O III Seminário das Universidades Estaduais da Fasubra: “Fasubra de Todas as Entidades”, que aconteceu no dia 28/11, na sede STU, se consolidou como um espaço essencial para análise da conjuntura específica das instituições estaduais, que enfrentam desafios próprios diante de governos locais cada vez mais alinhados ao conservadorismo e às políticas de precarização. Ao mesmo tempo, apontou caminhos para ações conjuntas capazes de fortalecer a luta nacional dos técnico-administrativos.
Debater para agir: o impacto da reforma administrativa e os desafios das estaduais
Um dos eixos centrais do seminário foi o alerta sobre a Reforma Administrativa, um ataque que ameaça todo o serviço público e que, nas universidades estaduais, tende a ter efeitos ainda mais duros. Aqui, vivemos sob gestão de um governo estadual conservador e as medidas de desmonte ganham velocidade e profundidade.
Por isso, a unidade entre estaduais, federais e municipais é estratégica para ampliar a resistência e proteger direitos, carreiras e a própria existência das instituições públicas.
Mesas temáticas e participação das entidades
O seminário foi organizado em torno de três eixos de discussão: Conjuntura e Reforma Administrativa; Planos de Carreira nas Universidades Estaduais e Autarquização dos Serviços de Saúde na Universidade.
A mesa de abertura contou com representantes nacionais da Fasubra e dirigentes de diversas instituições: Agar (UFPE), João Daniel (Unicamp), Marcelo Rosa (Federal do Espírito Santo), Fernando (Estadual da Paraíba) e Karol (Federal do Pará). Pela Unicamp, participaram Toninho Alves e Elisiene, representando o STU.
A discussão sobre a autarquização da Área de Saúde reuniu Mario Júnior (UFU), Marcelo Rosa (UFES), Alberto (Sintunesp), Agar (UFPE) e João Daniel (Unicamp).
O debate ressaltou os impactos da transferência de gestão hospitalar para modelos autárquicos, tema que hoje ameaça a autonomia universitária e os direitos dos trabalhadores da Unicamp.
Na mesa sobre carreira, estiveram presentes Marcelo Rosa (UFES), Kiko (aposentado da Unicamp) e Felipe (Estadual da Paraíba), que trouxeram experiências distintas, permitindo ampliar o olhar sobre modelos de carreira e estratégias de valorização.
A mesa de conjuntura contou com o professor Ricardo Antunes (IFCH/Unicamp), ao lado de Marcelo Rosa (UFES) e Kiko (Unicamp), mediados pelos companheiros da Fasubra, aprofundando reflexões sobre o cenário nacional, as pressões sobre o serviço público e o avanço de políticas de gestão que fragilizam direitos.
Unidade para enfrentar os ataques
O evento reforçou a necessidade urgente de articulação entre as universidades estaduais e a Fasubra diante do avanço da Reforma Administrativa, da Autarquização/Terceirização na Área Hospitalar e de medidas de precarização que atingem diretamente o serviço público, especialmente a educação.
Para o diretor do STU, Toninho Alves, ” Esse seminário, na Unicamp, no STU foi a retomada de uma política de construção de uma ponte entre as estaduais e as federais. Além disso, essa proposta cumpre uma das deliberações do XIV Congresso dos Trabalhadores da Unicamp, organizado pelo STU, e tende a ampliar a presença do sindicato junto à federação”.
Ao final, as entidades reafirmaram seu compromisso com a construção conjunta de um plano de ações, fortalecendo a mobilização das bases e defendendo um projeto de universidade comprometido com acesso público, qualidade e valorização de trabalhadores.
Esse encontro só aconteceu graças à atuação direta da direção do STU, que insistiu e trabalhou intensamente para trazer esse debate estratégico para Campinas. A Fasubra prontamente atendeu à solicitação, reconhecendo na prática o protagonismo do STU na defesa das universidades públicas e na articulação das lutas das estaduais.
