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Protocolada a pauta específica 2016

Conforme deliberação da assembleia o STU protocolou a pauta específica nesta quarta-feira (27)

Diretores do STU e da Fasubra entregaram ao chefe de gabinete adjunto, Osvaldir Pereira Taranto, a Pauta de Reivindicações Específicas 2016. Eles aproveitaram para reiterar o pedido de agendamento de uma reunião com a reitoria para iniciar as discussões.
Taranto se comprometeu a encaminhar ao reitor José Tadeu Jorge o documento e a solicitação de reunião.
O principal item da pauta é a implementação imediata da isonomia. Mas outras 26 demandas estão elencadas por decisão da assembleia. Confira:

DEMANDAS GERAIS:
Implementação da isonomia já;
Redução da jornada de trabalho para os técnico-administrativos para 30 horas semanais, sem redução de salários;
Prestação de contas da DEdIC e garantia de atendimento à demanda efetiva de vagas nas creches para os filhos dos funcionários técnico-administrativos, docentes e estudantes. Extensão do atendimento aos trabalhadores das empresas terceirizadas;
Garantia de um representante do STU no Conselho da DEdIC;
Ampliação do quadro permanente de funcionários técnico-administrativos e de docentes, via concurso público, atendendo às demandas definidas pelas unidades de ensino e demais órgãos institucionais, garantindo-se a reposição imediata nos casos de exoneração ou falecimento;
Implantação do vale refeição;
Garantia anual de correção dos benefícios concedidos (alimentação/criança/especial), assegurando a correção do período que os benefícios foram congelados;
Garantir o Esunicamp como Regime Jurídico Único – RJU da Universidade. A reitoria deve garantir aos que mudaram de regime (1985/1988) todos os direitos assegurados na deliberação CONSU-A-11, e deve ainda garantir a segurança jurídica aos processos de mudança de regime;
Carreira dos funcionários (regulamentação do horário para estudantes; reconhecimento da escolaridade formal e valorização da experiência; desvinculação da reserva de recurso; pisos isonômicos; mobilidade funcional);
Garantia de eleições diretas e paritárias;
Incorporação de todos os valores pagos a titulo de benefícios, principalmente o auxílio alimentação, aos proventos de todos os aposentados e pensionistas, e extensão de todo reajuste linear na carreira e na isonomia;
Garantia dos direitos políticos dos aposentados, estendendo o direito de votar e ser votado nos processos eleitorais e de consulta da Universidade;
Garantia de gratuidade para alimentação dos aposentados nos restaurantes universitários;
Isonomia com a Unicamp para todos os trabalhadores da Funcamp; fim das demissões sumárias na Funcamp; fim do contrato de gestão;
Redução do valor do fretado com vistas à gratuidade e melhoria dos serviços e da mobilidade no transporte público e no serviço de circular interno;
Políticas reparatórias de inclusão (cotas raciais) que garantam acesso à graduação, pós-graduação e concursos públicos;
Fim da Portaria GR-02 (contingenciamento das contratações) ou qualquer deliberação que tenha como objetivo promover demissões, retirar e arrochar direitos e conquistas e permitir o enxugamento do quadro de trabalhadores;
Condições de Trabalho – Assédio moral (exigir cumprimento do acordo perante o MPT e política de combate a todo tipo de assédio), além da efetivação de campanhas e sistematização da divulgação de dados que deem visibilidade as situações de assédio na Unicamp;
Democratização do uso da internet para todos os setores;
A Unicamp deve rever a forma de contratação dos estagiários, garantindo seu papel previsto em lei, e não como substituição de mão de obra permanente. Deve ainda corrigir os salários dos estagiários, congelados desde 2008;
Fim da terceirização; contratação somente por concurso público;
Que as licenças a seguir concedidas aos contratados pelo regime CLE sejam estendidas nos mesmos moldes aos funcionários contratados pelo regime CLT (gala: 08 dias consecutivos a partir da data do casamento civil; e nojo: 08 dias corridos, excluído o do óbito caso o servidor compareça ao trabalho, nas hipóteses de morte de cônjuge, companheiro(a), filhos (inclusive natimorto), pais e irmãos ou 02 dias corridos, excluído o do óbito caso o servidor compareça ao trabalho, em caso de morte de padrasto/madrasta, sogros, cunhados, avós e netos);
Licença Paternidade de 20 (vinte) dias para todos, conforme Lei 13.257/2016;
Publicizar os salários dos trabalhadores da Unicamp, destacando a composição dos salários;
Fim das duplas matrículas e respeito ao teto salarial definido na Constituição.

ÁREA DE SAÚDE:
Regulamentação das 30 horas para os trabalhadores que prestam assistência;
Implementação das 30 horas para todos os trabalhadores da saúde com dimensionamento democrático dos quadros;
Atualização dos acordos efetivados junto ao MPT que tratam das condições de trabalho na área;
Adicional Noturno habitual de 30% sobre os vencimentos;
Estabelecimento de jornada que minimize o regime de plantão, priorizando o horário administrativo e a jornada de 6 horas diárias. Repasse dos feriados aos plantonistas;
Estabilidade das equipes e do local de trabalho atribuído (posto de trabalho);
Conselho Gestor na Área de Saúde;
Negociação dos itens da pauta que tratam da Área de Saúde com a presença dos representantes da área e da reitoria.

