No mês da Consciência Negra, em novembro, milhares de mulheres negras de todo o país ocuparão as ruas de Brasília para a 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver.
O STU está organizando uma caravana para participar desse importante momento de mobilização e luta antirracista. As inscrições já estão abertas e são destinadas, preferencialmente, às trabalhadoras negras da Unicamp.
A Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver é um movimento nacional e internacional e resgata a força da primeira grande mobilização realizada em 2015, quando mais de 100 mil mulheres negras marcharam contra o racismo, a violência e por uma vida digna para todas.
De acordo com o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (RASEAM 2025) quase 70% das famílias comandadas por mulheres negras ou pardas têm rendimento per capita de até 1 salário mínimo, contra 43,8% no caso das mulheres brancas.
Esses dados escancaram uma realidade cruel: nas famílias chefiadas por mulheres negras, a responsabilidade de sustentar o lar quase sempre vem acompanhada da escassez e da exclusão. São elas que mais assumem o comando da casa, mas também são as que menos têm acesso à renda, emprego digno e segurança social.
A desigualdade não é acidental, é fruto de um sistema estruturado para negar a essas mulheres o direito ao básico: viver com dignidade.
Por isso, quase dez anos depois, a Marcha das Mulheres Negras retorna às ruas com ainda mais potência, reunindo mulheres quilombolas, indígenas, ribeirinhas, periféricas, acadêmicas, trabalhadoras, jovens, mães e anciãs para lutar contra a invisibilidade e cobrar direitos.
Construída de forma coletiva por Comitês Impulsores em todos os estados brasileiros, a Marcha reafirma o compromisso com a justiça histórica e a construção de um projeto de Bem Viver para todas.
Como participar da caravana do STU
Mulheres interessadas em integrar a caravana do STU devem se inscrever no link https://forms.gle/TsDKVMBjpa1ZMkGA7
A participação é gratuita, com prioridade para as mulheres negras da comunidade universitária.
Essa é uma oportunidade histórica de somar forças a uma luta que atravessa o tempo e transforma o presente.
Mulher… Levanta e Marcha!

