Desde o início da pandemia, o Sindicato tem encontrado dificuldades de dialogar e resolver os problemas na Área da Saúde. A luta vai desde a garantia de EPI’s adequados e proteção dos trabalhadores do grupo de risco até o reconhecimento de atividades insalubres, que até hoje não teve resolução. Além das dificuldades que já existiam antes da pandemia, como assédio moral, falta de espaço adequado para o descanso noturno e sobrecarga de trabalho com a falta de reposição de funcionários, a pandemia somou dificuldades e muito medo principalmente porque os trabalhadores não se sentem seguros para continuar servindo a população neste momento tão crítico. E nesse contexto mulheres grávidas vêm sofrendo por não estarem protegidas, em ambientes com alto risco de contaminação e sem poder tomar a vacina pois ainda não há comprovação científica de que a vacina não irá prejudicar seus bebês. No Hospital da Mulher, onde as gestantes recebem atendimento de alta qualidade, as trabalhadoras que engravidam se veem desamparadas.
Cronograma dessa luta até aqui…
A criação do GT foi um avanço na luta da mulher trabalhadora, da garantia dos direitos já conquistados e da valorização da vida dessas mulheres e seus bebês, mas essa luta não pode parar! Mulheres precisaram se expor, procurar o Sindicato e estão até hoje trabalhando com medo de serem contaminadas pelo COVID19. Outras muitas mulheres sequer puderam se expressar pois são contratadas em regime estatutário e não são protegidas pelas leis trabalhistas. Leis que a Unicamp alega seguir literalmente e assim não garante a extensão dos direitos a elas e proteção das suas vidas e de seus bebês.
Cabe ressaltar que o CAISM lidera estudo da OMS sobre o impacto da COVID-19 na gestação, apontando que a gestação aumenta as chances da mulher desenvolver a forma grave da doença e precisar de terapia intensiva (referência: https://www.saopaulo.sp.gov.br/noticias-coronavirus/unicamp-lidera-estudo-da-oms-no-brasil-sobre-impacto-da-covid-19-na-gestacao/ ) Sendo assim, as gestantes são consideradas do grupo de risco e deveriam ser afastadas dos locais insalubres imediatamente! Se possível, que façam atividades remotas, mas quando não for possível a adaptação para o teletrabalho, que sejam afastadas sem prejuízo de vencimentos.
Não podemos mais aceitar que em uma Universidade pública onde a pesquisa e ciência são valorizadas, gestores ainda atuem de forma contraditória arriscando as vidas das trabalhadoras e dos seus bebês!
Nenhum direito se conquista sem luta e nós não vamos parar até que todas as vidas sejam respeitadas! Pelas mulheres, por seus bebês, pela vida, estamos juntos e juntas!
