
O resultado das eleições acende um sinal de alerta para servidores públicos, universidades, ciência, saúde e educação.
A nova correlação de forças no Congresso amplia o peso da direita e da extrema-direita nos espaços onde serão decididos orçamento, direitos e políticas públicas.
Na Câmara, o PL terá a maior bancada, com 121 das 513 cadeiras, seguido por PT (70), União Brasil (46), PSD (43), PP e Republicanos (41 cada). Como nenhuma legenda terá sozinha os 257 votos necessários para maioria, a construção de alianças será determinante.
No Senado, o PL passa de 15 para 28 senadores, tornando-se a maior bancada. O PT permanece com 9 cadeiras, MDB passa de 9 para 8, União Brasil de 3 para 5 e Republicanos permanece com 6.
Para quem trabalha no serviço público, não se trata apenas de uma mudança de nomes. Uma composição mais conservadora pode favorecer propostas de redução do Estado, privatizações, terceirizações, reformas administrativas, restrições a direitos trabalhistas e pressão sobre investimentos públicos.
Nas universidades, estarão em disputa orçamento, autonomia, financiamento da ciência e pesquisa, assistência estudantil, valorização dos trabalhadores e defesa da educação pública.
O cenário nacional exige atenção, organização e mobilização permanente do funcionalismo público. Direitos conquistados não estão garantidos para sempre. Um Congresso mais conservador pode colocar muitos deles novamente em disputa.
Para os servidores públicos, o recado das urnas é claro: será preciso organização para impedir que mudanças na correlação de forças se transformem em retrocessos no serviço público.







