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porFernanda de Freitas

Sind-Hour celebrou a garra e a sensibilidade das mulheres

“Arte com Resistência” foi como uma trabalhadora da Unicamp definiu o show “O Palco é Delas” organizado pela Coordenação de Cultura do STU, quinta-feira à noite (16), na sede do sindicato.

A festa exaltou a vida e a luta das mulheres, especialmente, das trabalhadoras da Unicamp que seguem firmes e unidas reivindicando melhores condições de trabalho e de vida.

Para a maioria dos presentes, o Sind-Hour foi muito mais do que um show com voz e violão: foi um ato de celebração e resistência!

E arte e resistência sempre andaram juntas na luta, parafraseando Che Guevara “hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”.

Resistência e esperança nutridas por mulheres que enfrentam diariamente dupla ou tripla jornada para garantir o sustento da família e, quem sabe um dia, “melhorar de vida”.

Marli e Beto abrem o show da noite

É extremamente simbólico e justo que num sindicato composto por mais de 40% de sindicalistas mulheres, num país no qual as mulheres são violentadas, silenciadas, invisibilizadas e desautorizadas, que elas não sejam só homenageadas, mas ocupem o palco no Mês Internacional de Luta da Mulher.

Como definiu uma trabalhadora aposentada da Unicamp que não quis se identificar, “é importante para as mulheres resistir e florescer nos espaços que ocupam, até porque é muito difícil conseguir estar em posições de poder”.

A noite do “O Palco é Delas” foi aberta pelos artistas e diretores do STU, Marli Armelin (voz) e Beto Roldan (violão), que arrancaram muitos aplausos com as músicas “Anunciação”, de Alceu Valença; “Por Enquanto”, de Cássia Eller; “Gostava Tanto de Você”, de Tim Maia; “Quase sem Querer”, da Legião Urbana; “Stand By Me”, de Ben E. King, entre outros sucessos.

Marli e Beto abrem o show da noite

Resistir e celebrar

Vivien e Eliane cantam e encatam a plateia

Mais tarde as cantoras Vivien Ruiz, com a sua potência vocal e Eliane Siqueira, de voz mansa e suave, abriram o show com a poesia “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”, de Fernando Birri.

Depois, elas embalaram o público com melodias em forma de protestos como “Samba da Utopia”, de Jonathan Silva, “Triste, Louca ou Má”, de Francisco, el Hombre; “Pagu”, de Rita Lee e Zélia Duncan; “Olhos Coloridos”, da Sandra de Sá; “Azul da Cor do Mar, de Tim Maia; “O Que É, o Que É?, de Gonzaguinha e “Canto das Três Raças”, da eterna Clara Nunes, entre tantas músicas.

Vivien, aposentada da Unicamp, falou da sua alegria em retornar à Universidade para subir ao palco do STU, o sindicato em que já foi diretora e também militante aguerrida por mais de 30 anos.

Vivien e Eliane esbanjaram seus talentos como cantoras e também percussionistas tocando violão, surdo, ganzá, pandeiro meia lua e outros instrumentos.

Na sequência rolou um karaokê, ou melhor, uma animada cantoria em solo, dupla e até quintetos. E não faltaram clássicos de Raul Seixas, Djavan, Queen, Fred Mercury e Tetê Espíndola, por exemplo. Sempre coreografados com dancinhas de época e muitas palmas da plateia.

Reencontro de Jefferson e Kiko, ambos fundadores do STU, em 1991

A maioria dos presentes adorou a iniciativa do Karaokê por causar mais interação e diversão no evento.

O evento foi abrilhantado com a presença do primeiro presidente e um dos fundadores do STU, Jefferson Lee de Souza Ruiz, da gestão “É Proibido Proibir” de 1991 a 1994.

O Sind-Hour “O Palco é Delas” entrou para a história ao celebrar a coragem, a força, o dom e a ancestralidade das mulheres brasileiras que não arredam o pé da luta por direitos, respeito, equidade e liberdade.

