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porStéphane Powaczuk

Após um mês dos ataques terroristas aos Três Poderes, ato pela democracia é realizado no Congresso

Os ataques terroristas e antidemocráticos de 8 de janeiro aos prédios do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF) completam nesta quarta-feira (8/2) um mês. Golpistas e pessoas que financiaram a destruição de móveis, vidraças e obras de arte dos Três Poderes permanecem presos e as investigações continuam em andamento. Segundo a Secretaria Distrital de Administração Penitenciária (Seape), 920 pessoas continuam presas no Distrito Federal, sendo 614 homens e 306 mulheres.

O presidente Lula se pronunciou em uma rede social e destacou que “a democracia é o patrimônio mais precioso da população brasileira. E a justiça será firme contra quem tentar tirá-la do povo”. Ainda de acordo com o presidente, um mês depois, o governo segue firme trabalhando na defesa da democracia, união e reconstrução do país.

Um dia após a depredação, a FASUBRA Sindical e suas entidades de base participaram de atos em defesa da democracia em todo o país. Os atos foram realizados em mais de 100 cidades no Brasil e no exterior e clamaram pela severa punição de todos os envolvidos. “Sem anistia”, foi o grito de ordem. Os manifestantes também pediram a prisão do ex-presidente Bolsonaro, grande mentor e incentivador dos ataques, que fugiu do país para não ser responsabilizado.

A Direção Nacional (DN) da FASUBRA Sindical presente em Brasília participou nesta quarta-feira, no Salão Negro do Congresso Nacional, de ato dos servidores do Congresso Nacional “O caminho inverso: Ato pela Democracia”, promovido pelo Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União), com apoio institucional da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Organização dos Estados Americanos, União Interparlamentar, Associação Brasileira de Comunicação Pública, Bússola Tech e Flap Comunicação. O ato contou com autoridades brasileiras e estrangeiras. Ao final os participantes fizeram um abraço simbólico no gramado em frente ao Congresso, onde estavam uma faixa escrito democracia.

porStéphane Powaczuk

Sem anistia: FASUBRA e entidades de base reforçam protestos em defesa da democracia

A FASUBRA Sindical e suas entidades de base participaram na segunda-feira (9/1) de atos em defesa da democracia brasileira, em resposta aos ataques terroristas e criminosos ocorridos no último domingo (8/1), que destruíram completamente os prédios dos três Poderes: o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF). Os atos foram realizados em mais de 100 cidades no Brasil e no exterior e clamaram pela severa punição de todos os envolvidos. “Sem anistia”, foi o grito de ordem. Os manifestantes também pediram a prisão do ex-presidente Bolsonaro, grande mentor e incentivador dos ataques, que fugiu do país para não ser responsabilizado. Para a Direção Nacional (DN) da FASUBRA, Bolsonaro foi derrotado nas urnas e agora é preciso derrotá-lo nas ruas.

Em Brasília, os participantes do protesto exigiram ainda o impeachment do governador Ibaneis Rocha (MDB), afastado por 90 dias do cargo pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Na avaliação do ministro, houve falha na segurança do Distrito Federal (DF). “A escalada violenta dos atos criminosos resultou na invasão dos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, com depredação do patrimônio público, conforme amplamente noticiado pela imprensa nacional, circunstâncias que somente poderiam ocorrer com a anuência, e até participação efetiva, das autoridades competentes pela segurança pública e inteligência, uma vez que a organização das supostas manifestações era fato notório e sabido, que foi divulgado pela mídia brasileira”, destacou em sua decisão. Nesta quarta-feira (11/1), os demais ministros do STF seguiram o voto de Alexandre de Moraes para manter Ibaneis afastado.

A Câmara dos Deputados aprovou na segunda (9/1) e o Senado Federal nesta terça (10/1) o decreto editado pelo presidente Lula que autoriza a intervenção federal na segurança pública do DF até o dia 31 de janeiro. O interventor nomeado pelo governo é o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Capelli. Em entrevista à CNN, Cappelli afirmou que o ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres “sabotou” a segurança da capital nos atos golpistas do último domingo. Torres, que foi ministro da Justiça do governo Bolsonaro, foi exonerado do cargo no mesmo dia da barbárie e sua prisão foi decretada ontem. Outro que teve a prisão decretada foi o ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) coronel Fábio Augusto.

Os desdobramentos das invasões terroristas continuam com consequências para os criminosos, que seguem sendo presos, incluindo apoiadores e financiadores dos ataques à capital. Diversas autoridades seguem condenando os atos terroristas e reforçam que não ficarão impunes. Em uma demonstração de resistência, o presidente Lula se reuniu nesta segunda com os governadores e presidentes dos três Poderes para reafirmar a força da democracia brasileira. Uma nota conjunta foi divulgada, confira a íntegra:

Nota em defesa da Democracia

“Os Poderes da República, defensores da democracia e da Carta Constitucional de 1988, rejeitam os atos terroristas, de vandalismo, criminosos e golpistas que aconteceram na tarde de ontem em Brasília.
Estamos unidos para que as providências institucionais sejam tomadas, nos termos das leis brasileiras.
Conclamamos a sociedade a manter a serenidade, em defesa da paz e da democracia em nossa pátria.
O país precisa de normalidade, respeito e trabalho para o progresso e justiça social da nação”.

