Arquivo de tag Violência de gênero

porStéphane Powaczuk

Amanhã, 05/06, às 12h, tem reunião de mulheres contra assédio na Sede do STU

Nesta quarta-feira, 05/06, às 12h, está marcada uma reunião de mulheres contra o assédio na sede do STU. O último ato com paralisação, no dia 28/05, resultou em uma roda de conversa de mulheres que integram o movimento na Unicamp.

Fazer encontros, e fomentar as discussões de violência de gênero cometidas no ambiente sindical, é uma das ações que saiu como encaminhamento desde a Assembleia Geral do STU, no dia 14/05, que debateu este tema com profundidade.

Essas mulheres têm debatido, entre outras pautas, as políticas do STU de combate à violência de gênero no ambiente sindical, e na Unicamp também. O STU está construindo um protocolo de acolhimento e encaminhamento de denúncias.

Por isso, a reunião desta quarta é aberta a todas as mulheres da Unicamp.

Integrantes de coletivos feministas, antirracistas, contra LGBTfobia e anticapacitistas, e demais mulheres da nossa universidade, estão convidadas a colaborar e ampliar essa luta conosco!

Ninguém solta a mão de ninguém!

Te esperamos quarta-feira, 05/06, às 12h, na sede do STU!

porStéphane Powaczuk

Assembleia aprova desligamento de diretor e indica medidas socioeducativas para coibir violência de gênero

Na última terça-feira (14), chegou ao fim o trabalho de acolhimento e apuração das denúncias de violência de gênero cometidas no ambiente sindical realizado pela Comissão de Mulheres Contra a Violência de Gênero.

A assembleia realizada nesta data aprovou o Relatório Final apresentado na íntegra pela comissão acatando a indicação de destituir do cargo de diretor o trabalhador denunciado.

A Comissão de Mulheres compreende que os assédios cometidos pelo diretor denunciado são graves merecendo uma punição rigorosa, bem como a implementação de medidas socioeducativas pelo STU, como ações da campanha salarial, para coibir esse tipo de postura no ambiente sindical. Sendo elas:

– A criação de um protocolo de encaminhamento em casos de denúncias de assédio envolvendo a diretoria e a base;

– A elaboração de cartilhas e materiais sobre os tipos de violência contra a mulher, incluindo a violência política de gênero no ambiente sindical;

– A destinação de recursos para realização de formações com viés classista, feminista e antirracista, obrigatórios aos diretores, com participação aberta à categoria.

A assembleia também aprovou o desligamento do diretor citado do quadro de associados do Sindicato, conforme determina o Estatuto do STU, por onerar os cofres da entidade devido às ações impetradas por ele na Justiça.

Medida histórica na entidade

O posicionamento das integrantes da Comissão de Mulheres é que não há ambiente seguro e adequado para a atuação das mulheres, no STU e na Unicamp, e que existe a necessidade urgente de formação continuada de homens e mulheres sobre questões de gênero, em ambos os espaços e com início imediato.

O desligamento do diretor denunciado é entendido pela comissão como um marco na luta por equidade de gênero no ambiente sindical, e serve de exemplo para outras entidades de luta no campo trabalhista. “É preciso que todos compreendam que o fazer sindical deve avançar com equidade de gênero, de modo que comportamentos machistas, inaceitáveis, não serão mais tolerados. Esperamos que o STU repense o seu Estatuto e a sua postura enquanto entidade, no sentido de combater tais opressões”, afirmou Marina Carvalho Cunha Claro, integrante da comissão.

A coordenadora da pasta da “Mulher Trabalhadora” da Fasubra e diretora do STU, Bianca Zupirolli, solicitou cópia do documento, tendo em vista que a federação se propôs a dar suporte na elaboração de políticas de combate à violência de gênero no STU.

Em entrevista, Bianca pediu desculpas pelas falhas da Federação ocorridas durante o processo de apuração dos fatos sobre a violência de gênero “o momento de greve das universidades federais impactou em todas as atividades, mas isso não justifica nossa ausência no processo, como relatado na assembleia do STU”.

Segundo ela, “os encaminhamentos dados pela Comissão de Mulheres foram muito precisos e gostaria de agradecê-las por esse trabalho. Afinal, não é um trabalho fácil, pois muitos relatos ali descritos atravessam nós, mulheres, em muitas dores e por muitos momentos em nossas vidas”.

Bianca reforçou que a Fasubra se coloca à disposição para auxiliar na construção desse processo socioeducativo, assim como na elaboração das cartilhas propostas e nos debates que irão ocorrer.