A temporada de musicalidade está aberta, fique atento/a aos nossos canais de comunicação que em abril tem mais Sind-Hour para você.

Samba da Utopia (Jonathan Silva)

Se o mundo ficar pesado
Eu vou pedir emprestado
A palavra poesia

Se o mundo emburrecer
Eu vou rezar pra chover
Palavra sabedoria

Se o mundo andar pra trás
Vou escrever num cartaz
A palavra rebeldia

Se a gente desanimar
Eu vou colher no pomar
A palavra teimosia

Se acontecer afinal
De entrar em nosso quintal
A palavra tirania

Pegue o tambor e o ganzá
Vamos pra rua gritar
A palavra utopia

porStéphane Powaczuk

8 DE MARÇO | ATO E CAMINHADA DAS MULHERES

Nesta quarta-feira, 8 de Março, a partir das 17h, no Largo do Rosário, vamos às ruas nos juntar às mulheres do Brasil para dizer não aos atos fascistas, racistas e golpistas!
Lugar de mulher é na rua, lutando em defesa da democracia, pelo fim do feminicídio e pela ampliação dos direitos trabalhistas!
Mais uma vez, o STU convoca todes da Unicamp para se juntar à luta pela igualdade de gênero e o fim da violência contra a mulher.

https://www.facebook.com/reel/3296555223991778
porStéphane Powaczuk

8 DE MARÇO | DIA INTERNACIONAL DE LUTA DAS MULHERES

Em 2022 mulheres ainda lutam por dignidade humana e

Em 1917 as mulheres revolucionárias se mobilizaram contra a exploração e a opressão capitalista. Desde então, suas descendentes ainda lutam contra as desigualdades e a fome.

Durante muitos anos o Dia Internacional de Luta das Mulheres, 8 de março, marca a data em que devemos não só refletir, mas combater comportamentos e ações machistas, racistas, sexistas, misóginos, LGBTQIA+fóbicos, gordofóbicos e preconceituosos.

Até quando as mulheres terão que continuar lutando para superar a violência de gênero e as desigualdades sociais impostas pela opressão capitalista e conservadora, que vitima de forma trágica as mulheres, prioritariamente as negras?

Se analisarmos o relatório “Violência contra as Mulheres em Dados”, do Instituto Patrícia Galvão, vemos que essa luta está longe de cessar.

Ataques à vida da mulher negra

 As mulheres negras ficam à margem da sociedade e são as que mais sofrem por conta das desigualdades, racismo, sexismo, violência doméstica e falta de acesso à saúde, educação e à cidade.

São inúmeros os motivos pelos quais as mulheres seguem nas ruas combatendo esse projeto político de morte que ataca os seus direitos e tenta a todo custo controlar os seus corpos, enquanto inviabiliza sua voz e profere discurso de ódio taxando-as de “fraquejada”.

Em áudio vazado, recentemente, o deputado estadual Arthur do Val (Podemos/SP), conhecido como “Mamãe Falei” proferiu falas machistas e cruéis em relação às mulheres refugiadas na Ucrânia ao dizer que “as mulheres ucranianas são fáceis de ‘pegar’ porque são pobres”.

Vivemos num sistema político e econômico que utiliza da exploração da força de trabalho da mulher e dos seus corpos para se sustentar. As mulheres são o pilar dessa sociedade, desde o trabalho doméstico e o cuidado da família, até o trabalho operário, tido como produtivo. E ainda assim, são 70% da população mais pobre do mundo.

Hoje em dia, a mulher morre de fome ou de violência, Isso prova a urgência da luta em defesa de políticas públicas que garantam vida digna para todas e rompa com todo o retrocesso e retirada de direitos.

Exposição de Fotos e Caravana STU

O STU, junto às trabalhadoras da Área da Saúde, está organizando uma exposição fotográfica para relembrar o histórico de luta dessas companheiras por melhores condições de trabalho e de vida. Confere lá na entrada do F1 do HC, a partir das 10h.