A DN FASUBRA orienta as entidades de base a acompanharem o calendário dos próximos dias decidido em reunião ampliada com a participação de movimentos sindicais e populares e centrais sindicais nesta segunda-feira (9/1). Conforme definição dos partidos, organizações sindicais e populares do Distrito Federal, nova manifestação em defesa da democracia acontecerá no próximo domingo (15), em Brasília, no Eixão Sul, na altura da Superquadra 108, às 9h.

Veja em fotos como foram os protestos pelo país:

Assufba

ASUFPel

Sindifes


Sintespb

Sintufepe UFPE

Sintufes

Sintuff

Sintufrj

SINTUFSCar

STU

Foto em destaque: Sindifes.
Texto e fotos: Fasubra

porStéphane Powaczuk

Manifestação pela democracia foi rápida e clama por punição a ataques golpistas em Brasília

Após presenciarmos a boiada invadindo o Palácio do Planalto, depredando o Congresso Nacional e hostilizando o Supremo Tribunal Federal (STF), nos mobilizamos rapidamente em todo país e junto com vários movimentos sociais, partidos e sindicatos chamamos atos pró-democracia para mostrar a nossa indignação e repudiar pacificamente como sempre fizemos.

Mobilização de atos pró-democracia

A resposta veio logo na segunda-feira 09/01, quando a Reitoria e a Faculdade de Direito da USP convocaram a sociedade e muitas pessoas compareceram. Durante o encontro gritavam incansavelmente “SEM ANISTIA”, pedindo para que os responsáveis sejam punidos pela justiça.

No Museu de Arte de São Paulo (MASP), local tradicional de encontro de manifestações, aconteceu um ato gigantesco. A Avenida Paulista ficou lotada em menos de 24h de chamado. Muitas falas repudiaram a barbárie que aconteceu em Brasília. “Hoje é o início de uma mobilização permanente contra o golpismo”, disse o Deputado Federal Guilherme Boulos (PSOL).

Ato em Campinas foi um sucesso

Em Campinas, o STU se organizou e chamou a sua base para se concentrar no Largo do Rosário. Mesmo abaixo de muita chuva, a população compareceu com suas capas e guarda-chuvas. Autoridades locais, movimentos sociais, a diretoria do STU, outros sindicatos e trabalhadores e trabalhadoras da Unicamp estiveram presentes demonstrando a força da população nas ruas contra o golpismo.

Chuva não espantou a população que compareceu em peso à manifestação. Foto: Marina Rebelo.

A diversidade dos participantes do ato chamou muito a atenção, haviam várias bandeiras que coloriram o Largo do Rosário e as ruas pelas quais as pessoas caminharam. Após algumas pessoas se pronunciarem no microfone da Kombi do STU, aconteceu uma caminhada com muitas pessoas até a Av. Moraes Sales, voltando para o Largo do Rosário novamente.

Participamos da caminhada em Campinas mesmo abaixo de chuva. Foto: Marina Rebelo.

Segundo a diretoria do STU o ato teve uma ótima mobilização, ainda mais por ter sido convocado de última hora e pelo clima chuvoso. Organizações políticas, centrais sindicais e representantes de classe também estiveram presentes.

Cidades e estados de todo Brasil também fizeram atos em prol da democracia

Além de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Distrito Federal, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, muitas outras cidades e estados se mobilizaram contra a tentativa de golpe de Estado que aconteceu em Brasília. Nós clamamos para que os agentes que financiaram e participaram do ataque à Praça dos Três Poderes em Brasília sejam punidos.

Nunca antes na história do Brasil aconteceu o que foi registrado no último domingo, 08/01 em Brasília. Acompanhamos pelas redes sociais vídeos e fotos de obras de artes destruídas, objetos de valor histórico, vidraças, cadeiras, fotografias, computadores, entre outros objetos foram completamente destruídos.

STU convoca plenária em defesa da democracia e contra os ataques golpistas

O STU está chamando uma Plenária em defesa da democracia e contra os ataques golpistas para o dia 17/01, às 12h, na Sede do sindicato. O encontro terá formato híbrido: na sede presencial e via internet – disponibilizaremos o link para acesso próximo ao dia da Plenária. Acompanhe nossas redes sociais para ficar por dentro das novidades do sindicato.

Próximos passos para reocupar as ruas

A partir de agora os movimentos sociais, partidos políticos, sindicatos, organizações populares vão se manter mobilizados, através de reuniões, plenárias e assembleias para debater os rumos da nossa resistência contra o terrorismo e os atos antidemocráticos.
Ficaremos alertas para os desdobramentos da política nacional e permaneceremos dispostos na luta contra o fascismo e atos golpistas por parte de setores que defendem um regime totalitário e ditatorial no Brasil.

A luta do STU sempre será pela democracia e por uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada. Por isso participamos ativamente enquanto sindicato fortalecendo as mobilizações que acreditamos com objetivo de melhorar a sociedade que vivemos.