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Debate: “Financiamento e garantia da autonomia das universidades estaduais paulistas: impactos da reforma tributária”

O Fórum das Seis promoverá um novo debate em 19/9/2024, intitulado “Financiamento e garantia da autonomia das universidades estaduais: impactos da reforma tributária” com início às 14h na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (USP Leste) e transmissão ao vivo pelo Youtube.

O evento é o segundo com esta temática – o anterior ocorreu no campus da Unesp de Bauru, em 25/6 – e tem o objetivo de aprofundar as discussões e preparar a comunidade para a defesa da autonomia e do financiamento.

Com o fim do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), do qual derivam os recursos para Unesp, Unicamp e USP, será preciso negociar com o governo Tarcísio de Freitas e a Assembleia Legislativa os novos parâmetros de financiamento destas instituições.

Cenário de ataques

Quando enviou sua proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2025 para a Assembleia Legislativa, no início de maio/2024, o governador tentou arrochar os repasses para as universidades estaduais paulistas, inserindo no mesmo montante de recursos três outras instituições (Famerp, Famema e Univesp). A reação da comunidade interna e externa, inclusive dos reitores, forçou um recuo do governador e o ‘jabuti’ foi retirado.

A ameaça acima, que ainda paira sobre as universidades estaduais, foi um sinal claro das intenções do governo Tarcísio de Freitas em relação à Unesp, Unicamp e USP. A autonomia universitária, conquistada pelo movimento após uma grande greve em 1988, que trouxe consigo a dotação orçamentária fixa para estas instituições, não agrada os atuais ocupantes do Palácio do Bandeirantes.

Com o advento da reforma tributária, aprovada no Congresso Nacional em dezembro passado (PEC 45/2019), o formato desta dotação (atualmente, 9,57% da quota-parte do Estado na arrecadação do ICMS) terá que mudar. O ICMS será extinto e, em seu lugar, será criado o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Esse novo imposto começará a vigorar progressivamente a partir de 2026, até substituir plenamente o ICMS.

O percentual do ICMS-QPE não consta na Constituição Estadual, mas está previsto no Decreto nº 29.598/1989, que estabeleceu a autonomia das três universidades no início de 1989. Na época, o índice era de 8,4% e foi subindo nos anos seguintes, por conta das mobilizações da comunidade acadêmica, até chegar ao percentual atual de 9,57%, ainda insuficiente dado o crescimento das universidades estaduais desde o início dos anos 2000.

Com o fim do ICMS, a grande questão é saber como ficará o financiamento da Unesp, da Unicamp e da USP.

O governo Tarcísio tem desferido uma pesada bateria de ataques contra a educação, a ciência e o conjunto dos serviços públicos. Entre eles, estão: a aprovação pela Assembleia Legislativa da criação das escolas cívico-militares (NR: a implantação está suspensa após liminar concedida pelo TJ-SP à Apeoesp, em 6/8) e da privatização da gestão de escolas estaduais (o processo está em andamento, inicialmente com 33 unidades); o ataque à Fapesp (a LDO/2025 foi aprovada na Alesp com a possibilidade de corte de até 30% do orçamento da agência no ano que vem); a tramitação da PEC 9 (que prevê a redução do financiamento da educação pública paulista de 30% para 25% dos recursos do Estado); a privatização de órgãos públicos, como a Sabesp (já aprovada), o Metrô e a CPTM; a reforma administrativa; entre outros.

O debate

  • Tema: “Financiamento e garantia da autonomia das universidades estaduais: impactos da reforma tributária”.
  • Data: 19/09 (quinta-feira), 14h.
  • Local: Escola de Artes, Ciências e Humanidades – USP Leste – Rua Arlindo Bettio, 1000 (Estação USP Leste da CPTM, saída 17 da Rod. Ayrton Senna).

Evento presencial, com transmissão ao vivo pelo Youtube (link em breve)

porStéphane Powaczuk

STU e Fórum das Seis cobram reitores em evento na USP sobre Autonomia Universitária

O STU participou no dia 28/08, com uma delegação de diretores/as, integrantes da base e estudantes da Unicamp de um Ciclo Nacional de Seminários sobre “Autonomia Universitária”, no Instituto de Estudos Avançados da USP.

