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porStéphane Powaczuk

Quinta, 20/03, tem Debate no STU, com Cesinha e Gontijo que foram para o 2º turno na Unicamp

A Diretoria do STU convidou os candidatos ao segundo turno à reitoria da Unicamp, Prof. Dr. José Antônio Rocha Gontijo e Profa. Dra. Marisa Masumi Beppu, e Prof. Dr. Paulo César Montagner e Prof. Dr. Fernando Antônio Santos Coelho, para um debate na Sede do STU, na próxima quinta-feira, 20/03.

O objetivo de realizar este segundo debate na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, é possibilitar à nossa categoria uma conversa com os candidatos que foram para o segundo turno, tirar as suas dúvidas, fazer reivindicações, reclamações, etc.

Confira a seguir os horários dos debates

Das 10h às 11h30: Debate com Prof. Dr. José Antônio Rocha Gontijo e Proª. Dra. Marisa Masumi Beppu.

Das 14h às 15h30: Debate com Prof. Dr. Paulo César Montagner e Prof. Dr. Fernando Antônio Santos Coelho.

Participe desse debate e venha fazer as suas considerações. Esse momento é muito importante para o futuro da nossa universidade, pois o candidato eleito irá assumir a reitoria da Unicamp na gestão de 2025/2029.

Os dois debates serão transmitidos ao vivo pelo Facebook do STU: facebook.com/stu.unicamp

Te esperamos na próxima quinta-feira, 20/03, às 10h para participar do debate com Prof. Dr. José Antônio Rocha Gontijo e Profa. Dra. Marisa Masumi Beppu e às 14h com Prof. Dr. Paulo César Montagner e Prof. Dr. Fernando Antônio Santos Coelho.

porStéphane Powaczuk

Três candidaturas disputam reitoria da Unicamp

Agora é oficial: foram confirmadas as candidaturas dos professores José Antônio Rocha Gontijo e Marisa Masumi Beppu; Maria Luiza Moretti e Leila da Costa Ferreira; e Paulo César Montagner e Fernando Antonio Santos Coelho, para o cargo de reitor da Unicamp e Coordenadoria Geral da Universidade (CGU).

A consulta à comunidade para sucessão de reitor, gestão 2025/2029, acontece em primeiro turno entre os dias 11 e 12 de março. E os dias 25 e 26 do mesmo mês foram reservados para um possível segundo turno, por meio eletrônico de votação.

Após a votação, o Conselho Universitário (Consu), órgão máximo de deliberação da Unicamp, elaborará uma lista tríplice com os mais votados e a encaminhará ao governador do Estado, responsável pela nomeação do novo reitor. Tradicionalmente, escolhe-se o candidato mais votado da lista.

Modelo de consulta mantém desigualdade e exclusão

Apesar da importância do processo eleitoral, o modelo de consulta adotado pela Unicamp continua desigual e ultrapassado. O sistema de votação mantém uma estrutura que favorece os docentes, atribuindo-lhes 3/5 do peso decisório, enquanto os estudantes e os servidores técnico-administrativos ficam com apenas 1/5 cada.

Em outras palavras, o voto de um professor tem um peso desproporcionalmente maior, valendo por três servidores ou estudantes.

Essa desproporcionalidade reforça uma lógica elitista e hierárquica dentro da universidade, onde determinados grupos têm mais influência sobre o futuro da instituição do que outros.

Outro fator de exclusão é a impossibilidade de voto para aposentados da instituição, profissionais que dedicaram grande parte de suas vidas à construção da excelência da Unicamp. Esse veto reforça o caráter restritivo do processo, que deveria ser mais democrático e inclusivo.

Um processo verdadeiramente democrático deveria garantir que todos os segmentos tivessem peso igual na decisão sobre os rumos da Universidade, reconhecendo o valor de cada membro da comunidade acadêmica na construção do  futuro da instituição.

Diálogo com a comunidade

Dia 16/10, em meio à jornada de luta por isonomia com a USP, o STU realizou um debate com os pré-reitoráveis, transmitido ao vivo pelas redes sociais da entidade.

Na ocasião, foi cobrado o compromisso de suspensão do Ponto Eletrônico, abertura de diálogo com as entidades e criação de política de valorização do funcionário, além da garantia de assumir o cargo somente sendo o primeiro da lista na consulta à comunidade.

De todos os pré-candidatos, apenas o professor Cesinha se recusou a assinar o compromisso com as pautas da categoria. Mas deu sua palavra de recusar a assumir, caso não seja o primeiro eleito pela comunidade.

Agora, a ADunicamp, STU, APG e DCE estão se organizando para promover debates entre os reitoráveis com objetivo de conhecer os projetos dos candidatos e discutir o modelo de Unicamp que queremos.

José Antônio Rocha Gontijo e Marisa Masumi Beppu. Foto: Teka Powaczuk.
Maria Luiza Moretti e Leila da Costa Ferreira. Foto: Teka Powaczuk.
Paulo César Montagner e Fernando Antonio Santos Coelho. Foto: Teka Powaczuk.