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porFernanda de Freitas

Centro de Estudos Sindicais promove palestra sobre terceirização

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Trabalhadores da ativa e aposentados da Unicamp protestam no Dia do Trabalhador em Campinas

O Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES) realiza no dia 20 de maio (quarta-feira), às 18h30, na Associação Campineira de Imprensa (ACI), a palestra “Terceirização: quais os prejuízos para o trabalhador?”, com o advogado José Geraldo de Santana Oliveira.

A palestra “Terceirização: quais os prejuízos para o trabalhador?” tratará dos impactos na organização sindical, negociação coletiva e Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Por isso, é voltada aos dirigentes e assessores sindicais, funcionários das entidades e militantes que desejam compreender o retrocesso que poderá ser causado com a liberação da terceirização.

A palestra é gratuita e para garantir sua vaga envie e-mail para [email protected], com nome completo, nome da entidade a qual pertence, telefone e endereço eletrônico. O prazo para inscrição vai até 18 de maio.

O encontro conta com apoio da Associação dos Professores da PUC-Campinas (Apropucc ) Sindicato dos Comerciários de Campinas, Paulínia e Valinhos, Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis de Campinas e Região (SEAAC), Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos, Mecânicos e de Materiais Elétricos de Jaguariúna, Amparo, Pedreira, Serra Negra e Monte Alegre do Sul (SINDMETAL) e Sindicato dos Professores de Campinas e Região (Sinpro Campinas).

A Associação Campineira de Imprensa (ACI)  fica na Rua Barreto Leme, 1479, Centro de Campinas (ao lado da Prefeitura Municipal de Campinas). Mais informações através dos telefones (11) 3101-5120 / (19) 98138-9001 ou [email protected].

Sobre o palestrante

O Dr. José Geraldo de Santana Oliveira é advogado em Goiás, assessor Jurídico da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Fitrae-MTMS), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Brasil Central (Fitrae-BC), do Sindicato dos Professores do Estado de Goiás (Sinpro-GO), Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Estado de Mato Grosso do Sul (Sintrae-MS) e Sindicato dos trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Estado de Mato Grosso (Sintrae-MT) e professor de assuntos jurídicos do CES.

porFernanda de Freitas

No dia nacional contra a terceirização tem atividade na Unicamp

Nesta quarta-feira (15) é o Dia Nacional de Paralisação contra o Projeto de Lei que institui a terceirização. Na Unicamp, a concentração da atividade será a partir das 7h da manhã atrás da creche da Área da Saúde (estacionamento).

Na semana passada a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4.330/04 que trata da regulamentação da terceirização no setor público e privado. E apesar dos esforços das Centrais Sindicais em barrar o projeto, como forma de proteger os direitos dos trabalhadores, a matéria foi aprovada por 324 a 164 votos.

A medida representa um enorme retrocesso às conquistas trabalhistas, pois prevê, entre outras coisas, a terceirização das atividades fins no serviço público e no setor privado. Além de facultar ao empregador o cumprimento de direitos básicos como o atendimento médico, ambulatorial ou a garantia da refeição. O projeto também fere conquistas essenciais como o direito à greve, acordos e convenções coletivas, reduz a remuneração dos trabalhadores e as contribuições para a Previdência.

Vale ressaltar que no entender do Ministério Público do Trabalho “terceirizar atividade finalística é inconstitucional”.

A proposta também amplia a possibilidade para a quarteirização na prestação de serviço e incentiva a “pejotização”, termo utilizado pela jurisprudência para se referir à contratação de serviços pessoais, exercidos por pessoas físicas, de modo subordinado, não eventual e oneroso, realizada por meio de pessoa jurídica. Essa forma de contratação é usualmente utilizada por veículos de comunicação que geralmente terceirizam sua redação por meio de contratos empresariais individualizados, ou seja, cada profissional se apresenta como uma empresa, mas cumpre regras e jornadas de um trabalhador comum.

Como uma medida que incentiva a demissão, reduz a necessidade de mão de obra qualificada, reduz o pagamento de encargos tributários, precariza as condições de trabalho, contribui para o assédio moral, gera maior dificuldade para organização sindical, reduz os postos de trabalho (já que os terceirizados trabalham em média 3h a mais que a jornada oficial) e aumenta a rotatividade pode ser boa para o trabalhador?

Está na cara que esse projeto afetará para pior a qualidade de vida da classe trabalhadora. Então, precisamos nos mobilizar para lutar contra esse ataque.

Trabalhadores da Unicamp, nesta quarta-feira (15), às 7h, no estacionamento da creche da Área da Saúde (que fica atrás da creche) vamos nos juntar à Paralisação Nacional e dizer não à terceirização!

Fonte: com informações do Portal Vermelho (www.vermelho.org.br) / Imagem: Google