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PARALISAÇÕES DIAS 26 E 27/05!

É hora de pressionar os reitores pelos 17,5%!

A diretoria do STU, seguindo a deliberação do Fórum das Seis, aprovou ontem (22) na assembleia, uma PARALISAÇÃO SEGUNDA-FEIRA (26), ÀS 9H, EM FRENTE À REITORIA, por conta da nova reunião de negociação agendada pelo Cruesp, para às 11h, na Unicamp. Essa agenda foi informada ao Fórum das Seis nesta quarta-feira (21).

Essa negociação marcada pelo Cruesp, que atendeu à pressão das entidades, representa um avanço do movimento, mas também exige de nós uma resposta forte: estaremos mobilizados , em PARALISAÇÃO, para pressionar diretamente essa mesa de negociação.

O reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, que também é presidente do Cruesp, insiste em repetir a velha ladainha: “não tem dinheiro”. Mas os números mostram o contrário.

O governo de São Paulo arrecadou mais de R$ 164 bilhões em 2024, segundo a Secretaria da Fazenda.

Além disso, o repasse da cota-parte do ICMS para as universidades estaduais também vem crescendo, 9,2% de crescimento no primeiro quadrimestre/2025.

As universidades estão com caixa robusto e seguem investindo em obras, contratos terceirizados e ampliando verbas para outras áreas — menos para quem sustenta a universidade de pé: nós, trabalhadores e trabalhadoras.

O índice de 5,51% do Cruesp é uma afronta! Só no acumulado do período de maio/2024 a abril/2025, a inflação oficial (IPCA/IBGE) foi de 5,53%, e se somarmos a inflação da conta de luz, transporte, escola, saúde e itens básicos, o rombo no nosso salário é ainda maior.

Isso sem falar na corrosão acumulada desde maio/2012, quando perdemos de fato o nosso poder de compra, resultando em 21 salários a menos no nosso bolso.

Portanto, qualquer proposta rebaixada de reajuste salarial representa uma redução efetiva na remuneração dos trabalhadores, desconsiderando as necessidades básicas e o aumento do custo de vida.

Universidades têm dinheiro

Enquanto a reitoria esmaga o nosso salário, na USP e na Unesp já se fala em avanços: melhorias no vale-refeição, aumento no valor dos abonos, e até avanço no número de referências salariais pagas aos trabalhadores.

Aqui na Unicamp, estamos ficando para trás. E só tem um caminho para virar esse jogo: pressionar o reitor e o Conselho Universitário (Consu) para arrancar mais! Por isso, é fundamental ampliar a mobilização.

Na segunda-feira (26), vamos PARAR TUDO para acompanhar de perto a negociação.  Concentração às 9h!

E na terça-feira (27), tem mais PARALISAÇÃO COM ASSEMBLEIA, visto que o Consu vai deliberar sobre o nosso reajuste salarial.

Além de pressionar o Consu para solicitar a ampliação do reajuste, vamos debater também a nossa Pauta Específica de Reivindicações 2025.

Nossa pauta possui muitos assuntos, como debater alternativas ao Ponto Eletrônico, que podem ser resolvidos sem envolver o dinheiro que está no cofre da Unicamp.

O STU está orientando todos os trabalhadores a baterem o ponto, e irem com algum objeto que faça bastante barulho, para frente da reitoria.

Segunda-feira, vamos acabar com a paz desses reitores que retiram os nossos direitos e enxugamos nossos salários.

Queremos 17,5% e sabemos que o Cruesp tem condições de conceder

A verdade é que se houve recuo do Cruesp, foi pela força da nossa mobilização.

Na negociação, o professor Cesar tentou encerrar a discussão dizendo que não tinha como avançar no índice. Mas, diante da pressão e da nossa organização crescente, teve que voltar atrás e chamar nova reunião de negociação para segunda-feira (26/05), às 11h.

O dinheiro existe.

A arrecadação está crescendo.

Pelo fim do Ponto Eletrônico!

Falta é vontade política!

Se na pressão arrancamos uma nova reunião, com mais pressão vamos arrancar o que é nosso por direito. Paralisar agora é defender nosso salário, nosso trabalho e a própria universidade pública!

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