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porStéphane Powaczuk

15/06 – Dia de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa

O departamento de Aposentados/as do STU chama atenção para este dia (15/06) – Dia de Conscientização da Violência Contra a Pessoa idosa.

A violência contra o/a idoso/a pode ser definida como “um ato único, repetido ou a falta de ação apropriada, ocorrendo em qualquer relacionamento em que exista uma expectativa de confiança que cause dano ou sofrimento a uma pessoa idosa”. É uma questão social global que afeta a saúde e os direitos humanos de milhões de idosos em todo o mundo e que merece a nossa atenção.

Queremos parabenizar os/as aposentados/as que nunca abandonam a luta, que continuam na busca pelo auxílio nutrição, e que participam das nossas atividades em prol dos nossos direitos como a devolução do confisco.

E gostaríamos de informar que, para além dessas reinvindicações, a Coordenadora Sandra Ramos, está fazendo parte da Conferência Nacional da Saúde do Idoso, também em defesa de um SUS de qualidade, que vai ser realizada em julho deste ano, com o objetivo de que ninguém fique sem acolhimento em um momento necessário.

DISQUE 100 – Para denunciar violação de Direitos Humanos.

porStéphane Powaczuk

Mês da Conscientização Mundial da Violência contra a Pessoa Idosa

O mês de junho é todo violeta para lembrar que a violência contra a pessoa idosa é um problema mundial, que deve ser denunciado em todas as suas formas. São vários os tipos de violências, como: sexual, racial, psicológica, física, homofóbica, religiosa, social, cultural, estrutural, abandono afetivo e a mais gritante, a econômica. Se antes da pandemia idosos e idosas já eram arrimo de família, com o desemprego e o desalento atual, passaram a sustentar um número maior de familiares e agregados.

O dia 15 de junho marca o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. A data foi instituída em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa.

Com a população idosa chegando a 40 milhões no Brasil, falta preocupação e efetividade do governo em estabelecer e manter políticas públicas que deem dignidade em atendimentos, principalmente na área da saúde e no cumprimento do Estatuto do Idoso. A desigualdade social, cada vez mais agravada no atual governo, faz com que práticas desumanas sejam empregadas contra idosos e idosas, discriminando pessoas LGBTQIA+, negros e negras, população carcerária, indígenas, pessoas em situação de rua, trabalhadoras e trabalhadores do sexo, mas, principalmente, mulheres.

As mulheres são as mais afetadas em todas as circunstâncias, sendo uma das piores a agressão sexual sofrida, infelizmente, muitas vezes, dentro das próprias famílias. É muito comum nas delegacias especializadas em crimes contra a pessoa idosa, o número de registros ser maior contra mulheres, envolvendo as violências física, sexual e econômica.

Nos três últimos anos as denúncias de violência contra as pessoas idosas aumentaram 200%, de acordo com dados das delegacias que atendem essa parcela da população. Em um governo onde a violência é incentivada e apoiada a desrespeitar, agredir e até matar idosas e idosos passou a ser banal. Não se cumpre a Lei 10.741/2003 – Estatuto do Idoso, que prevê como obrigação do Estado “a efetivação de políticas que contribuam para a garantia dos direitos aos idosos e idosas”. São eles direitos à vida, saúde, alimentação, educação, cultura, esporte, lazer, trabalho, cidadania, liberdade, dignidade, respeito, convivência familiar e comunitária.

Tornou-se prática comum na sociedade deixar pessoas idosas em ILPIs (Instituições de Longa Permanência). O problema é que na, maioria das vezes, esses idosos e essas idosas são descartados/as e abandonados/as nessas instituições porque os familiares sequer voltam para lhes visitar.

Para combater a violência contra a população idosa é necessário políticas públicas voltadas para o cumprimento do Estatuto do Idoso, com formação humana e social das pessoas que se comprometem a exercer cargos nessa área.