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porStéphane Powaczuk

7/09: Grito dos Excluídos e Excluídas traz como lema “Brasil: 200 anos de (in)dependência para quem?”

O Grito dos Excluídos e Excluídas volta às ruas em todo o país neste 7 de setembro. A 28ª edição da marcha organizada pelas pastorais sociais ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) traz como lema este ano “Brasil: 200 anos de (in)dependência para quem?”. Fruto da Campanha da Fraternidade de 1995, o tema permanente do Grito é “Vida em Primeiro Lugar”.

Em carta de apoio do 28º Grito, o bispo da diocese de Brejo (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Sociotransformadora da CNBB, dom José Valdeci Santos Mendes, conclama a sociedade para ações efetivas em defesa de todas as formas de vida que se encontram ameaçadas. “O avanço do desmonte de direitos sociais e do próprio estado democrático, com a disseminação da cultura do ódio, sustentada pelas notícias falsas manifestadas nas redes sociais são sinais do descaso pela vida”, destaca.

O documento reforça ainda o aprofundamento das desigualdades sociais, o aumento da fome, do desemprego, fruto do avanço do poder financeiro aumentando os lucros dos bancos, institucionalizando ainda mais os seus privilégios. “O avanço dos grandes projetos sobre as terras indígenas, povos quilombolas, pescadores e as agressões ao meio ambiente têm sido outra marca da atual política. E com isso o aumento da violência contra defensores e defensoras de Direitos Humanos, como foi o caso de Bruno e Dom, na Amazônia, e de lavradores e lavradoras barbaramente assassinados”, afirma.

Diante deste cenário, a CNBB convoca as pastorais, organismos, movimentos populares e pessoas de boa vontade para defender e garantir os direitos dos pobres e marginalizados em nível local, regional e nacional. É marca histórica do Grito, desde seu início, a defesa da democracia e da soberania dos povos!

A Direção Nacional da FASUBRA orienta a participação das entidades de base nos atos, seguindo todos os protocolos de segurança contra a pandemia, com distanciamento, máscara e álcool em gel. A Federação orienta ainda que se mantenham em grupos e não respondam às provocações de bolsonaristas, evitando confrontos.

Confira onde acontecerão ações do Grito dos Excluídos e Excluídas: https://bit.ly/3wUbiMw.

porFernanda de Freitas

21º Grito dos Excluídos de Campinas

Segunda-feira próxima, 7 de Setembro, a partir das 9h, na saída do Túnel Joá Penteado, acontece o 21º Grito dos Excluídos de Campinas.

Este ano o lema “Vida em Primeiro Lugar! Que país é este, que mata a gente, que a mídia mente e nos consome?” chama a atenção para a situação de violência que vitimiza, sobretudo a juventude das periferias, além de alertar para o poder que os meios de comunicação exercem na manipulação da sociedade e também apontar para a perspectiva da vida em primeiro lugar.

O Grito se define como um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria, 7 de setembro, tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira. Não é um movimento nem uma campanha, mas um espaço de participação livre e popular, em que os próprios excluídos, junto com os movimentos e entidades que os defendem, trazem à luz o protesto oculto nos esconderijos da sociedade e, ao mesmo tempo, o anseio por mudanças.

Tradicionalmente o STU participa desse importante ato que cobra respeito aos Direitos Humanos e melhores condições de vida e de trabalho.

grito_dos_excluidos_2015

Por que 7 de setembro, Dia da Independência?

Desde 1995 foi escolhido o dia 7 de setembro para as manifestações do Grito dos Excluídos. A ideia era aproveitar o Dia da Pátria para mostrar que não basta uma independência politicamente formal. A verdadeira independência passa pela soberania da nação. Um país soberano costura laços internacionais e implementa políticas públicas de forma autônoma e livre, não sob o constrangimento da dívida externa, por exemplo. Relações economicamente solidárias e justiça social são dois requisitos indispensáveis para uma verdadeira independência.

Nada melhor que o dia 7 de setembro para refletir sobre a soberania nacional. É esse o eixo central das mobilizações em torno do Grito. A proposta é trazer o povo das arquibancadas para a rua. Ao invés de um patriotismo passivo, que se limita a assistir o desfile de armas, soldados e escolares, o Grito propõe um patriotismo ativo, disposto a pôr a nu os problemas do país e debater seriamente seu destino. É um momento oportuno para o exercício da verdadeira cidadania.

Manifesto do 21º Grito dos Excluídos de Campinas

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Hino do Grito dos Excluídos