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porStéphane Powaczuk

As Pretas Fazem o Som e Feira Afro Cultural celebram o talento da mulher negra

“As Pretas Fazem o Som” é uma festa cultural que acontece no dia 7 de março (sexta-feira), das 9 às 20h, no Espaço Cultural Teatro de Arena da Unicamp, em celebração ao Dia Internacional de Luta da Mulher.

Gratuito e aberto à comunidade da Universidade, o evento traz muitos ritmos brasileiros contagiantes que vão do funk à MPB, passando pelo hip-hop ao Reggae, acolhendo expressões do afrobeats ao house. Tudo sob o comando das talentosas DJ @sueyla_morais, @sambademoleca, @criasdeeva (Hip Hop), @rosangela_amaral23 (Samba Raiz), @sammybaltazar (Reggae). E para arrematar o cerimonial fica por conta da @musacarol.

Além das atividades culturais o evento recebe mais uma edição da Feira Cultural e Afroempreendedora que reúne música, empreendedorismo, arte, luta antirracista e muita inclusão.

A intenção é dar visibilidade e oportunidade para as artistas e empreendedoras negras mostrarem seus talentos, criando um espaço de pertencimento e empoderamento.

Vai ter muita arte, interatividade, homenagem às mulheres negras que fizeram e ainda fazem história e acolhimento social. Você não pode perder!

“As Pretas Fazem o Som” foi idealizado pelo Instituto Negras em Ação [@instituto.negras.em.acao], formado em sua maioria por mulheres negras funcionárias da Unicamp, e conta com o apoio do STU, ADunicamp e Educorp.

O STU se orgulha de fazer parte da construção desse encontro afrocultural e, especialmente, acompanhar de pertinho a trajetória desse Instituto, que está ampliando suas ações em Campinas e região.

Mesmo diante do avanço da pauta conservadora e dos ataques aos direitos das mulheres no Brasil, é essencial celebrar nossas conquistas. Por isso, após o Carnaval, esperamos você na festa “As Pretas Fazem o Som” – um encontro para exaltar a alegria, o talento e a força da mulher negra brasileira. Vem com a gente!

Anota aí:

Dia 07/03 (sexta-feira)

Feira Afro Cultural: das 9 às 18h

Shows e Apresentações: das 12 às 20h

Local: Teatro de Arena da Unicamp

poradmin

STU e Instituto Negras em Ação fazem rodade vivências sobre Racismo Institucional

Racismo Institucional é o tema da Roda de Vivências promovida pelo Instituto Negras em Ação em parceria com o STU, em celebração ao Mês da Consciência Negra.

A roda acontece na próxima quinta-feira (21), das 9 às 12h, na sede do STU, com as convidadas:

– Margarida Barbosa, enfermeira, fundadora e ex-diretora do STU, ex-militante do Movimento Negro e fundadora da Organização para Libertação do Povo Negro;

– Elizabete Cardozo, fundadora e ex-diretora do STU, militante do Movimento Negro Unificado e ex-conselheira do Conselho da Comunidade Negra de Campinas;

– Renata Luz, enfermeira, militante do Movimento Negro Unificado e organizadora/facilitadora do curso de Educação Antirracista Ubuntu.

No Mês da Consciência Negra, somos chamados/as a refletir sobre a história, a luta e as conquistas da população negra e seu legado de resistência e coragem que molda a trajetória dessa comunidade. Celebrar esse mês é também reconhecer e valorizar as raízes africanas que permeiam nossa cultura, religiosidade, gastronomia etc.

É um período para honrar ancestrais e reverenciar ícones como Zumbi dos Palmares e Dandara, que dedicaram suas vidas à liberdade e à dignidade do povo negro. Precisamos falar também sobre a necessidade de ações de reparos e justiça diante do racismo que, infelizmente, ainda permeia nosso cotidiano.

O combate ao racismo exige políticas afirmativas, oportunidades reais de inclusão e um compromisso contínuo com a equidade social.

Ações concretas – como o incentivo ao acesso à educação para jovens negros, à saúde e à habitação para mulheres negras, o combate à violência racial e a promoção de representatividade em espaços de poder – são essenciais para transformar estruturas que ainda perpetuam desigualdades.

Assim, construir uma sociedade verdadeiramente justa passa pela escuta ativa e pela valorização da cultura e da história negra, tornando o futuro um lugar de possibilidades justas e respeitosas e longe de preconceito racial.

O encontro homenageia de forma póstuma a querida Anunciação Marqueza dos Santos Almeida, trabalhadora doméstica e sindicalista que contribuiu para a reabertura e fortalecimento do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Campinas.

Para o STU, que se orgulha de ter estado ao lado dos/as estudantes na luta por cotas etnicorraciais, debater o racismo institucional é uma urgência, especialmente em uma universidade elitizada que reflete as desigualdades estruturais do mundo corporativo.

A disparidade é evidente: cargos de chefia majoritariamente ocupados por homens brancos, enquanto infelizmente a população negra permanece relegada a funções precarizadas, como as de limpeza e segurança terceirizadas.

Transformar essa realidade é um passo essencial para construir uma universidade verdadeiramente inclusiva e justa. Sua presença é muito importante!