Entramos mais um ano sufocados por uma política de descaso da gestão Cesinha & Coelho que empilhou uma sequência de negativas que afetam diretamente a nossa dignidade, saúde e condições de trabalho.
Não podemos esquecer que não tivemos:
- referências;
- vale natalino;
- implantação dos direitos das pessoas com deficiência;
- redução da jornada;
- reajuste dos benefícios como VA, VR e auxílio saúde;
- paridade nas decisões nem um canal real de diálogo com a reitoria.
Do outro lado, o que sobra para quem mantém a universidade funcionando é:
- excesso de trabalho;
- a retirada das insalubridades;
- vigilância via Ponto Eletrônico;
- cortes em recursos para progressão;
- assédio e perseguição;
- falta de transparência que se tornou regra.
O poder de compra despencou, a saúde mental se deteriora e o assédio se espalha nas unidades. E, como de costume, na data-base reaparece o “discurso da crise”, usado para silenciar qualquer alternativa que não seja o arrocho.
Para agravar ainda mais esse cenário, o próprio reitor Cesinha já anuncia que o orçamento 2026 da universidade não prevê reajuste salarial, nem mesmo reposição da inflação.
A Unicamp, definitivamente, é a “prima pobre” das universidades paulistas!
Isso é uma afronta aos trabalhadores que dão o sangue para manter essa universidade de pé, garantindo ensino, pesquisa e serviços públicos de qualidade.
Diante disso, seguimos em ESTADO DE GREVE, aprovado em assembleia, por um reajuste digno na nossa data-base e pelo fim das perdas acumuladas, que já chegaram ao índice de 13%, segundo o Fórum das Seis.
Não vamos pagar a conta da má gestão financeira da atual reitoria. Queremos reajuste digno e que corrija as perdas acumuladas!
Seguimos em luta também pela democracia interna, pela paridade nas instâncias decisórias, por dignidade, recomposição salarial, pelo combate a todas as formas de assédio e violência, pela redução da jornada sem redução de salário, pelo fim da escala 6×1 para os terceirizados e da terceirização precarizada, pela implantação do trabalho híbrido e contra a autarquização da área da saúde.
Nossa resposta será coletiva, organizada e à altura dos ataques que estamos enfrentando.
