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porStéphane Powaczuk

8 DE MARÇO | DIA INTERNACIONAL DE LUTA DAS MULHERES

Em 2022 mulheres ainda lutam por dignidade humana e

Em 1917 as mulheres revolucionárias se mobilizaram contra a exploração e a opressão capitalista. Desde então, suas descendentes ainda lutam contra as desigualdades e a fome.

Durante muitos anos o Dia Internacional de Luta das Mulheres, 8 de março, marca a data em que devemos não só refletir, mas combater comportamentos e ações machistas, racistas, sexistas, misóginos, LGBTQIA+fóbicos, gordofóbicos e preconceituosos.

Até quando as mulheres terão que continuar lutando para superar a violência de gênero e as desigualdades sociais impostas pela opressão capitalista e conservadora, que vitima de forma trágica as mulheres, prioritariamente as negras?

Se analisarmos o relatório “Violência contra as Mulheres em Dados”, do Instituto Patrícia Galvão, vemos que essa luta está longe de cessar.

Ataques à vida da mulher negra

 As mulheres negras ficam à margem da sociedade e são as que mais sofrem por conta das desigualdades, racismo, sexismo, violência doméstica e falta de acesso à saúde, educação e à cidade.

São inúmeros os motivos pelos quais as mulheres seguem nas ruas combatendo esse projeto político de morte que ataca os seus direitos e tenta a todo custo controlar os seus corpos, enquanto inviabiliza sua voz e profere discurso de ódio taxando-as de “fraquejada”.

Em áudio vazado, recentemente, o deputado estadual Arthur do Val (Podemos/SP), conhecido como “Mamãe Falei” proferiu falas machistas e cruéis em relação às mulheres refugiadas na Ucrânia ao dizer que “as mulheres ucranianas são fáceis de ‘pegar’ porque são pobres”.

Vivemos num sistema político e econômico que utiliza da exploração da força de trabalho da mulher e dos seus corpos para se sustentar. As mulheres são o pilar dessa sociedade, desde o trabalho doméstico e o cuidado da família, até o trabalho operário, tido como produtivo. E ainda assim, são 70% da população mais pobre do mundo.

Hoje em dia, a mulher morre de fome ou de violência, Isso prova a urgência da luta em defesa de políticas públicas que garantam vida digna para todas e rompa com todo o retrocesso e retirada de direitos.

Exposição de Fotos e Caravana STU

O STU, junto às trabalhadoras da Área da Saúde, está organizando uma exposição fotográfica para relembrar o histórico de luta dessas companheiras por melhores condições de trabalho e de vida. Confere lá na entrada do F1 do HC, a partir das 10h.

Mais tarde, às 15h30, vamos nos concentrar na sede do STU, para a caravana rumo ao Largo do Rosário para o ato “Pela Vida das Mulheres – Bolsonaro e Dória Nunca Mais! Por um Brasil sem Machismo, Racismo, LGBTQIA+fobia e sem Fome!”.

MAPA DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

  • Uma mulher é vítima de estupro a cada 10 minutos;
  • Três mulheres são vítimas de feminicídio a cada um dia;
  • Uma travesti ou mulher trans é assassinada no país a cada 2 dias;
  • 30 mulheres sofrem agressão física por hora;
  • 81% das mulheres já sofreram violência em seus deslocamentos pela cidade;
  • 76% das mulheres já sofreram violência e assédio no trabalho;
  • Cresceu em 67,9% a violência contra as mulheres com deficiência durante a pandemia;
  • Mulheres negras foram 67% das vítimas de homicídio em 2019;
  • Uma em cada quatro mulheres sofre violência obstétrica, dessas 65,9% são negras.

PROGRAMAÇÃO DO DIA DE LUTA DAS MULHERERES

  • 10h – Exposição Fotográfica “Trabalhadoras da Área de Saúde”
  • 15h30 – Caravana – Ato das Mulheres em Campinas (Concentração no STU)
  • 16h – Ato “Pela Vida das Mulheres (Largo do Rosário – Centro/Campinas)
porStéphane Powaczuk

8M: “Pela Vida das Mulheres: Bolsonaro Nunca Mais!”

Vem aí mais um tsunami protagonizado pelas mulheres contra o governo Bolsonaro. O 8 de março deste ano tem como tema “Pela Vida das Mulheres: Bolsonaro Nunca Mais!” – Por um Brasil sem machismo, racismo e fome. O dia que marca a luta internacional das mulheres terá atos presenciais, conforme as regras de segurança da Organização Mundial de Saúde (OMS), e virtuais. Como ocorre em todos os anos, durante o mês de março, as mulheres demonstram sua disposição na luta contra todas as formas de opressão.

A Direção Nacional da FASUBRA Sindical, por meio da Coordenação da Mulher Trabalhadora, orienta as entidades de base a se integrarem e participarem ativamente, em seus estados e municípios, na construção dos atos do 8 de março, com a ampla presença de trabalhadoras e trabalhadores. O movimento feminista brasileiro múltiplo como é, as centrais e entidades sindicais, em conjunto com os movimentos sociais, se unificaram mais uma vez, e coordenam os atos em todo o país.

Em manifesto construído coletivamente, destacam o protagonismo das mulheres em lutas históricas e sua participação mais recente, em especial nos últimos anos e no governo de Bolsonaro. “A violência contra as mulheres e meninas se amplia a cada dia, pois o discurso de ódio de Bolsonaro se espalha e nos faz alvo preferencial dos machistas, racistas e LGBTQIA+fóbicos. Uma mulher é assassinada a cada duas horas em nosso país, sendo 66% destas mulheres negras. Também somos o país que mais mata mulheres trans e travestis no mundo e 6 mulheres lésbicas são estupradas por dia. A violência contra as mulheres com deficiência cresceu 67,9% durante a pandemia*. A violência obstétrica, ou seja, todos os tipos de violências que ocorrem no pré-natal, parto, pós-parto e aborto – atinge uma em cada quatro mulheres no nosso país; dessas, 65,9% são negras. Frente a tantas violências, bradamos: não somos números, somos vidas!”. Confira a íntegra do manifesto: https://bit.ly/3sGpgA1.


No decorrer do mês, a FASUBRA Sindical homenageará mulheres que se colocaram na linha de frente da luta coletiva da classe trabalhadora, principalmente aquelas que fizeram parte da construção da Federação. O tema abordado será “Mulheres na Luta Sindical”. A Coordenação da Mulher Trabalhadora também vai promover uma live, buscando a troca de experiências e o fortalecimento da organização de mulheres nas entidades sindicais filiadas.

Texto: FASUBRA

porFernanda de Freitas

8 de Março | Dia Internacional de Luta das Mulheres

Vem aí o 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, e neste ano o ato será presencial.

O fim das desigualdades e todas as formas de opressão são bandeiras de lutas constantes. Mas neste 8 de março o foco principal será:

🎯 Pela Vida das Mulheres, Bolsonaro e Dória nunca mais!

🎯 Por um Brasil sem Machismo, Racismo, LGBTQIA+ e sem Fome!

Uma grande mobilização vem sendo construída para ocupar redes e ruas de todo o país e aqui em Campinas também.

Vamos juntas, juntos e juntes!

porFernanda de Freitas

Boletim 008/2014

Baixe aqui o Boletim 008/2014, de 18 de Março de 2014.

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