DEdIC:
Negociação dos itens: gestão democrática, plano de carreira, jornada de trabalho, credenciamento, nomenclatura, plantões e jornada dos educadores.

 

porFernanda de Freitas

Assembleia Geral aprova Pauta Específica 2016 e Paralisação

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Trabalhadores aprovam a Pauta Específica 2016 e paralisação

A Assembleia Geral dos Trabalhadores da Unicamp realizada nesta tarde (25) aprovou a Pauta Específica 2016 da categoria que deverá ser entregue na próxima quarta-feira (27) ao reitor José Tadeu Jorge.

Nessa data, haverá uma Paralisação organizada pelos estudantes contra o impeachment, contra os ajustes, contra os cortes de verbas universitárias (contingenciamento) e a favor da permanência estudantil. Entendendo a importância de unidade na luta, os trabalhadores decidiram encampar o indicativo de paralisação e suas reivindicações acrescentando também a luta pela Isonomia Já.

Diante do anúncio da reitoria de um corte de verbas em torno de R$ 40 milhões é fundamental a unidade da comunidade acadêmica contra o contingenciamento que representará a piora das condições de trabalho e da qualidade do serviço oferecido.

Também ficou decidido que a Pauta Específica 2016 será protocolada nessa data e que pela manhã os trabalhadores irão participar das atividades junto aos estudantes e no período da tarde haverá vigília durante a reunião da Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP), que discutirá as verbas da universidade.

Foi aprovada uma Moção de Repúdio à situação caótica do Caism, que passa por demissões sumárias de trabalhadores da Funcamp, péssimas condições de trabalho e recorrente postura de assédio moral da parte da chefia.

A assembleia indicou que o STU oficialize o reitor questionando como tem sido tratada a questão dos supersalários, cobrando também o fim da dupla matrícula e respeito ao teto salarial definido na Constituição.

Os trabalhadores presentes à assembleia compreendem que a conjuntura nacional exige a unidade da classe trabalhadora contra o retrocesso, os ajustes e por nenhum direito a menos. Aqui na Unicamp, diante da situação de contingenciamento, é preciso nos manter mobilizados para impedir o arrocho salarial, a deterioração das condições de trabalho e a piora na qualidade da Educação e dos serviços prestados. Para isso, nossa Campanha Salarial Unificada tem que ser forte!

Pauta Específica 2016

A Pauta Específica desse ano é composta por 27 itens, destes aproximadamente 10 itens são de reivindicações novas, que tratam de vários direitos e benefícios relacionados à categoria. O documento incorpora também as reivindicações das profissionais da DEdIC e da Área da Saúde.

Entre as propostas se destacam: a luta pela Isonomia Já; reajuste dos benefícios, redução da jornada de trabalho dos técnico-administrativos para 30h semanais sem redução de salários; garantia de um representante do STU no Conselho da DEdIC; garantia dos direitos políticos dos aposentados de continuar votando e sendo votado nos processos eleitorais e de consulta da Universidade; fim da Portaria GR-02 (contingenciamento das contratações); ou qualquer deliberação que tenha como objetivo promover demissões, retirar e arrochar direitos e conquistas e permitir o enxugamento de trabalhadores; exigir cumprimento do acordo de Combate ao Assédio Moral perante o Ministério Público do Trabalho (MPT), além da efetivação de uma política que envolva campanha, sistematização e divulgação de dados que dê visibilidade às situações de assédio na Unicamp; atualização dos Acordos efetivados junto ao MPT que tratam das condições de trabalho na Área da Saúde; licença paternidade para os trabalhadores celetistas de 20 dias consecutivos, a partir da data do nascimento.

Racismo

Tendo em vista os recorrentes casos de posturas racista e preconceituosa que vêm aparecendo na Unicamp, a assembleia deliberou por unificar a agenda de combate ao racismo institucional discutida entre os estudantes e a comunidade do IFCH, intensificando o acolhimento de denúncias e a luta pela implantação de cotas raciais.

É sabido que o STU sempre lutou pelo fim do racismo institucional e que está entre as reivindicações da categoria a defesa de políticas reparatórias de inclusão (cotas raciais) que garantam acesso à graduação, pós-graduação e concursos públicos.

Aposentados

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) irá promover na próxima semana uma Audiência Pública para discutir o projeto de lei que assegura o pagamento de auxílio alimentação aos servidores aposentados e pensionistas das Universidades Públicas Estaduais.

Dada a importância da luta, o STU está organizando uma caravana para que os aposentados possam participar da discussão na Alesp. Mais informações serão divulgadas nos próximos boletins.

Calendário de Mobilização

  • 26/04 (terça-feira): Audiência Pública em defesa do IAMSPE
  • 26/04 (terça-feira): Reunião do Consu (debate estatuto)
  • 27/04 (quarta-feira): Paralisação e Reunião de Negociação entre F6 e Cruesp
  • 28/04 (quinta-feira): Assembleia dos Trabalhadores da Unicamp
  • 05/05 (quinta-feira): Reunião da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas no Estado
  • 06/05: Audiência Pública do projeto de lei que institui o auxílio alimentação para aposentados (na Alesp)