STU – Sindicato dos Trabalhadores da UNICAMP

Congresso aponta a unidade e mobilização como chave na luta contra os retrocessos

Hoje (25), último dia do XIV Congresso dos Trabalhadores da Unicamp, foram apreciadas as propostas elaboradas pelos cinco Grupos de Trabalhos no intuito de aperfeiçoar o texto da tese guia “Travessia Unicamp: “Unificar as lutas para enfrentar a crise econômica e garantir a democracia”.

O congresso reafirmou a importância de avançarmos na luta de bandeiras importantes como: redução da jornada de trabalho (escala 6×1), combate à terceirização e à pejotização, isonomia salarial e de benefícios, enfrentamento às mudanças climáticas e defesa do meio ambiente; combate ao assédio moral; defesa das 30 horas, fortalecimento do Departamento de Aposentados do STU; defesa dos direitos dos trabalhadores com deficiência; política de combate ao assédio envolvendo os membros da diretoria do Sindicato e da base; elaboração de políticas de acolhimento, tratamento e prevenção psicossocial, entre outros temas.

A plenária também deliberou pela necessidade de convocar ainda este ano a eleição do Conselho de Representantes (CR) e de criar comissões por local de trabalho, com o objetivo de fortalecer a atuação da diretoria e ampliar a participação da categoria nas ações do sindicato.

Balanço de Gestão

A tese guia elaborou um texto em parceria com as demais representantes de chapas avaliando os quase três anos de mandato da atual gestão.

A avaliação é que houve avanços importantes, como reajuste salarial acumulado de 40,05% entre 2022 e 2024, implantação do vale-refeição e auxílio-saúde de até R$ 900,00.

Segundo o documento, houve também esforço para manter o equilíbrio financeiro do sindicato. No entanto, a entidade enfrentou dificuldades na mobilização da categoria, especialmente em pautas não financeiras, como na greve contra o ponto eletrônico.

O balanço reconhece que a gestão não conseguiu organizar o Conselho de Representantes nem implementar todas as propostas da Comissão de Mulheres sobre assédio. Apesar disso, garantiu a autonomia sindical ao não apoiar candidaturas à reitoria e promoveu debates democráticos.

O texto aponta a necessidade de fortalecer a participação da base e a luta por uma universidade pública, democrática, laica e inclusiva.

Mudanças estatutárias e moções

As alterações estatutárias propostas no encontro deverão passar por assembleia ordinária, instância responsável por aprovações desta natureza.

Foram apresentadas cinco moções, três delas aprovadas, uma rejeitada e outra não apreciada por falta de base jurídica.

Na avaliação de Elisiene Lobo, coordenadora geral do STU e membro da Comissão Organizadora do Congresso, o encontro atendeu aos anseios da categoria. “As discussões transcorreram com bastante tranquilidade, respeito e empatia, apesar das divergências políticas. As propostas aprovadas apontam as novas diretrizes que a entidade deve tomar nos próximos anos. E o mais importante, seguimos sendo um sindicato de luta, defendendo os interesses dos trabalhadores e pregando a unidade da categoria”, explicou ela.

Nesses três dias o congresso reuniu na sede do STU cerca de 200 delegados dos campi de Campinas, Paulínia, Limeira e Piracicaba para discutir e deliberar sobre os rumos da entidade para o próximo biênio.

A sistematização final das propostas aprovadas será disponibilizada em breve no site da entidade.

Mulheres reunidas no final do XIV Congresso do STU.

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