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porFernanda de Freitas

Trabalhadores da Funcamp cobram respeito e cumprimento da data-base

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STU e trabalhadores da Funcamp se reúnem no Auditório do HC

Quinta-feira passada (1) o STU se reuniu com os trabalhadores da Funcamp para discutir a Campanha Salarial e a organização da categoria.
É bom lembrar que, a data-base dos trabalhadores da Funcamp ocorre em 1º de agosto e até o momento estamos sem previsão de reajuste salarial e sem justificativa formal para o não pagamento.

Diante dessa situação, o STU cobrou do Coordenador Geral da Unicamp, prof. Álvaro Crosta e do diretor executivo da Funcamp, prof. Fernando Sarti, reunião para tratar do tema, mas não obteve retorno até a presente data.

De acordo com informações publicadas no site do SEAAC, as negociações estão paradas desde 25 de agosto, quando os representantes da Fundação apresentaram proposta de parcelar o reajuste dos salários. Em 25 de setembro, a entidade disse que foi à Delegacia Regional do Trabalho de Campinas (DRT) buscar mediação do órgão para construir uma proposta definitiva de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Enquanto isso, sindicato e trabalhadores aguardam a Funcamp apresentar nova proposta.

Mobilização da Funcamp

Na reunião entre STU e os trabalhadores da Funcamp ficou decidido retomar imediatamente as atividades da Comissão de Trabalhadores Funcamp (CTF). Na ocasião foram eleitos mais membros para reforçar a representação na maioria das unidades.

A avaliação foi de que é necessário investir na organização e mobilização da categoria como forma de garantir o reajuste salarial, respeito aos direitos trabalhistas e melhores condições de trabalho.

Eles definiram também que o STU deve denunciar essa situação ao Ministério Público do Trabalho (MPT) relatando, inclusive, o tratamento desrespeitoso dado aos trabalhadores pelos gestores da Funcamp, além do descumprimento da data-base, cujo processo não garante a participação da categoria na negociação ou nos termos a serem acertados no ACT.

O SEAAC informou que assim que for assinado o acordo ele terá efeito retroativo a 1º de agosto e, até lá, ficam garantidas todas as cláusulas e direitos previstos no atual ACT. Mesmo assim, os trabalhadores ressaltaram que estão cansados da forma com que a entidade sindical conduz a negociação e que não será mais aceito que os trabalhadores não participem efetivamente do processo de decisão ou que sejam convocados apenas para dar o aceite na proposta firmada entre SEAAC e Funcamp.

Contribuição Assistencial

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Trabalhadores da Fucamp votam encaminhamentos da reunião

Outro ponto levantado pelos trabalhadores na reunião com o STU foi a cobrança de uma suposta taxa negocial pelo SEAAC.

Sabemos que o artigo 545 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite que seja descontado em folha de pagamento de seus trabalhadores, sindicalizados ou não, uma contribuição cujo valor é aprovado previamente em instrumentos coletivos. Esta contribuição é cobrada por ocasião da data-base de cada categoria e vai para os sindicatos da categoria. Entretanto, o trabalhador tem o direito de não pagar essa contribuição, devendo para isso manifestar sua contrariedade ao desconto.

Quanto à taxa negocial, a Justiça Trabalhista vem se manifestando contrariamente a sua cobrança, sendo que decisões proibitivas já foram emanadas pela Justiça do Trabalho de Botucatu, Araraquara, Porto Ferreira, dentre outras no país.

Foi relatado que o SEAAC tem dificultado o processo por não oferecer as devidas informações quanto ao recolhimento e, principalmente, orientações quanto à forma de cancelamento da cobrança.

O STU defende a manutenção da entidade sindical e da luta da categoria deve se dar por meio do apoio de seus associados. Sendo assim, combate veemente a prática de cobrança que gere dependência financeira do sindicato ou influencie na atuação da entidade.

Na luta com os trabalhadores da Funcamp

Os trabalhadores solicitaram que o STU acompanhe os encaminhamentos referentes à data-base e apoie os trabalhadores na organização dessa luta. Mesmo que o SEAAC seja o representante legal dos contratados pela Funcamp, o STU irá dar todo o suporte necessário para a categoria garantir o cumprimento da data-base e o avanço na pauta dos trabalhadores, bem como exigir respeito aos direitos trabalhistas e sociais e coibir qualquer tipo de prática antissindical pela Fundação.

