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porStéphane Powaczuk

Paralisação cobrou melhorias no fretado e deliberou nova assembleia para próxima terça 04/02

Depois de duas semanas de implantação do novo sistema fretado e inúmeras reclamações, a categoria decidiu cruzar os braços para cobrar melhorias no transporte.

A concentração foi em frente à reitoria e, além de reunião com a Prefeitura Universitária, fizemos uma assembleia para debater e encaminhar novas ações.

Em reunião com a Prefeitura Universitária, representantes da Unitransp, uma comissão de trabalhadores e diretores do sindicato, os funcionários puderam apontar ao Prefeito Universitário, Juliano Henrique Davoli Finelli e seu vice, José Reinaldo Braga, inúmeras dificuldades enfrentadas no trajeto de ida e volta do trabalho.

Entre as reclamações estavam o aumento significativo do tempo de trajeto, falhas na roteirização, problemas de segurança nos pontos de embarque e desembarque, além de dificuldades relacionadas à proibição de mudanças de rota pelos usuários.

O prefeito respondeu ser possível organizar representantes de cada linha, e que as solicitações de mudança de linha, horário, itinerário ou ponto de embarque/desembarque podem ser feitas por meio de formulário oficial onde constará a assinatura de 50% + 1 dos usuários da linha solicitada. De acordo com o gestor, essa possibilidade está prevista no artigo 22 da Instrução Normativa da Prefeitura 4/2023, que trata do fretado.

Com relação à questão da distância entre os pontos, o prefeito sinalizou que estão recebendo bastante demanda, principalmente de trabalhadoras com crianças de colo, idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

Segundo ele, cada caso está sendo verificado e estão procurando aproximar os pontos, mesmo com a Deliberação do Conselho Universitário (Consu) prevendo o deslocamento de até mil metros da casa até o ponto.

Finelli explicou que a Deliberação Consu rege as regras de utilização do fretado, mas a Prefeitura Universitária adotou algumas premissas com objetivo de facilitar o deslocamento dos funcionários. Entre elas está a questão da duração da viagem ser de até 1h30 e a caminhabilidade (entre a residência e o ponto de embarque/desembarque) de no máximo 500 m.

De acordo com o prefeito, foram feitas tratativas entre a Prefeitura e a empresa, mas a Deliberação Consu deve predominar, pois as premissas dependem de acordos.

A equipe da Unitransp está procurando reformular os roteiros para todo mundo ficar encaixadinho na sua linha e não andar mais de mil metros.

Para minimizar o trajeto das pessoas com mobilidade reduzida, a Prefeitura Universitária prometeu responder ao sindicato até o final dessa semana.

A informação é que estão priorizando resolver as questões dos usuários já cadastrados. Mas prometeram melhorias até o final dessa semana.

Reunião com a Prefeitura Universitária, representantes da Unitransp, uma comissão de trabalhadores e diretores do sindicato.

STU está de olho

Nesse meio tempo o STU vai continuar se organizando, recebendo as demandas, e também convidamos você, usuário do fretado a nos procurar com as solicitações de alterações das linhas.

O sindicato já está orientando como fazer para recolher as assinaturas de 50% + 1 ou 90% de assinaturas para a solicitação de novas linhas.

Essa proposta contempla em partes nossa solicitação de retornar as linhas como eram antes, sem prejuízo às novas linhas criadas.

Também vamos questionar a DGRH sobre as questões dos dados desatualizados dos funcionários.

Assembleia

Diante do retorno da Prefeitura Universitária, a assembleia deliberou aguardar o prazo solicitado pelo gestor para implantação de melhorias e avaliar a situação em uma nova assembleia.

Até lá, orientamos a todos preencherem o formulário da Prefeitura Universitária com as informações objetivas.

Lembre-se de colocar a linha, período e o problema para facilitar a solução, pois há muitos formulários sem essas informações, inviabilizando a resposta ou solução do caso.

Semana que vem, terça-feira, 04/02, às 12h, tem Assembleia Geral, na Praça da Paz, para dar continuidade a nossa luta e as nossas cobranças. A sua participação é fundamental para a nossa luta, participe!

porStéphane Powaczuk

Assembleia Geral debate problemas no transporte fretado da Unicamp

Próxima terça-feira, 28/01, tem Paralisação com Assembleia, às 9h, em frente à Reitoria para cobrar solução imediata aos problemas do fretado!

Próxima terça-feira, 28/01, tem Paralisação com Assembleia, às 9h, em frente à Reitoria para cobrar solução imediata aos problemas do fretado!

Na assembleia geral realizada nesta sexta-feira (24), organizada pelo STU, os problemas enfrentados pelos trabalhadores com o recém-implementado sistema de transporte fretado foram amplamente debatidos. 

O evento, que ocorreu na Praça da Paz, apresentamos a resposta da Unitransp, aos questionamentos levantados pela categoria por meio do ofício enviado anteriormente pelo sindicato.

Desde o início da implementação do novo contrato de transporte, os trabalhadores têm relatado uma série de dificuldades que impactam diretamente a jornada de trabalho, a saúde e a qualidade de vida. 

Entre os principais problemas estão o aumento significativo do tempo de trajeto, falhas na roteirização, problemas de segurança nos pontos de embarque e desembarque, além de dificuldades relacionadas à retirada de linhas e à proibição de mudanças de rota pelos usuários. 