Apesar de toda tensão, as vítimas presentes se sentiram aliviadas com a rapidez e sensibilidade da Comissão de Mulheres Contra a Violência de Gênero na elaboração do relatório final e, principalmente, com a deliberação dada pela assembleia.

O STU reforça seu compromisso de combater veemente posturas opressoras e violentas dentro e fora do ambiente sindical.

porStéphane Powaczuk

Categoria aprova comissão para apurar violência de gênero no sindicato

Hoje à tarde (26) os/as trabalhadores/as presentes à Assembleia Geral aprovaram a criação de uma comissão de mulheres para averiguação das denúncias de violência de gênero ocorridas em atividades sindicais por um dirigente do STU.

A comissão é composta por cinco trabalhadoras da base, incluindo mulheres aposentadas, com objetivo de acolher as vítimas e apurar as denúncias.

A comissão terá o prazo de 15 a 30 dias para elucidar os fatos e apresentar os encaminhamentos dessas averiguações em uma nova assembleia convocada para esse fim.

Também foi aprovada a elaboração de uma campanha de conscientização que prevê cursos, plenárias, cartilhas e rodas para discutir e combater o assédio dentro do STU e nas instâncias da Unicamp.

Categoria compareceu à Assembleia para debater sobre violência de gênero.

Relembrando o caso

Ainda que o STU tenha uma Coordenação de Mulheres para tratar destes assuntos, não foi possível instaurar uma comissão paritária para acolher e investigar as denúncias por falta de participação de um coletivo que compõe a diretoria do STU.

Diante disso, a diretoria deliberou pelo envio do caso para apuração pela Fasubra, adiando quaisquer providências até o relatório final da Federação.

Infelizmente a Fasubra também não conseguiu tocar a apuração por conta da greve das federais que segue desde o ano passado.

Política de enfrentamento à violência de gênero é falha

É consenso que a violência de gênero é um ataque grave e fere profundamente o direito das mulheres.

Recentemente, presenciamos os casos lamentáveis dos ex-jogadores da seleção brasileira, Daniel Alves e Robinho acusados de agressão sexual.

Daniel recebeu liberdade provisória  na Barcelona/Espanha, nesta segunda-feira (25), após pagamento de fiança de cerca de R$ 5,4 milhões, e vai aguardar em liberdade os próximos passos do processo. E Robinho foi finalmente preso, quinta-feira passada (21), devido à condenação de estupro coletivo proferida pela justiça italiana em 2017.

Quando a impunidade impera, a vítima tem a sua dignidade violada duas vezes: pela agressão em si e pela falta de punição do culpado.

A comissão é necessária tendo em vista que no Estatuto Social e Regimento Interno da Diretoria não constam orientações a respeito de denúncias dessa natureza.

Por conta da relevância do tema e das dificuldades enfrentadas no sindicalismo, ficou evidente a necessidade urgente de abrir espaço para a discussão sobre enfrentamento à violência de gênero no ambiente de trabalho, bem como a construção de políticas de gênero no meio sindical.

porStéphane Powaczuk

Próxima terça, 26/03, tem Assembleia Geral, às 12h, no STU

O STU convoca todos/as trabalhadores/as da Unicamp para participar da Assembléia Geral na próxima terça-feira, dia 26/03, às 12h na sede do sindicato.

A pauta é única e consiste na devolutiva da denúncia de violência de gênero ocorrida em atividades sindicais e encaminhamentos.

Seguindo deliberação da assembléia anterior, a direção do STU se reuniu no dia 19/03 e definiu a realização dessa assembléia da próxima terça-feira no sentido de informar a categoria sobre as atualizações do caso e para decidir sobre as medidas a serem tomadas no âmbito político da nossa entidade.

Participe! A sua presença é muito importante!

porStéphane Powaczuk

Mês das Mulheres: amanhã, 20/03 tem PLPs no STU, às 12h

Nesta quarta-feira, 20/03, vamos receber as Promotoras Legais Populares (PLP) na sede do STU, às 12h, para uma palestra sobre: “Violência de Gênero – com atuação das PLPs na luta contra a violência de Gênero”.

Quem vai estar conosco são as Promotoras Legais Populares Vivien Ruiz e Viviane Junta.
Convide a sua colega e venha participar deste evento realizado pelo sindicato.
Te esperamos amanhã, quarta-feira, 20/03, às 12h, no STU.