Arquivo diário 20 de janeiro de 2023

porStéphane Powaczuk

STU participa de reunião ampliada da Fasubra sobre conjuntura

Fortalecer as mobilizações contra o fascismo e defender as universidades públicas são prioridades das entidades de base que compõem a Fasubra.

O STU participou no dia 19/01 de uma reunião virtual ampliada da Fasubra, para análise de conjuntura e debates sobre as mobilizações nacionais.

Representantes dos sindicatos das Universidades de todo o país levantaram o mesmo coro da mobilização contra os ataques fascistas e em defesa da democracia. Debatemos a importância dos movimentos sindicais e das Universidades nesse cenário de ataques, além das pautas que devemos cobrar do Presidente Lula.

O STU destacou na reunião a necessidade de agir rapidamente em resposta aos ataques, e também manter a mobilização e reavaliação constante da conjuntura. A resposta rápida do sindicato, que chamou uma reunião extraordinária da diretoria na última segunda-feira (09/01) após os ataques, e organizou a participação do STU no ato em Campinas, foi essencial para fortalecer o ato contra o fascismo e contra anistia dos terroristas golpistas.

A Fasubra vem orientando mobilizações da base e também promoveu esse debate amplo entre as entidades, essencial no atual cenário.

É tempo de unir forças, agir em defesa do Estado democrático de direito, das Universidades, do funcionalismo público e ir às ruas!!!

Fique atento/a as nossas redes sociais para se manter atualizado/a sobre as mobilizações.

Print da reunião virtual da Plenária ampliada da Fasubra.
porFernanda de Freitas

Governo Lula recebe reitores e reafirma democracia e autonomia universitária

A Direção Nacional (DN) da FASUBRA vem, desde o início do governo Lula, acompanhando todas as movimentações em busca de espaços para estabelecer agendas sobre nossas pautas e, ao mesmo tempo, ampliar as articulações com o movimento social para garantir a defesa da democracia no país. Nesta quinta-feira (19/1), o presidente Lula e o ministro da Educação, Camilo Santana, se reuniram, no Palácio do Planalto, com cerca de 70 reitoras e reitores das universidades e dos institutos federais.

Lula recebe reitores das universidades e dos institutos federais

Durante o encontro, tanto o presidente Lula quanto o ministro da Educação destacaram que o novo governo garantirá a autonomia universitária. “Não pensem que o Lula vai escolher o reitor que ele gosta, quem tem que gostar do reitor são os professores da universidade, são os funcionários da universidade, é a comunidade universitária que tem que saber quem é que pode administrar bem por ela. Isso eu posso garantir para vocês”, declarou o presidente.

Camilo Santana também enfatizou o fortalecimento e o respeito à autonomia das universidades e dos institutos federais. O ministro da Educação ainda disse que o governo será de diálogo e citou alguns desafios à frente da Pasta. “O Ministério da Educação estará de portas abertas para o diálogo, para a união e para a reconstrução porque houve um desmonte. Estou impressionado com o desmonte que fizeram com a educação pública nesse país, com o desrespeito, com a quebra do pacto federativo entre estados, municípios e União”, criticou.

Para a DN, a atividade retoma a abertura para discutir o papel das instituições públicas de ensino, porém é importante que haja uma reunião com todas as entidades da educação federal para que o governo possa ouvir as propostas, as reivindicações que fizerem e não foram atendidos pelo governo anterior.

A DN FASUBRA, em conjunto com as entidades Andes, Sinasefe e UNE, entre outras, encaminharam um ofício ao presidente Lula solicitando uma reunião nos moldes das que aconteceram com as centrais e com os reitores.

Fonte: Fasubra Sindical / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

porFernanda de Freitas

Data-base 2023: Fórum e Cruesp farão reuniões técnicas em 27/1 e 28/2

A pedido do Fórum das Seis, o Conselho de Reitores (Cruesp), atualmente sob a presidência do reitor da Unicamp Antonio José de Almeida Martins (Tom Zé), agendou duas reuniões técnicas entre as partes: nos dias 27/1 e 28/2.

Os técnicos das universidades comprometeram-se a enviar um conjunto de dados solicitados pelo Fórum, antes de cada reunião. Eles se referem às contratações e às aposentadorias (realizadas em 2022 e previstas para 2023), reservas financeiras de cada universidade mês a mês, insuficiência financeira, benefícios etc.

O Fórum considera premente iniciar a discussão sobre o conjunto das perdas salariais – para retornar ao poder aquisitivo de maio/2012, por exemplo, faltam cerca de 21% – a valorização dos níveis iniciais das carreiras, as reivindicações da permanência estudantil e outras.


Comprometimento baixo com salários deu a tônica em 2022

O comprometimento médio acumulado com a folha de pagamento de janeiro a dezembro 2022 ficou em 70,29% nas três universidades: 67,23% na Unesp, 74,31% na Unicamp e 69,95% na USP. Os percentuais estão entre os menores desde a autonomia universitária conquistada em 1989.

O fechamento da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, referente à quota-parte do Estado (75%), sobre a qual incidem os repasses às estaduais paulistas (9,57%), apontou um total de R$ 149,816 bilhões em 2022.

O montante teve um crescimento nominal de 8,28%, comparado com o ano de 2021, e é cerca de R$ 7 bilhões superior à estimativa prevista inicialmente pelo governo do estado e que foi a base dos orçamentos das universidades para 2022 (R$ 142,873 bilhões).

Nos últimos meses do ano passado, a arrecadação foi afetada pela redução das alíquotas do ICMS dos combustíveis (leis complementares federais 192 e 194, de 2022, e emenda constitucional 123/2022).

O Fórum das Seis questionou o governo estadual sobre o ressarcimento às universidades, uma vez que o estado de São Paulo recebeu compensações do governo federal. Não houve resposta. O assunto seguirá na pauta entre Fórum e Cruesp.