Mais tarde, às 15h30, vamos nos concentrar na sede do STU, para a caravana rumo ao Largo do Rosário para o ato “Pela Vida das Mulheres – Bolsonaro e Dória Nunca Mais! Por um Brasil sem Machismo, Racismo, LGBTQIA+fobia e sem Fome!”.

MAPA DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

  • Uma mulher é vítima de estupro a cada 10 minutos;
  • Três mulheres são vítimas de feminicídio a cada um dia;
  • Uma travesti ou mulher trans é assassinada no país a cada 2 dias;
  • 30 mulheres sofrem agressão física por hora;
  • 81% das mulheres já sofreram violência em seus deslocamentos pela cidade;
  • 76% das mulheres já sofreram violência e assédio no trabalho;
  • Cresceu em 67,9% a violência contra as mulheres com deficiência durante a pandemia;
  • Mulheres negras foram 67% das vítimas de homicídio em 2019;
  • Uma em cada quatro mulheres sofre violência obstétrica, dessas 65,9% são negras.

PROGRAMAÇÃO DO DIA DE LUTA DAS MULHERERES

  • 10h – Exposição Fotográfica “Trabalhadoras da Área de Saúde”
  • 15h30 – Caravana – Ato das Mulheres em Campinas (Concentração no STU)
  • 16h – Ato “Pela Vida das Mulheres (Largo do Rosário – Centro/Campinas)
porStéphane Powaczuk

8M: “Pela Vida das Mulheres: Bolsonaro Nunca Mais!”

Vem aí mais um tsunami protagonizado pelas mulheres contra o governo Bolsonaro. O 8 de março deste ano tem como tema “Pela Vida das Mulheres: Bolsonaro Nunca Mais!” – Por um Brasil sem machismo, racismo e fome. O dia que marca a luta internacional das mulheres terá atos presenciais, conforme as regras de segurança da Organização Mundial de Saúde (OMS), e virtuais. Como ocorre em todos os anos, durante o mês de março, as mulheres demonstram sua disposição na luta contra todas as formas de opressão.

A Direção Nacional da FASUBRA Sindical, por meio da Coordenação da Mulher Trabalhadora, orienta as entidades de base a se integrarem e participarem ativamente, em seus estados e municípios, na construção dos atos do 8 de março, com a ampla presença de trabalhadoras e trabalhadores. O movimento feminista brasileiro múltiplo como é, as centrais e entidades sindicais, em conjunto com os movimentos sociais, se unificaram mais uma vez, e coordenam os atos em todo o país.

Em manifesto construído coletivamente, destacam o protagonismo das mulheres em lutas históricas e sua participação mais recente, em especial nos últimos anos e no governo de Bolsonaro. “A violência contra as mulheres e meninas se amplia a cada dia, pois o discurso de ódio de Bolsonaro se espalha e nos faz alvo preferencial dos machistas, racistas e LGBTQIA+fóbicos. Uma mulher é assassinada a cada duas horas em nosso país, sendo 66% destas mulheres negras. Também somos o país que mais mata mulheres trans e travestis no mundo e 6 mulheres lésbicas são estupradas por dia. A violência contra as mulheres com deficiência cresceu 67,9% durante a pandemia*. A violência obstétrica, ou seja, todos os tipos de violências que ocorrem no pré-natal, parto, pós-parto e aborto – atinge uma em cada quatro mulheres no nosso país; dessas, 65,9% são negras. Frente a tantas violências, bradamos: não somos números, somos vidas!”. Confira a íntegra do manifesto: https://bit.ly/3sGpgA1.


No decorrer do mês, a FASUBRA Sindical homenageará mulheres que se colocaram na linha de frente da luta coletiva da classe trabalhadora, principalmente aquelas que fizeram parte da construção da Federação. O tema abordado será “Mulheres na Luta Sindical”. A Coordenação da Mulher Trabalhadora também vai promover uma live, buscando a troca de experiências e o fortalecimento da organização de mulheres nas entidades sindicais filiadas.

Texto: FASUBRA