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porStéphane Powaczuk

Congresso aponta a unidade e mobilização como chave na luta contra os retrocessos

Hoje (25), último dia do XIV Congresso dos Trabalhadores da Unicamp, foram apreciadas as propostas elaboradas pelos cinco Grupos de Trabalhos no intuito de aperfeiçoar o texto da tese guia “Travessia Unicamp: “Unificar as lutas para enfrentar a crise econômica e garantir a democracia”.

O congresso reafirmou a importância de avançarmos na luta de bandeiras importantes como: redução da jornada de trabalho (escala 6×1), combate à terceirização e à pejotização, isonomia salarial e de benefícios, enfrentamento às mudanças climáticas e defesa do meio ambiente; combate ao assédio moral; defesa das 30 horas, fortalecimento do Departamento de Aposentados do STU; defesa dos direitos dos trabalhadores com deficiência; política de combate ao assédio envolvendo os membros da diretoria do Sindicato e da base; elaboração de políticas de acolhimento, tratamento e prevenção psicossocial, entre outros temas.

A plenária também deliberou pela necessidade de convocar ainda este ano a eleição do Conselho de Representantes (CR) e de criar comissões por local de trabalho, com o objetivo de fortalecer a atuação da diretoria e ampliar a participação da categoria nas ações do sindicato.

Balanço de Gestão

A tese guia elaborou um texto em parceria com as demais representantes de chapas avaliando os quase três anos de mandato da atual gestão.

A avaliação é que houve avanços importantes, como reajuste salarial acumulado de 40,05% entre 2022 e 2024, implantação do vale-refeição e auxílio-saúde de até R$ 900,00.

Segundo o documento, houve também esforço para manter o equilíbrio financeiro do sindicato. No entanto, a entidade enfrentou dificuldades na mobilização da categoria, especialmente em pautas não financeiras, como na greve contra o ponto eletrônico.

O balanço reconhece que a gestão não conseguiu organizar o Conselho de Representantes nem implementar todas as propostas da Comissão de Mulheres sobre assédio. Apesar disso, garantiu a autonomia sindical ao não apoiar candidaturas à reitoria e promoveu debates democráticos.

O texto aponta a necessidade de fortalecer a participação da base e a luta por uma universidade pública, democrática, laica e inclusiva.

Mudanças estatutárias e moções

As alterações estatutárias propostas no encontro deverão passar por assembleia ordinária, instância responsável por aprovações desta natureza.

Foram apresentadas cinco moções, três delas aprovadas, uma rejeitada e outra não apreciada por falta de base jurídica.

Na avaliação de Elisiene Lobo, coordenadora geral do STU e membro da Comissão Organizadora do Congresso, o encontro atendeu aos anseios da categoria. “As discussões transcorreram com bastante tranquilidade, respeito e empatia, apesar das divergências políticas. As propostas aprovadas apontam as novas diretrizes que a entidade deve tomar nos próximos anos. E o mais importante, seguimos sendo um sindicato de luta, defendendo os interesses dos trabalhadores e pregando a unidade da categoria”, explicou ela.

Nesses três dias o congresso reuniu na sede do STU cerca de 200 delegados dos campi de Campinas, Paulínia, Limeira e Piracicaba para discutir e deliberar sobre os rumos da entidade para o próximo biênio.

A sistematização final das propostas aprovadas será disponibilizada em breve no site da entidade.

Mulheres reunidas no final do XIV Congresso do STU.
porStéphane Powaczuk

Segundo dia do XIV Congresso do STU apresentou as contribuições, teve mesa em defesa da educação e propostas sobre temas importantes

Rogério Marzola, Claudionor Brandão, Mariana Conti, Eduardo Gemmis, Toninho Alves, Eva Lopes, Gustavo Petta e Pio Romera na mesa em defesa da educação.

O segundo dia do XIV Congresso dos Trabalhadores da Unicamp começou com a apresentação de cinco contribuições inscritas no encontro.

As outras sete contribuições, como fazem parte da tese guia, foram automaticamente incorporadas ao texto base do congresso.

As contribuições apresentadas incluem temas relevantes, como: por um STU mais ativo e uma categoria mais solidária no combate ao sofrimento psíquico no trabalho; por uma nova tradição no STU que unifique efetivos e terceirizados, não a toda forma de opressão em defesa dos direitos democráticos e civis das pessoas LGBTQIAP+, mulheres nas universidades e na luta sindical e alteração do estatuto do sindicato.

Pela vida das mulheres

É importante registrar que a Comissão de Mulheres Contra Violência de Gênero do STU apresentou um posicionamento emblemático em defesa da vida das mulheres trabalhadoras da Unicamp. Elas denunciaram práticas de machismo e assédios no meio sindical prejudiciais às companheiras e cobraram da entidade ações que foram aprovadas na assembleia do ano passado e que ainda não foram implementadas.

A comissão concluiu que a luta pela equidade dentro do ambiente sindical é uma demanda muito urgente, por isso estão propondo alterações no estatuto do sindicato, para que a entidade se torne um espaço seguro para todas as mulheres.

