Diversas atividades de formação política fizeram parte do nosso calendário de greve. Além dos atos e mobilizações, os trabalhadores promoveram debates, plenárias e mesas que fortaleceram a produção de conhecimento e a consciência coletiva. Defender direitos também exige compreender os desafios no mundo do trabalho, da universidade pública e da sociedade.
Durante a greve, debates sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, a falta de acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência na Unicamp, a realidade de Cuba diante do bloqueio econômico e os impactos dos cortes na América Latina reforçaram a compreensão de que os ataques aos trabalhadores fazem parte de um mesmo projeto político. Também foi fundamental discutir como o ativismo digital da extrema direita utiliza a desinformação para atacar a ciência, os movimentos sociais, os sindicatos e enfraquecer a organização popular.
A luta do povo palestino também esteve presente nesse processo de reflexão, reafirmando a atualidade das lutas anti-imperialistas, a defesa dos direitos humanos e a solidariedade internacional entre os trabalhadores.
Outro tema importante foi a comunicação política democrática. Em tempos de manipulação das plataformas digitais, fortalecer uma comunicação crítica e comprometida com a verdade tornou-se parte da luta sindical. Os debates sobre feminismo, liberdade e a organização das mulheres curdas também demonstraram que a resistência das mulheres é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.
O projeto de Autarquização dos Hospitais da Unicamp também foi debatido. Autarquizar o complexo de saúde significa abrir caminho para a privatização da gestão, ampliar a terceirização e enfraquecer o caráter público da saúde universitária, com impactos na assistência, no ensino, na pesquisa e nas condições de trabalho.
Discutir trabalho, plataformização, intensificação e adoecimento laboral foi essencial para compreender as novas formas de exploração da classe trabalhadora. Promover mesas, plenárias e debates durante a greve fortaleceu a organização política e reafirmou que defender a universidade pública também significa construir uma comunidade crítica, participativa e comprometida com a transformação social.
Greve também é diálogo, cultura, conhecimento e construção de uma universidade a serviço da sociedade.
Confira a seguir o PDF com o #TBT dos debates que aconteceram durante a greve deste ano.