Devido a importância desse momento, uma conquista realizada na greve de 1988, e que hoje está em risco por conta do Governador Tarcísio de Freitas, e da mudança do financiamento das universidades através da reforma tributária, os/as nossos/as representantes juntamente com o movimento estudantil fez uma manifestação, em defesa da democracia, com cartazes solicitando que o Cruesp (Conselho de Reitores), receba o Fórum das Seis para reabrir negociação, e também pedindo negociação sobre a permanência estudantil.

O STU permanece constantemente na luta pela autonomia universitária e em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade. Manifestações públicas como esta, feita em conjunto, reforça a nossa luta em prol da autonomia universitária, da democracia e do nosso pedido de renegociação com o Cruesp.

Também estiveram presentes outros sindicatos como ADunicamp, Adusp, Adunesp, Sintusp, Centro Paula Souza, o ex-ministro da Educação e ex-reitor da UNB, Cristovam Buarque, o reitor da USP, Carlos Gilberto, o reitor da Unicamp, Tom Zé, ex-reitores da Unicamp, entre outras pessoas convidadas.

porFernanda de Freitas

Fórum das Seis promove novo debate sobre Financiamento e Garantia da Autonomia

Com objetivo de ampliar a mobilização das categorias contra os ataques do governo Tarcísio que se dão através de ameaças de cortes de verbas da educação e esmagamento dos direitos dos/as servidores/as, o Fórum das Seis está organizando mais um debate sobre o tema “Financiamento e Garantia da Autonomia das Universidades Estaduais: Impactos da Reforma Tributária”.

O encontro será dia 19/09, 14h, na Escola de Artes, Ciências e Humanidades – USP Leste. A USP Leste fica à Rua Arlindo Bettio, 1000 (Estação USP Leste da CPTM, saída 17 da Rod. Ayrton Senna).

A discussão se faz necessária por conta dos riscos à autonomia e ao financiamento das universidades estaduais paulistas, em meio às mudanças que surgirão com a reforma tributária.

Diante dessas tentativas de desmonte da Universidade Pública, o Fórum das Seis aponta que essa discussão é de máxima importância para os próximos meses, sendo crucial ampliar a luta por financiamento adequado para Unesp, Unicamp e USP nas negociações que envolvem a Reforma Tributária.

Anote na sua agenda e participe desse debate.

porFernanda de Freitas

Evento no dia 25/8 vai comemorar os 35 anos da autonomia universitária e os 32 anos do Fórum das Seis

A história do Fórum das Seis é um retrato fiel das lutas e movimentos que embalaram as universidades estaduais paulistas e o Centro Paula Souza desde o início dos anos 90.

Em 1991, as entidades representativas das categorias sentaram-se à mesa com os reitores de forma unificada, reunidas como Fórum das Seis Entidades, para apresentar as reivindicações comuns a todas, concretizando uma prática iniciada um pouco antes,​ em 1990, mas que ainda era denominada Fórum de Negociação.

Desde então, as lutas, greves e manifestações conjuntas têm sido garantia de muitos avanços.

A conquista e a manutenção da autonomia universitária, que remonta a 1988, após uma histórica greve nas universidades, em conjunto com as demais categorias do funcionalismo, em grande medida também são fruto da ação coesa e unitáriado Fórum das Seis em todos estes anos.

Para comemorar e resgatar um pouco desta história, o Fórum das Seis realizará um evento no dia 25 deagosto, no auditório da ADunicamp, em Campinas.

Intitulado “35 anos de autonomia universitária. 32 anos do Fórum das Seis”, o evento terá início às 14h de 25/8, com depoimentos de personagens históricos das entidades, exposição de fotos e cartazes.

A atividade será híbrida, com possibilidade de participação remota dos/as nteressados/as (o link será divulgado em breve), e depois ficará disponível em vídeo.

No dia seguinte, 26/8, os/as diretoras/es das entidades estarão reunidos para fazer uma avaliação das atividades do Fórum, desafios organizativos e próximas lutas.