Arquivo de tag Fora PM

porFernanda de Freitas

Assembleia reafirma posicionamento contra a presença da PM nos campi

 Com expressiva participação, categoria também cobra fim da terceirização na segurança

Na última sexta-feira (11), a reitoria José Tadeu Jorge recuou da autorização à Polícia Militar para atuar na Unicamp. Em relatório divulgado após reunião com o DCE, a administração informa que convocará uma coletiva de imprensa para formalizar que “nenhum convênio foi firmado com a Polícia Militar, e que não apresentará proposta de firmá-lo, bem como não recorrerá à PM para rondas ostensivas, revistas pessoais, intervenções no movimento sindical e estudantil, ou qualquer monitoramento dos Campi”.

A reitoria se compromete também a “estabelecer um debate amplo com toda a comunidade da Unicamp no sentido de produzir e implementar um plano de segurança e vivência”.

Na avaliação da diretoria do STU o movimento realizado pelos estudantes para expor as contradições entre o discurso e a prática da reitoria e forçar o debate sobre a gestão da segurança uni­versitária conquistou uma importante vitória para toda a comunidade.

No dia 10, em assembleia, a categoria decidiu por ampla maioria rejeitar a decisão da reitoria de firmar convênio com PM para a realização de rondas nos campi. Além disso, se posicionaram a favor de um novo modelo de segurança para a Unicamp. A principal questão levantada é o fim da terceirização.

Também foi discutido o movimento dos estudantes, que obrigou o reitor a recuar da “oferta” do governador. Na opinião da maioria da assembleia, a ocupação foi decisiva para mudar a po­sição do reitor.

Outro ponto discutido foi o documento apócrifo que circulou pelo campus, defendendo a reitoria e atacando os estudantes. No site do STU, há um abaixo-assinado repudiando a ação dos que tentaram falar em nome da categoria e sequer se identificam.

 

Ato em frente a reitoria debate segurança nos campi

Outro encaminhamento da assembleia foi a realização de uma atividade em repúdio à presença da PM na Unicamp. O STU convoca os trabalhadores a paralisarem nesta quarta-feira, a par­tir das 11h, para participar de debate sobre a segurança em frente à reitoria e acompanhar a assembleia dos estudantes.

Ato em frente à reitoria debate segurança nos campi

Na semana passada, servidores gravaram em vídeo da ação truculenta da PM no condomínio Arlete Cardozo Lins – região dos DICs. As imagens estão disponíveis no site do STU e mostram mulheres e crianças sendo desrespeitadas e ameaçadas. “Os policiais bateram em uma criança de 12 anos e apontaram a arma para uma de 8, xingaram e desrespeitaram algumas moradoras”, alega uma testemunha.

A ação da polícia aconteceu entre 18 horas e 22 horas do último dia 10. Vizinhos afirmam que um policial gritou e bateu em um dos moradores.

Segundo a testemunha, não havia sequer respaldo legal para a ação policial. “Eles não tinham mandado, mas invadiram”. Três pessoas foram presas: uma moradora – que já foi liberada – e duas pessoas que não moram no local, mas, segundo a PM, foram presas dentro do condomínio.

Até agora só um residente prestou queixa, e ninguém da Corregedoria da PM se pronunciou sobre o caso.

Este é apenas mais um exemplo da necessidade de desmilitarização desta força e de como o modelo de segurança pública em vigor nas polícias é incompatível com o ambiente universitário.

porFernanda de Freitas

Boletim 059/2013

Baixe aqui o Boletim 059/2013, de 16 de Outubro de 2013.

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porFernanda de Freitas

Informativo STU 10/10/13

Baixe aqui o Informativo_STU – 10/10/13, de 10 de outubro de 2013.

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porFernanda de Freitas

Trabalhadores apoiam ocupação da reitoria e tiram indicativo de debate sobre segurança, que deverá ser discutido com os estudantes nesta sexta-feira (11/10)

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Texto: Fernanda de Freitas

Foto: Martha Molina

Os trabalhadores da Unicamp reunidos agora pouco em assembleia discutiram a política de segurança na Unicamp, a presença da PM nos campi e a ocupação da reitoria pelos estudantes.

Os presentes à assembleia decidiram apoiar a ocupação da reitoria por entender que o debate sobre segurança nos campi é fundamental e urgente dentro da universidade. Além disso, foi encaminhado o indicativo de paralisação das atividades na próxima semana; a criação de uma comissão para acompanhar as negociações entre estudantes e reitoria; a posição contrária à terceirização do serviço público e o repúdio à presença da PM nos campi.

