saguão do Pavilhão Básico (PB), será lançada a Frente Feminista da Unicamp. A atividade integra a programação da calourada e conta com a presença da Profª. Dra. Ângela Maria Carneiro Araújo, do Instituto de Filosofia, Ciências e História/Unicamp (IFCH); a coordenadora geral do STU, Maria Edith de Almeida; a Frente Feminista da PUCC e estudantes da Unicamp.

O coletivo defende a importância de começar o diálogo explicando às futuras estudantes da Unicamp como o machismo institucional afeta diretamente a vidas das mulheres dentro da universidade e como isso se dá fora da universidade também.

 

Sobre a Frente Feminista da Unicamp

A Frente Feminista da Unicamp surge com o intuito de reunir e articular todas as mulheres que fazem parte da universidade e da comunidade ao seu redor e também para dar respostas às necessidades dessas mulheres e aos casos de machismo que elas sofrem cotidianamente.

A intenção é atuar em todos os espaços e instâncias de movimentos dentro da Unicamp fazendo um intercâmbio com os movimentos sociais de Campinas tendo como princípio a Educação Feminista, a emancipação e a unidade da mulher.

Confira abaixo o Manifesto da Frente Feminista da Unicamp.

 

Manifesto_frente_feminista_da_unicamp

 

 

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Boletim do Deptº de Mulheres 001/2013

Baixe o arquivo do Boletim Mulheres STU 001/2013, distribuído no dia 27 de fevereiro de 2013.

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Feminicídios cresceram 104% na região de Campinas entre 2008 e 2010

Por Luciana Araújo

como enfrentar a violência
Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que em 2012 foram registradas 3108 agressões e 265 estupros em Campinas. Os dados estão subdimensionados, até porque a cidade tem apenas uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), com número reduzido de profissionais, que funciona em horário comercial e não atende nos fins de semana. A demora para registrar uma queixa ultrapassa cinco horas, como já noticiado pela imprensa local. Ainda segundo estimativas da própria secretaria, 60% das mulheres vítimas de violência não denunciam o caso por medo ou vergonha, pelo menos 51% conheciam os agressores e 30% têm parentesco com o autor da violência.

Entre 2008 e 2010 cresceu 104% o número de feminicídios na Região Metropolitana de Campinas, de acordo com o Mapa da Violência.

Em razão desse crescimento das agressões sexistas em todo o país, neste ano, no 8 de março (Dia Internacional de Luta das Mulheres), o combate à violência contra a mulher será um dos temas centrais.

A violência sexista tem várias faces

Por vezes as vítimas sequer sabem que têm direito a proteção legal contra agressões. Por isso, o Jornal do STU traz nessa edição algumas orientações sobre como identificar e o que fazer contra a violência sexista.

O Código Penal brasileiro já previa uma série de delitos que podem ser denunciados por mulheres. A Lei Maria da Penha (11.340/2006), além de tipificar também a violência doméstica (a mais comum no país), estabeleceu penas mais rigorosas. Embora ainda com limitações, especialmente no que diz respeito à sua implementação efetiva por falta de investimento dos poderes públicos, a lei foi uma conquista das mulheres.

É enquadrada na Lei “qualquer ação ou omissão que cause à mulher morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, dano moral ou material, praticada por homem ou mulher, com quem a vítima mantém ou manteve relação de afeto ou familiar, independentemente de sua orientação sexual”. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo lista como exemplos empurrões, pontapés, tapas, socos; ameaças, perseguições, chantagens, humilhações, proibições de sair e trabalhar; relação sexual forçada, obrigar a mulher a se prostituir; proibição de tomar pílula ou ser forçada a não usar camisinha; subtrair, destruir, se apropriar ou queimar bens e documentos pessoais; xingar, acusar de traição ou espalhar mentiras a respeito da mulher.

Além da violência doméstica ou familiar, existe também aquela que acontece nos locais de trabalho ou no convívio social.

Em nossa sociedade, um tipo muito comum e que na maior parte das vezes “passa batido” é o “machão” que conta vantagem sobre seu relacionamento com mulheres, muitas vezes de forma mentirosa, para se afirmar perante a cultura machista da sociedade em que vivemos. Muitas vezes a violência praticada pelo “machão” está associada ao assédio sexual, especialmente quando este não é bem sucedido. Quem já não ouviu falar do chefe ou colega de trabalho que, frustrado em suas ofensivas sexuais, espalha que a assediada é “louca”, “histérica”, “preguiçosa”, “promíscua”, etc? A maioria das mulheres não sabe, mas essa agressão pode ser tipificada como calúnia, injúria ou difamação.

Outra importante informação desconhecida por muitas mulheres é que na legislação brasileira não existe mais diferenciação entre abuso sexual e estupro. Todo ato sexual não consentido e cometido sob ameaça ou violência é considerado estupro. No caso de menores de 14 anos ou doente mental, o crime é tipificado como estupro de vulnerável – o que agrava a pena. Nos casos em que a vítima não tenha condições de consentir, o crime é de violação sexual mediante fraude e a pena varia de dois a seis anos. Não importa a roupa que a mulher vestia, se estava alcoolizada ou se mantinha relacionamento com o agressor. O corpo da mulher não é um objeto que pode ser usado ou violentado e o Estado tem obrigação de proteger a sua integridade física e psicológica.

Matéria publicada na edição 01/2013 do Jornal do STU.

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Boletim 009/2013

Baixe aqui o BoletimSTU009-2013, de 28 de fevereiro de 2013.

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Jornal do STU 01/2013

Baixe aqui o JornalSTU_01-2013 – edição de Fevereiro de 2013.

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