Comissão de mulheres convidou todas as mulheres da plenária para se juntarem à frente da mesa.

Pelo direito à Educação

Na sequência aconteceu a conferência sobre Defesa da Educação com Gustavo Petta, Rogério Marzola, Mariana Conti, Claudionor Brandão, Pio Romera, convidados pelas teses inscritas.

Cada conferencista expos sobre as lutas que precisamos travar pela garantia de educação de qualidade.

Muito se falou sobre a extrema direita e a importância de continuar combatendo o fascismo, os ajustes fiscais, os desmontes das universidades públicas, a militarização das escolas bem como as privatizações.

Trabalhadores discutiram pautas cruciais

Na parte da tarde formou-se cinco grupos de trabalhos, sendo:

1 – Conjuntura: Políticas Afirmativas e Opressões;

2 – Conjuntura: Universidade, Educação e Saúde;

3 – Conjuntura: Precarização do Trabalho;

4 – Conjuntura: Estrutura Sindical;

5 – Conjuntura: Aposentados.

Cada grupo debateu o seu tema e sistematizou propostas que serão apreciadas pela plenária posteriormente.

Amanhã (25), inicia-se a plenária final onde será definido o plano de lutas e as alterações estatutárias.

porStéphane Powaczuk

Categoria elege Travessia Unicamp como Tese Guia do XIV Congresso

Depois de um longo dia de debates sobre conjuntura e os rumos do nosso sindicato, a plenária do XIV Congresso dos Trabalhadores da Unicamp elegeu a Travessia Unicamp como Tese Guia do encontro.

A tese eleita, “Travessia Unicamp – Unificar as lutas para enfrentar a crise econômica e garantir a democracia” recebeu 59 votos, seguida pela Tese “Alerta Unicamp para o XIV Congresso do STU”, com 31 votos; a Tese “TLS Unicamp – Precisamos retomar nosso histórico de organização e de luta!”, com 13 votos; e a Tese “Nossa Classe: Unificar efetivos e terceirizados para lutar contra as privatizações de Tarcísio e os ataques de Lula de forma independente dos governos e da reitoria”, com 7 votos. Tivemos duas abstenções.

A Tese “Chapa Avante STU” retirou a candidatura em apoio à tese do Travessia Unicamp.

“Para nós do Travessia, ser escolhida como tese guia consolida um trabalho que a gente vem trazendo nos últimos anos, em especial o enfrentamento na greve do ponto eletrônico, no enfrentamento na posição de pensar uma universidade pública, democrática com a participação dos técnico-administrativos com o projeto dos técnico-administrativos a categoria compreendeu a nossa tese como aquela que pode representar esse anseio”, disse Toninho Alves, representante do coletivo Travessia Unicamp.

Isso significa que hoje, segundo dia de congresso, os grupos de trabalho vão discutir, aprovar ou rejeitar, adendar ou suprimir, em parte ou na totalidade as propostas e diretrizes defendidas pelo Coletivo Travessia Unicamp para o plano de lutas e o novo estatuto do STU.

Hoje também teremos a mesa de debate sobre Educação, a apreciação das 12 contribuições e a inscrição de candidatos para o Conselho Fiscal do sindicato.

porStéphane Powaczuk

Dia 22/04 tem Assembleia estatutária orçamentária e tirada de delegados para o XIV Congresso, no STU

No dia 22/04 vamos ter uma Assembleia que vai deliberar duas pautas muito importantes para a nossa categoria: vamos tratar das finanças do STU e da última tirada de delegados para o XIV Congresso dos Trabalhadores da Unicamp.

A Assembleia Estatutária Orçamentária está marcada para começar às 12h, em primeira convocação, havendo quórum de maioria absoluta de filiados com direito a voto, ou às 12h30 em segunda convocação, com qualquer número de filiados com direito a voto. Vamos debater sobre a aprovação do Balanço 2022/2023/2024 e do Orçamentária para 2025.

Última oportunidade para ser delegado no XIV Congresso do STU

Na ocasião também serão tirados os últimos delegados para o XIV Congresso dos Trabalhadores que será realizado de 23 a 25 de abril no STU.

O XIV Congresso dos Trabalhadores da Unicamp é um compromisso assumido pela atual gestão, depois de 10 anos sem acontecer.

Podem participar do XIV Congresso todos os trabalhadores da Unicamp ativos – incluindo os contratados pela Funcamp, os terceirizados, estagiários e patrulheiros – e aposentados, desde que credenciados para tal.

O XIV Congresso é um movimento muito importante para a construção coletiva das estratégias de resistência e enfrentamento aos ataques aos direitos da categoria e à universidade pública.

A Comissão Organizadora do Congresso recebeu no dia 24/03, as inscrições de cinco Teses e 12 Contribuições para o XIV Congresso dos Trabalhadores da Unicamp, que acontece entre os dias 23 e 25 de abril. Para conferir as teses e contribuições clique aqui.

Os textos servirão como base para os debates e deliberações sobre os rumos da luta sindical nos próximos anos.

Participe deste processo e fortaleça a luta pelos nossos direitos!

Edital publicado em 11/04/2025 – Folha de São Paulo