Outra deliberação importante foi o indicativo de debate a ser discutido com os estudantes sobre a segurança no campus, que deverá acontecer amanhã (11/10), às 12h, em frente à reitoria.

 

A assembleia também aprovou as seguintes propostas:

  • Discutir uma proposta que garanta a efetiva segurança dos funcionários, estudantes e docentes e não somente do patrimônio público;
  • Elaboração de um calendário de debate sobre a violência nos campi e na moradia e as medidas de segurança necessárias;
  • Defesa intransigente do Concurso Público para Segurança/Vigilância;
  • Indicativo de paralisação das atividades na próxima semana com data a ser definida pela diretoria do STU;
  • Debate sobre segurança no campus a ser discutido com os estudantes, amanhã (11/10, às 12h, em frente à reitoria);
  • Que o STU reivindique participação nos fóruns, seminários e GTs que discutam a violência nos campi e as medidas efetivas para garantir a segurança da comunidade universitária;
  • Repúdio ao Regimento proibitivo, que regulamenta as festas e a defesa do direito de organização de atividades culturais, artísticas etc pelos estudantes, funcionários e docentes;
  • Divulgar no boletim do STU o abaixo-assinado dos funcionários que apoiam a ação dos estudantes e questiona o panfleto distribuído na universidade intitulado “Funcionários se posicionam sobre a invasão [sic] da Reitoria da Unicamp”;
  • Criação de uma comissão para acompanhar as negociações entre reitoria e estudantes;
  • Publicizar a posição do STU em favor da desmilitarização da polícia;
  • Reafirmar a reivindicação da Pauta Especifica 2013 pelo fim da terceirização na universidade e a favor da estabilidade do trabalhador Funcamp;
  • Questionar a reitoria sobre a possível existência de um GT criado para discutir o Estatuto da Unicamp.
porFernanda de Freitas

STU apoia a ocupação da reitoria da Unicamp

Sindicato também reivindica a construção de uma proposta alternativa de segurança que
não inclua a presença da Polícia Militar

Estudantes ocupam desde a última quinta-feira (3) o prédio da reitoria da Unicamp em protesto contra a entrada da Polícia Militar nos campi da Universidade. A ocupação ocorreu logo após uma assembleia convocada pelo Diretório Central Estudantil (DCE) com a participação de mais de 600 estudantes.

Durante a assembleia, o plenário também definiu uma pauta de reivindicações que inclui, além da saída da PM, a não punição dos estudantes que participam do movimento de ocupação, a retirada imediata das sindicâncias contra os organizadores de festas nos campi, a construção de uma proposta alternativa de segurança e vivência nos campi e a discussão dessa proposta em uma audiência pública democrática, com poder real de decisão às três categorias da co­munidade acadêmica.

A entrada da PM nos campi da Universidade foi anunciada pela rei­toria em entrevista realizada no final de setembro, depois que o estudante Denis Papa Casagrande, aluno do curso de Engenharia de Controle e Automação, foi morto durante uma festa realizada no campus de Barão Geraldo no dia 21/09. A medida foi tomada de forma unilateral, sem consulta prévia às instâncias decisórias da Universidade e sem qualquer debate com a comunidade universitária.

Na ocasião, o STU se posicionou contrário à presença da PM na Universidade e cobrou da reitoria a responsabilidade na criação de instrumentos de participação da comunidade acadêmica na elaboração de políticas de segurança, a contratação de mais profissionais de vigilância por meio de concurso público, o fim das terceirizações e a adoção de uma política de segurança que se preocupe em garantir a integridade de toda a comunidade universitária e não apenas do alto escalão da reitoria.

Da mesma forma, o STU apoia a ocupação da reitoria pelos estudantes e sua pauta de reivindicações por entender que a Polícia Militar está longe de ser sinônimo de segurança. Especialmente após as mobilizações de junho, as PM de todo o país têm sido apontadas por amplos setores da sociedade como responsáveis por diversos crimes e abusos contra a po­pulação, especialmente moradores das periferias, jovens negros e trabalhadores em luta. Como ocorreu nas últimas semanas com os professores da rede municipal do Rio de Janeiro, cujo movimento de greve foi duramente reprimido.

O sindicato também repudia o pedido de reintegração de posse feito pela reitoria antes de qualquer diálogo com os estudantes e a nota emitida pela Universidade sobre a ocupação na última sexta-feira, que tenta deslegitimar o movimento. Fora PM do campus!

porFernanda de Freitas

Boletim 058/2013

Baixe aqui o Boletim 058/2013, de 8 de Outubro de 2013.

 

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