A paralisação dos trabalhadores da Unicamp, chamada pelo STU, para o dia 30/09, teve uma grande adesão da categoria.
Apesar das manobras da reitoria para inibir as manifestações pelo fim do convênio entre a Instituição Israelense e a Unicamp, soltando uma nota da reitoria que já iria romper com o convênio, o movimento dos trabalhadores e estudantes seguiu forte e pressionou o reitor Cesinha a cancelar o convênio com a Technion.
Durante o ato, na frente da reitoria, vários trabalhadores e estudantes se pronunciaram. Também houve a fala da vereadora Fernanda Souto (PSOL) que falou sobre a importância do combate ao genocídio do povo palestino e a movimentação internacional contra o que o estado de Israel tem produzido contra a população de Gaza.
A reitoria, se pronunciou somente contra o convênio, depois de várias manifestações internas e externas à Unicamp.
O rompimento do convênio é uma vitória para os movimentos das entidades (STU, DCE e Adunicamp) na Unicamp, mas o rompimento deveria ter ocorrido há cerca de 1 ano atrás quando a matança do povo palestino entrou em rota de extermínio total.
Percebendo o movimento dos alunos e dos trabalhadores, o posicionamento do STU, que desde o início se colocou a favor do povo palestino – aprovado em assembleia, a reitoria determinou “providências para o rompimento unilateral do acordo de colaboração vigente com instituição universitária de ensino e pesquisa israelense”.
O STU reforça o apoio a Global Sumud Flotilha, que está se aproximando da chegada, sendo o momento mais crítico, pois é onde as últimas missões foram interceptadas. A Flotilha está sob escolta internacional de navios de guerra da Espanha, da Itália e da Turquia e segue desafiando o bloqueio israelense.