O STU seguirá defendendo os contratados via Funcamp, como sempre fez historicamente, por entender que todos são trabalhadores Unicamp e devem ser tratados com o merecido respeito e isonomia.

porFernanda de Freitas

Após ato, trabalhadores decidem cobrar campanha salarial de verdade

 STU apoia a luta dos contratados pela Funcamp e continuará a pressionar a reitoria da Unicamp para assumir esses funcionários comos trabalhadores da Universidade, já que eles têm os mesmos deveres e realizam as mesmas tarefas * Pelo  fim do tratamento aos Funcamp como trabalhadores de segunda categoria

Texto: Rodrigo Cruz

Foto: Fernanda de Freitas

Os trabalhadores da Funcamp realizaram ontem um novo ato em frente à reitoria da Universidade para cobrar isonomia de direitos. Esse segmento da categoria, que tem as mesmas responsabilidades e desenvolve as mesmas tarefas que os contratados diretamente pela Unicamp, não pode mais continuar a ser tratado como funcionários de segunda classe.

Para a direção do STU isso é assédio moral coletivo usado pela Unicamp como mecanismo também de pressionar para baixo as conquistas de todos.

Durante a reunião com a direção do sindicato, a reitoria prometeu que as discussões devem seguir com a participação de uma comissão de trabalhadores da Funcamp (a ser eleita em assembleia). Mas não houve avanço concreto frente aos pedidos de dados formalizados na reunião anterior.

A gestão José Tadeu Jorge também não se dispôs a avançar o debate em relação a nenhum dos outros pontos da pauta de reivindicações (estabilidade e fim das demissões arbitrárias, habituidade no pagamento do auxílio alimentação e calendário administrativo unificado com a Unicamp).

 

Trabalhadores vão cobrar transparência e discussão real em assembleia do SEAAC

Hoje os trabalhadores participam da “assembleia” convocada pelo SEAAC para cobrar transparência da entidade no processo de negociação do acordo coletivo com a Funcamp.

Para garantir uma intervenção mais organizada da categoria, os funcionários presentes no ato realizado ontem definiram chamar todos os trabalhadores a comparecer ao estacionamento do prédio da Funcamp, onde ocorrerá a assembleia, entre às 11 e 13 horas (intervalo do almoço).

A assembleia foi convocada originalmente para acontecer entre 9 e 19h. Como nenhum trabalhador tem condições de permanecer no local da atividade por 10 horas seguidas, fica evidente a manobra para esvaziar qualquer discussão coletiva da categoria sobre a data-base.

porFernanda de Freitas

Hoje (22/08) tem plenária dos trabalhadores da Funcamp, às 12h, no anfiteatro do HC

Trabalhador da Funcamp: participe da plenária de hoje e venha construir a campanha salarial!

O STU realiza hoje ao meio-dia, no anfiteatro do HC, uma plenária dos funcionários da Funcamp para debater os resultados da reunião de negociação com a reitoria da Unicamp ocorrida no mês passado e definir os próximos passos da luta desses trabalhadores.

Embora a data-base da categoria tenha sido em 1º de agosto, as negociações entre a Funcamp e o SEAAC ainda não avançaram a ponto de definir um acordo coletivo para o próximo período. Por isso, faz-se necessário organizar ações para pressionar a Fundação e a própria Universidade a negociar a pauta de reivindicações.

 

Trabalhadores reivindicam tratamento isonômico com a Unicamp

Em reunião para tratar especificamente das questões referentes à Funcamp no último dia 22/07, o chefe de gabinete da reitoria, prof. Paulo César Montagner, e o vice-reitor e presidente do conselho curador da Funcamp, prof. Álvaro Penteado Crósta, afirmaram que os trabalhadores da Fundação seguirão recebendo tratamento desigual, pois a diferença de salários entre os funcionários da Unicamp e da Funcamp seria “importante”  para o funcionamento da Universidade.

Sobre a demanda de estabilidade funcional, a reitoria também reforçou que continuará a encaminhar as relações de trabalho na Fundação dentro dos parâmetros da CLT, o que signifi ca, na prática, continuar a tratar os funcionários da Funcamp como trabalhadores da iniciativa privada.

É importante destacar que, apesar da insistência da reitoria em afirmar que a Funcamp e a Unicamp são coisas distintas, a relação intrínseca entre as duas instituições fica clara quando observamos que o vice-reitor da Universidade é o presidente do conselho curador da Fundação.

Por isso, é muito importante que a categoria esteja organizada para cobrar também da reitoria pautas como a isonomia de salários e benefícios e o respeito à livre organização sindical.

A vice-reitoria confirmou para o próximo dia 28 outra reunião para dar continuidade à discussão sobre as reivindicações dos trabalhadores da Fundação. A plenária de hoje discutirá o que será pautado nesta reunião.