Com base nos problemas levantados, a assembleia deliberou por:

PARAR TUDO na Unicamp na próxima terça-feira, 28/01, com uma PARALISAÇÃO seguida de Assembleia Geral.

Vamos formar uma comissão entre diretores e trabalhadores e cobrar a criação de GT com representantes de cada linha e representantes do STU e trabalhadores.

Vamos cobrar a suspensão do Ponto Eletrônico no HC. Inclusive a divisão de enfermagem do HC já se comprometeu em não descontar as horas dos funcionários que estão chegando atrasado por conta do fretado. E que os usuários possam usar qualquer linha.

Também foi tirado na assembleia incluir na Pauta Específica: vale combustível de R$ 900/mês, crédito de ressarcimento para transporte de funcionário e fretado para Patrulheiros, aposentados e PCD de forma irrestrita.

O STU vai cobrar instauração de uma sindicância administrativa para apurar falhas, possíveis irregularidades e má gestão no fretado. O ressarcimento aos funcionários que estão gastando com transporte para chegar à Unicamp, especialmente de prejuízos materiais como roubo de celular, etc. Vamos exigir que os funcionários que estão sofrendo com estresse, por conta dos problemas do fretado, sejam encaminhados para que receber atendimento de saúde mental.

Também vamos solicitar que sejam abonados atrasos na entrada de funcionários que estão chegando atrasados por conta dos problemas do fretado ou de utilização de outros transportes.

Vale lembrar que o atual proprietário da Rápido Sumaré, Belarmino Marta Júnior, já esteve envolvido em supostos esquemas ilegais de licitação, inclusive na Unicamp. Em 2011, Belarmino foi denunciado e preso por fraudar a licitação de algumas linhas de fretado da Unicamp.

A assembleia reforçou que os trabalhadores não podem ser penalizados, como está acontecendo, com a desorganização do fretado. Os usuários precisam ter seus gastos ressarcidos, sejam de passagens, combustível ou danos materiais.

A mobilização da nossa categoria continua sendo fundamental para garantir que os problemas apontados na assembleia, sejam resolvidos e que a qualidade de vida dos trabalhadores não seja comprometida.

STU já acionou o MPT para mediar a situação 

O STU, preocupado com a situação, acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) no ano passado (2024) e reforçou seu compromisso de acompanhar a questão de perto, buscando soluções concretas para os problemas. [clique aqui para ler a notícia sobre denúncia ao MPT]

A Prefeitura universitária não enviou um representante à assembleia e justificou que o convite chegou depois do expediente. 

No entanto, em ofício encaminhado ao STU a Prefeitura Universitária destacou as seguintes informações:

  1. Aumento no tempo de trajeto: A reitoria reconheceu que a implementação inicial apresentou inconsistências, principalmente devido a dados cadastrais desatualizados no sistema da DGRH. Informou que uma roteirização provisória foi implementada e que ajustes contínuos estão sendo realizados. A previsão é de otimização das rotas até sábado, 25 de janeiro, com melhorias adicionais dentro de dois meses. A Prefeitura Universitária destacou a importância de os trabalhadores manterem seus dados cadastrais atualizados para garantir a eficiência do serviço.


  2. Duração excessiva no retorno para casa: Relatos de viagens de até quatro horas dentro dos ônibus, quando o contrato prevê um máximo de uma hora e meia, foram atribuídos a problemas pontuais nas rotas. A Prefeitura garantiu que ajustes estão em andamento para corrigir essas falhas, priorizando deslocamentos mais rápidos e confortáveis.


  3. Problemas de segurança nos pontos de embarque e desembarque: Preocupações com a segurança, especialmente de mães com filhos pequenos, foram reconhecidas. Para mitigar os riscos, motoristas foram orientados a realizar paradas fora dos pontos pré-determinados, dentro da rota estabelecida, sempre que necessário. Adicionalmente, foi reforçada a possibilidade de registrar demandas e sugestões pelos canais de atendimento disponibilizados.


  4. Retirada de linhas: O órgão explicou que a roteirização inicial foi baseada nos dados cadastrados, mas que inconsistências nesses registros resultaram na retirada de algumas linhas. Ajustes estão sendo feitos para atender os usuários que ficaram sem transporte, e a atualização cadastral dos trabalhadores foi novamente destacada como essencial.


  5. Proibição de mudanças de linha: Para servidores da área da saúde, foi informado que o Acordo Coletivo garante o uso eventual de linhas diversas mediante solicitação prévia. Caso não haja disponibilidade na linha solicitada, o setor de Recursos Humanos poderá solicitar a concessão de vale-transporte para atender a demanda específica.


O STU reforçou que seguirá acompanhando de perto a implementação das medidas prometidas pela reitoria e que continuará pressionando para que o transporte fretado atenda às necessidades dos trabalhadores de forma eficiente e humanizada.

A diretoria do STU destacou na assembleia que o compromisso do sindicato é garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados e que o transporte cumpra o papel de facilitar, e não dificultar, a vida dos servidores.

Por isso, é crucial que TODA UNICAMP participe da Paralisação com Assembleia, na próxima terça-feira, 28/01, a partir das 9h, em frente à Reitoria.

Vamos juntos cobrar da reitoria que esses problemas sejam resolvidos. Não vamos aceitar que esse desrespeito continue com os trabalhadores da Unicamp!